Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 270, Esdras 7-8 destaca a liderança de Esdras e a organização do retorno do povo de Deus. Zacarias 7-8 traz instruções divinas sobre justiça, misericórdia e fé prática. Provérbios 20:12-15 ensina sobre discernimento, diligência e integridade, oferecendo fundamentos sólidos para a vida espiritual e moral do leitor.

Capítulo 7

1. Após esses acontecimentos, sob o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, chegou Esdras, filho de Saraías, filho de Azarias, filho de Helcias,*

2. filho de Selum, filho de Sadoc, filho de Aquitob,

3. filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Maraiot,

4. filho de Zaraías, filho de Ozi, filho de Boci,

5. filho de Abisue, filho de Fineias, filho de Eleazar, filho de Aarão, o sumo sacerdote.

6. Este Esdras vinha da Babilônia. Era um escriba versado na Lei de Moisés dada pelo Senhor, Deus de Israel. Como a mão do Senhor, seu Deus, repousasse sobre ele, o rei concedeu-lhe tudo o que pediu.

7. Com ele, vários israelitas, sacerdotes e levitas, cantores, porteiros e natineus, voltaram para Jerusalém, no sétimo ano do rei Artaxer­xes.

8. Chegou Esdras a Jerusalém no quinto mês do sétimo ano do rei.

9. Foi no primeiro dia do primeiro mês que ele partiu da Babilônia e chegou a Jerusalém no primeiro dia do quinto mês, porque a mão benevolente de seu Deus estava com ele.

10. Esdras se tinha aplicado de todo o coração a estudar a Lei do Senhor, a praticá-la e a ensinar em Israel as leis e as prescrições.

11. Eis a cópia da carta que o rei Artaxerxes entregou a Esdras, sacerdote e escriba, versado no conhecimento do texto da Lei do Senhor e de suas prescrições concernentes a Israel:

12. “Artaxerxes, rei dos reis, a Esdras, sacerdote e escriba versado na Lei do Deus do céu, saudações.

13. Dei ordem para que deixassem partir contigo todos aqueles do povo de Israel, seus sacerdotes e seus levitas, residentes em meu reino, que desejavam ir a Jerusalém.

14. Pois foste enviado pelo rei e seus sete conselheiros para fazer uma inspeção em Judá e em Jerusalém e para ver como está sendo observada ali a Lei de teu Deus que tens em tuas mãos.

15. Levarás a prata e o ouro que o rei e seus conselheiros ofereceram espontaneamente ao Deus de Israel, cuja morada fica em Jerusalém,

16. bem como todo o ouro e a prata que encontrares por toda a província da Babilônia e, por fim, os dons voluntários que o povo e os sacerdotes ofereceram livremente para a casa de seu Deus, em Jerusalém.

17. Por conseguinte, cuidarás de comprar, com esse dinheiro, novilhos, carneiros, cordeiros, bem como as oferendas e as libações e as oferecerás em Jerusalém no altar da casa de vosso Deus.

18. Com o restante do dinheiro e do ouro, fareis o que parecer melhor a ti e a teus irmãos, em conformidade com a vontade de vosso Deus.

19. Os utensílios que te forem entregues para o serviço da casa de teu Deus, tu os depositarás diante do Deus de Jerusalém.

20. Quanto às outras despesas que deverás fazer para o templo de teu Deus, tu as providenciarás por meio dos recursos que o tesouro real te fornecerá.

21. Ademais, eu, rei Artaxerxes, ordeno a todos os tesoureiros de além do rio, que entreguem pontualmente a Es­dras, o sacerdote, escriba versado na Lei do Deus do céu, tudo o que ele solicitar,

22. até a quantia de cem talentos de prata, cem coros de trigo, até cem batos de vinho, cem batos de azeite e sal à vontade.

23. Tudo o que prescreveu o Deus do céu para a sua casa seja fielmente observado, a fim de que a cólera divina não se desencadeie contra o reino, o rei e seus filhos.

24. Por fim, notificamo-vos de que não se deverá lançar imposto algum, nem tributo, nem encargos, sobre qualquer dos sacerdotes, levitas, cantores, porteiros, natineus e servos dessa casa de Deus.

25. E tu, Esdras, segundo a sabedoria de teu Deus que te foi dada, estabelecerás juízes e magistrados para fazer justiça a todo o povo da outra banda do rio, a todos aqueles que conhecem a Lei de teu Deus; e tu deverás ensinar aos que não as conhecem.

26. Todo aquele que não observar a Lei de teu Deus e a lei do rei será castigado rigorosamente, seja com a morte, seja com o desterro, seja com uma multa, ou mesmo com a prisão”.

27. “Bendito seja o Senhor, o Deus de nossos pais, que pôs no coração do rei o desejo de honrar a casa do Senhor que está em Jerusalém,*

28. e que me fez obter o favor do rei, dos seus conselheiros e de todos os mais poderosos oficiais do rei. Enchi-me pois de coragem, porque a mão do Senhor, meu Deus, estava comigo e reuni os chefes de Israel para que partissem comigo.”

Capítulo 8

1. “Eis, com sua genealogia, os chefes de família que partiram comigo da Babilônia, sob o reinado do rei Artaxer­xes.*

2. Dos filhos de Fineias: Gérson; dos filhos de Itamar: Daniel; dos filhos de Davi: Hatus, que descendia de Sequenias.

3. Dos filhos de Faros: Zacarias e com ele cento e cinquenta homens inscritos no registro da família.

4. Dos filhos de Faat-Moab: Elioenai, filho de Zaraías, e com ele duzentos homens.

5. Dos filhos de Zetua: Seque­nias, filho de Jaaziel, e com ele trezentos homens;

6. dos filhos de Adin: Abed, filho de Jônatas, e com ele cinquenta homens;

7. dos filhos de Elam: Isaías, filho de Atalia, e com ele setenta homens; 8 dos filhos de Safatias: Zebedias, filho de Miguel, e com ele oitenta homens;

9. dos filhos de Joab: Abdias, filho de Jaiel, e com ele duzentos e dezoito homens;

10. dos filhos de Bani: Salomit, filho de Josfias, e com ele cento e sessenta homens;

11. dos filhos de Bebai: Zacarias, filho de Be­bai, e com ele vinte e oito homens;

12. dos filhos de Azgad: Joanã, filho de Ecetã, e com ele cento e dez homens;

13. dos filhos de Adonicam: os últimos, dos quais são estes os nomes: Elifalet, Jeiel e Semeías e com eles sessenta homens;

14. dos filhos de Beguai: Utai, filho de Zacur, e com eles setenta homens.

15. Reuni-os perto do riacho que corre para Aava e ali acampamos por três dias. Tendo observado o povo e os sacerdotes, não encontrei entre eles nenhum dos filhos de Levi.*

16. Então, mandei procurar os chefes Eliezer, Ariel, Semeías, Elnatã, Jarib, um outro Elnatã, Natã, Zacarias e Mesolam, bem como Joiarib e Elnatã, doutores da lei.

17. Enviei-os ao chefe Ado, que residia em Casfia. Ditei-lhes as palavras que deviam dizer a Ado e seus irmãos, os natineus, residentes em Casfia, a fim de que nos trouxessem ministros para a casa de nosso Deus.

18. E como a mão benfazeja de nosso Deus estivesse conosco, trouxeram eles um homem inteligente dentre os filhos de Mooli, filho de Levi, filho de Israel, Hasabias, com seus filhos e irmãos em número de dezoito.

19. Hasabias, junto com Isaías, dentre os filhos de Merari, seus irmãos e seus filhos em número de vinte.

20. Dentre os natineus, que Davi e os chefes tinham entregue para o serviço dos levitas, duzentos e vinte natineus, todos designados por seu nome.

21. Ali, junto ao riacho Aava, publiquei um jejum, a fim de nos humilharmos diante de nosso Deus e implorar dele uma feliz viagem, para nós, nossos filhos e para todos os nossos bens.

22. Tive vergonha, com efeito, de pedir ao rei uma escolta e cavaleiros para nos proteger contra os inimigos durante o trajeto; porque havíamos dito ao rei: ‘A mão de nosso Deus protege com sua bondade todos os que o procuram; mas sua força e sua cólera se fazem sentir em todos aqueles que o abandonam’.*

23. Por isso, jejuamos e invocamos o nosso Deus; e ele nos ouviu.

24. Escolhi doze chefes dos sacerdotes, Serebias e Hasabias e mais dez de seus irmãos.

25. Diante deles pesei a prata, o ouro e os utensílios dados em oferenda para a casa de nosso Deus pelo rei, seus conselheiros e seus príncipes, bem como pelos israelitas que ali se encontravam.

26. Entreguei-lhes o peso de seiscentos e cinquenta talentos de prata, utensílios de prata do peso de cem talentos, cem talentos de ouro,

27. vinte taças de ouro valendo mil dáricos e dois vasos de um bronze muito claro e brilhante, tão belo como o ouro.

28. E disse-lhes: ‘Vós sois santos diante do Senhor; estes utensílios são consagrados; esta prata e este ouro são uma oferta espontânea feita ao Senhor, o Deus de vossos pais.

29. Guardai-os com cuidado até o momento em que vós os pesareis diante dos chefes dos sacerdotes e levitas e diante dos chefes da família de Israel, em Jerusalém, nas salas da casa do Senhor.

30. Os sacerdotes e levitas receberam, pois, o ouro, a prata e os utensílios assim pesados, para levá-los a Jerusalém, à casa de nosso Deus.

31. Partimos do riacho de Aava no dia doze do primeiro mês, a fim de irmos para Jerusalém. A mão de nosso Deus nos protegia e nos salvava das mãos dos inimigos e de suas emboscadas durante o trajeto.

32. Chegados a Jerusalém, repousamos durante três dias.

33. Ao quarto dia, a prata, o ouro e os utensílios foram pesados na casa de nosso Deus e entregues a Meremot, filho de Urias, o sacerdote. Ele tinha consigo Eleazar, filho de Fineias, e com eles os levitas Jozabad, filho de Josué, e Noadaías, filho de Benui.

34. Tudo foi contado e pesado. E, ao mesmo tempo, o peso total foi consignado por escrito.

35. Os exilados que voltavam do exílio, homens nascidos no cativeiro, ofereceram em holocausto ao Deus de Israel doze touros por todo o Is­­rael, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros e doze bodes pelos pecados, tudo em holocausto ao Senhor.

36. Entregaram o decreto do rei aos sátrapas do rei e aos governadores de além do rio. Estes deram seu apoio ao povo e à casa de Deus’.”

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Capítulo 7

1. No quarto ano do reinado de Dario, a palavra do Senhor foi dirigida a Zacarias no quarto dia do nono mês (mês de Casleu).

2. Ora, Betel havia delegado Sarasar e Regem-Melec com seus homens*

3. para apresentarem ao Senhor as suas orações e fazerem aos sacerdotes do Templo do Senhor e aos profetas esta pergunta: “Porventura precisamos nós de chorar no quinto mês e jejuar, como o fazemos desde há muito tempo?”.

4. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

5. “Declara a todo o povo e aos sacerdotes: Vós tendes, com efeito, jejuado e chorado no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos. Mas foi realmente por meu respeito que o fizestes?

6. Quando comeis e bebeis não sois vós que comeis e bebeis?

7. Não reconheceis nisso o ensinamento do Senhor transmitido pela boca dos antigos profetas, no tempo em que Jerusalém era habitada em paz, ela e as cidades circunvizinhas, e quando a região do Sul e a da planície eram ainda habitadas?”.*

8. A palavra do Senhor foi dirigida a Zacarias nestes termos:*

9. “O Senhor dizia: julgai segundo a verdadeira justiça; cada um de vós tenha bom coração e seja compassivo para com o seu irmão.

10. Não oprimais a viúva nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, e não trameis em vossos corações maus desígnios uns contra os outros.”

11. Eles, porém, não quiseram escutar: voltaram-me as costas, revoltados, e taparam os ouvidos para nada ouvir.

12. Endureceram o seu coração como um diamante, para não entenderem as instruções e as palavras que o Senhor dos exércitos lhes dirigia pelo seu Espírito, por meio dos antigos profetas. Por isso, o Senhor dos exércitos indignou-se vivamente contra eles.

13. Ele os chamou em vão, e não foi atendido! “Por isso – oráculo do Senhor dos exércitos –, não os ouvi quando clamaram a mim.

14. Dispersei-os por todas as nações que lhes eram desconhecidas; depois que partiram, a terra ficou abandonada e ninguém mais transitou por ela. Transformaram em um deserto uma terra de delícias.”

Capítulo 8

1. A palavra do Senhor foi-me de novo dirigida nestes termos: Eis o que diz o Senhor dos exércitos:

2. consumo-me de ardente amor por Sião; estou animado em favor dela de uma violenta cólera.

3. Assim fala o Senhor: eis que volto a Sião, venho residir em Jerusalém. Jerusalém se chamará a cidade-fidelidade, e a montanha de Sião, a montanha-santidade.

4. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: serão vistos ainda velhos e velhas sentados nas praças de Jerusalém, tendo cada um na mão o seu bastão.

5. As praças da cidade regurgitarão de meninos e meninas que brincarão nas suas praças.

6. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: se isso parecer um milagre aos olhos dos sobreviventes desse povo, naqueles dias, acaso será impossível aos meus olhos? – oráculo do Senhor dos exércitos.

7. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: vou libertar o meu povo, tirá-lo das terras do Levante e do Poente

8. e conduzi-lo a Jerusalém, onde habitará; será o meu povo e eu serei o seu Deus na fidelidade e na justiça.

9. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: confortem-se vossas mãos, vós todos que agora ouvis os oráculos pronunciados pela boca dos profetas, e que datam da época em que foram lançados os fundamentos para a reconstrução do templo.

10. Até o presente, não havia salário para o trabalho dos homens nem dos animais, e não existia segurança alguma contra o inimigo para aquele que cuidava de seus afazeres; eu tinha deixado todos os homens uns contra os outros.

11. Mas agora não quero tratar os sobreviventes deste povo como nos dias de outrora – oráculo do Senhor dos exércitos.

12. Farei com que tudo prospere: a vinha dará a sua uva e a terra, os seus frutos; o céu derramará o seu orvalho, e darei aos sobreviventes deste povo a posse de todos esses bens.

13. Fostes um objeto de maldição entre as nações, ó casas de Judá e de Israel! Mas vou libertar-vos e sereis uma bênção.

14. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu decidira fazer-vos mal quando vossos pais excitaram a minha cólera – diz o Se­nhor dos exércitos – e não voltei atrás!

15. Assim, resolvo agora fazer o bem a Jerusalém e à casa de Judá. Não temais.

16. Eis o que deveis fazer: falai a verdade uns aos outros; julgai às portas de vossas cidades segundo a justiça e a sinceridade.*

17. Não maquineis o mal em vossos corações contra o próximo; não jureis falso, porque aborreço tudo isso – oráculo do Senhor.

18. A palavra do Senhor dos exércitos foi-me dirigida nestes termos:

19. eis o que diz o Senhor dos exércitos: o jejum do quarto mês, como também o do quinto e do sétimo mês, e o jejum do décimo mês serão doravante para Judá dias de regozijo e de alegria, dias de festa. Então ame a verdade e a paz!

20. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: virão ainda muitos povos e habitantes de grandes cidades:

21. os habitantes de uma cidade convidarão os habitantes de outra, dizendo: “Vamos e roguemos ao Senhor! Busquemos o Senhor dos exércitos!”. – Também eu irei. –

22. Virão muitos povos e poderosas nações buscar o Senhor dos exércitos em Jerusalém, e implorar a face do Senhor.

23. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: naquele dia, dez homens de todas as línguas das nações tomarão um judeu pela orla de seu manto e dirão: queremos ir convosco, porque soubemos que Deus está convosco.

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12. O ouvido que ouve, o olho que vê, ambas estas coisas fez o Senhor.*

13. Não sejas amigo do sono, para que não te tornes pobre: abre os olhos e terás pão à vontade.

14. “Mau, mau!”, diz o comprador. Mas se gloria ao se retirar.*

15. Há ouro, há pérola em abundância; joia rara é a boca sábia.

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"Enquanto estivermos vivos sempre seremos tentados. A vida é uma contínua luta." São Padre Pio de Pietrelcina