Plano Completo de Leitura
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No dia 305, 2 Macabeus 8 narra a liderança sábia e estratégica dos Macabeus em tempos de conflito. Sabedoria 5-6 nos inspira a buscar justiça e compreensão, enquanto Provérbios 24:30-34 alerta sobre a importância da diligência e do cuidado em nossas responsabilidades diárias.
1. Judas, chamado Macabeu, e seus companheiros penetravam secretamente nas aldeias e convocavam seus parentes. Arrastando consigo todos os que se haviam mantido fiéis ao judaísmo, formaram um grupo de aproximadamente seis mil homens.
2. Suplicavam ao Senhor que olhasse para o povo, desdenhado por todos; que se compadecesse do templo profanado pelos ímpios;
3. que tivesse compaixão da cidade devastada, perto de ser reduzida ao nível do solo; que escutasse a voz do sangue derramado que a ele clamava;
4. que se lembrasse da desumana carnificina de crianças inocentes e que vingasse também as blasfêmias proferidas contra seu nome.
5. Judas tornou-se o chefe da tropa e os gentios viram-se incapazes de resistir-lhe porque a cólera de Deus tinha-se convertido em misericórdia.
6. Atacava de improviso as cidades e aldeias e as incendiava. Ocupava as posições favoráveis, de onde afugentava não poucos de seus inimigos.
7. Era principalmente à noite que ele empreendia essas expedições. A fama de seu valor espalhava-se por toda a parte.
8. Vendo Judas progredir dia a dia e alcançar sempre frequentes vitórias, Filipe escreveu ao governador da Celessíria e da Fenícia, Ptolomeu, e pediu-lhe auxílio para defender os interesses do rei.*
9. Imediatamente, Ptolomeu designou Nicanor, um dos primeiros amigos do rei e filho de Pátroclo, e o enviou à frente de uns vinte mil homens de todas as nações, para exterminar toda a raça judia. Agregou a ele Górgias, general perito em assuntos de guerra.
10. Nicanor esperava obter, com a venda dos judeus que fossem aprisionados, os dois mil talentos que o rei devia como tributo aos romanos.
11. Enviou sem perda de tempo, às cidades da costa, o convite para que viessem comprar judeus, prometendo entregar noventa escravos por um talento. Mas não suspeitava então de que o castigo do Todo-poderoso iria cair sobre ele.
12. A notícia do avanço de Nicanor chegou a Judas, o qual informou aos seus da chegada dos inimigos.
13. Num relance, os que tinham medo ou não tinham confiança na justiça de Deus, fugiram e dispersaram-se.
14. Os outros venderam seus pertences, suplicando ao Senhor que os livrasse do ímpio Nicanor, que os havia vendido antes mesmo de tê-los em mãos.
15. Se não por causa deles, que o fizesse ao menos em consideração às alianças estabelecidas com seus pais e porque seu santo e sublime nome tinha sido invocado sobre eles.
16. Macabeu reuniu então ao redor de si seus homens, em número de seis mil, exortou-os a não se deixarem intimidar pelos inimigos, nem temerem essa massa de gentios que vinha injustamente contra eles, e que combatessem com valentia;
17. que pensassem na indigna profanação infligida por eles ao templo, na humilhação imposta à cidade devastada e na ruína das tradições de seus antepassados.
18. “Eles confiam – dizia ele – nas suas armas e na sua audácia, mas nós colocamos nossa segurança no Deus Todo-poderoso, que pode, com um só leve aceno, desbaratar tanto os que nos atacam como o universo inteiro!”
19. Lembrou-lhes no passado o caso da proteção divina como, por exemplo, do exército de Senaquerib, haviam perecido cento e oitenta mil homens.
20. E, na batalha contra os gálatas, na Babilônia, oito mil judeus tiveram de lutar ao lado de quatro mil macedônios. Como estes se achavam numa situação crítica, os oito mil judeus massacraram cento e vinte mil inimigos, por causa do socorro que lhes foi dado do céu, e ainda recolheram um vasto despojo.
21. Após ter reconfortado seus companheiros e tê-los incitado a morrer pelas leis e pela pátria, dividiu o exército em quatro divisões.
22. Pôs à frente destes seus irmãos Simão, José e Jônatas, como também Eleazar, cada qual chefiando mil e quinhentos homens.*
23. Apenas terminada a leitura do Livro santo e dada a senha: “Socorro de Deus”, ele mesmo pôs-se à frente do primeiro corpo e travou a batalha contra Nicanor.
24. O Todo-poderoso combateu ao lado deles. Massacraram mais de nove mil inimigos, feriram e mutilaram a maior parte dos soldados de Nicanor e os puseram em fuga.
25. Apoderaram-se também do dinheiro dos que tinham vindo para comprá-los, e perseguiram por muito tempo os vencidos, mas tiveram que desistir, impedidos pelo tempo,
26. porque era véspera de sábado, e isso os impedia de prosseguir.
27. Ajuntaram as armas, recolheram os despojos dos inimigos e chegaram assim ao sábado, bendizendo o Senhor à porfia, e glorificando-o por havê-los livrado nesse dia, prenunciando a alvorada de sua misericórdia.
28. Passado o sábado, eles reservaram uma parte dos espólios para os que haviam sofrido com a perseguição, as viúvas e os órfãos. Dividiram o resto entre eles e seus filhos.
29. Feito isso, rezaram ao Senhor em comum, suplicando misericórdia e reconciliação completa com seus servos.
30. Nos diferentes combates com os soldados de Timóteo e de Báquides, eles mataram mais de vinte mil e tornaram-se senhores absolutos de algumas fortalezas em pontos elevados. A abundante presa dividiram-na em duas partes iguais: uma para si mesmos, outra para os perseguidos, as mulheres, os órfãos e também os anciãos.
31. As armas que eles haviam recolhido foram colocadas diligentemente em lugares seguros e levaram a Jerusalém o resto dos despojos.
32. Mataram o chefe dos guardas de Timóteo, um dos homens mais perversos, que havia feito muito mal aos judeus.
33. Quando celebraram a festa da vitória em Jerusalém, queimaram, dentro de uma pequena casa onde se haviam refugiado, Calístenes e os que haviam incendiado as portas do templo, infligindo-lhes assim o justo castigo de seu sacrilégio.
34. O tríplice celerado Nicanor – que fizera vir mil negociantes, para vender-lhes os judeus –
35. humilhado, graças a Deus, por aqueles que ele desprezava profundamente, despojou-se da vestidura de honra, e, atravessando o interior do país sozinho, como um fugitivo, chegou a Antioquia, feliz por ainda ter podido escapar ao desastre de seu exército.
36. E ele, que tinha prometido pagar o tributo aos romanos com o dinheiro que tiraria da venda dos cativos de Jerusalém, publicou que os judeus possuíam um protetor e que se tornavam invulneráveis quando observavam as leis estabelecidas por esse defensor.
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1. Então, com grande confiança, o justo se levantará em face dos que o perseguiram e zombaram dos seus males aqui embaixo.
2. Diante de sua vista serão presos de grande temor e tomados de assombro ao vê-lo salvo contra sua expectativa;*
3. tocados de arrependimento, dirão entre si: e, gemendo na angústia de sua alma, dirão:
4. “Ei-lo, aquele de quem outrora escarnecemos, e a quem loucamente cobrimos de insultos! Considerávamos sua vida como uma loucura, e sua morte como uma vergonha.
5. Como, pois, é ele do número dos filhos de Deus, e como está seu lugar entre os santos?
6. Portanto, nós nos desgarramos para longe da verdade: a luz da justiça não brilhou para nós e o sol não se levantou sobre nós!
7. Nós nos manchamos nas sendas da iniquidade e da perdição, erramos pelos desertos sem caminhos e não conhecemos o caminho do Senhor!
8. O que ganhamos com nosso orgulho, e que nos trouxe a riqueza unida à arrogância?
9. Tudo isso desapareceu como sombra, como notícia que passa;*
10. como navio que fende a água agitada, sem que se possa reencontrar o rasto de seu itinerário, nem a esteira de sua quilha nas ondas.
11. Como a ave que, atravessando o ar em seu voo, não deixa após si o traço de sua passagem, mas, ferindo o ar com suas penas, fende-o com a impetuosa força do bater de suas asas, atravessa-o e logo nem se nota indício de sua passagem;
12. como quando uma flecha, que é lançada ao alvo, o ar que ela cortou volta imediatamente à sua posição de modo que não se pode distinguir sua trajetória,
13. assim, também nós, apenas nascidos, cessamos de ser, e não podemos mostrar traço algum de virtude: é no mal que nossa vida se consumiu!”.
14. Assim a esperança do ímpio é como a poeira levada pelo vento, e como uma leve espuma espalhada pela tempestade; ela se dissipa como o fumo ao vento, e passa como a lembrança do hóspede de um dia.*
15. Mas os justos viverão eternamente; sua recompensa está no Senhor, e o Altíssimo cuidará deles.*
16. Por isso, receberão a régia coroa de glória, e o diadema da beleza da mão do Senhor, porque os cobrirá com sua direita, e os protegerá com seu braço.
17. Por armadura tomará seu zelo cioso, e armará as criaturas para se vingar de seus inimigos.
18. Tomará por couraça a justiça, e por capacete a integridade no julgamento.
19. Ele se cobrirá com a santidade, como com um impenetrável escudo,
20. afiará o gume de sua ira para lhe servir de espada, e o mundo se reunirá a ele na luta contra os insensatos.
21. Os raios partirão como flechas bem dirigidas, e, como de um arco bem distendido, voarão das nuvens para o alvo;
22. uma balista fará cair uma pesada saraiva de ira; a água do mar se levantará em turbilhão contra eles e os rios os arrastarão impetuosamente.
23. O sopro do Todo-poderoso se insurgirá contra eles e os dispersará como um furacão; a iniquidade fará de toda a terra um deserto, e a malícia derribará os tronos dos poderosos!*
1. Ouvi, pois, ó reis, e entendei; aprendei vós que governais o universo!*
2. Prestai ouvidos, vós que reinais sobre as nações e vos gloriais do número de vossos povos!
3. Porque é do Senhor que recebestes o poder, e é do Altíssimo que tendes o poderio; é ele que examinará vossas obras e sondará vossos pensamentos!*
4. Se, ministros do reino, vós não julgastes equitativamente, nem observastes a Lei, nem andastes segundo a vontade de Deus,
5. ele se apresentará a vós, terrível, inesperado, porque aqueles que dominam serão rigorosamente julgados.
6. Ao menor, com efeito, a compaixão atrai o perdão, mas os poderosos serão examinados sem piedade.
7. O Senhor de todos não fará exceção para ninguém, e não se deixará impor pela grandeza, porque, pequenos ou grandes, é ele que a todos criou, e de todos cuida igualmente;*
8. mas para os poderosos o julgamento será severo.
9. É a vós, pois, ó príncipes, que me dirijo, para que aprendais a sabedoria e não resvaleis,
10. porque aqueles que santamente observarem as santas leis serão santificados, e os que as tiverem estudado poderão justificar-se.
11. Ansiai, pois, pelas minhas palavras, reclamai-as ardentemente e sereis instruídos.
12. Resplandecente é a sabedoria, e sua beleza é inalterável: os que a amam, descobrem-na facilmente.
13. Os que a procuram encontram-na. Ela antecipa-se aos que a desejam.
14. Quem, para possuí-la, levanta-se de madrugada não terá trabalho, porque a encontrará sentada à sua porta.
15. Fazê-la objeto de seus pensamentos é a prudência perfeita, e quem por ela vigia, em breve não terá mais cuidado.
16. Ela mesma vai à procura dos que são dignos dela; ela lhes aparece nos caminhos cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos os seus pensamentos,
17. porque, verdadeiramente, desde o começo, seu desejo é instruir, e desejar instruir-se é amá-la.
18. Mas amá-la é obedecer às suas leis, e obedecer às suas leis é a garantia da imortalidade.
19. Ora, a imortalidade faz habitar junto de Deus;
20. assim o desejo da sabedoria conduz ao Reino!
21. Se, pois, cetros e tronos vos agradam, ó vós que governais os povos, honrai a sabedoria, e reinareis eternamente.
22. Mas eu vou dizer o que é a sabedoria e como ela nasceu. Não vos esconderei os seus mistérios; mas a investigarei até sua mais remota origem; porei à luz o que dela pode ser conhecido, e não me afastarei da verdade.
23. Não imitarei aquele a quem a inveja consome, porque esse tal não tem nada a ver com a sabedoria:*
24. é no grande número de sábios que se encontra a salvação do mundo, e um rei sensato faz a prosperidade de seu povo.
25. Deixai-vos, pois, instruir por minhas palavras, e nelas encontrareis grande proveito.
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30. Perto da terra do preguiçoso eu passei, junto à vinha de um homem insensato:
31. eis que, por toda a parte, cresciam abrolhos, urtigas cobriam o solo, o muro de pedra estava por terra.
32. Vendo isso, refleti; daquilo que havia visto, tirei esta lição:
33. um pouco de sono, um pouco de torpor, um pouco cruzando as mãos para descansar
34. e virá a indigência como um vagabundo, a miséria como um homem armado!
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"Que Jesus reine sempre soberano no seu coração." São Padre Pio de Pietrelcina