Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 201, mergulhamos nas mensagens de Isaías 21-22, que anunciam juízos e advertências sobre nações e reis. Naum 3 relata a destruição iminente de Nínive, mostrando a justiça de Deus contra a opressão. Provérbios 10:29-32 oferece reflexões sobre confiança em Deus, retidão e integridade, orientando nosso caminhar diário com sabedoria.

Capítulo 21

1. Oráculo do deserto marítimo. Como um furacão desencadeado do meio-dia, assim vem isto do deserto, de uma terra horrível.*

2. Uma visão sinistra me foi revelada: “O salteador rouba, o destruidor devasta. Arroja-te, ó Elam, assaltai, ó medos; não tenhais piedade.*

3. Por essa causa tenho os rins atenazados, e sou tomado de dores como uma mulher no parto. Atordoa-me o sofrimento, cega-me o terror;

4. minha razão desvaira, o terror me invade, e o crepúsculo desejado causa-me espanto.

5. Põem a mesa, estendem o tapete, comem e bebem... Alerta, capitães! Untai o escudo”.*

6. Porque o Senhor me disse: “Vai postar uma sentinela! Que ela te anuncie o que vir!*

7. Se vir uma fila de cavaleiros, dois a dois, uma fila de asnos, outra de camelos, que preste atenção, muita atenção”.

8. E então grite: “Eu vejo! Em meu posto de guarda, Senhor, eu me mantenho o dia inteiro; em meu observatório permaneço de pé todas as noites.

9. Eis que vem a cavalaria, cavaleiros dois a dois”. Tomam a palavra e dizem-me: “Caiu, caiu Babilônia! Todos os simulacros de seus deuses foram despedaçados contra a terra”.

10. Ó povo meu, pisado, malhado como o grão, o que aprendi do Senhor dos exércitos, do Deus de Israel, eu te anuncio.*

11. Oráculo contra Duma. Gritam-me de Seir: “Sentinela, quanto resta da noite? Sentinela, quanto resta da noite?”.

12. E a sentinela responde: “A manhã chega, igualmente a noite. Se quereis sabê-lo, voltai a interrogar”.*

13. Oráculo das estepes. Passai a noite nas brenhas da estepe, caravanas de dedanitas;

14. ide levar água àqueles que têm sede, habitantes da terra de Tema, ide oferecer pão aos fugitivos.

15. Porque fogem diante das espadas, diante da espada nua, diante do arco retesado, diante do rude combate.

16. Porque eis o que me disse o Senhor: “Ainda um ano, contado como os anos do mercenário, e desaparecerá o império de Cedar”.*

17. E só ficará um punhado dos valentes arqueiros, filhos de Cedar. O Senhor, Deus de Israel, o disse.

Capítulo 22

1. Oráculo do vale da Visão. Que tens, pois, para subir em multidão aos terraços,*

2. cidade ruidosa, cidade turbulenta, cidade alegre! Teus mortos não foram transpassados pela espada, nem mortos em combate.

3. Todos os teus chefes escaparam e fugiram para longe; teus bravos foram feitos prisioneiros sem que tivessem estirado o arco.

4. Por isso, eu digo: “Não me olheis, deixai-me derramar lágrimas amargas, não procureis consolar-me da ruína de meu povo”.

5. Porque este é um dia de derrota, de esmagamento e de confusão, enviado pelo Senhor, Deus dos exércitos. No vale da Visão abalam a muralha e gritam para a montanha.*

6. Elamitas toma sua aljava, cavaleiros nas suas montarias, Quir prepara o seu escudo.*

7. Teus belos vales estão atravancados de carros, os cavaleiros postam-se às tuas portas:

8. tirou-se o véu de Judá! Nesse dia voltais os olhos para o arsenal do palácio da Floresta.*

9. Olhais as brechas da cidade de Davi e vedes que elas são numerosas. Acumulais as águas da piscina inferior,

10. examinais as casas de Jerusalém e as demolis para consolidar a muralha.

11. Cavais um reservatório entre os dois muros para as águas da piscina velha. Mas não olhais para aquele que quis estas coisas, e não vedes aquele que as preparou já de há muito.*

12. O Senhor, Deus dos exércitos, vos convida nesse dia a chorar e a dar brados de pesar, a raspar a cabeça e a cingir o cilício.

13. E eis que tudo se destina à alegria e ao prazer; matam bois, degolam carneiros, comem carne e bebem vinho: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos!”.*

14. Porém, o Senhor dos exércitos revelou-me: jamais este crime será perdoado sem que sejais mortos. Oráculo do Senhor, Deus dos exércitos.

15. Contra Sobna, prefeito do palácio. Eis o que diz o Senhor, Deus dos exércitos: “Vai ter com esse ministro,*

16. que cava para si um sepulcro em um lugar elevado, que talha para si uma morada na rocha. Que propriedade tens aqui, que parentes tens nela, para ousares cavar-te nela um sepulcro?

17. Eis que o Senhor te lança com força, ó grande homem, arremessa-te, rolando,

18. lançando-te como uma bola para uma terra vasta em todo o sentido. É lá que morrerás, lá será a tua famosa tumba! Ó vergonha da casa de teu senhor!*

19. Eu te deporei de teu cargo e te arrancarei do teu posto.

20. Naquele dia, chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias.

21. Eu o revestirei com a tua túnica, o cingirei com o teu cinto, e lhe transferirei os teus poderes; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá.

22. Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi; se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá;

23. eu o fixarei como prego em lugar firme, e ele será um trono de honra para a casa de seu pai.

24. Dele estarão pendentes todos os membros de sua família, os ramos principais e os ramos menores, toda espécie de vasos, desde os copos até os jarros”.*

25. “Porém, um belo dia” – diz o Senhor dos exércitos –, “o prego, fincado em lugar firme, cederá, se arrancará e cairá, e toda a carga que ele sustentava será feita em pedaços” –, palavra do Senhor.

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1. Ai da cidade sanguinária, cheia de fraude e de violência, e que não põe termo à sua rapinagem!

2. Ruído de chicote! Estrondo de rodas! Cavalos a relinchar, carros a dançar,

3. cavaleiros à brida, espadas que reluzem, lanças que cintilam, multidão de feridos, mortos em massa, cadáveres sem-número, nos quais se tropeça...

4. Eis aí o fruto das numerosas fornicações da meretriz tão cheia de encanto, hábil feiticeira, que enganava as nações com seus atrativos, e os povos com seus sortilégios.*

5. Eis que venho contra ti – oráculo do Senhor dos exércitos. Vou arregaçar teu vestido até teu rosto, e mostrar tua nudez às nações, aos reinos a tua vergonha.

6. Vou cobrir-te de imundícies para te aviltar, e irei te expor como espetáculo.

7. Todos os que te virem fugirão para longe de ti, dizendo: “Nínive está arruinada!”. Quem se apiedará de ti? Aonde te irei buscar consoladores?

8. Vales porventura mais do que Tebas, que está situada entre os braços do Nilo, cercada de água, tendo o mar por defesa, as águas por muralha?*

9. A Etiópia era a sua força, como também o Egito, de enorme população; Fut e os líbios eram seus aliados.

10. Não obstante isso, ela foi levada cativa para o exílio; seus filhos foram esmagados nos cantos das ruas, lançaram-se sortes sobre seus nobres, e todos os seus chefes foram carregados de cadeias.

11. Também tu, em tua embriaguez, desfalecerás. Também tu procurarás um refúgio contra o inimigo.

12. Todas as tuas fortalezas são como figueiras, carregadas de figos maduros: se são sacudidas, os figos caem na boca de quem os quiser comer.

13. Teus guerreiros estão no meio de ti como mulheres. As portas de tua terra abrem-se por si sós ao inimigo. O fogo devorou teus ferrolhos.

14. Abastece-te de água para o cerco; repara tuas fortificações, amassa a argila, pisa o barro, pega na fôrma de tijolos.

15. Aí o fogo te devorará, a espada te exterminará; ela te devorará como o gafanhoto, ainda que fosses numeroso como o gafanhoto, e que te multiplicasses como o grilo.

16. Teus corretores são mais numerosos que as estrelas do céu; o gafanhoto abre suas asas e voa.*

17. Teus guardas são numerosos como os gafanhotos, e teus chefes como uma nuvem de insetos que pousam sobre as sebes em um dia de frio; logo que o sol nasce, fogem, sem que se saiba para onde foram.

18. Teus pastores dormem, ó rei da Assíria, teus heróis estão inertes. Teu povo está disperso pelas montanhas sem que ninguém o ajunte.*

19. Não há remédio para a tua ferida, tua chaga é incurável. Todos os que forem informados de tua sorte aplaudirão pelo que te acontece. Sobre quem, com efeito, não tem passado continuamente a tua malícia?

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29. Para o homem íntegro o Senhor é uma fortaleza, mas é a ruína dos que fazem o mal.

30. Jamais o justo será abalado, mas os ímpios não habitarão a terra.*

31. A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será arrancada.

32. Os lábios do justo sabem dizer o que é agradável; a boca dos maus, o que é mau.

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"Na igreja se fala somente com Deus." São Padre Pio de Pietrelcina