Plano Completo de Leitura
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No dia 187, observamos os desafios espirituais do reinado de Manassés em 2 Reis 21, marcados por idolatria e consequências para Judá. 2 Crônicas 32 apresenta a defesa de Jerusalém liderada por Ezequias, confiando na proteção divina contra invasores. O Salmo 145 nos convida a louvar a Deus continuamente, exaltando Sua grandeza, misericórdia e fidelidade eterna.
1. Manassés tinha doze anos quando começou a reinar e reinou durante cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hafsiba.
2. Fez o mal aos olhos do Senhor, imitando as abominações dos povos que o Senhor tinha despojado diante dos israelitas.
3. Reconstruiu os lugares altos que seu pai Ezequias tinha destruído, erigiu altares a Baal, esculpiu um ídolo de madeira, asserá, semelhante ao que tinha feito Acab, rei de Israel. E prostrou-se diante de todo o exército dos céus, para adorá-lo.
4. Construiu altares no Templo do Senhor, do qual o Senhor tinha dito: “O meu nome residirá em Jerusalém”.
5. Levantou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios do Templo do Senhor.
6. Fez passar pelo fogo seu próprio filho; entregou-se à magia, à astrologia, à necromancia e à adivinhação. Multiplicou as ações que ofendem o Senhor, provocando assim a sua ira.
7. A imagem de Asserá, que ele havia talhado, colocou-a no Templo do Senhor, o templo do qual o Senhor dissera a Davi e ao seu filho Salomão: “Neste templo e na cidade de Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, estabelecerei o meu nome perpetuamente.
8. Não mais permitirei que os israelitas errem fora da terra que dei aos seus pais, contanto que observem cuidadosamente os meus mandamentos e a lei que lhes prescreveu Moisés, meu servo”.
9. Eles, porém, não obedeceram, mas foram seduzidos por Manassés e fizeram pior ainda que os povos que o Senhor tinha aniquilado diante dos israelitas.
10. O Senhor falou, pois, pela boca de seus servos, os profetas:
11. “Porque Manassés, rei de Judá, cometeu essas abominações, procedendo ainda pior que tudo o que tinham feito outrora os amorreus e levando, além disso, Judá ao pecado da idolatria;
12. por isso, diz o Senhor, Deus de Israel, vou fazer cair sobre Jerusalém e Judá calamidades tais que farão retinir os ouvidos dos que ouvirem falar delas.
13. Passarei sobre Jerusalém o cordão de Samaria e o nível da casa de Acab. Limparei Jerusalém como um prato que se esfrega, virando-o de um lado para o outro.*
14. Abandonarei os restos de minha herança e os entregarei nas mãos dos seus inimigos, aos quais servirão de espólio e de presa,
15. porque fizeram o mal diante de mim e não cessaram de me irritar, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até hoje”.
16. Manassés derramou também tanto sangue inocente que inundou Jerusalém de uma extremidade à outra, sem falar dos pecados com que tinha feito pecar Judá, levando-o a fazer o mal aos olhos do Senhor.
17. O restante da história de Manassés, seus atos e grandes feitos, os pecados que cometeu, tudo se acha consignado no Livro das Crônicas dos reis de Judá.*
18. Manassés adormeceu com seus pais e foi sepultado no jardim de seu palácio, no jardim de Oza. Seu filho Amon sucedeu-lhe no trono.
19. Amon tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e reinou dois anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Messalemet, filha de Harus, natural de Jeteba.
20. Fez o mal aos olhos do Senhor, como seu pai Manassés.
21. Seguiu todas as pisadas de seu pai e adorou os ídolos que ele tinha adorado, prostrando-se diante deles.
22. Abandonou o Senhor, Deus de seus pais, e não andou no caminho do Senhor.
23. Os servos de Amon conspiraram contra ele e o assassinaram em seu palácio.
24. O povo, porém, massacrou todos os conjurados e proclamou rei Josias, filho de Amon, em seu lugar.
25. O restante da história de Amon, seus atos e grandes feitos, tudo se acha consignado no Livro das Crônicas dos reis de Judá.
26. Amon foi enterrado em seu túmulo, no jardim de Oza e seu filho Josias sucedeu-lhe no trono.
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1. Depois desses feitos, que eram provas de fidelidade, Senaquerib, rei da Assíria, invadiu Judá e assediou as cidades fortes com o desígnio de se apoderar delas.
2. Quando Ezequias viu que o objetivo de Senaquerib era Jerusalém,
3. resolveu, de acordo com os chefes e seus oficiais, obstruir as águas das nascentes que se encontravam fora da cidade. E todos o ajudaram a executar esse projeto.
4. Juntou muita gente que se pôs a obstruir todas as fontes como também o riacho que corria no meio da terra. “Por que – diziam eles – os reis da Assíria haveriam de encontrar, chegando aqui, água em abundância?”
5. Ezequias, cheio de energia, reparou a muralha em ruína, levantou torres, construiu um segundo muro exterior, restaurou Milo, na Cidade de Davi, e mandou fabricar lanças e escudos em grande abundância.
6. Colocou à frente do exército chefes militares, reuniu-os perto de si na praça da porta da cidade e exortou-os à coragem.
7. “Sede valentes – disse-lhes ele –, cobrai coragem, nenhum temor ou pavor diante do rei da Assíria e toda essa multidão que ele arrasta após si. Há mais conosco do que com ele.
8. Com ele está um braço de carne, conosco está o Senhor, nosso Deus, para nos auxiliar e combater conosco.” A estas palavras de Ezequias, rei de Judá, o povo recobrou confiança.
9. Senaquerib, que se encontrava diante de Laquis com todas as suas forças armadas, enviou uma delegação a Jerusalém para dizer a Ezequias e aos homens de Judá:
10. “Eis o que diz Senaquerib, rei da Assíria: Em que confiais vós para vos encerrardes dessa maneira em Jerusalém?
11. Não vedes que Ezequias vos engana para vos fazer perecer de fome e sede, quando vos diz: O Senhor, nosso Deus, nos salvará das mãos do rei da Assíria?
12. Não foi ele, Ezequias, quem suprimiu os lugares altos e os altares do Senhor, ordenando a Judá e a Jerusalém não se prostrar e não oferecer incenso, senão diante de um só altar?
13. Não sabeis o que fizemos, meus pais e eu, a todos os povos das outras terras? Puderam os deuses dessas nações salvar seus países de minha mão?
14. Entre todos os deuses dessas nações que meus pais exterminaram, qual deles subtraiu sua nação de meu poder, para que vosso Deus vos possa livrar do meu braço?
15. Não vos deixeis, portanto, iludir por Ezequias, nem seduzir. Não confieis nele. Nenhum deus de nenhuma nação nem de algum reino pôde livrar seu povo de minha mão, nem da mão de meus pais. Quanto menos vossos deuses poderiam livrar-vos da minha!”.
16. Os homens de Senaquerib ajuntaram ainda muitas outras palavras contra o Senhor Deus e seu servo Ezequias, seu servo.
17. Ele escreveu também uma carta cheia de ultrajes contra o Senhor, Deus de Israel, na qual o atacava dizendo: “Assim como os deuses das nações não puderam subtraí-las de minha mão, assim também o Deus de Ezequias não poderá livrar seu povo da minha”.
18. E tudo isso gritaram em alta voz, em hebraico, para intimidar e assustar o povo de Jerusalém, que se encontrava na muralha, a fim de apoderar-se da cidade.
19. Falavam do Deus de Jerusalém como dos deuses das nações pagãs que não passam de obras feitas pela mão do homem.
20. Nessa altura, o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amós, puseram-se em oração para implorar ao céu.
21. E o Senhor enviou um anjo que exterminou todo o exército do rei da Assíria, no próprio acampamento, com os chefes e os generais. E o rei voltou para a sua terra inteiramente confuso. Quando ele entrava no templo de seu deus, seus filhos, saídos de sua própria carne, assassinaram-no com um golpe de espada.
22. Desse modo, o Senhor livrou Ezequias e os habitantes de Jerusalém da mão de Senaquerib e de todos os seus inimigos, protegendo-os contra todos os seus vizinhos.
23. Muitos foram os que levaram a Jerusalém oferendas para o Senhor e ricos presentes para Ezequias, rei de Judá, que conquistou desde então um grande prestígio aos olhos das nações pagãs.
24. Por aqueles dias, Ezequias caiu numa doença mortal. Orou ao Senhor e este lhe respondeu por um prodígio.
25. Mas Ezequias não se mostrou reconhecido pelo benefício recebido, pois seu coração se ensoberbeceu e a ira do Senhor se inflamou contra ele, como também contra Judá e Jerusalém.
26. Todavia, como ele se humilhou com os habitantes de Jerusalém, do orgulho de seu coração, não se desencadeou sobre ele a ira do Senhor durante sua vida.
27. Ezequias possuía muita riqueza e glória. Mandou fazer depósitos para a prata, o ouro, as pedras preciosas, os aromas, os escudos e os outros objetos de valor. Também construiu
28. armazéns para o trigo, o mosto e o azeite, bem como estábulos para toda a espécie de gado e apriscos para os rebanhos.
29. Construiu para si cidades. Adquiriu um grande número de rebanhos, de gado grande e miúdo, pois o Senhor lhe tinha dado imensas riquezas.
30. Foi ele, Ezequias, quem fechou a saída superior das águas do Gion e as dirigiu para o ocidente da Cidade de Davi. Teve bom êxito em tudo o que empreendeu.*
31. Todavia, quando os chefes da Babilônia lhe enviaram mensageiros para se informar do prodígio que tinha acontecido na terra, Deus o abandonou para provar e conhecer o âmago de seu coração.
32. Os outros atos de Ezequias, suas obras piedosas, tudo isso se acha relatado na visão do profeta Isaías, filho de Amós, e no Livro dos Reis de Judá e de Israel.
33. Ezequias adormeceu entre seus pais e foi sepultado na parte superior dos sepulcros dos filhos de Davi. Todo o Judá e os habitantes de Jerusalém lhe prestaram as honras fúnebres. Seu filho Manassés sucedeu-lhe no trono.
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1. Louvor. De Davi. Ó meu Deus, meu rei, eu vos glorificarei, e bendirei o vosso nome pelos séculos dos séculos.*
2. Dia a dia vos bendirei, e louvarei o vosso nome eternamente.
3. Grande é o Senhor e sumamente louvável, insondável é a sua grandeza.
4. Cada geração apregoa à outra as vossas obras, e proclama o vosso poder.
5. Elas falam do brilho esplendoroso de vossa majestade, e publicam as vossas maravilhas.
6. Anunciam o formidável poder de vossas obras e narram a vossa grandeza.
7. Proclamam o louvor de vossa bondade imensa, e aclamam a vossa justiça.
8. O Senhor é clemente e compassivo, generoso e cheio de bondade.
9. O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras.
10. Glorifiquem-vos, Senhor, todas as vossas obras, e vos bendigam os vossos fiéis.
11. Que eles apregoem a glória de vosso reino, e anunciem o vosso poder,
12. para darem a conhecer aos homens a vossa força, e a glória de vosso reino maravilhoso.
13. Vosso reino é um reino eterno, e vosso império subsiste em todas as gerações. O Senhor é fiel em suas palavras, e santo em tudo o que faz.
14. O Senhor sustém os que vacilam, e soergue os abatidos.
15. Todos os olhos esperançosos se dirigem para vós, e a seu tempo vós os alimentais.
16. Basta abrirdes as mãos, para saciardes com benevolência todos os viventes.
17. O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz.
18. O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade.
19. Ele satisfará o desejo dos que o temem, ouvirá seus clamores e os salvará.
20. O Senhor vela por aqueles que o amam, mas exterminará todos os maus.
21. Que minha boca proclame o louvor do Senhor, e que todo ser vivo bendiga eternamente o seu santo nome.
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"Seja modesto no olhar." São Padre Pio de Pietrelcina