Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 266, Mateus 27-28 narra a crucificação, morte e gloriosa ressurreição de Jesus, cumprindo a promessa do Reino. Provérbios 19:25-29 oferece ensinamentos sobre disciplina, justiça e consequências, mostrando como a sabedoria de Deus se manifesta mesmo em tempos de provação.

Capítulo 27

1. Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte.

2. Ligaram-no e o levaram ao governador Pilatos.*

3. Judas, o traidor, vendo-o então condenado, toma­do de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata,

4. dizendo-lhes: “Pequei, entregando o sangue de um justo”. Responderam-lhe: “Que nos importa? Isto é lá contigo!”.

5. Ele jogou então no templo as moe­das de prata, saiu e foi enforcar-se.

6. Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: “Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue”.

7. Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros.

8. Essa é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, “Campo de Sangue”.

9. Assim se cumpriu a profecia do profeta Jere­mias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel;*

10. e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito.

11. Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: “És o rei dos judeus?”. “Sim” –, respondeu-lhe Jesus.

12. Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos.

13. Perguntou-lhe Pilatos: “Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti?”.

14. Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação.

15. Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa.

16. Ora, havia naquela ocasião um prisio­neiro famoso, chamado Barra­bás.

17. Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: “Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?”.

18. (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.)

19. Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: “Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito”.

20. Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus.

21. O governador tomou então a palavra: “Qual dos dois quereis que eu vos solte?”. Res­ponderam: “Barrabás!”.

22. Pilatos perguntou: “Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo?”. Todos responderam: “Seja crucificado!”.

23. O governador tornou a perguntar: “Mas que mal fez ele?”. E gritavam ainda mais forte: “Seja crucificado!”.

24. Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: “Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!”.

25. E todo o povo respondeu: “Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!”.

26. Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado.

27. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão.

28. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate.

29. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: “Salve, rei dos judeus!”.

30. Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.

31. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar.

32. Saindo, encontraram um ho­mem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus.

33. Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio.

34. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber.*

35. Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando à sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram à sorte (Sl 21,19).

36. Sentaram-se e montaram guarda.

37. Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: “Este é Jesus, o rei dos judeus”.

38. Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.

39. Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam:

40. “Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”.

41. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele:

42. “Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele!

43. Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus!”.

44. E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam.

45. Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas.

46. Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: “Eli, Eli, lammá sabactáni?” – o que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.*

47. A essas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: “Ele chama por Elias”.

48. Imedia­tamente, um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse.

49. Os outros diziam: “Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo”.

50. Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma.

51. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas.*

52. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram.

53. Saindo de suas sepulturas, entraram na cidade santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.

54. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, dian­te do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!”.

55. Havia ali também algumas mulheres que de longe olha­vam; tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir.

56. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

57. À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus,

58. foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o.

59. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco

60. e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora.

61. Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas defronte do túmulo.

62. No dia seguinte, isto é, o dia seguinte ao da Preparação, os prínci­pes dos sacerdotes e os fariseus dirigiram-se todos juntos à casa de Pilatos.

63. E disseram-lhe: “Senhor, nós nos lembramos de que aquele impostor disse, enquanto vivia: Depois de três dias ressuscitarei.

64. Ordena, pois, que seu sepulcro seja guardado até o terceiro dia. Os seus discípulos poderiam vir roubar o corpo e dizer ao povo: Ressuscitou dos mortos. E esta última impostura seria pior que a primeira”.

65. Respondeu Pilatos: “Tendes uma guarda. Ide e guardai-o como o entendeis”.

66. Foram, pois, e asseguraram o sepulcro, selando a pedra e colocando guardas.

Capítulo 28

1. Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a ou­tra Maria foram ver o túmulo.

2. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela.

3. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve.

4. Vendo isso, os guardas pensaram que morre­riam de pavor.

5. Mas o anjo disse às mulheres: “Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado.

6. Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou.

7. Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galileia. Lá o haveis de rever, eu vo-lo disse”.

8. Elas se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a Boa-Nova aos discípulos.

9. Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: “Salve!”. Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés.

10. Disse-lhes Jesus: “Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galileia, pois é lá que eles me verão”.

11. Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes.

12. Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes:

13. “Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis.

14. Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades”.

15. Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E essa versão é ainda hoje espalhada entre os judeus.

16. Os onze discípulos foram para a Galileia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado.

17. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ain­da.

18. Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.

19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

20. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.

25. Castiga o zombador e o simples se tornará sábio; repreende o homem sensato e ele compreenderá por quê.

26. Quem maltrata seu pai, quem expulsa sua mãe é um filho infame do qual todos se envergonham.

27. Cessa, meu filho, de ouvir as advertências e isto servirá para te afastares da sabedoria!

28. O testemunho falso zomba da justiça; a boca dos ímpios devora a iniquidade.

29. As varas estão preparadas para os insolentes e os golpes para o dorso dos insensatos.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.






"O temor e a confiança devem dar as mãos e proceder como irmãos. Se nos damos conta de que temos muito temor devemos recorrer à confiança. Se confiamos excessivamente devemos ter um pouco de temor". São Padre Pio de Pietrelcina