Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 194, Isaías 5-6 apresenta o cântico da vinha e a visão majestosa do profeta diante da santidade de Deus, mostrando o contraste entre pecado e fidelidade. Tobias 5-6 mostra a fé contínua de Tobias e sua obediência. Provérbios 10:1-4 nos oferece lições de vida sobre diligência, justiça e integridade, lembrando que a sabedoria transforma a vida cotidiana.

Capítulo 5

1. Eu quero cantar para o meu amigo seu canto de amor a respeito de sua vinha: meu amigo possuía uma vinha em um outeiro fértil.*

2. Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. E contava com uma colheita de uvas, mas ela só produziu agraço.*

3. “E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e minha vinha.

4. Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu agraço?

5. Pois bem, eu vos mostrarei agora o que hei de fazer à minha vinha: eu lhe arrancarei a sebe para que ela sirva de pasto, derrubarei o muro para que seja pisada.

6. Eu a farei devastada; não será podada nem cavada, e nela crescerão apenas sarças e espinhos; vedarei às nuvens derramar chuva sobre ela.”

7. A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro.

8. Ai de vós, que ajuntais casa a casa, e que acrescentais campo a campo, até que não haja mais lugar, e que sejais os únicos proprietários da terra.*

9. Os meus ouvidos ouviram ainda este juramento do Senhor dos exércitos: “Grande número de casas, eu o juro, será devastado, grandes e magníficas herdades ficarão desabitadas”.*

10. Dez jeiras de vinha não produzirão mais que um bato, e um homer de semente não dará mais que um efá.*

11. Ai daqueles que desde a manhã procuram a bebida, e que se retardam à noite nas excitações do vinho!

12. Amantes da cítara e da harpa, do tamborim e da flauta, e do vinho em seus banquetes, mas para as obras do Senhor não têm um olhar sequer, e não enxergam a obra de suas mãos.*

13. Por causa disso meu povo será desterrado sem nada pressentir. Sua nobreza será atenazada pela fome, e a multidão, mirrada pela sede.*

14. Por isso, a morada dos mortos se alargará, e abrirá desmesuradamente a boca. O esplendor de Sião e sua multidão barulhenta, seu alvoroço e sua alegria desaparecerão dela.

15. O homem será curvado, os grandes serão humilhados, os olhares altivos serão abatidos,*

16. e o Senhor dos exércitos triunfará no juízo; o Deus santo se mostrará como tal, fazendo justiça.

17. Os cordeiros serão apascentados nesses lugares como em suas pastagens, e sobre as ruínas pastarão os cabritos.*

18. Ai daqueles que arrastam a correção com as cordas da indisciplina, e a pena do pecado como com os tirantes de um carro!

19. (Ai) daqueles que dizem: “Que ele se avie, que faça já sua obra, a fim de que a vejamos. Que o plano do Santo de Israel se execute para que o conheçamos!”.*

20. Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!

21. Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo!

22. Ai daqueles que põem sua bravura em beber vinho, e sua coragem em misturar licores;

23. (Ai) daqueles que, por uma dádiva, absolvem o culpado, e negam justiça àquele que tem o direito a seu lado!

24. Por isso, assim como a palhoça é devorada por uma língua de fogo, e como a palha é consumida pela chama, assim a raiz deles sucumbirá na podridão e sua flor voará como a poeira, porque repudiaram a Lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.

25. Por isso, o furor do Senhor se inflama contra seu povo, apodera-se dele e o castiga; os montes tremem, seus cadáveres, como carniça, jazem nas ruas. Entretanto, sua cólera não se aplacou, e sua mão está prestes a precipitar-se.

26. Ele arvora uma bandeira para chamar uma nação longínqua, assobia para fazê-la vir dos confins da terra, e ei-la que, ágil, acorre às pressas.*

27. Ninguém dentre eles se arrasta ou tropeça, ninguém dorme nem cochila; ninguém desata a cinta de seus rins, nem desaperta a correia dos sapatos.

28. Agudas são as suas flechas e todos os seus arcos, entesados. Os cascos de seus cavalos são duros como a pederneira, e as rodas de seus carros assemelham-se à tempestade.

29. É como o rugido da leoa, e o rosnar do leãozinho. Ele brame e agarra a sua presa, e a carrega sem que ninguém lha arrebate.

30. Naquele tempo, um estrondo, semelhante ao bramido do mar, retumbará contra ele. Quando olhar a terra, só verá trevas e angústia, e no céu se estenderão nuvens tenebrosas.*

Capítulo 6

1. No ano da morte do rei Ozias, eu vi o Senhor sentado num trono muito ele-vado; as franjas de seu manto enchiam o templo.*

2. Os serafins se mantinham junto dele. Cada um deles tinha seis asas; com um par de asas velavam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam.*

3. Suas vozes se revezavam e diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória!”.

4. A este brado as portas estremeceram em seus gonzos e a casa encheu-se de fumo.

5. “Ai de mim” – gritava eu –. “Estou perdido porque sou um homem de lábios impuros, e habito com um povo (também) de lábios impuros e, entretanto, meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!”

6. Porém, um dos serafins voou em minha direção; trazia na mão uma brasa viva, que tinha tomado do altar com uma tenaz.

7. Aplicou-a na minha boca e disse: “Tendo esta brasa tocado teus lábios, teu pecado foi tirado, e tua falta, apagada”.

8. Ouvi então a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei eu? E quem irá por nós?”. “Eis-me aqui” – disse eu –, “enviai-me.’’

9. “Vai, pois, dizer a esse povo” – disse ele: “Escutai, sem chegar a compreender, olhai, sem chegar a ver.

10. Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhe os ouvidos, fecha-lhe os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito. E não se cure de novo”.*

11. “Até quando, Senhor?” – disse eu. E ele respondeu: “Até que as cidades fiquem devastadas e sem habitantes, as casas, sem gente, e a terra, deserta;

12. até que o Senhor tenha banido os homens, e seja grande a solidão na terra.

13. Se restar um décimo da população, ele será lançado ao fogo, como o terebinto e o carvalho, cuja linhagem permanece quando são abatidos.” Sua linhagem é um germe santo.*

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Capítulo 5

1. Então, Tobias respondeu a seu pai: “Tudo o que me ordenaste, meu pai, eu o farei.

2. Mas estou realmente sem saber como ir buscar esse dinheiro. Gabael não me conhece e eu tampouco o conheço. Que sinal lhe hei de dar? Não conheço nem mesmo o caminho por onde ir a essa terra”.

3. Seu pai disse-lhe: “Tenho comigo o seu recibo. Bastará que lho mostres, para que ele te devolva imediatamente o dinheiro.

4. Vai procurar um homem de confiança que te possa acompanhar, mediante uma retribuição. É preciso que recebas esse dinheiro enquanto ainda estou vivo”.

5. Tendo saído, Tobias encontrou um jovem de belo aspecto, equipado como para uma viagem.

6. Sem saber que se tratava de um anjo de Deus, ele o saudou e disse-lhe: “De onde és tu, ó bom jovem?”.

7. Ele respondeu: “Sou israelita”. Tobias perguntou-lhe: “Conheces, porventura, o caminho para a Média?”.

8. “Sem dúvida!” – respondeu ele –. “Tenho percorrido fre­quen­temente esse caminho. Hospedei-me em casa de Gabael, nosso compatriota que habita em Ragés, na Média, cidade que está situada na montanha de Ecbátana.”

9. Tobias disse-lhe: “Rogo-te que esperes por mim, enquanto vou anunciar isso a meu pai”.

10. Tendo Tobias entrado e contado o sucedido ao seu pai, este ficou muito admirado e pediu que fizesse entrar o jovem.

11. Ele entrou e saudou a Tobit: “A felicidade esteja contigo para sempre!”.

12. Tobit disse-lhe: “Que felicidade posso eu ter ainda? Estou nas trevas, sem poder ver a luz do céu”.

13. O jovem replicou-lhe: “Tem ânimo, porque é fácil a Deus curar-te!”.*

14. Tobit disse-lhe: “É verdade que poderás conduzir meu filho à casa de Gabael, em Ragés, na Média? Quando voltares, eu te retribuirei por isso”.

15. Então, o anjo disse-lhe: “Eu o levarei até lá e o trarei são e salvo para junto de ti”.

16. Tobit então perguntou-lhe: “Rogo-te que me digas de que família e de que tribo és tu?”.

17. O anjo respondeu: “Que é que procuras: a raça do servo ou o próprio servo para acompanhar teu filho?

18. Mas, para tranquilizar-te: eu sou Azarias, filho do grande Hananias”.

19. “És de família distinta – respondeu Tobit –. “Rogo-te que não me queiras mal por ter querido conhecer tua origem.”

20. O anjo então disse: “Conduzirei o teu filho são e salvo e assim retornará”.

21. Tobit respondeu: “Boa viagem! Que Deus esteja em vosso caminho e que o seu anjo vos acompanhe”.

22. Prepararam o necessário para a viagem. Tobias despediu-se de seu pai e de sua mãe, e os dois viajantes partiram.

23. Depois que partiram, sua mãe pôs-se a chorar: “Tiraste-nos – disse ela – o bordão de nossa velhice e o apartaste de nós.

24. Prouvera a Deus que nunca tivesse havido esse dinheiro pelo qual o enviaste.

25. O pouco que temos nos bastava; a nossa riqueza era a vista de nosso filho”.

26. Tobit respondeu-lhe: “Não chores. Nosso filho chegará são e salvo e voltará também são e salvo para a nossa companhia. Tu o verás com os teus olhos.

27. Estou certo de que um bom anjo de Deus o acompanhará e disporá solicitamente tudo o que lhe diz respeito, de modo que ele tenha a alegria de voltar para nós”.

28. Ouvindo isso, sua mãe cessou de chorar e calou-se.

Capítulo 6

1. Tobias partiu, pois, em companhia do anjo. Também o cão foi atrás deles.Deteve-se na primeira parada à beira do rio Tigre.

2. Descendo ao rio para lavar os pés, eis que um enorme peixe se lançou sobre ele para devorá-lo.

3. Aterrorizado, Tobias gritou, dizendo: “Senhor, ele lança-se sobre mim”.

4. O anjo disse-lhe: “Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti”. Tobias assim o fez. Arrastou o peixe para a terra, o qual se pôs a saltar aos seus pés.

5. O anjo então disse-lhe: “Abre o peixe e tira-lhe o coração, o fel e o fígado. Guarda-os contigo e joga fora as entranhas. O coração, o fel e o fígado do peixe servirão para remédios muito eficazes”. Ele assim o fez.

6. A seguir, assou uma parte da carne do peixe, que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até chegarem a Ragés, na Média.

7. Entretanto, Tobias interrogou o anjo: “Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar”.

8. O anjo respondeu-lhe: “Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher e impedirá que ele volte de novo a eles.

9. Quanto ao fel, pode-se fazer com ele um unguento para os olhos que foram atingidos por manchas brancas, porque ele tem a propriedade de curar”.

10. Em seguida, Tobias disse-lhe: “Onde queres que pousemos?”.

11. “Há aqui – respondeu o anjo – um homem de tua tribo e de tua família, chamado Raguel, que tem uma filha chamada Sara; além dela não tem mais filho nem filha.*

12. Todos os seus bens te devem pertencer: mas é preciso que a recebas por esposa.*

13. Pede-a, pois, ao seu pai e ele a dará por esposa.

14. Tobias replicou: “Ouvi dizer que ela já teve sete maridos e que todos morreram. Diz-se mesmo que foi um demônio que os matou,

15. por isso, eu temo que o mesmo venha a me acontecer, a mim que sou filho único e, desse modo, faça descer lamentavelmente a velhice de meus pais à habitação dos mortos”.

16. O anjo respondeu-lhe: “Ouve-me e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder:*

17. são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder.

18. Tu, porém, quando te casares e entrares na câmara nupcial, viverás com ela em castidade durante três dias e não vos ocupareis de outra coisa senão de orar juntos.

19. Na primeira noite, queimarás o fígado do peixe e será posto em fuga o demônio.

20. Na segunda noite, serás admitido na sociedade dos santos patriarcas.

21. Na terceira noite, receberás a bênção que vos dará filhos cheios de saúde.

22. Passada essa terceira noite, te aproximarás da jovem no temor ao Senhor, mais com o desejo de ter filhos que o ímpeto da paixão. Obterás assim para os teus filhos a bênção prometida à raça de Abraão”.*

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1. O filho sábio é a alegria de seu pai; o insensato, porém, a aflição de sua mãe.

2. Tesouros mal adquiridos de nada servem, mas a justiça livra da morte.*

3. O Senhor não deixa o justo passar fome, mas repele a cobiça do ímpio.

4. A mão preguiçosa causa a indigência; a mão diligente se enriquece.

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"O homem sem Deus é um ser mutilado". São Padre Pio de Pietrelcina