Plano Completo de Leitura
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
No dia 251, mergulhamos em momentos críticos do exílio. Jeremias 41-42 narra a instabilidade política e a necessidade de confiança em Deus. Judite 12-14 mostra coragem e fidelidade em tempos de perigo. Provérbios 17:13-16 oferece conselhos sobre justiça e prudência, lembrando-nos de agir com discernimento em meio às adversidades.
1. Decorria o sétimo mês. Ismael, filho de Natanias, filho de Elisama, de linhagem real e um dos grandes do rei, apresentou-se, acompanhado de dez homens, diante de Godolias, filho de Aicam, em Masfa, e juntos comeram.
2. Então Ismael, filho de Natanias, e seus dez companheiros, a golpes de espada, atentaram contra a vida de Godolias, filho de Aicam, filho de Safã. E assim mataram aquele que o rei da Babilônia nomeara governador da terra,
3. bem como todos os judeus que estavam com ele. Ismael matou, igualmente, todos os guerreiros caldeus que lá se encontravam.
4. Dois dias depois da morte de Godolias, quando ainda todos a ignoravam,
5. chegou a Siquém, de Silo e de Samaria um grupo de oitenta homens, de barba raspada, vestes rasgadas e o rosto desfigurado. Traziam oferendas e incenso para a casa do Senhor.*
6. Ismael, filho de Natanias, saiu de Masfa ao encontro deles, banhado em lágrimas. Quando, afinal, os encontrou, disse-lhes: “Vinde a Godolias, filho de Aicam”.
7. Apenas, porém, chegaram ao meio da cidade, mandou Ismael decapitá-los, e lançar seus corpos em uma cisterna.
8. Entre as vítimas, contudo, encontravam-se dez homens que disseram a Ismael: “Não nos mates. Temos no campo provisões escondidas de trigo, cevada, azeite e mel”. Diante disso, suspendeu Ismael o massacre e não os matou como os demais, seus irmãos.
9. A cisterna em que Ismael lançara os cadáveres dos homens que matara era imensa e fora perfurada pelo rei Asa, quando se defendia contra Baasa, rei de Israel. Foi essa cisterna que Ismael encheu de cadáveres.
10. Em seguida, aprisionou quantos ainda restavam em Masfa, as princesas reais e toda a população que lá ficara, entregue por Nebuzardã, chefe dos guardas, aos cuidados de Godolias, filho de Aicam. Conduzindo seus cativos, pôs-se Ismael a caminho das terras dos filhos de Amon.
11. Ante a notícia de todo o mal que cometera Ismael, filho de Natanias, Joanã, filho de Carea, e os oficiais de guerra que o acompanhavam
12. reuniram todos os seus homens, a fim de atacar Ismael, filho de Natanias. Alcançaram-no perto da piscina de Gabaon.
13. Quando todo o povo que estava com Ismael avistou Joanã, filho de Carea, e todos os oficiais de guerra que vinham com ele, encheu-se de alegria.
14. E a multidão que Ismael trouxera de Masfa abandonou-o e foi unir-se a Joanã, filho de Carea.
15. Entretanto, Ismael, filho de Natanias, conseguiu escapar de Joanã, com mais oito homens, fugindo para a terra dos filhos de Amon.
16. Então, Joanã, filho de Carea, e os oficiais que o acompanhavam, puseram-se à testa da tropa de sobreviventes de que Ismael, filho de Natanias, se apoderara em Masfa, após o assassínio de Godolias, filho de Aicam. Guerreiros, mulheres, crianças e eunucos, fê-los todos regressar de Gabaon.
17. Puseram-se então a caminho, detendo-se em Caamã, nas proximidades de Belém, para de lá se retirarem para o Egito.
18. Queriam assim furtar-se aos caldeus, dos quais receavam represálias, dado que Ismael, filho de Natanias, assassinara Godolias, filho de Aicam, nomeado para governar a terra pelo rei da Babilônia.
1. Foram, então, todos os oficiais, Joanã, filho de Carea, e Azarias, filho de Osaías, bem como o povo, desde os grandes até os pequenos,
2. dizer ao profeta Jeremias: “Ouve a nossa súplica, e intercede por nós, junto ao Senhor, em favor do que resta de nós. De muitos que éramos, bem podes ver a quão poucos fomos reduzidos.
3. Que o Senhor, teu Deus, nos indique o caminho que devemos seguir e o que devemos fazer”.
4. “Ouço o que me dizeis” – respondeu Jeremias – “e o que desejais vou solicitar ao Senhor, vosso Deus. O que me disser o Senhor vo-lo transmitirei fielmente.”
5. Clamaram então: “Que o Senhor seja testemunha fiel e verdadeira contra nós se não fizermos o que o Senhor, teu Deus, te encarregar de nos transmitir!
6. Seja-nos favorável ou adverso, obedeceremos à ordem do Senhor, nosso Deus, junto ao qual te delegamos, a fim de que nos seja propícia a submissão às ordens do Senhor, nosso Deus”.
7. Decorridos dez dias, a palavra do Senhor foi dirigida a Jeremias.
8. Convocou este então Joanã, filho de Carea, todos os oficiais e o povo, grandes e pequenos.
9. “Eis” – disse-lhes Jeremias – “o que me falou o Senhor, Deus de Israel, junto ao qual me delegastes, a fim de apresentar-lhe a vossa súplica:
10. Se quiserdes permanecer nesta terra, nela vos restaurarei, e não vos destruirei. Eu vos plantarei e dela não vos arrancarei. Pesa-me o mal que vos fiz.
11. Não tenhais receio do rei da Babilônia que tanto temeis! Não o temais – oráculo do Senhor –, porque estou convosco para salvar-vos e livrar-vos de suas mãos.
12. Eu vos conseguirei as suas graças, e ele terá piedade de vós, devolvendo-vos a posse de vossa terra.
13. Se, porém, desobedecendo à voz do Senhor, disserdes: Não permaneceremos aqui;
14. iremos para o Egito, onde não teremos mais guerras, nem ouviremos mais o som da trombeta e onde o pão não nos faltará mais, e lá nos instalaremos –,
15. então, escutai a palavra do Senhor, sobreviventes de Judá. Eis o que disse o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Obstinando-vos em partir para o Egito, a fim de lá habitar,
16. sereis atingidos no Egito pela espada que temeis, pela fome que vos aterroriza, e lá morrereis.
17. Quantos se obstinarem em ir para o Egito perecerão pela espada, fome e peste, e nenhum escapará ao flagelo que contra eles lançarei.
18. Porquanto, eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Assim como o furor de minha cólera se lançou sobre os habitantes de Jerusalém, também contra vós se lançará, se fordes para o Egito. Servireis de exemplo de execração, sereis objeto de horror, de maldição e vergonha, e jamais tornareis a ver esses lugares.
19. Eis o que vos diz o Senhor, sobreviventes de Judá: Não entreis no Egito, e sabei que hoje vos dou solene aviso.
20. Seria enganar-vos a vós mesmos o delegar-me junto ao Senhor, vosso Deus, dizendo: Intercedei por nós junto ao Senhor, nosso Deus. Faremos quanto disserdes que nos foi ordenado pelo Senhor, nosso Deus.
21. Hoje eu vo-lo digo: não escutastes a voz do Senhor, vosso Deus, nem coisa alguma do que me encarregou de transmitir-vos.
22. Sabei, pois, que morrereis pela espada, fome e peste nessa terra onde quereis ir estabelecer-vos”.
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1. Mandou então que a introduzissem onde estavam os seus tesouros, ordenando-lhe que ficasse ali e regulou o que se lhe devia dar de sua mesa.
2. Judite respondeu-lhe: “Não posso agora comer do que me mandaste servir, para não cometer infração contra a Lei; comerei do que trouxe comigo”.
3. Holofernes disse-lhe: “E quando acabarem as provisões que trouxeste contigo, que poderemos fazer por ti?”.
4. “Pela tua vida, meu senhor – replicou Judite –, juro que tua serva não gastará todas suas provisões antes que Deus realize pela minha mão o que resolvi fazer.” Os escravos de Holofernes introduziram-na então na tenda que ele tinha designado.
5. Ali entrando, Judite pediu que lhe fosse permitido sair à noite e antes do amanhecer, para fazer suas devoções e orar ao Senhor.
6. Holofernes ordenou aos seus escravos que a deixassem sair e entrar como quisesse, durante três dias, para adorar o seu Deus.
7. Cada noite ela saía ao vale de Betúlia e fazia as suas abluções numa fonte.
8. Ao voltar, rogava ao Senhor, Deus de Israel, que lhe dirigisse os passos para a libertação do seu povo.
9. Entrava em seguida na sua tenda e ali permanecia pura até que tomava a sua refeição pela tarde.
10. No quarto dia, Holofernes deu um banquete aos seus oficiais. E disse a Vagao, seu eunuco: “Vê se persuades a essa judia que consinta espontaneamente em tornar-se minha concubina”.*
11. Entre os assírios era coisa vergonhosa que uma mulher zombasse de um homem, retirando-se sem se ter dado a ele.
12. Vagao foi ter com Judite e disse-lhe: “Não tema a boa jovem entrar na presença de meu senhor. Seria para ele uma honra comer em sua companhia e beber vinho alegremente”.
13. “Quem sou eu – respondeu ela –, para opor-me ao meu senhor?
14. Farei tudo o que parecer bom e melhor aos seus olhos. O que mais lhe agradar isso será também para mim o melhor durante toda a minha vida”.
15. Ela levantou-se e, trajada com requinte, apresentou-se diante dele.
16. O coração de Holofernes agitou-se, porque ardia de paixão por ela.
17. “Come e bebe alegremente – disse-lhe ele –, pois encontraste graça aos meus olhos.”
18. Ao que respondeu Judite: “Eu beberei, senhor, porque nunca em minha vida me senti tão engrandecida como hoje”.
19. Mas ela tomou e comeu do que a sua serva lhe tinha preparado e bebeu com ele.
20. Holofernes alegrou-se grandemente por tê-la junto dele. Bebeu vinho como nunca tinha bebido.
1. Anoiteceu. Os oficiais apressaram-se em voltar aos seus aposentos. Vagao fechou as portas do quarto e foi-se.
2. Estavam todos embriagados pelo vinho.
3. Judite ficou só no seu quarto,
4. enquanto Holofernes repousava em seu leito, mergulhado em vinho.
5. Judite ordenou à sua serva que ficasse do lado de fora do quarto, vigiando.
6. De pé ao lado do leito, movendo em silêncio os lábios, ela orou com lágrimas a Deus, dizendo:
7. “Senhor, Deus de Israel, dai-me força. Olhai agora o que vão fazer minhas mãos, a fim de que, segundo a vossa promessa, levanteis a vossa cidade de Jerusalém e eu realize o que acreditei ser possível graças a vós”.
8. Dizendo essas palavras, aproximou-se da coluna que estava à cabeceira do leito e tomou a espada que ali estava pendurada;
9. desembainhou-a e, tomando os cabelos de Holofernes, disse: “Senhor, dai-me força neste momento!”.
10. Feriu-o duas vezes na nuca e decepou-lhe a cabeça. Desprendeu em seguida o cortinado das colunas e rolou por terra o corpo mutilado.
11. Feito isso, saiu e deu à sua serva a cabeça de Holofernes para que a colocasse dentro da sacola de provisões.
12. Depois saíram ambas, como de costume, como se fossem para a oração. Atravessaram o acampamento, contornaram o vale e chegaram às portas da cidade.
13. De longe, Judite gritou aos guardas das portas: “Abri a porta, porque Deus está conosco; ele manifestou o seu poder em favor de Israel”.
14. Ouvindo essas palavras, os homens chamaram os anciãos da cidade.
15. Toda a população correu para ela, desde o menor até o maior, porque não esperavam mais que ela voltasse.
16. Juntaram-se todos ao redor dela com tochas acesas. Judite, subindo a um lugar mais alto, pediu que se fizesse silêncio. Todos se calaram.
17. “Louvai ao Senhor, nosso Deus – disse-lhes ela –, que não abandonou os que puseram nele a sua esperança,
18. e que cumpriu pelas mãos de sua serva a sua promessa de misericórdia à casa de Israel; esta noite ele matou por minha mão o inimigo de seu povo.”
19. Então, tirando da sacola a cabeça de Holofernes, mostrou-a e disse-lhe: “Eis a cabeça de Holofernes, marechal do exército assírio; eis também o cortinado do baldaquino onde se achava deitado, ébrio a cair, quando o Senhor, nosso Deus, o feriu pela mão de uma mulher.
20. Mas juro-vos, pelo mesmo Senhor, que o seu anjo me protegeu, tanto ao partir, como ao demorar-me lá e como ao voltar e o Senhor não permitiu que sua serva fosse manchada: ele reconduziu-me a vós livre de toda a mancha de pecado, cheia de alegria por sua vitória, pela minha salvação e pela vossa libertação.
21. Dai-lhe glória todos vós, porque é bom, porque a sua misericórdia é eterna!”.
22. Então, todos, adorando o Senhor, disseram a Judite: “O Senhor te abençoou com o seu poder, porque ele por ti aniquilou os nossos inimigos”.
23. Ozias, príncipe do povo de Israel, acrescentou: “Minha filha, tu és bendita do Senhor, Deus Altíssimo, mais que todas as mulheres da terra.
24. Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo!
25. Ele deu neste dia tanta glória ao teu nome, que nunca o teu louvor cessará de ser celebrado pelos homens, que se lembrarão eternamente do poder do Senhor. Ante os sofrimentos e a angústia de teu povo, não poupaste a tua vida, mas salvaste-nos da ruína, em presença de nosso Deus.”
26. E todo o povo respondeu: “Assim seja! Assim seja!”.
27. Mandaram então vir Aquior e Judite disse-lhe: “O Deus de Israel, de quem testemunhaste que toma vingança dos seus inimigos, cortou esta noite por minha mão a cabeça de todos os infiéis.
28. Para provar-te que assim é, eis a cabeça de Holofernes que, na insolência de seu orgulho, desprezava o Deus de Israel e te ameaçava de morte, dizendo: Quando o povo de Israel for vencido, mandarei passar-te a fio de espada”.
29. Vendo a cabeça de Holofernes, Aquior foi tomado de pavor e caiu com o rosto por terra, sem sentidos.
30. Quando recobrou os sentidos e voltou a si, jogou-se aos pés de Judite em sinal de reverência e disse: “Sê bendita de teu Deus em todas as tendas de Jacó, porque o Deus de Israel será glorificado por causa de ti entre todas as nações que ouvirem o teu nome”.
1. Então, Judite disse a todo o povo: “Ouvi-me, irmãos, pendurai esta cabeça no alto de nossas muralhas.
2. Quando o sol se levantar, tome cada um as suas armas e saí com ímpeto, não para descerdes simplesmente até o vale, mas como para atacá-los.
3. Será necessário que as sentinelas corram a acordar o seu general para o combate.
4. Quando os seus chefes tiverem corrido à tenda de Holofernes e o encontrarem decapitado, jazendo no seu próprio sangue, serão tomados de pavor.
5. E quando os virdes fugir, persegui-os destemidamente, porque o Senhor os esmagará sob os vossos pés”.
6. Então, Aquior, vendo o poder que manifestara o Deus de Israel, abandonou o culto pagão, creu em Deus, circuncidou-se e foi incorporado ao povo de Israel, assim como toda a sua descendência até o dia de hoje.
7. Logo que raiou o dia, penduraram nas muralhas a cabeça de Holofernes, cada um tomou as suas armas e saíram fazendo um grande alarido e soltando gritos agudos.
8. Vendo isso, correram as sentinelas à tenda de Holofernes.
9. Os que estavam na tenda vieram ver e fizeram grande barulho à porta do quarto para despertá-lo e aumentavam cada vez mais o tumulto para que Holofernes acordasse com o ruído, sem que houvesse necessidade de entrar para acordá-lo.
10. Porque ninguém ousava bater na porta nem entrar no quarto do marechal dos assírios.
11. Mas chegando os generais com os tribunos e com todos os oficiais do exército do rei dos assírios, ordenaram aos camareiros:
12. “Entrai e despertai-o, porque os ratos saíram de seus buracos e se atrevem a nos provocar ao combate”.
13. Então, Vagao, entrando no quarto, parou diante da cortina e bateu com as mãos, porque supunha que ele dormia com Judite.
14. Aplicando, porém, os ouvidos e não percebendo movimento algum de um homem que dorme, aproximou-se da cortina e a levantou. À vista do cadáver de Holofernes decapitado, que jazia por terra num charco de sangue, soltou um forte grito, rompeu em lágrimas e rasgou as suas vestes.
15. Entrou então na tenda de Judite e não a encontrou. Correu para fora e disse ao povo:
16. “Uma judia pôs a confusão na casa do rei Nabucodonosor: Holofernes jaz ali caído por terra e a sua cabeça não está com o corpo!”.
17. Ouvindo essas palavras, todos os oficiais do exército assírio rasgaram suas vestes. Um terror e um espanto extremos os invadiram e os seus espíritos ficaram completamente desorientados. Um clamor indescritível levantou-se do acampamento.
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13. A desgraça não deixará a casa daquele que retribui o mal pelo bem.
14. Começar uma questão é como soltar as águas; desiste, antes que se exaspere a disputa.*
15. Quem declara justo o ímpio e perverso o justo, ambos desagradam ao Senhor.
16. Para que serve o dinheiro na mão do insensato? Para comprar a sabedoria? Ele não tem critério.
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"O Coração de Jesus não deixará cair no vazio a nossa oração se ela for plena de fé e de confiança." São Padre Pio de Pietrelcina