Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 324, em Atos 3, vemos o poder de Deus manifestado nos milagres através dos apóstolos. Romanos 4-5 celebra a fé de Abraão como modelo de justificação e esperança. Provérbios 27:1-3 nos lembra de não nos vangloriarmos do futuro e da importância da humildade e da sabedoria no viver diário.

2. Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo.

3. Quando ele viu que Pedro e João iam en­trando no templo, implorou a eles uma esmola.

4. Pedro fitou nele os olhos, como também João, e disse: “Olha para nós”.

5. Ele os olhou com atenção, esperando receber deles alguma coisa.

6. Pedro, porém, disse: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho, eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!”.

7. E, tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto, pôs-se de pé e andava.

8. Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.

9. Todo o povo o viu andar e louvar a Deus.

10. Reconheceram ser o mesmo coxo que se sentava para mendigar à porta Formosa do templo, e encheram-se de espanto e pasmo pelo que lhe tinha acontecido.

11. Como ele se conservava perto de Pedro e João, uma multidão de curiosos afluiu a eles no pórtico chamado Salomão.

12. À vista disso, falou Pedro ao povo: “Homens de Israel, por que vos admirais assim? Ou por que fitais os olhos em nós, como se por nossa própria virtude ou piedade tivéssemos feito este homem andar?

13. O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo.

14. Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedis­tes que se vos desse um homicida.

15. Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas.

16. Em virtude da fé em seu nome foi que esse mesmo nome consolidou este homem, que vedes e conheceis. Foi a fé em Jesus que lhe deu essa cura perfeita, à vista de todos vós.

17. Agora, irmãos, sei que o fizes­tes por ignorância, como também os vossos chefes.

18. Deus, porém, assim cumpriu o que já antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer.

19. Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para serem apagados os vossos pecados.

20. Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus.

21. É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus, outrora, pela boca dos seus santos profetas.

22. Já dissera Moisés: O Senhor, nosso Deus, vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a este ouvireis em tudo o que ele vos disser.

23. Todo aquele que não ouvir esse profeta será exterminado do meio do povo (Dt 18,15.19).

24. Todos os profetas, que têm falado sucessivamente desde Samuel, anunciaram estes dias.

25. Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os nossos pais, quando disse a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra (Gn 22,18).

26. Foi em primeiro lugar para vós que Deus suscitou o seu servo, para vos abençoar, a fim de que cada um se aparte da sua iniquidade”.

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Capítulo 4

1. Que vantagem diremos, pois, que conseguiu Abraão, nosso pai segundo a carne?

2. Porque, se Abraão foi justificado em virtude de sua observância, tem de que se gloriar; mas não diante de Deus.

3. Ora, que diz a Escritura? Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado em conta de justiça (Gn 15,6).

4. Ora, o salário não é gratificação, mas uma dívida ao trabalhador.

5. Mas aquele que sem obra alguma crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada em conta de justiça.

6. É assim que Davi proclama bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente das obras:

7. Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades foram perdoadas e cujos pecados foram cobertos!

8. Bem-aventurado o homem ao qual o Senhor não imputou o seu pecado (Sl 31,1s).

9. Essa bem-aventurança é somente para os circuncisos, ou também para os incircuncisos? Dizemos, com efeito, que a fé foi imputada a Abraão em conta de justiça.

10. Quando lhe foi ela imputada? Depois ou antes de sua circuncisão? Não depois, mas antes de ser circuncidado.

11. Depois é que recebeu o sinal da circuncisão, como selo da justiça que tinha obtido pela fé antes de ser circuncidado. E assim se tornou o pai de todos os incircuncisos que creem, a fim de que também a estes seja imputada a justiça.*

12. Pai também dos circuncisos, que não só trazem o sinal, mas que acompanham as pegadas da fé que nosso pai Abraão possuía antes de ser circuncidado.

13. Com efeito, não foi em virtude da Lei que a promessa de herdar o mundo foi feita a Abraão ou à sua posteridade, mas em virtude da justiça da fé.

14. Porque, se a heran­ça é reservada aos observadores da Lei, a fé já não tem razão de ser e a promessa fica sem valor.

15. Porquanto a Lei produz a ira; e onde não existe Lei, não há transgressão.*

16. Logo, é pela fé que alguém se torna herdeiro. Portanto, gratuitamente; e a promessa é assegurada a toda a posteridade de Abraão, não somente aos que procedem da Lei, mas também aos que possuem a fé de Abraão, que é pai de todos nós.

17. Em verdade, está escrito: Eu te constituí pai de muitas nações (Gn 17,5); (nosso pai, portanto) diante dos olhos daquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que estão no nada.*

18. Esperando, contra toda a esperança, Abraão teve fé e se tornou pai de muitas nações, segundo o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência (Gn 15,5).*

19. Não vacilou na fé, embora reconhecendo o seu próprio corpo sem vigor – pois tinha quase cem anos – e o seio de Sara igualmente amortecido.

20. Ante a promessa de Deus, não vacilou, não desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus.

21. Estava plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera.

22. Eis por que sua fé lhe foi contada como justiça.

23. Ora, não é só para ele que está escrito que a fé lhe foi imputada em conta de justiça.

24. É também para nós, pois a nossa fé deve ser-nos imputada igualmente, porque cremos naquele que dos mortos ressuscitou Jesus, nosso Senhor,

25. o qual foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação.

Capítulo 5

1. Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.*

2. Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloria­mos na esperança de possuir um dia a glória de Deus.*

3. Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência,

4. a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.

5. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

6. Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios.*

7. Com muita dificuldade, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer.

8. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.

9. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, se­remos por ele salvos da ira.

10. Se, quando éramos ainda inimigos, fomos recon­ciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.

11. Ainda mais: nós nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem desde agora temos recebido a reconciliação!

12. Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram...

13. De fato, até à Lei, o mal estava no mundo. Mas o mal não é imputado quando não há Lei.

14. No entanto, desde Adão até Moisés reinou a morte, mesmo sobre aqueles que não pecaram à imitação da transgressão de Adão (o qual é figura do que havia de vir).*

15. Mas, com o dom gratuito, não se dá o mesmo que com a falta. Pois se a falta de um só causou a morte de todos os outros, com muito mais razão o dom de Deus e o benefício da graça obtida por um só homem, Jesus Cristo, foram concedidos copiosamente a todos.

16. Nem aconteceu com o dom o mesmo que com as conse­quên­cias do pecado de um só: a falta de um só teve por consequência um veredicto de condenação, ao passo que, depois de muitas ofensas, o dom da graça atrai um juízo de justificação.

17. Se pelo pecado de um só homem reinou a morte (por esse único homem), muito mais aqueles que receberam a abundância da graça e o dom da justiça reinarão na vida por um só, que é Jesus Cristo!

18. Portanto, como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens, assim por um único ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida.

19. Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.

20. Sobreveio a Lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabun­dou a graça.*

21. Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a graça reinaria pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.

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1. Não te gabes do dia de amanhã porque não sabes o que ele poderá engendrar.

2. Que seja outro que te louve, não a tua própria boca; um estranho, não teus próprios lábios.

3. Pesada é a pedra, pesada a areia, mais pesada ainda é a cólera de um tolo.

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"Se você fala das próprias virtudes para se exibir ou para vã ostentação perde todo o mérito." São Padre Pio de Pietrelcina