Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 272, acompanhamos a fervorosa oração de Neemias em favor de Jerusalém e seu planejamento para restaurar a cidade. Zacarias 12-13 traz visões sobre proteção, purificação e esperança, e Provérbios 20:20-22 nos orienta sobre prudência, amizade e retribuição justa.

Capítulo 1

1. Palavras de Neemias, filho de Hacalias. No mês de Casleu do vigésimo ano, encontrando-me eu em Susa, no palácio,*

2. eis que chegaram de Judá, Hanani, um de meus irmãos, com alguns companheiros. Perguntei-lhes pelos judeus libertados que tinham escapado do cativeiro e a respeito de Jerusalém.

3. “Aqueles que escaparam do cativeiro – disseram-me eles – estão lá na Província, numa grande miséria e humilhação. Os muros de Jerusalém estão em ruínas e suas portas foram incendiadas.”

4. Ouvindo tais palavras, sentei-me para chorar e fiquei vários dias desconsolado; jejuei e orei diante do Deus do céu,*

5. dizendo: “Ah, Senhor, Deus do céu, Deus grande e temível, vós que permaneceis fiel à vossa aliança e exerceis a misericórdia para com aqueles que vos amam e observam os vossos mandamentos,

6. que vossos ouvidos estejam atentos e vossos olhos se abram para ouvirdes a prece que eu, vosso servo, estou fazendo na vossa presença, de noite e de dia, pelos filhos de Israel, vossos servos, confessando os pecados que nós, os israelitas, cometemos contra vós. Porque eu mesmo e a casa de meu pai temos pecado.

7. Nós vos ofendemos gravemente e não observamos as leis, os mandamentos e os preceitos que destes a Moisés, vosso servo.

8. Lembrai-vos da palavra que destes ao vosso servo Moisés, dizendo: ‘Se transgredirdes meus preceitos, eu vos dispersarei entre as nações;

9. mas, se voltardes a mim, se obser­­var­des os meus mandamentos e os praticardes, mesmo que estejais deportados às extremidades do céu, eu vos reunirei ali e vos farei retornar ao lugar que escolhi para estabelecer nele a morada de meu nome’.

10. Eles são vossos servos, esse mesmo povo que libertastes com o poder e a força de vossa mão.

11. Ah, Senhor, prestai ouvidos à oração deste vosso servo e à oração dos vossos servos que veneram o vosso nome. Dignai-vos hoje dar bom êxito ao vos­so servo e fazei-o ganhar o favor do rei”. Eu era então copeiro do rei.

Capítulo 2

1. No vigésimo ano do rei Artaxerxes, no mês de Nisã, estando o vinho diante de mim, tomei-o e o ofereci ao rei. Ora, jamais em outra ocasião eu estivera triste em sua presença.

2. Disse-me o rei: “Por que tens a face sombria? Não estás doente! Tens no entanto algum dissabor!”.

3. Muito conturbado, respondi ao rei: “Viva o rei para sempre! Como não haveria eu de estar pesaroso, desde que a cidade onde se encontram os túmulos de meus pais está devastada e suas portas con­sumidas pelo fogo?”.

4. Disse-me o rei: “Que tens a me pedir?”.

5. Então, fazendo uma prece ao Deus do céu eu disse ao rei: “Se aprouver ao rei e se o teu servo te é agradável, permite-me ir para a terra de Judá, à cidade onde se encontram os túmulos de meus pais, para reconstruí-la”.

6. O rei, junto de quem estava sentada a rainha, perguntou-me: “Quanto tempo durará tua viagem? Quando voltarás?”. Ele consentiu que eu partisse, logo que lhe fixei certo prazo.

7. Prossegui: “Se o rei achar bom, que me deem missivas para os governadores de além do rio, a fim de que me deixem passar para Judá;

8. e outra carta para Asaf, o intendente da floresta real, para que ele me forneça a madeira para a viga das portas da fortaleza vizinha ao templo, para as muralhas da cidade e para a casa em que eu habitar”. O rei concordou com o meu pedido, porque a mão favorável de meu Deus estava comigo.

9. Fui ter com os governadores de além do rio e entreguei-lhes as cartas do rei. O rei também tinha enviado para mim alguns chefes militares e cavaleiros.

10. Mas, quando Sanabalat, o horonita, e Tobias, o servo amonita, foram informados disso, ficaram grandemente despeitados por ter chegado um homem que procurava o bem dos filhos de Israel.

11. Cheguei a Jerusalém e depois de ter passado ali três dias,

12. levantei-me durante a noite acompanhado de um pequeno grupo de homens, sem dizer a ninguém o que o meu Deus me tinha inspirado fazer por Jerusalém. Não tinha comigo outro animal senão aquele em que montava.

13. Saí à noite pela porta do Vale e dirigi-me à fonte do Dragão e à porta da Esterqueira. Verifiquei que as muralhas de Jerusalém estavam arruinadas e que as portas estavam consumidas pelo fogo.

14. Prossegui rumo à porta da Fonte e à piscina do rei; mas não havia ali lugar onde pudesse passar com a minha montaria.

15. Subi então à noite ao barranco, examinei a muralha, retomei em seguida o mesmo caminho e reentrei pela porta do Vale.

16. Os magistrados ignoravam aonde eu tinha ido e o que queria fazer. Até aquele momento, eu nada havia deixado trans­parecer, nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos homens importantes, nem aos magistrados, nem às demais pessoas do povo que se ocupavam dos trabalhos.

17. Disse-lhes então: “Vede a miséria em que estamos: Jerusalém devastada, suas portas consumidas pelo fogo. Vinde! Reconstruamos as muralhas da cidade e ponhamos termo a esta humilhante situação”.

18. Contei-lhes em seguida como a mão de meu Deus havia protegido e narrei-lhes tudo o que me tinha dito o rei. Gritaram todos: “Vamos! Reconstruamos!”. E com coragem puseram-se a trabalhar nessa boa obra.

19. Quando Sanabalat, o horonita, e To­bias, o servo amonita, bem como Gósen, o árabe, souberam disso, zombaram de nós e diziam num tom de desprezo: “Que estais fazendo? Quereis revoltar-vos contra o rei?”.

20. Respondi-lhes: “O próprio Deus do céu é quem nos fará triunfar. Nós somos seus servos e vamos reconstruir. Quanto a vós, não tendes parte, nem direito, nem lembrança em Jerusalém”.

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Capítulo 12

1. Oráculo. Palavra do Senhor sobre Israel. Oráculo do Senhor, que estendeu os céus, firmou a terra e formou o sopro espírito que o homem tem dentro de si.

2. Eis o que farei de Jerusalém: um copo inebrian­te para todos os povos circunvizinhos; também Judá será cercado pelo inimigo com Jerusalém.

3. Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para todas as nações: todo o que se esforçar por levantá-la sairá ferido; todos os povos da terra se juntarão contra ela.

4. Naquele dia – oráculo do Senhor –, ferirei de espanto todos os cavalos, e de delírio os que montam neles. Abrirei os meus olhos sobre a casa de Judá, e cegarei a cavalaria das nações.

5. Os chefes de Judá reconhecerão em seu coração que a força dos habitantes de Jerusalém está em seu Deus, o Senhor dos exércitos.

6. Naquele dia, farei dos chefes de Judá como que um braseiro ardente sobre um monte de lenha, uma tocha acesa no meio dos feixes: devorarão à direita e à esquerda todos os povos da vizinhança, enquanto Jerusalém permanecerá firme e estável.

7. O Senhor libertará primeiramente as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e dos habitantes de Jerusalém não se eleve demais em detrimento de Judá.

8. Naquele dia, o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; o mais fraco dentre eles será valente como Davi, e a casa de Davi surgirá como Deus, como um anjo do Senhor.

9. Naquele dia, procurarei exterminar todo o povo que vier contra Jerusalém.

10. Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; eles o chorarão amar­gamente como se chora um primogênito!*

11. Naquele dia, haverá um grande luto em Jerusalém, como o luto de Adad-Remom, no vale de Meguido.

12. A terra inteira celebrará esse luto, família por família; a família da casa de Davi à parte, com suas mulheres separadamente;

13. a família da casa de Natã à parte, com suas mulheres separadamente; a família da casa de Levi à parte, com suas mulheres separadamente; a família de Semei à parte, e suas mu­lheres separadamente;

14. todas as outras famílias, cada uma à parte, e as mulheres separadamente.

Capítulo 13

1. Naquele dia, jorrará uma fonte para a casa de Deus e para os habitantes de Jerusalém, que apagará os seus pecados e suas impurezas.

2. Naquele dia – oráculo do Senhor –, exterminarei da terra até os nomes dos ídolos: não se falará mais deles; expulsarei os falsos profetas e todo espírito impuro.

3. Se alguém intentar ainda dar um oráculo, seu pai e sua mãe que o geraram o repreenderão: “Vais morrer, porque dizes mentiras em nome do Senhor”. E quando ele proferir os seus oráculos, eles mesmos, seu pai e sua mãe que o geraram, o transpassarão.

4. Naquele dia, os profetas terão vergonha de suas visões proféticas, e não mais se cobrirão com o manto de peles para mentir.*

5. Cada um dirá: “Não sou profeta, mas lavrador, e possuo terras desde a minha juventude”.

6. Se alguém lhe disser: “Que ferimentos são esses em tuas mãos?”. “São ferimentos que recebi na casa de meus amigos” – responderá ele.*

7. Espada, levanta-te contra o meu pastor, contra o meu companheiro – oráculo do Senhor dos exércitos. Fere o pastor, que as ovelhas sejam dispersas: Voltarei a minha mão até mesmo contra os pequenos.*

8. Em toda a terra – oráculo do Se­nhor –, dois terços dos habitantes serão exterminados e um terço subsistirá.

9. Mas farei passar este terço pelo fogo; irei purificá-lo como se purifica a prata, irei prová-lo como se prova o ouro. Então, ele invocará o meu nome, eu o ouvirei, e direi: “Este é o meu povo” – e ele responderá –: “O Senhor é o meu Deus”.

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20. Quem amaldiçoa seu pai ou sua mãe verá apagar-se sua luz no meio de densas trevas.

21. Herança muito depressa adquirida no princípio não será abençoada no fim.

22. Não digas: “Eu me vingarei!”. Coloca tua esperança no Senhor, ele te salvará.

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"Onde há mais sacrifício, há mais generosidade." São Padre Pio de Pietrelcina