Plano Completo de Leitura
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No dia 192, Isaías 1-2 denuncia a hipocrisia e chama ao arrependimento, destacando a justiça de Deus. Tobias 1-2 nos apresenta a fidelidade e coragem do jovem Tobias diante de desafios. Provérbios 9:7-12 enfatiza a importância de ouvir a sabedoria e instrução, mostrando que a verdadeira compreensão leva à vida plena.
1. Profecia de Isaías, filho de Amós, a respeito de Judá e Jerusalém no tempo de Ozias, de Joatão, de Acaz e de Ezequias, rei de Judá.*
2. Ouvi, céus, e tu, ó terra, escuta, é o Senhor quem fala: “Eu criei filhos e os eduquei; eles, porém, se revoltaram contra mim.
3. O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono; mas Israel não conhece nada, e meu povo não tem entendimento”.
4. Ai da nação pecadora, do povo carregado de crimes, da raça de malfeitores, dos filhos desnaturados! Abandonaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, e lhe voltaram as costas.
5. Onde vos ferir ainda, quando persistis na rebelião? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, abatido.
6. Desde a planta dos pés até o alto da cabeça, não há nele coisa sã. Tudo é uma ferida, uma contusão, uma chaga viva, que não foi nem curada, nem ligada, nem suavizada com óleo.
7. Vossa terra está assolada, vossas cidades, incendiadas. Os inimigos, à vossa vista, devastam vosso país. É uma desolação, como a ruína de Sodoma.*
8. Sião está só, como choupana em uma vinha, como choça em pepinal, como cidade sitiada.*
9. Se o Senhor dos exércitos não nos tivesse deixado alguns da nossa linhagem, teríamos sido como Sodoma, e teríamos nos tornado como Gomorra.*
10. Ouvi a palavra do Senhor, príncipes de Sodoma; escuta a lição de nosso Deus, povo de Gomorra:
11. “De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas?” – diz o Senhor –. “Já estou farto de holocaustos de cordeiros e da gordura de novilhos cevados. Eu não quero sangue de touros e de bodes.
12. Quando vindes apresentar-vos diante de mim, quem vos reclamou isto: atropelar os meus átrios?
13. De nada serve trazer oferendas; tenho horror da fumaça dos sacrifícios. As luas novas, os sábados, as reuniões de culto, não posso suportar a presença do crime na festa religiosa.
14. Eu abomino as vossas luas novas e as vossas festas; elas me são molestas, estou cansado delas.
15. Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue.
16. Lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos.
17. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva.”
18. “Pois bem, justifiquemo-nos” – diz o Senhor –. “Se vossos pecados forem escarlates, se tornarão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã!*
19. Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra;
20. se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada.” É a boca do Senhor que o declara.
21. Como se prostituiu a cidade fiel, Sião, cheia de retidão? A justiça habitava nela, e agora são os homicidas.
22. Tua prata converteu-se em escória, teu vinho misturou-se com água.
23. Teus príncipes são rebeldes, cúmplices de ladrões. Todos eles amam as dádivas e andam atrás do proveito próprio; não fazem justiça ao órfão, e a causa da viúva não é evocada diante deles.
24. Por isso, eis o que diz o Senhor, Deus dos exércitos, o Poderoso de Israel: “Ah! Eu tirarei satisfação de meus adversários, e me vingarei de meus inimigos.
25. Voltarei minha mão contra ti, e te purificarei no crisol, e eliminarei de ti todo o chumbo.
26. Tornarei teus juízes semelhantes aos de outrora, e teus conselheiros como os de antigamente. Então te chamarão Cidade da Justiça, Cidade fiel”.
27. Sião será remida pelo direito, e seus convertidos pela justiça.
28. Os rebeldes e os pecadores serão destruídos juntamente, e aqueles que abandonam o Senhor perecerão.
29. Então, tereis vergonha dos carvalhos verdes que cobiçais, e corareis de pejo dos jardins que ora vos agradam,*
30. porque sereis como um carvalho verde com folhagem seca, e como um jardim sem água.
31. O homem forte será a estopa, e sua obra, a faísca; eles arderão sem que ninguém possa extinguir.
1. Visão de Isaías, filho de Amós, acerca de Judá e Jerusalém.
2. No fim dos tempos acontecerá que o monte da casa do Senhor estará colocado à frente das montanhas, e dominará as colinas. Para aí acorrerão todas as gentes,
3. e os povos virão em multidão: “Vinde” – dirão eles –, “subamos à montanha do Senhor, à casa do Deus de Jacó: ele nos ensinará seus caminhos, e nós trilharemos as suas veredas”. Porque de Sião deve sair a Lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor.
4. Ele será o juiz das nações, o governador de muitos povos. De suas espadas forjarão relhas de arados, e de suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e não se arrastarão mais para a guerra.*
5. Casa de Jacó, vinde, caminhemos à luz do Senhor.
6. Vós rejeitastes inteiramente vosso povo, a casa de Jacó, porque ela está cheia de adivinhos do Oriente, e de agoureiros como os filisteus; ela transige com os estrangeiros.
7. A sua terra está cheia de prata e de ouro, e há tesouros sem fim. A sua terra está cheia de cavalos e há um sem-número de carros.*
8. A sua terra está cheia de ídolos; os homens se prosternam diante da obra de suas mãos, diante daquilo que seus dedos fabricaram.
9. Os mortais serão abatidos e o homem será humilhado; vós não os perdoareis de maneira nenhuma.
10. Refugiai-vos nos rochedos, escondei-vos debaixo da terra, sob o impulso do terror do Senhor, e do esplendor de sua majestade, quando ele se levantar para aterrorizar a terra.
11. A soberba dos mortais será abatida, e o orgulho dos homens será humilhado. Só o Senhor será exaltado naquele tempo.
12. Porque o Senhor dos exércitos terá um dia para exercer punição contra todo ser orgulhoso e arrogante, e contra todo aquele que se exalta, para abatê-lo,
13. contra todos os cedros do Líbano, altos e majestosos, e contra todos os carvalhos de Basã,
14. contra todos os altos montes, e contra todos os outeiros elevados,
15. contra todas as torres altas, e contra todas as muralhas fortificadas,
16. contra todas as naus de Társis, frotas mercantes e contra todos os objetos de luxo.
17. A pretensão dos mortais será humilhada, o orgulho dos homens será abatido. Só o Senhor será exaltado naquele tempo,
18. e todos os ídolos desaparecerão.
19. Refugiai-vos nas cavernas dos rochedos, e nos antros da terra, sob o impulso do terror do Senhor, e do esplendor de sua majestade, quando ele se levantar para aterrorizar a terra.
20. Naquele tempo, o homem lançará aos ratos e aos morcegos os ídolos de prata e os ídolos de ouro, que para si tinha feito a fim de adorá-los;*
21. Irá se refugiar nas cavernas dos rochedos e nas fendas da pedreira, por causa do espanto da presença do Senhor, e do esplendor de sua majestade, quando ele se levantar para aterrorizar a terra.
22. Cessai de confiar no homem, cuja vida se prende a um fôlego: como se pode estimá-lo?*
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1. Tobit, da tribo e da cidade de Neftali (situada na Galileia superior, acima de Naasson, atrás do caminho do ocidente, tendo à esquerda a cidade de Sefet),
2. foi levado para o cativeiro no tempo de Salmanasar, rei dos assírios. Embora cativo, ele não abandonou o caminho da verdade.
3. Tudo aquilo de que podia dispor distribuía cada dia a seus irmãos de raça, que partilhavam com ele sua sorte de cativo.
4. Embora fosse ele o mais jovem da tribo de Neftali, seu proceder nada tinha de pueril.
5. Por isso, enquanto todos eles iam adorar os bezerros de ouro que o rei de Israel, Jeroboão, tinha feito, só ele fugia da companhia de todos e
6. dirigia-se ao Templo do Senhor em Jerusalém, onde adorava o Senhor, Deus de Israel, oferecendo fielmente as primícias e os dízimos de todos os seus bens.
7. De três em três anos, dava aos prosélitos e aos estrangeiros todo o seu dízimo.
8. Esta e outras práticas semelhantes da Lei de Deus, tinha observado desde a sua infância.
9. Quando se tornou adulto, desposou uma mulher de sua tribo, chamada Ana, da qual teve um filho, a quem deu o nome de Tobias.
10. Ensinou-lhe desde a sua mais tenra idade a temer a Deus e a se abster de todo pecado.
11. Desse modo, quando chegou com sua mulher e seu filho, como cativo, no meio de sua tribo, à cidade de Nínive,
12. embora todos os outros comessem dos alimentos dos pagãos, guardou sua alma pura e jamais contraiu mancha alguma com seus alimentos.
13. E porque ele conservava com todo o seu coração a lembrança de Deus, Deus tornou-o simpático ao rei Salmanasar,
14. que o autorizou a ir aonde quisesse e a fazer o que quer que lhe agradasse.
15. Ele ia, pois, visitar todos os deportados e dava-lhes conselhos salutares.
16. Foi um dia a Ragés, cidade da Média, com dez talentos de prata que o rei lhe tinha dado.*
17. Encontrando entre a multidão dos seus compatriotas um homem de sua tribo, chamado Gabael, o qual se achava em dificuldades, deu-lhe a sobredita quantia de prata, mediante um recibo.
18. Passou o tempo. Salmanasar morreu e Senaquerib, seu filho, sucedeu-lhe no trono. Ora, Senaquerib odiava os israelitas.
19. Tobit ia diariamente visitar toda a sua parentela, consolava-a e distribuía dos seus bens a cada um, segundo as suas posses.
20. Alimentava os famintos, vestia os nus e, com uma solicitude toda particular, sepultava os defuntos e os que tinham sido mortos.
21. Quando o rei Senaquerib, fugindo da Judeia ao castigo com que Deus o ferira por suas blasfêmias, mandou assassinar, na sua ira, um grande número de israelitas. Tobit sepultou os seus cadáveres.*
22. Denunciaram-no ao rei, que o mandou matar e confiscou todos os seus bens.
23. Tobit, porém, despojado de tudo, fugiu com seu filho e sua mulher e, como tinha muitos amigos, conseguiu permanecer oculto.
24. Ora, quarenta e cinco dias depois, o rei foi assassinado por seus filhos,
25. e Tobit voltou para a sua casa; e foram-lhe restituídos todos os seus bens.*
1. Algum tempo depois, em um dia de festa religiosa, foi preparado um grande banquete na casa de Tobit.
2. Ele disse então ao seu filho: “Vai buscar alguns homens piedosos de nossa tribo para comerem conosco”.
3. Ele saiu, mas logo voltou, anunciando ao pai que um dos filhos de Israel jazia degolado na praça. Tobit levantou-se imediatamente da mesa, sem nada haver comido e foi aonde estava o cadáver.
4. Tomou-o e levou-o clandestinamente para a sua casa, a fim de sepultá-lo com cuidado depois do sol posto.
5. Tendo escondido o cadáver, começou a comer com pranto e tremor,
6. lembrando-se do oráculo que o Senhor tinha pronunciado pela boca do profeta Amós: “Converterei vossas festas em luto, e vossos cânticos em elegias fúnebres” (Am 8,10a).
7. Quando o sol se pôs, ele foi e o sepultou.
8. Seus vizinhos criticavam-no unanimemente, dizendo: “Já uma vez ordenaram que te matassem, precisamente por isso e mal escapaste dessa sentença de morte, recomeças a enterrar os cadáveres!”.
9. Mas Tobit temia mais a Deus que ao rei e continuava a levar para a sua casa os corpos daqueles que eram assassinados, onde os escondia e os inumava durante a noite.
10. Ora, aconteceu que um dia, cansado desse trabalho, foi para a sua casa e deitou-se junto à parede onde adormeceu.
11. Enquanto dormia, caiu-lhe, de um ninho de andorinhas, esterco quente nos olhos e ele tornou-se cego.
12. Deus permitiu que lhe acontecesse essa prova, para que a sua paciência, como a do santo homem Jó, servisse de exemplo à posteridade.
13. Como havia sempre temido a Deus, desde a sua infância e guardado seus mandamentos, ele não se afligiu (nem murmurou) contra Deus por ter sido atingido pela cegueira.
14. Mas perseverou firme no temor de Deus e continuou a dar-lhe graças em todos os dias de sua vida.
15. Assim como o bem-aventurado Jó foi insultado por outros chefes, assim seus parentes e amigos escarneciam de seu comportamento:
16. “Onde está – diziam eles – essa esperança por cujo amor deste esmolas e sepultaste os mortos?”.
17. Porém, Tobit repreendia-os, dizendo: “Não faleis assim;
18. somos filhos dos santos (patriarcas) e esperamos aquela vida que Deus há de dar aos que não perdem jamais a sua confiança nele”.*
19. Ora, Ana, sua mulher, ia todos os dias tecer e trazia o que ela ganhava com o trabalho de suas mãos.
20. Foi assim que, tendo trazido para casa um cabrito que recebera (como gratificação),
21. seu marido ouviu-o balir e disse: “Vê que ele não tenha sido roubado; restitui-o ao seu proprietário, porque não nos é permitido comer e nem mesmo tocar, o que foi roubado”.
22. Ao que lhe respondeu sua mulher com indignação: “Tua esperança é manifestamente vã; agora tuas esmolas mostram bem o que valem!”. Com essas e outras palavras semelhantes ela censurava-o duramente.
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7. Quem censura um mofador, atrai sobre si a zombaria; o que repreende o ímpio, arrisca-se a uma afronta.*
8. Não repreendas o mofador, pois ele te odiará. Repreende o sábio e ele te amará.
9. Dá ao sábio: ele se tornará mais sábio ainda, ensina ao justo e seu saber aumentará.
10. O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria, e o conhecimento do Santo é a inteligência,*
11. porque por mim se multiplicarão teus dias e anos de vida te serão acrescentados.
12. Se tu és sábio, é para teu bem que o és, mas se tu és um “soberbo”, só tu sofrerás as consequências.
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"A mansidão reprime a ira." São Padre Pio de Pietrelcina