Plano Completo de Leitura
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No dia 221, encontramos reflexões profundas sobre justiça e misericórdia. Isaías 63-64 nos lembra do poder de Deus em julgar e redimir, enquanto Ezequiel 21-22 apresenta a disciplina sobre Israel e suas consequências. Provérbios 13:17-20 oferece orientações práticas sobre sabedoria e companhia, ensinando que aqueles que seguem a instrução vivem com discernimento.
1. Quem é aquele que vem de Edom, de Bosra, as vestes tintas, envolvido em um traje magnífico, altaneiro na plenitude de sua força? Sou eu, que luto pela justiça e sou poderoso para salvar.*
2. Por que, pois, tuas roupas estão vermelhas como as vestimentas daquele que pisa num lagar?
3. Eu pisei sozinho o lagar, e ninguém dentre os povos me auxiliou. Então, eu os calquei com cólera, esmaguei-os com fúria; o sangue deles espirrou sobre meu vestuário, manchei todas as minhas roupas.*
4. É que eu desejava um dia de vingança, e o ano da redenção dos meus havia chegado.
5. Olhei, então, e não houve pessoa alguma para me ajudar; estranhei que ninguém me viesse amparar; então, apelei para meu braço e achei forças na minha indignação.
6. Por isso, na minha cólera, arrasei os povos, na minha fúria triturei-os, fazendo correr seu sangue pela terra.
7. Quero celebrar os benefícios do Senhor e seus gloriosos feitos, por tudo o que fez em nosso favor, e por sua grande bondade, com a qual nos cumulou na sua ternura e na riqueza de seu amor.
8. “Verdadeiramente” – dizia de si para si –, “aqueles são meu povo, filhos que não me renegarão.” E tornou-se seu salvador
9. em todas as suas aflições. Não era um mensageiro nem um anjo, mas sua própria face que os salvava. No seu amor e na sua ternura ele mesmo os livrava do perigo. Durante o passado sustentou-os e amparou-os constantemente.*
10. Mas revoltaram-se, ofenderam seu santo espírito, desde então tornou-se inimigo deles, e lhes fez guerra. Então, se lembraram dos dias de outrora, de Moisés, seu servo.*
11. Onde está aquele que tirou dos céus o pastor de seu rebanho? Onde está aquele que pôs nele seu santo Espírito?*
12. Aquele que à direita de Moisés atuou com o seu braço glorioso, e dividiu as águas diante dos seus para assegurar-se um renome eterno;
13. e os conduziu através dos abismos, sem tropeçarem, como o cavalo em descampado.
14. Como ao animal que desce ao vale, o Espírito do Senhor os levava ao repouso. Foi assim que conduzistes vosso povo, para afirmar vosso glorioso renome.*
15. Olhai do alto do céu e vede de vossa santa e gloriosa morada: Que foi feito de vosso amor ciumento e de vosso poder, e da emoção de vosso coração? Dai livre expansão à vossa ternura,*
16. porque sois nosso pai. Abraão, de fato, nos ignora, e Israel não nos conhece; sois vós, Senhor, o nosso pai, nosso Redentor desde os tempos passados.*
17. Por que, Senhor, desviar-nos para longe de vossos caminhos, por que tornar nossos corações insensíveis ao vosso temor? Voltai, por amor de vossos servos e das tribos de vossa herança!
18. Por que pagãos invadiram vosso templo, e nossos inimigos pisaram vosso santuário? Há muito tempo estamos como gente que já não governais, e que não traz vosso nome.
1. Oh! Se rasgásseis os céus, se descêsseis para fazer desabar diante de vós as montanhas,
2. como o fogo faz fundir a cera, como a chama faz evaporar a água, assim faríeis conhecer a vossos adversários quem sois, e as nações tremeriam diante de vós,*
3. vendo-vos executar prodígios inesperados dos quais nunca se tinha ouvido falar. Ah! Se descêsseis, e as montanhas fossem sacudidas diante de vós!
4. Nenhum ouvido ouviu, olho algum viu outro deus salvar assim aqueles que contam com ele.*
5. Vós vindes à frente daqueles que procedem bem, e se recordam de vossas vias. Eis que vos irritastes, e nós éramos culpados; isso perdura há muito tempo: como seríamos salvos?
6. Todos nós nos tornamos como homens impuros, nossas boas ações são como roupa manchada; como folhas todos nós murchamos, levados por nossos pecados como folhas pelo vento.
7. Não há ninguém para invocar vosso nome, para recuperar-se e a vós se afeiçoar, porque nos escondeis a vossa face, e nos deixais ir a nossos pecados.
8. E, no entanto, Senhor, vós sois nosso pai; nós somos a argila da qual sois o oleiro: todos nós fomos modelados por vossas mãos.
9. Oh! Senhor, não vos irriteis excessivamente! Não guardeis a lembrança da culpa indefinidamente. Olhai, pois! Somos vosso povo:
10. apesar disso, vossas cidades santas tornaram-se um deserto, Sião tornou-se um ermo, Jerusalém, uma solidão.*
11. Nosso santo e glorioso templo, onde nossos antepassados celebravam vossos louvores, tornou-se presa das chamas: tudo o que tínhamos de precioso foi saqueado.
12. A esse espetáculo, Senhor, podereis ficar insensível? Guardar silêncio e humilhar-nos mais ainda?
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1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
2. “Filho do homem, volta-te para a direita e profere um oráculo para o Sul, um oráculo contra a floresta do meio-dia.*
3. Dize à floresta meridional: escuta a palavra do Senhor: eis o que diz o Senhor Javé: vou acender em tuas matas um fogo que devorará toda árvore verde e toda árvore seca. Uma chama ardente, que não se extinguirá, e queimará todos os rostos do Sul ao Norte.
4. Todo ser vivo verá que sou eu o Senhor que acendi esse fogo. Ele não se extinguirá”.
5. Exclamei, então: “Ah! Senhor Javé, dizem de mim que falo sempre por parábolas!”.
6. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
7. “Filho do homem, volta-te para Jerusalém e profere um oráculo contra o santuário, um oráculo contra a terra de Israel.
8. Dize-lhe: eis o que diz o Senhor: vou castigar-te, vou tirar a minha espada da bainha para separar de ti o justo e o perverso.
9. É porque quero exterminar do teu meio o justo e o malévolo que do Sul ao Norte desembainhei a espada contra todo homem.
10. E todo ser vivo saberá que sou eu o Senhor que desembainharei a espada; e não mais a guardarei.
11. Por isso, tu, filho do homem, põe-te a lamentar, com o coração partido; lança, em presença deles, amargos gemidos.
12. Se te perguntarem por que gemes, responderás: é por causa da novidade, que está iminente, e que fará amargurar todos os corações, cair todos os braços, divagar todos os espíritos, dobrar todos os joelhos. Ei-la que chega: ela está aí – oráculo do Senhor Javé!”.
13. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
14. “Filho do homem, pronuncia o seguinte oráculo: assim fala o Senhor: dize: A espada! A espada está afiada e polida.
15. Afiada para o massacre; polida a ponto de desprender clarões: então haveremos de alegrar-nos? O cetro do meu filho sobrepuja todo madeiro.
16. Foi polida para empunhá-la na mão; está ela aguçada e limpa para ser entregue ao degolador.
17. Grita, filho do homem, clama, porque foi tirada contra o meu povo, contra todos os príncipes de Israel, que foram entregues ao gládio com meu povo. Fere-te pois a coxa!*
18. É uma prova: que há com o cetro desprezado que não mais existe? Oráculo do Senhor Javé.
19. E tu, filho do homem, profetiza, bate as mãos! Que a espada seja dobrada, triplicada! É a espada da carnificina, a espada do grande morticínio que os ameaça de todo lado!
20. Para fazer fundir os corações, para multiplicar as vítimas, diante de todas as portas, apontei a espada para a carnificina; ela está prestes a desprender clarões, ela está afiada para a matança.
21. Volta-te para trás, à direita e à esquerda, diante de ti:
22. também eu vou bater palmas, vou fartar meu furor, sou eu, o Senhor, que o digo!”.
23. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
24. “Filho do homem, traça dois caminhos que partam ambos do mesmo lugar, para que possa passar a espada do rei da Babilônia.*
25. À entrada do caminho, que conduz à cidade, põe um sinal. Traçarás, para a passagem da espada, um caminho para Rabá dos amonitas, e outro para Judá e a fortaleza de Jerusalém,
26. porque o rei da Babilônia se detém na encruzilhada do caminho, à frente dos dois caminhos, para consultar à sorte: ele agita as flechas, interroga os ídolos domésticos, examina o fígado das vítimas.*
27. Em sua mão direita, detém ele a sorte que designa Jerusalém, para aí colocar os carneiros, para aí dar ordens de carnificina e arrancar gritos de guerra, para conduzir os aríetes contra as portas, para suspender terraços e construir torres.
28. Isso significa aos olhos dos habitantes de Jerusalém um presságio mentiroso. Prestaram juramento, mas o rei da Babilônia lhes recorda a lembrança de suas iniquidades, mandando capturá-los.*
29. E, por isso, eis o que diz o Senhor Javé: uma vez que trazeis à memória os vossos delitos, manifestando as vossas faltas, revelando os vossos pecados em todos os vossos atos, já que vos recordais, sereis castigados.*
30. Quanto a ti, príncipe de Israel, vil e ímpio, cujo dia é chegado com o término da iniquidade,*
31. eis o que diz o Senhor Javé: deixa essa tiara; larga essa coroa; tudo vai mudar. Vai-se exaltar o que é baixo, e abaixar o que é elevado.
32. Ruína, ruína e ruína! Eis o que dela farei; será aniquilada até que isso aconteça àquele a quem pertence o julgamento, e ao qual eu a entregarei.*
33. E tu, filho do homem, profetiza: eis o que diz o Senhor Javé em relação aos amonitas e seus ultrajes. Dize: a espada está desembainhada para a matança, afiada para o massacre, a ponto de desprender clarões,
34. enquanto te entregas a visões mentirosas e a oráculos enganadores, para pô-la na garganta dos cadáveres dos ímpios, cujo dia é chegado com o fim da iniquidade.
35. Põe-na em tua bainha. É no lugar onde foste criado, tua terra natal, que te irei julgar.
36. Sobre ti desencadearei a minha cólera; soprarei sobre ti o fogo do meu furor; eu te entregarei nas mãos de homens brutais, artífices de destruição.
37. Serás presa das chamas; teu sangue correrá no meio da terra; não se recordará mais de ti, porque sou eu o Senhor, que falei”.
1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
2. “E tu, filho do homem, não julgarás, não julgarás esta cidade sanguinária? Faze-lhe conhecer todas as suas abominações.
3. Dize-lhe: eis o que diz o Senhor Javé: Ah! cidade que espalhas o sangue em tuas ruas para que chegue a tua hora, que eriges ídolos para te sujares,
4. pelo sangue que tens derramado tu te tornaste culpada e te poluíste pelos teus ídolos que talhaste; precipitaste a tua hora, adiantaste o termo de teus anos. Por isso, vou abandonar-te aos ultrajes das nações, e ao escárnio de todos os países.
5. Próximos ou distantes, eles zombarão de ti, cidade cujo nome é odioso, cidade cheia de desordens.
6. Vê: os príncipes de Israel estão em ti ocupados, cada um por si, a derramar sangue.
7. Em ti, desprezam-se pai e mãe, violenta-se o hóspede estrangeiro, maltratam-se o órfão e a viúva.
8. Tens aviltado meus santuários e profanado os meus sábados.
9. Há em ti delatores que fazem derramar sangue; gente de tua casa que vai comer na montanha. Cometem-se infâmias no meio de ti:
10. descobre-se a nudez de seu pai, faz-se violência à mulher durante o período da menstruação;
11. um comete horrores com a mulher do próximo, outro desonra incestuosamente sua nora, outro viola sua irmã, filha de seu pai.*
12. Em ti aceitam-se presentes para derramar sangue, tu recebes a usura e os juros, fazes violência ao próximo para despojá-lo; e a mim tu me esqueces – oráculo do Senhor Javé.
13. Muito em breve, porém, vou bater palmas devido às pilhagens que tens feito e ao sangue em ti derramado.
14. Poderá resistir teu coração, tuas mãos poderão aguentar, ao chegarem os dias em que eu me levantar contra ti? Sou eu, o Senhor, que o digo, e que o executarei.
15. Eu te disseminarei entre as nações, te dispersarei através dos povos. Limparei totalmente a tua mancha,
16. serás aviltada, por tua culpa, aos olhos das nações, e reconhecerás assim que sou eu o Senhor”.*
17. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
18. “Filho do homem, a casa de Israel tornou-se para mim escória. São todos como cobre, estanho e ferro e chumbo no cadinho: são escória da prata.
19. Por isso, eis o que diz o Senhor Javé: já que todos vós sois escória, vou reunir-vos em Jerusalém.
20. Do mesmo modo como se ajunta no meio do forno a prata, o cobre, o ferro, o chumbo e o estanho, e como se atiça o fogo sobre eles para fundi-los, do mesmo modo, no furor da minha cólera, eu vos amontoarei todos juntos lá para vos fazer fundir.
21. Eu vos reunirei e atiçarei sobre vós o fogo do meu furor, para vos fazer fundir em Jerusalém.
22. Semelhantes à prata, que se funde no cadinho, sereis fundidos no meio da cidade e assim reconhecereis que sou eu, o Senhor, que desencadeei sobre vós o meu furor”.
23. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
24. “Filho do homem, dize a Jerusalém: és uma terra que não recebeu nem chuva nem aguaceiro na estação da cólera.
25. Há em teu seio uma conspiração de príncipes. Como o leão que ruge, que arrebata a presa, eles devoram as pessoas, tomam-lhes os bens e as riquezas, e multiplicam as viúvas.*
26. Seus sacerdotes violam a minha Lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro; fecham os olhos para não ver os meus sábados; no meio deles a minha santidade é profanada.
27. Seus chefes lá estão como lobos que despedaçam a presa, derramando sangue, perdendo vidas para tirar proveitos.
28. Seus profetas cobrem tudo com uma argamassa: têm visões de mentira e oráculos enganadores. Dizem: eis o que diz o Senhor, quando o Senhor nada disse.*
29. A população da terra se entrega à violência e à rapina, à opressão do pobre e do indigente, e às vexações injustificáveis contra o estrangeiro.
30. Tenho procurado entre eles alguém que construísse o muro e se detivesse sobre a brecha diante de mim, em favor da terra, a fim de prevenir a sua destruição, mas não encontrei ninguém.*
31. Por isso, vou desencadear sobre eles o meu furor e exterminá-los no fogo da minha exasperação; farei cair sobre eles o peso de sua conduta – oráculo do Senhor Javé”.
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17. Um mau mensageiro provoca a desgraça; o enviado fiel, porém, traz a saúde.
18. Miséria e vergonha a quem recusa a disciplina; honra ao que aceita a reprimenda.
19. O desejo cumprido deleita a alma. Os insensatos detestam os que fogem do mal.
20. Quem visita os sábios torna-se sábio; quem se faz amigo dos insensatos perde-se.
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"Se precisamos ter paciência para suportar os defeitos dos outros, quanto mais ainda precisamos para tolerar nossos próprios defeitos!" São Padre Pio de Pietrelcina