Plano Completo de Leitura
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No dia 281 do plano, refletimos sobre a determinação de Neemias em restaurar a comunidade e fortalecer a fidelidade a Deus. Malaquias 1-4 nos lembra das advertências e promessas divinas para o povo de Israel. Provérbios 21:25-28 nos ensina sobre diligência, justiça e integridade, incentivando-nos a viver de acordo com a sabedoria de Deus.
1. Naquele tempo, por ocasião de uma leitura pública do Livro de Moisés, descobriu-se um texto no qual se dizia que o amonita e o moabita jamais deviam ingressar na assembleia de Deus,
2. porque não tinham vindo ao encontro dos filhos de Israel com pão e água e haviam contratado Balaão para amaldiçoá-los – maldição que nosso Deus mudara em bênção.*
3. Logo que se ouviu a leitura dessa Lei, excluíram de Israel todos os elementos estrangeiros.
4. Antes disso, o sacerdote Eliasib, intendente dos depósitos da casa de nosso Deus e parente de Tobias,
5. colocara à disposição deste último uma grande sala, onde se depositavam até então as oferendas, o incenso, os utensílios, o dízimo do trigo, do vinho e do azeite, a taxa dos levitas, dos cantores e porteiros e as ofertas devidas aos sacerdotes.
6. Quando fazia tudo isso, eu não estava mais em Jerusalém, porque no trigésimo segundo ano do reinado de Artaxerxes, rei da Babilônia, fui ter com o rei.
7. Decorrido algum tempo, voltei a Jerusalém com a aquiescência do rei e tive conhecimento do mal que havia cometido Eliasib em favor de Tobias, colocando-lhe à disposição uma sala nos átrios da casa de Deus.
8. Fiquei grandemente indignado. Mandei tirar para fora do quarto todo o mobiliário de Tobias,
9. ordenei que purificassem a sala e fiz recolocar os utensílios da casa de Deus, as oferendas e o incenso.
10. Soube também que as dádivas devidas aos levitas não lhes tinham sido entregues e que os levitas e os cantores encarregados do serviço tinham se retirado cada um para as suas terras.*
11. Censurei os magistrados e disse-lhes: “Por que foi abandonada a casa de Deus?”. Depois reuni os levitas e cantores e os recoloquei em seus postos.
12. Então, todo o Judá trouxe para os armazéns o dízimo do trigo, do vinho e do óleo.
13. Confiei a intendência dos armazéns ao sacerdote Selemias, ao escriba Sadoc e a Fadaías, um dos levitas, com o seu auxiliar Hanã, filho de Zacur, filho de Matanias, porque tinham reputação de integridade. Foram encarregados de fazer a distribuição aos seus irmãos.
14. Recordai-vos de mim, ó meu Deus, que fiz tudo isso e não apagueis de vossa memória os atos de piedade que fiz pela casa de meu Deus e por seu culto.
15. Na mesma época, encontrei em Judá homens que pisavam uvas durante o sábado, carregavam molhos e transportavam em jumentos vinho, uva, figos e toda a espécie de fardos, levando-os para Jerusalém em dia de sábado. Admoestei-os então a respeito do dia em que vendiam os seus produtos.
16. Havia também alguns de Tiro, estabelecidos na cidade, que traziam peixes e toda a espécie de mercadorias, que vendiam em dia de sábado aos judeus, em Jerusalém.
17. Dirigi-me aos importantes de Judá: “Procedeis muito mal, profanando o dia de sábado.
18. Vossos pais faziam o mesmo e foi por isso que Deus fez cair todas essas desgraças sobre vós e sobre esta cidade. E vós ireis acender sua cólera contra Israel, profanando o sábado?”.
19. Em consequência, logo que as portas de Jerusalém foram cobertas pela sombra, antes do sábado, mandei que se fechassem as portas e só as abrissem depois do sábado. Ademais, coloquei nas portas alguns dos meus homens, a fim de impedir que qualquer mercadoria entrasse durante o sábado.
20. Então, os negociantes e vendedores de toda a espécie de produtos passaram uma ou duas vezes a noite fora de Jerusalém.
21. Interroguei-os: “Por que passais a noite diante das muralhas? Se recomeçardes, mandarei castigar-vos”. Cessaram então de vir durante o sábado.
22. E ordenei aos levitas que se purificassem e viessem guardar as portas para santificar o dia de sábado. Recordai-vos de mim, ó meu Deus, por causa disso e tende piedade de mim segundo a vossa grande misericórdia.
23. Naqueles dias, encontrei judeus que se tinham casado com mulheres de Azoto, de Amon e de Moab.
24. A metade de seus filhos falava a língua de Azoto e não sabia mais o hebraico. O mesmo sucedia com a língua dos outros povos.*
25. Admoestei-os e os amaldiçoei, até bati em muitos, arranquei os cabelos de alguns e ordenei-lhes, em nome de Deus, que não mais dessem suas filhas aos filhos de estrangeiros e não tomassem filhas estrangeiras para os seus filhos nem para si mesmos.
26. “Não foi esse – disse eu – o pecado de Salomão, rei de Israel? Não existia rei algum como ele entre a multidão das nações; era amado de seu Deus e Deus o tinha tornado rei de todo o Israel. Contudo, foram as mulheres estrangeiras que induziram tal homem a pecar.
27. E haveremos de ouvir que estais cometendo esse grande crime e que sois assim infiéis ao nosso Deus, desposando mulheres estrangeiras?”
28. Ora, um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasib, tornara-se genro de Sanabalat, o horonita; expulsei-o para longe de mim.
29. Recordai-vos, ó meu Deus, daqueles que profanaram assim o sacerdócio e os deveres sagrados dos sacerdotes e dos levitas!
30. Foi assim que purifiquei o povo de todo o elemento estrangeiro. Coloquei em vigor os regulamentos que sacerdotes e levitas deviam observar em seus respectivos misteres
31. e restabeleci a oferenda da madeira nas épocas determinadas, bem como as primícias. Levai-o em conta, ó meu Deus, para o meu bem!
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1. Oráculo. Palavra do Senhor dirigida a Israel por seu Mensageiro.*
2. “Eu vos amei” – diz o Senhor –. “E vós dizeis: em que nos amastes? Esaú não era, porventura, irmão de Jacó? – oráculo do Senhor. Contudo, amei Jacó
3. e aborreci Esaú, transformei suas montanhas em desertos solitários e entreguei sua herança aos chacais do deserto.*
4. Ainda que dissessem os edomitas: fomos destruídos, mas nos levantaremos de nossa ruína, eis o que diz o Senhor dos exércitos: que eles construam e eu destruirei; sua terra será chamada terra da impiedade, povo contra o qual irou-se o Senhor para sempre.
5. Vereis isto com os vossos olhos e direis: o Senhor é grande, mesmo para além do território de Israel!*
6. O filho respeita seu pai e o servo, seu senhor. Ora, se eu sou Pai, onde estão as honras que me são devidas? E se eu sou o Senhor, onde está o temor que se me deve? – diz o Senhor dos exércitos a vós, sacerdotes, que desprezais o seu nome e dizeis: que desprezo temos tido por teu nome?
7. Ofereceis sobre o meu altar alimentos impuros! E ousais dizer: Em que desprezamos o teu nome? E julgais que a mesa do Senhor seja de pouca importância.
8. Se ofereceis em sacrifício um animal cego, não haverá mal algum nisto? E, se trazeis um animal coxo e doente, não vedes mal algum nisto? Vai, pois, oferecê-lo ao teu governador; crês que lhe agradarias, que ele receberia bem? – diz o Senhor dos exércitos.
9. Ide agora rogar a Deus que nos perdoe! Tendo feito tudo isto com vossas próprias mãos, ele nos ouvirá favoravelmente? – diz o Senhor dos exércitos.
10. Vá, antes, um de vós e feche as portas. Não acendereis mais inutilmente o fogo no meu altar. Não tenho nenhuma complacência convosco – diz o Senhor dos exércitos – e nenhuma oferta de vossas mãos me é agradável.
11. Porque, do nascente ao poente, meu nome é grande entre as nações e em todo lugar se oferecem ao meu nome o incenso, sacrifícios e oblações puras. Sim, grande é o meu nome entre as nações – diz o Senhor dos exércitos.*
12. Vós, porém, o profanais quando dizeis: A mesa do Senhor está manchada; o que nela se oferece é um alimento comum.
13. E dizeis ainda: Ai, que cansaço! E mostrais desprezo pelo altar. Trazeis o animal roubado, o coxo, o doente. Julgais que vou aceitá-lo de vossas mãos? – diz o Senhor.
14. Maldito seja o homem fraudulento que consagra e sacrifica ao Senhor um animal defeituoso, tendo no rebanho animais sadios! Sou um grande Rei – diz o Senhor – e o meu nome é temível entre as nações.”
1. “A vós, ó sacerdotes, dou esta ordem:
2. Se não me ouvirdes, se não tomardes a peito a glória de meu nome – diz o Senhor dos exércitos –, lançarei contra vós a maldição, trocarei em maldições as vossas bênçãos; aliás, já o fiz, porque não tomastes a peito (as minhas ordens).
3. Eis que vou abater vosso braço, espalhar-vos esterco no rosto – o esterco de vossas festas – e sereis lançados fora com ele.
4. Então, sabereis que fui eu que vos dei esta ordem para que subsista o meu pacto com Levi – diz o Senhor dos exércitos.
5. A minha aliança com Levi foi um pacto de vida e prosperidade e também de temor, a fim de que ele temesse o meu nome; e ele temeu-me e sempre teve reverência por meu nome;
6. sua boca ensinou a verdade, e não se encontrou perversidade nos seus lábios. Andou comigo na paz e na retidão, e afastou do mal grande número de homens.
7. Porque os lábios do sacerdote guardam a ciência e é de sua boca que se espera a doutrina, pois ele é o mensageiro do Senhor dos exércitos.
8. Mas vós vos desviastes do caminho reto e fostes causa de muitos vacilarem na Lei; violastes o pacto de Levi – diz o Senhor dos exércitos.
9. Por isso, eu vos tornei desprezíveis e abjetos aos olhos de todo o povo, porque não guardastes os meus mandamentos e fizestes acepção de pessoas na aplicação da Lei.”
10. “Acaso não é um mesmo o Pai de todos nós? Não foi um mesmo Deus que nos criou? Por que razão somos pérfidos uns para com os outros, violando assim o pacto de nossos pais?
11. Judá cometeu uma infâmia, a abominação foi perpetrada em Israel e Jerusalém; com efeito, Judá profanou o que é consagrado ao Senhor, porquanto amou e desposou a filha de um deus estrangeiro.*
12. Que o Senhor extermine das tendas de Jacó todo culpado, o que testemunha e o que responde, e o elimine dentre os que apresentam uma oferta ao Senhor dos exércitos.*
13. Eis ainda outra maldade que cometeis: inundais de lágrimas, prantos e gemidos o altar do Senhor, porque o Senhor não dá atenção alguma a vossas ofertas e não se compraz no que lhe apresentais com vossas mãos.*
14. E dizeis: Mas por quê?! É porque o Senhor foi testemunha entre ti e a esposa de tua juventude. Foste-lhe infiel, sendo ela a tua companheira e a esposa de tua aliança.
15. Porventura não fez ele um só ser com carne e sopro de vida? E para que pende este ser único, senão para uma posteridade concedida por Deus? Tende, pois, cuidado de vós mesmos, e que ninguém seja infiel à esposa de sua juventude.
16. Quando alguém, por aversão, repudia a mulher – diz o Senhor, Deus de Israel –, cobre de injustiça as suas vestes – diz o Senhor dos exércitos. Tende, pois, cuidado de vós mesmos e não sejais infiéis!”
17. “Vós sois pesados ao Senhor com vossos discursos. E perguntais: O quê? Nós o cansamos? – Sim! Porque dizeis: Aquele que faz o mal é bem visto aos olhos do Senhor, que nele se compraz; ou: Onde está Deus para julgar?”
1. “Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu Templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos.*
2. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros.
3. Ele se sentará para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então, eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm.
4. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.
5. Virei ter convosco para julgar vossas questões e serei uma testemunha pronta contra os mágicos, os adúlteros, os perjuros, contra os que retêm o salário do operário, que oprimem a viúva e o órfão, que maltratam o estrangeiro e não me temem – diz o Senhor.
6. Porque eu sou o Senhor e não mudo; e vós, ó filhos de Jacó, não sois ainda um povo extinto.
7. Desde os dias de vossos pais vos apartastes de meus mandamentos e não os guardastes. Voltai a mim, e eu me voltarei para vós – diz o Senhor dos exércitos. Vós, porém, dizeis: Mas voltar como?
8. Pode o homem enganar o seu Deus? Por que procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos temos enganado? No pagamento dos dízimos e nas ofertas.*
9. Fostes atingidos pela maldição, e vós, nação inteira, procurais enganar-me.
10. Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário.*
11. Para vos beneficiar afugentarei o gafanhoto, que não destruirá mais os frutos de vossa terra e não haverá nos campos vinha improdutiva – diz o Senhor dos exércitos.*
12. Todas as nações vos felicitarão, porque sereis terra de delícias – diz o Senhor dos exércitos.
13. Tendes proferido palavras violentas contra mim – diz o Senhor. E perguntais: O que é que dissemos contra vós?
14. Dissestes: É trabalho perdido servir a Deus. Que ganhamos com a obediência às suas ordens e com as procissões de luto diante do Senhor dos exércitos?
15. Agora, temos por ditosos os arrogantes e prosperam os que cometem a iniquidade; ousam, até, tentar a Deus e escapam ao castigo.
16. Assim falavam os que temem o Senhor. Mas o Senhor ouviu atento: diante dele foi escrito o livro que conserva a memória daqueles que temem o Senhor e respeitam o seu nome.
17. Eles serão para mim um bem particular – diz o Senhor dos exércitos – no dia em que eu agir; eu os tratarei benignamente como um pai trata com indulgência o filho que o serve.
18. E vereis de novo que há uma diferença entre justo e ímpio, entre quem serve a Deus e quem não o serve.
19. Porque eis que vem o dia, ardente como uma fornalha. E todos os soberbos, todos os que cometem o mal serão como a palha; este dia que vai vir os queimará – diz o Senhor dos exércitos – e nada ficará: nem raiz nem ramos.
20. Mas sobre vós que temeis o meu nome se levantará o sol de justiça que traz a salvação em seus raios. Saireis e saltareis, livres como os bezerros ao saírem do estábulo.
21. Pisareis aos pés os ímpios, os quais serão pó, sob a planta de vossos pés, no dia em que eu agir – diz o Senhor dos exércitos.
22. Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a quem prescrevi ordenações e mandamentos para todo o Israel, no monte Horeb.
23. Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor,
24. e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não ferirei mais de interdito a terra.”*
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25. Os desejos do preguiçoso o matam porque suas mãos recusam o trabalho;
26. passam todo o dia a desejar com ardor, mas quem é justo dá largamente.
27. O sacrifício dos ímpios é abominável, mormente quando o oferecem com má intenção.
28. A testemunha mentirosa perecerá, mas o homem que escuta sempre poderá falar.
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"O Senhor se comunica conosco à medida que nos libertamos do nosso apego aos sentidos, que sacrificamos nossa vontade própria." São Padre Pio de Pietrelcina