Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 210, Isaías 41-42 mostra a proteção e o fortalecimento de Deus sobre Seu povo, encorajando confiança total. Ezequiel 2-3 descreve o chamado do profeta, destacando a responsabilidade e coragem para transmitir a palavra divina. Provérbios 12:1-4 oferece princípios de sabedoria, disciplina e honestidade, orientando o leitor em sua caminhada diária com Deus.

Capítulo 41

1. Ilhas, silenciai para me ouvir, e que os povos renovem suas forças. Que venham tomar a palavra, e pleitear comigo sua causa!*

2. Quem suscitou do Oriente aquele cujos passos são acompanhados de vitórias? Quem pôs então as nações à sua mercê, e fez cair diante dele os reis? Sua espada os reduz a pó, seu arco os dispersa como se fossem palha.*

3. Persegue-os e passa invulnerável, sem mesmo tocar com seus pés o caminho.*

4. Quem, pois, realizou essas coisas? Aquele que desde a origem chama as gerações à vida: eu, o Senhor, que sou o primeiro e que estarei ainda com os últimos.

5. À sua vista as ilhas são presas de temor, e os confins da terra tremem. Que se apresentem e venham.*

8. Mas tu, Israel, meu servo, Jacó que escolhi, raça de Abraão, meu amigo,*

9. tu, que eu trouxe dos confins da terra, e que fiz vir do fim do mundo, e a quem eu disse: “Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei”;*

10. nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa.

11. Vão ficar envergonhados e confusos todos aqueles que se revoltaram contra ti; serão aniquilados e destruídos aqueles que te contradizem;

12. em vão os procurarás, não mais encontrarás aqueles que lutam contra ti; serão destruídos e reduzidos a nada aqueles que te combatem.

13. Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: “Nada temas, eu venho em teu auxílio.

14. Portanto, nada de medo, Jacó, pobre vermezinho, Israel, mísero inseto. Sou eu quem venho em teu auxílio” – diz o Senhor, teu Redentor é o Santo de Israel.*

15. Vou fazer de ti um trenó triturador, novinho, eriçado de pontas: calcarás e esmagarás as montanhas, picarás miúdo as colinas como a palha do trigo.*

16. Tu as joeirarás e o vento as carregará; o turbilhão as espalhará; entretanto, graças ao Senhor, te alegrarás, te gloriarás no Santo de Israel.

17. Os infelizes que buscam água e não a encontram e cuja língua está ressequida pela sede, eu, o Senhor, os atenderei, eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.

18. Sobre os planaltos desnudos, farei correr água, e brotar fontes no fundo dos vales. Transformarei o deserto em lagos, e a terra árida em fontes.

19. Plantarei no deserto cedros e acácias, murtas e oliveiras; farei crescer nas estepes o cipreste, ao lado do olmo e do buxo,

20. a fim de que saibam à evidência, e pela observação compreendam, que foi a mão do Senhor que fez essas coisas, e o Santo de Israel quem as realizou.

21. “Pleiteai vossa causa” – diz o Senhor –; “fazei valer vossos argumentos” – diz o rei de Jacó.

22. Que se apresentem e nos predigam o que vai acontecer. Do passado ou do que souberam predizer, a que tenhamos dado atenção? Ou, então, anunciai-nos o futuro, para nos fazer conhecer o final.*

23. Revelai o que acontecerá mais tarde, e admitiremos que vós sois deuses. Fazei qualquer coisa, a fim de que nos possamos medir!*

24. Mas nada sois, vossa obra é nula, afeiçoar-se a vós é abominável.

25. Eu o fiz surgir do norte e ele vem, do oriente, chamei-o pelo nome; ele calca aos pés os príncipes como lama, qual o oleiro quando amassa o barro.*

26. Quem o havia predito para nos prevenir, quem o havia anunciado, para que se diga: “É exato?”. Ninguém o declarou, ninguém o avisou, ninguém ouviu vossos oráculos.

27. Eu sou o primeiro que disse a Sião: “Ei-los” –, e enviei a Jerusalém a boa-nova.

28. Entre eles não encontrei ninguém, ninguém que soubesse dar um aviso. Pergunto-lhes: “De onde vem ele?” Não respondem.*

29. Pois bem, todos eles nada são, suas obras são nulas. Suas estátuas, vazias como o vento.

Capítulo 42

1. Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.*

2. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas.

3. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá,

4. até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos.*

5. Eis o que diz o Senhor Deus que criou os céus e os desdobrou, que firmou a terra e toda a sua vegetação, que dá respiração a seus habitantes, e o sopro vital àqueles que pisam o solo:

6. “Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações;*

7. para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas.

8. Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra.

9. Realizaram-se os primeiros acontecimentos anunciados, eu predigo outros; antes que aconteçam, eu vo-los faço conhecer”.*

10. Cantai ao Senhor um cântico novo, do fim do mundo entoai seus louvores; que o mar o celebre com tudo o que contém, assim como as ilhas com seus habitantes!

11. Que o deserto e suas vilas elevem a voz, assim como os acampamentos onde habita Cedar! Que os povos de Petra clamem alegremente, que do alto das montanhas lancem suas aclamações!

12. Que deem glória ao Senhor e espalhem seu louvor pelas ilhas!

13. Tal como um herói, o Senhor avança; como um guerreiro, ele desperta seu ardor; lança seu grito de guerra, como um herói que afronta seus inimigos.*

14. Muito tempo guardei o silêncio, permaneci mudo e me contive. Mas agora grito, como mulher nas dores do parto; minha respiração se precipita.

15. Vou devastar montanhas e colinas, secar toda a vegetação, transformar os cursos de água em terras áridas, e fazer secar os tanques.*

16. Aos cegos farei seguir um caminho desconhecido, por atalhos desconhecidos eu os encaminharei; mudarei diante deles a escuridão em luz, e as veredas pedregosas em estradas planas. Todas essas maravilhas, eu as realizarei, não deixarei de executá-las.*

17. Retrocederão, cheios de vergonha, aqueles que se fiam nos ídolos, e que dizem às estátuas fundidas: “Sois nosso Deus”.

18. Surdos, ouvi, cegos, olhai e vede!

19. Quem é cego, senão meu servo, e surdo como o mensageiro que envio? Quem é cego como o meu mensageiro e surdo como o servo do Senhor?

20. Vistes muitas coisas sem lhes dar atenção, tivestes os ouvidos abertos sem escutar.*

21. O Senhor quer, por causa de sua justiça, publicar uma lei grande e magnífica.

22. Todavia, é um povo saqueado e despojado, todos foram acorrentados nos cárceres, fizeram-nos desaparecer nas prisões; são expostos à pilhagem sem que ninguém os livre, despojam-nos, e ninguém lhes faz restituir.*

23. Quem dentre vós prestará atenção a essas coisas? Quem as ouvirá pensando no futuro?

24. Quem então entregou Jacó aos saqueadores, Israel aos depredadores? Não é o Senhor contra quem pecamos, cujas vias não quiseram seguir, nem respeitar suas ordens.

25. Então, despejou sobre eles sua cólera, e as violências da guerra; esta os envolveu de chamas sem que se apercebessem, e os consumiu sem que dessem atenção.

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Capítulo 2

1. “Filho do homem” – dizia-me –, “fica de pé, porque eu te falo!”*

2. Enquanto ela me falava, entrou o espírito em mim, e ele me fez ficar de pé; então, ouvi aquele que me falava.

3. “Filho do homem” – dizia-me –, “envio-te aos israelitas, a essa nação de rebeldes, revoltada contra mim, a qual, do mesmo modo que seus pais, vem pecando contra mim até este dia.

4. É a esses filhos de testa dura e de coração insensível que te envio, para lhes dizer: oráculo do Se­nhor Javé.

5. Quer te ouçam ou não (pois é uma raça indomável), hão de ficar sabendo que há um profeta no meio deles!

6. Quanto a ti, filho do homem, não os temas, nem te arreceies dos seus intentos, conquanto estejas entre moitas de abrolhos e de espinhos e vivas entre escorpiões; não te deixes intimidar por suas palavras nem te espantes com sua atitude, porque é uma raça rebelde.

7. Tu lhes transmitirás os meus oráculos, quer te deem ouvidos ou não; é uma raça pertinaz.

8. E tu, filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde, como essa raça de rebelados. Abre a boca e come o que te vou dar.”

9. Olhei e vi avançando para mim uma mão, que segurava um manuscrito enrolado,

10. que foi desdobrado diante de mim: estava coberto com escrita de um e de outro lado: eram cânticos de luto, de queixumes e de gemidos.*

Capítulo 3

1. “Filho do homem” – falou-me –, “come o rolo que aqui está, e, em seguida, vai falar à casa de Israel.”*

2. Abri a boca, e ele mo fez engolir.

3. “Filho do homem” – falou-me –, “nutre o teu corpo, enche o teu estômago com o rolo que te dou.” Então o comi, e era doce na boca, como o mel.

4. Em seguida, acrescentou: “Filho do homem, vai até a casa de Israel para lhe transmitir as minhas palavras.

5. Não é a um povo de linguagem incompreensível, de linguagem bárbara que te envio, e sim aos israelitas;

6. não é a populações inumeráveis, de idioma incompreensível, de linguajar selvagem, cuja língua não compreenderias: eles te ouviriam, se eu te enviasse a eles;*

7. mas a casa de Israel recusará escutar-te, porque eles não querem atender a mim! Pois toda a casa de Israel nada mais é do que gente teimosa, de coração insensível.

8. Pois bem! Tornarei o teu semblante tão endurecido quanto o deles;

9. vou dar a teu rosto a rigidez do diamante, que é mais resistente que a rocha. Não os temas, pois, e não te deixes amedrontrar por causa deles, pois são uma raça de recalcitrantes.

10. Filho do homem, ajuntou ele, acolhe em teu coração, escuta com toda a atenção tudo quanto eu te disser.

11. Depois tu te dirigirás a teus compatriotas exilados, para lhes falar. Irá dizer-lhes: oráculo do Senhor Javé – quer te escutem ou não”.

12. Então, o espírito se apoderou de mim e ouvi atrás de mim um vozerio de violento rumor. “Bendita seja a glória do Senhor, onde ela repousar!”

13. Ouvi o rumor do bater das asas dos seres vivos e o ruído de suas rodas ao lado deles, um barulho portentoso.

14. O espírito, a seguir, me transportou e me levou. Eu ia com o coração repleto de amargura e furor, desde que a mão do Senhor havia pesado sobre mim.*

15. Cheguei a Tel-Abib, junto dos deportados que se haviam instalado às margens do Cobar, e ali fiquei sete dias no meio deles, em sombria estupefação.

16. Passados esses sete dias, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:

17. “Filho do homem, estabeleço-te como sentinela na casa de Israel. Logo que escutares um oráculo saindo de minha boca, tu lho transmitirás de minha parte.

18. Se digo ao malévolo que ele vai morrer, e tu não o prevines e não lhe falas para pô-lo de sobreaviso em razão do seu péssimo proceder, de modo que ele possa viver, ele há de perecer por causa de seu delito, mas é a ti que pedirei conta do seu sangue.

19. Contudo, se depois de advertido por ti, não se corrigir da malícia e perversidade, ele perecerá por causa de seu pecado, enquanto tu hás de salvar a tua vida.

20. E, quando um justo abandonar a sua justiça para praticar o mal, e eu permitir diante dele algum tropeço, ele perecerá. Se não o advertires, ele morrerá por causa do seu delito, sem que sejam tomadas em conta as boas obras que anteriormente praticou, e é a ti que pedirei conta do seu sangue.

21. Ao contrário, se advertires ao justo que se abstenha do pecado, e ele não pecar, então ele viverá, graças à tua advertência, e tu, assim, terás salvo a tua vida”.

22. A mão do Senhor veio ali sobre mim. “Vamos” – disse-me ele –, “vai à planície, onde te vou falar.”

23. Pus-me então a caminho para a planície; e eis que a glória do Senhor lá estava, tal qual eu a havia contemplado às margens do Cobar. E caí com a face em terra.

24. Mas o Espírito do Senhor entrou em mim para me pôr em pé, enquanto me falava o Senhor: “Vai encerrar-te em tua casa.

25. Filho do homem, vão amarrar-te com cordas para que não possas mais ir ao meio deles.*

26. Prenderei tua língua a teu paladar, de modo que o teu mutismo te impeça de repreendê-los, pois é uma raça de recalcitrantes.

27. Quando eu, porém, te falar, te abrirei a boca, e tu lhes dirás: oráculo do Senhor Javé. Que escute então aquele que quiser escutar, e que não escute aquele que não o quiser, pois é uma raça de recalcitrantes”.

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1. Aquele que ama a correção ama a ciência, mas o que detesta a reprimenda é um insensato.

2. O homem de bem alcança a benevolência do Senhor; o Senhor condena o homem que premedita o mal.

3. Não se firma o homem pela impiedade, mas a raiz dos justos não será abalada.

4. Uma mulher virtuosa é a coroa de seu marido, mas a insolente é como a cárie nos seus ossos.

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"O homem sem Deus é um ser mutilado". São Padre Pio de Pietrelcina