Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 189, acompanhamos as reformas espirituais de Josias em 2 Reis 23, restaurando o culto verdadeiro e eliminando ídolos. 2 Crônicas 34 destaca a leitura pública e o estudo da Lei, incentivando o povo à obediência. Provérbios 8:1-21 apresenta a sabedoria divina personificada, exortando os fiéis a valorizarem o entendimento e seguirem o caminho da retidão.

1. O rei convocou à sua presença todos os anciãos de Judá e de Jerusalém

2. e subiu ao Templo do Senhor com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, profetas e todo o povo, pequenos e grandes. Leu, então, diante deles, o texto completo do Livro da Aliança que fora descoberto no Templo do Senhor.

3. O rei, de pé na tribuna, renovou a aliança em presença do Senhor, comprometendo-se a seguir o Senhor, a observar os seus mandamentos, suas instruções e suas leis, de todo o seu coração e de toda a sua alma e a cumprir todas as cláusulas da aliança contida no livro. Todo o povo concordou com essa aliança.

4. O rei ordenou em seguida ao sumo sacerdote Helcias, aos sacerdotes da segunda ordem e aos porteiros, que jogassem fora do Templo do Senhor todos os objetos fabricados para o culto de Baal, de Asserá e de todo o exército dos céus. Mandou queimar fora de Jerusalém, nos campos do Cedron, levando as suas cinzas para Betel.

5. Despediu os sacerdotes dos ídolos que os reis de Judá tinham estabelecido para oferecer o incenso nos lugares altos, nas cidades de Judá e nos arredores de Jerusalém, assim como os sacerdotes que ofereciam incenso a Baal, ao sol, à luz, aos sinais do zodíaco e a todo o exército dos céus.

6. Mandou tirar do Templo do Senhor o ídolo Asserá e levá-lo para fora de Jerusalém, para o vale do Cedron, onde o queimaram. Depois de tê-lo reduzido a cinzas, mandou-as lançar sobre os sepulcros do povo.

7. Destruiu os apartamentos das prostitutas que se encontravam no Templo do Senhor, onde as mulheres teciam vestes para Asserá.

8. Convocou todos os sacerdotes das cidades de Judá, profanou os lugares altos onde os sacerdotes tinham oferecido incenso, desde Gabaá até Bersabeia. Destruiu o lugar alto das portas, à entrada da casa de Josué, prefeito da cidade, que ficava à esquerda de quem entra na cidade por essa porta.

9. Entretanto, os sacerdotes dos lugares altos não subiam ao altar do Senhor em Jerusalém, mas comiam somente dos pães ázimos no meio dos seus irmãos.

10. Profanou também Tofet, no vale de Ben-Enom, a fim de que ninguém fizesse passar pelo fogo seu filho ou sua filha em honra de Moloc.

11. Fez desaparecer também os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada do Templo do Senhor, junto do pavilhão do eunuco Natã-Melec, no recinto e queimou os carros do sol.

12. O rei destruiu os altares que tinham sido construídos pelos reis de Judá no terraço da câmara superior de Acaz e os que Manassés tinha levantado nos dois átrios do Templo do Senhor; quebrou-os, levou-os dali e lançou as cinzas deles na torrente do Cedron.

13. O rei profanou igualmente os lugares altos situados defronte de Jerusalém, à direita do monte da Perdição. Salomão, rei de Israel, tinha-os levantado em honra de Astarte, ídolo abominável dos sidônios, de Camos, ídolo abominável dos moabitas e de Melcom, ídolo abominável dos amonitas.

14. Quebrou as estátuas, cortou os ídolos asserás e encheu o lugar com ossos humanos.

15. Destruiu também o altar de Betel e o lugar alto que tinha edificado Jeroboão, filho de Nabat, que arrastara Israel ao pecado. Ele os destruiu, queimou e reduziu a cinzas o lugar alto, incendiando igualmente a asserá.*

16. Josias, olhando em torno de si, viu os túmulos que havia sobre a colina. Mandou buscar os ossos dos sepulcros e queimou-os no altar. Esse altar foi assim profanado, segundo o oráculo que o Senhor tinha proferido pelo homem de Deus que havia predito essas coisas.

17. E o rei perguntou: “Que monumento é esse que eu vejo?”. Os habitantes da cidade responderam-lhe: “É o túmulo do homem de Deus que veio de Judá e que predisse tudo o que fizeste ao altar de Betel”.

18. “Deixai-o – disse o rei –, e que ninguém mexa em seus ossos.” E os seus ossos ficaram intatos, assim como os ossos do profeta que tinha vindo de Samaria.

19. Josias destruiu assim todos os santuá­rios dos lugares altos que se encontravam nas cidades de Samaria e que os reis de Israel tinham edificado, para grande cólera do Senhor. Fez deles o que tinha feito do altar de Betel.

20. Matou todos os sacerdotes dos lugares altos que ali havia e queimou sobre esses altares ossos humanos. Depois voltou para Jerusalém.

21. O rei deu esta ordem a todo o povo: “Celebrareis a Páscoa em honra do Senhor, vosso Deus, segundo as prescrições do Livro da Aliança”.

22. Jamais se celebrou Páscoa semelhante, desde a época dos juízes que tinham regido Israel e durante todo o tempo dos reis de Israel e de Judá.

23. Essa Páscoa foi celebrada em honra do Senhor, em Jerusalém, no décimo oitavo ano do reinado de Josias.

24. Josias acabou também com os necromantes, os adivinhos, os terafins, os ídolos e as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, pois queria obedecer às prescrições da lei tais quais figuravam no livro que o sacerdote Helcias descobriu no Templo do Senhor.

25. Não houve jamais, antes de Josias, um rei que se convertesse como ele ao Senhor, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças, seguindo em tudo a Lei de Moisés; nem depois dele houve outro semelhante.

26. Contudo, por causa dos crimes com que Manassés o tinha irritado, o Senhor não abrandou a violência de seu furor contra Judá,

27. porque tinha dito: “Expulsarei também Judá para longe de mim, como rejeitei Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que escolhi e o templo do qual eu disse: Aqui residirá o meu nome”.

28. O restante da história de Josias, seus atos e grandes feitos, tudo se acha consignado no Livro das Crônicas dos reis de Judá.

29. Durante o seu reinado, o faraó Necao, rei do Egito, subiu contra o rei da Assíria, na direção do Eufrates. O rei Josias saiu-lhe ao encontro, mas foi morto pelo faraó em Meguido, logo no primeiro combate.

30. Seus servos transportaram seu cadáver num carro, de Meguido a Jerusalém, e o sepultaram em seu túmulo. O povo elegeu então Joacaz, filho de Josias, que foi ungido e aclamado rei em lugar de seu pai.

31. Joacaz tinha vinte e três anos quando começou a reinar e reinou durante três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hamital, filha de Jeremias, natural de Lebna.

32. Fez o mal diante do Senhor, assim como o tinham feito seus pais.

33. O faraó Necao acorrentou-o em Rebla, na terra de Emat, de modo que ele não reinou mais em Jerusalém e impôs à terra uma contribuição de cem talentos de prata e um talento de ouro.

34. O faraó Necao estabeleceu Eliacim, filho de Jo­sias, no trono, em lugar de seu pai Josias e mudou-lhe o nome para Joaquim. Quanto a Joacaz, foi levado para o Egito, onde morreu.

35. Joaquim deu ao faraó a prata e o ouro exigidos. Mas, para fornecer o peso estipulado, exigiu-o do povo, fixando a quantia que cada um devia pagar e levantou essa contribuição de ouro e de prata para dar ao faraó Necao.

36. Joaquim tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar. Reinou durante onze anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Zebida, filha de Fadaías, natural de Aruma.

37. Fez o mal aos olhos do Senhor, como o tinham feito seus pais.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.

1. Josias tinha a idade de oito anos quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém.

2. Fez o bem aos olhos do Senhor, seguindo as pegadas de Davi, seu pai, sem se afastar nem para a direita, nem para a esquerda.

3. No oitavo ano de seu reinado, quando ele era ainda criança, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai, e no décimo segundo ano começou a limpar Judá e Jerusalém dos lugares altos, das asserás e dos outros ídolos de madeira ou de metal fundido.

4. Demoliram, em sua presença, os altares dos baals, e ele próprio destruiu os obeliscos que estavam colocados nesses altares. Fez em pedaços os bosques sagrados, os ídolos, as estelas; ele os reduziu a pó, que aspergiu sobre as tumbas de seus devotos.

5. Queimou os ossos dos sacerdotes nos seus altares. Foi assim que purificou Judá e Jerusalém.

6. Fez o mesmo nas cidades de Manassés, de Efraim e até mesmo de Neftali, no meio de suas ruínas.

7. Demoliu os altares, quebrou e reduziu a pó as asserás e os ídolos e destruiu todos os obeliscos em toda a terra de Israel. Em seguida retornou a Jerusalém.

8. No décimo oitavo ano de seu reinado, depois de ter purificado a terra e o templo, o rei encarregou Safã, filho de Aslias, Maasias, governador da cidade, e o arquivista Joá, filho de Joacaz, da restauração do Templo do Senhor, seu Deus.

9. Apresentaram-se estes ao sumo sacerdote Helcias e lhe entregaram o dinheiro trazido ao templo, o que os levitas tinham recolhido de Manassés, de Efraim, de todo o resto de Israel, assim como de Judá, de Benjamim e dos habitantes de Jerusalém.

10. Puseram esse dinheiro nas mãos dos empreiteiros e dos vigias dos trabalhos do templo, os quais o distribuíram aos que trabalhavam na restauração do edifício.

11. Estes o entregaram aos carpinteiros e aos pedreiros para a compra de pedras de cantaria e madeiras de carpintaria, assim como traves destinadas às construções que os reis de Judá tinham deixado cair em ruínas.

12. Esses homens cumpriram fielmente sua tarefa. Tinham como inspetores para dirigi-los Jaat e Abdias, levitas da linhagem de Merari, Zacarias e Mesolam, da linhagem dos caatitas, assim como outros levitas que eram todos entendidos em música.

13. Estes últimos vigiavam os carregadores e dirigiam todos os trabalhadores, segundo sua especialidade. Havia ainda levitas secretários, comissários e porteiros.

14. No momento em que se retirava o dinheiro que tinha sido levado ao Templo do Senhor, o sacerdote Helcias descobriu o Livro da Lei do Senhor, dada por Moisés.

15. Disse então Helcias ao escriba Safã: “Encontrei o Livro da Lei no templo”. E ele o entregou a Safã.

16. Este o levou ao rei e fez-lhe o seguinte relato: “Teus servos fizeram tudo o que lhes confiaste:

17. tiraram o dinheiro que estava no templo e o puseram nas mãos dos empreiteiros dos trabalhos”.

18. “Por outra parte – acrescentou ele –, o sacerdote Helcias me entregou um livro.” E começou a lê-lo em presença do rei.

19. Ouvindo as palavras da Lei, este rasgou suas vestes.

20. Em seguida, deu esta ordem a Helcias, a Aicam, filho de Safã, a Abdon, filho de Micas, ao escriba Safã e ao seu servo Asaías:

21. “Ide e con­sultai o Senhor de minha parte e da parte do que resta em Israel e em Judá, a respeito das palavras deste livro que acabam de encontrar; pois grande é a ira do Senhor, que se desencadeou sobre nós porque nossos pais não observaram a palavra do Senhor, não pondo em prática tudo o que está escrito neste livro”.

22. Helcias e aqueles que o rei tinha designado foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Selum, filho de Tícua, filho de Haraas, guarda do vestiário, a qual habitava em Jerusalém, no segundo distrito. Quando lhe transmitiram sua mensagem,

23. ela lhes respondeu: “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: ‘Dizei àquele que vos envia a mim: Eis o que diz o Senhor:

24. Vou fazer vir sobre este lugar e sobre os habitantes todas as calamidades, todas as maldições escritas neste livro que foi lido na presença do rei de Judá,

25. porque eles me abandonaram e ofereceram incenso aos deuses falsos, irritando-me com todas as suas maneiras de agir; meu furor se inflamará contra este lugar, sem que se possa jamais extingui-lo.

26. Ao rei de Judá que vos enviou a consultar o Senhor, assim lhe direis: eis o que diz o Senhor, Deus de Israel, a respeito das palavras que ouviste:

27. porquanto teu coração se comoveu e te humilhaste diante de Deus, escutando o que eu disse contra esta terra e seus habitantes; porquanto te humilhaste diante de mim, rasgaste tuas vestes chorando, eu também te ouvirei – oráculo do Senhor.

28. Vou reunir-te a teus pais; serás depositado em paz nas suas tumbas; teus olhos nada verão da catástrofe que vou mandar a este lugar e aos seus habitantes’.” Eles referiram ao rei esta resposta.

29. Então, Josias convocou todos os anciãos de Judá e de Jerusalém.

30. Depois, ele próprio subiu ao templo, seguido de todos os anciãos de Judá e de Jerusalém, os sacerdotes, os levitas e todo o povo, desde o maior até o menor. E fez-lhes uma leitura integral do Livro da Aliança, encontrado no Templo do Senhor.

31. O rei, de pé num estrado, fez, na presença do Senhor, um pacto no qual se comprometia a seguir o Senhor, a guardar seus mandamentos, suas ordens e seus preceitos, de todo o coração e de toda a sua alma e a pôr em prática todas as palavras da aliança escrita no livro.

32. Fez com que aderissem todos os que se encontravam em Jerusalém e em Benjamim; e os habitantes de Jerusalém fizeram segundo a aliança de Deus, do Deus de seus pais.

33. Josias fez, desse modo, desaparecer as abominações de toda a terra dos israelitas e impôs a todos que lá se encontravam que servissem o Senhor, seu Deus. Enquanto ele viveu, não se afastaram do Senhor, o Deus de seus pais.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.

1. Porventura não clama a Sabedoria e a inteligência não eleva a sua voz?

2. No cume das montanhas posta-se ela, e nas encruzilhadas dos caminhos.

3. Alça sua voz na entrada das torres, junto às portas, nas proximidades da cidade.

4. “É a vós, ó homens, que eu apelo; minha voz se dirige aos filhos dos homens.

5. Ó simples, aprendei a prudência, adquiri a inteligência, ó insensatos.

6. Prestai atenção, pois! Coisas magníficas vos anuncio, de meus lábios só sairá retidão,

7. porque minha boca proclama a verdade e meus lábios detestam a iniquidade.

8. Todas as palavras de minha boca são justas, nelas nada há de falso nem de tortuoso.

9. São claras para os que as entendem e retas para o que chegou à ciência.*

10. Recebei a instrução e não o dinheiro. Preferi a ciência ao fino ouro,

11. pois a Sabedoria vale mais que as pérolas e joia alguma a pode igualar.

12. Eu, a Sabedoria, sou amiga da prudência, possuo uma ciência profunda.

13. O temor do Senhor é o ódio ao mal. Orgulho, arrogância, caminho perverso, boca mentirosa: eis o que eu detesto.

14. Meu é o conselho e o bom êxito, minha a inteligência, minha a força.*

15. Por mim reinam os reis e os legisladores decretam a justiça;*

16. por mim governam os magistrados e os magnatas regem a terra.

17. Amo os que me amam. Quem me procura, encontra-me.

18. Comigo estão a riqueza e a glória, os bens duráveis e a justiça.

19. Mais precioso que o mais fino ouro é o meu fruto, meu produto tem mais valor que a mais fina prata.

20. Sigo o caminho da justiça, no meio da senda da equidade.

21. Deixo os meus haveres para os que me amam e acumulo seus tesouros.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.






"De que vale perder-se em vãos temores?". São Padre Pio de Pietrelcina