Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 163, encontramos histórias de obediência e desafio à autoridade em 1 Reis 13, mostrando como a fidelidade a Deus supera mandatos humanos. 2 Crônicas 12-13 apresenta os conflitos e as reformas em Judá e Israel, destacando a fidelidade de alguns reis ao Senhor. Cânticos 2 continua a exaltar o amor, trazendo lições sobre devoção e beleza no relacionamento humano e espiritual.

1. Ora, estando ele de pé diante do altar para queimar o incenso, eis que sobreveio um homem de Deus, vindo de Judá por ordem do Senhor.

2. Este se pôs a clamar contra o altar da parte do Senhor, nestes termos: “Altar! Altar! Eis o que diz o Senhor: Na casa de Davi nascerá um filho que se chamará Josias. Ele imolará sobre ti os sacerdotes dos lugares altos, que agora queimam ofertas sobre ti, e os ossos humanos serão queimados sobre ti”.

3. Ao mesmo tempo anunciou o homem de Deus um prodígio, dizendo: “Eis a prova de que é o Senhor quem fala: o altar vai se fender e a cinza que está por cima se derramará por terra”.

4. Ao ouvir a ameaça que o homem de Deus proferia contra o altar de Betel, o rei Jeroboão levantou a mão do altar e disse: “Prendei-o”. Secou-se-lhe, porém, a mão que estendera contra o homem, de modo que não a pôde trazer a si.

5. O altar fendeu-se e espalhou-se a cinza que estava sobre ele, assim como o dissera o homem de Deus por ordem do Senhor.

6. Então disse o rei ao homem de Deus: “Aplaca o Senhor, teu Deus, e roga por mim para que me seja restituída a mão”. O homem de Deus aplacou o Senhor e o rei pôde trazer de novo a si a mão, que se tornou tal como era antes.

7. O rei disse ao homem de Deus: “Vem comigo à minha casa para restaurar as tuas forças e te darei um presente”.

8. Mas o homem de Deus respondeu ao rei: “Ainda que me desses a metade de tua casa, eu não iria contigo. Não comerei pão, nem beberei água nesse lugar,

9. porque o Senhor me ordenou que não comesse pão, nem bebesse água e tampouco voltasse pelo mesmo caminho por onde vim”.*

10. Partiu, pois, de Betel por outro caminho e não tomou aquele por onde viera.

11. Ora, habitava em Betel um profeta já idoso, a quem seus filhos contaram tudo o que o homem de Deus fizera naquele dia em Betel e o que ele falara ao rei. O pai disse-lhes: “Por onde se foi ele?”.

12. Seus filhos mostraram-lhe o caminho que tomara o homem de Deus vindo de Judá, ao partir.

13. Ele disse aos seus filhos: “Selai o meu jumento”. Tendo-o eles selado, montou nele o profeta,

14. e partiu em busca do homem de Deus. Encontrou-o sentado ao pé de um terebinto e disse-lhe: “És tu o homem de Deus que veio de Judá?”.

15. “Sim” – respondeu ele. O velho profeta continuou: “Vem comigo para comeres em minha casa”.

16. “Não posso voltar – respondeu ele – nem ir contigo à tua casa. Não comerei pão, nem beberei água contigo nesse lugar,

17. porque recebi do Senhor a ordem de não comer pão, nem beber água, nem tampouco voltar pelo mesmo caminho por onde vim.”

18. “Mas eu sou também profeta como tu, insistiu o outro. Ora, um anjo me falou da parte do Senhor: ‘Leva-o contigo à tua casa e dá-lhe de comer e de beber’.” Era mentira.

19. O homem de Deus voltou com ele e comeu em sua casa.

20. Enquanto estavam à mesa, o Senhor falou ao profeta que o tinha feito voltar,

21. e este interpelou o homem de Deus, vindo de Judá, nestes termos: “Eis o que diz o Senhor: Desobedeceste à palavra do Senhor e não cumpriste a ordem que o Senhor, teu Deus, te havia dado:

22. voltaste e comeste em um lugar do qual Deus te dissera: Não comerás pão ali, nem beberás água. Por isso, teu cadáver não será levado ao sepulcro de teus pais”.

23. Depois de ter comido, o velho profeta mandou selar um jumento para o seu hóspede e este partiu.

24. Enquanto caminhava, o homem de Deus encontrou no caminho um leão, que o matou. Seu cadáver ficou estendido na estrada, tendo ao seu lado o jumento e o leão.

25. Alguns que passavam por ali, vendo o cadáver estendido por terra e junto dele o leão, foram e divulgaram a notícia na cidade onde morava aquele velho profeta.

26. Ouvindo isso, o velho profeta, que tinha levado à sua casa o homem de Deus, exclamou: “É o homem de Deus que foi desobediente à ordem do Senhor; e o Senhor o entregou a um leão que o despedaçou e matou, conforme a palavra que o Senhor lhe tenha dirigido”.

27. E disse em seguida aos seus filhos: “Selai o meu jumento”. Eles selaram o animal.

28. O profeta partiu e encontrou o cadáver estendido no caminho, tendo ao seu lado o jumento e o leão. O leão não tinha devorado o cadáver, nem dilacerado o jumento.

29. Tomou então o profeta o cadáver do homem de Deus, colocou-o em cima do seu jumento e levou-o para a cidade, a fim de pranteá-lo e dar-lhe sepultura.

30. Depositou-o em seu próprio túmulo e pranteou-o, dizendo: “Ai, meu irmão!”.

31. Depois do enterro, disse o ancião aos seus filhos: “Quando eu morrer, sepultai-me no túmulo onde repousa o homem de Deus. Depositareis os meus ossos junto dos seus.

32. Porque se cumprirá a ameaça que ele fez da parte do Senhor contra o altar de Betel e contra todos os templos dos lugares altos das cidades da Samaria”.

33. Depois dessas coisas, Jeroboão não se converteu de sua péssima vida, mas continuou a tomar homens do meio do povo e constituí-los sacerdotes dos lugares altos. A todo aquele que desejasse, investia no cargo sacerdotal e o estabelecia nos lugares altos.

34. Esse procedimento tornou-se para a casa de Jeroboão uma ocasião de pecado, que causou a sua perda e o seu extermínio da face da terra.

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Capítulo 12

1. Estando seu reino constituído e firmado, Roboão abandonou a Lei do Senhor e todo o Israel seguiu-lhe o exemplo.*

2. Durante o quinto ano de seu reinado, por causa dos pecados de Jerusalém contra o Senhor, Sesac, rei do Egito, veio atacar a cidade

3. com mil e duzentos carros e sessenta mil cavaleiros. Um inumerável exército de líbios, suquitas e etíopes o acompanhavam desde o Egito.

4. Apoderou-se das cidades fortes de Judá e chegou a Jerusalém.

5. O profeta Semeías dirigiu-se a Roboão e aos chefes de Judá que se tinham concentrado em Jerusalém, com a aproximação de Sesac. “Eis – disse-lhes ele – o que diz o Senhor: Vós me abando­nastes, e eu também vos abandono nas mãos de Sesac.”

6. Então, os chefes israelitas e o rei se humilharam e disseram: “O Senhor é justo”.

7. Em vista deste ato de humildade, a palavra do Senhor foi dirigida a Semeías nestes termos: “Eles se humilharam e por isso não os destruirei. Vou dar-lhes em breve um meio de salvação. Minha ira não se desencadeará sobre Jerusalém pela mão de Sesac.

8. Mas eles terão que servir para que saibam distinguir entre o meu serviço e o serviço dos reis estrangeiros”.

9. Sesac, rei do Egito, atacou, pois, Jerusalém. Levou os tesouros do Templo do Senhor e os do palácio real, sem nada deixar. Levou especialmente os escudos de ouro que Salomão tinha fabricado.

10. Para substituí-los, o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze e os entregou em mãos dos chefes das guardas da porta do palácio real.

11. Cada vez que o rei ia ao Templo do Senhor, esses guardas os levavam; em seguida, devolviam ao corpo da guarda.

12. Portanto, em virtude de seu ato de humildade, a ira do Senhor apartou-se dele e sua ruína não foi total. Em Judá havia ainda coisas boas.

13. Consolidou-se, pois, o rei Roboão, reinando em Jerusalém. Contava quarenta e um anos quando começou a reinar. Reinou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o Senhor tinha escolhido dentre todas as tribos de Israel, para nela estabelecer seu nome. Sua mãe tinha por nome Naama, a amonita.

14. Praticou o mal, não aplicando seu coração à busca do Senhor.

15. Os atos e feitos de Roboão, desde os primeiros até os últimos, estão relatados no livro do profeta Semeías e consignados com exatidão no do vidente Ado. A guerra entre Roboão e Jeroboão foi contínua.

16. Depois disso, Roboão adormeceu com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Abias sucedeu-lhe no trono.*

Capítulo 13

1. No décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão, Abias tornou-se rei de Judá e reinou três anos em Jerusalém.

2. Sua mãe chamava-se Maaca, filha de Uriel de Gabaá.

3. Abias e Jeroboão fizeram guerra entre si. Abias encetou as operações com um exército de quatrocentos mil valentes guerreiros de escol. Jeroboão dispôs contra ele oitocentos mil valentes guerreiros de escol.

4. De pé, no alto do monte Semaraim, que está na montanha de Efraim, Abias gritou: “Escutai-me, Jeroboão, e todo o Is­rael!

5. Não deveríeis vós saber que o Senhor, Deus de Israel, deu para sempre o reino de Israel a Davi e a seus filhos, em virtude de uma aliança inviolável?

6. Jeroboão, filho de Nabat, servo de Salomão, filho de Davi, orgulhosamente revoltou-se contra seu senhor.

7. Homens maus e perversos juntaram-se a ele e se opuseram a Roboão, filho de Salomão. Roboão, que era jovem ainda e tímido, não pôde resistir-lhes.

8. E agora, pensais em oferecer resistência ao Reino do Senhor, que está nas mãos do filho de Davi. Vós sois uma grande multidão e tendes convosco os bezerros de ouro que Jeroboão fez para vós à maneira de deuses.

9. Demitistes os sacerdotes do Senhor, os filhos de Aarão e os levitas, instituindo para vós sacerdotes, à maneira dos pagãos. Todo o que veio com um novilho e sete carneiros para se consagrar, tornou-se sacerdote dos falsos deuses.

10. Para nós, é o Senhor o nosso Deus e não o abandonamos. Os filhos de Aarão é que são sacerdotes a serviço do Senhor e são os levitas que desempenham as funções.

11. Cada manhã e cada tarde queimam em honra do Senhor os holocaustos e o incenso aromático. Os pães da proposição são dispostos na mesa pura e cada tarde são acendidas as lâmpadas do candelabro de ouro. É porque nós observamos a Lei do Senhor, nosso Deus, enquanto vós o abandonastes.

12. Vede: Deus e seus sacerdotes estão conosco à nossa frente e temos as trombetas retumbantes para fazê-las soar contra vós. Israelitas, não luteis contra o Senhor, Deus de vossos pais, porque isso não vos trará nenhuma felicidade”.

13. Então, Jeroboão executou uma manobra com as tropas colocadas em emboscada, dando uma volta, para surpreender o inimigo pelas costas, de sorte que seu exército fazia frente a Judá e a emboscada se encontrava à retaguarda.

14. As tropas de Judá, ao se voltarem, viram-se atacadas pela frente e pela retaguarda. Invocaram então o Senhor, enquanto os sacerdotes tocavam a trombeta.

15. Judá soltou o grito de guerra e enquanto ecoava esse clamor, Deus feriu Jeroboão e todo o Israel diante de Abias e de Judá.

16. Os israelitas fugiram diante dos homens de Judá, às mãos dos quais Deus os entregou.

17. Abias e seu exército fizeram uma grande matança: quinhentos mil guerreiros escolhidos do campo de Israel tombaram feridos de morte.

18. Isso foi, naquele tempo, humilhante para os israelitas, enquanto que os filhos de Judá obtiveram a vitória, porque se apoiaram no Senhor, o Deus de seus pais.

19. Abias perseguiu Jeroboão e dele arrebatou várias cidades: Betel, Jesana

20. e Efron, assim como as localidades que delas dependiam. No tempo de Abias, Jeroboão não se restabeleceu.

21. O Senhor o feriu e ele morreu, enquanto o poder de Abias aumentava. Abias tomou por esposas catorze mulheres; gerou vinte e dois filhos e dezesseis filhas.

22. O restante dos atos e feitos de Abias, assim como suas palavras, está relatado nos discursos do profeta Ado.

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1. Sou o narciso de Saron, o lírio dos vales.

2. – Como o lírio entre os espinhos, assim é minha amada entre as jovens.

3. – Como a macieira entre as árvores da floresta, assim é o meu amado entre os jovens; gosto de sentar-me à sua sombra, e seu fruto é doce à minha boca.

4. Ele introduziu-me num celeiro, e o estandarte, que levanta sobre mim, é o amor.*

5. Restaurou-me com tortas de uva, fortaleceu-me com maçãs, porque estou enferma de amor.

6. Sua mão esquerda está sob minha cabeça, e sua direita abraça-me.

7. – Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e as corças dos campos, que não desperteis nem perturbeis o amor, até que ele o queira.*

8. – Oh, esta é a voz do meu amado! Ei-lo que aí vem, saltando sobre os montes, pulando sobre as colinas.*

9. Meu amado é como a gazela ou como um cervozinho. Ei-lo que está atrás da nossa parede. Olha pela janela, espreita pelas grades.

10. Meu bem-amado disse-me: “Levanta-te, minha amada; vem, formosa minha.

11. Eis que o inverno passou: cessaram e desapareceram as chuvas.

12. Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções. Em nossas terras já se ouve a voz da rola.

13. A figueira já começa a dar os seus figos, e a vinha em flor exala o seu perfume; levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem.

14. Minha pomba, oculta nas fendas do rochedo, e nos abrigos das rochas escarpadas, mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz. Tua voz é tão doce e delicado teu rosto!”.

15. – Apanhai-nos as raposas, essas pequenas raposas que devastam nossas vinhas, pois nossas vinhas estão em flor.*

16. – Meu bem-amado é para mim, e eu para ele; ele apascenta entre os lírios.

17. Antes que sopre a brisa do dia, e se estendam as sombras, volta, ó meu amado, como a gazela ou o cervozinho para os montes escarpados.*

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"Somente por meio de Jesus podemos esperar a salvação." São Padre Pio de Pietrelcina