Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 154, Marcos 1-2 nos introduz ao início do ministério de Jesus, Seu batismo, chamados dos primeiros discípulos e milagres iniciais, revelando o poder e a autoridade do Messias. O Salmo 11 nos inspira a confiar plenamente no Senhor, mesmo diante da injustiça e da adversidade.

Capítulo 1

1. Princípio da Boa-Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías:

2. Eis que envio o meu anjo diante de ti: ele preparará o teu caminho.

3. Uma voz clama no deserto: Traçai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas (Ml 3,1; Is 40,3).

4. João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados.

5. E saíam para ir ter com ele toda a Judeia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.

6. João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.

7. Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado.

8. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo”.

9. Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galileia, e foi batizado por João, no Jordão.

10. No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele.

11. E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”.

12. E logo o Espírito o impeliu para o deserto.

13. Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam.

14. Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:

15. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho”.

16. Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.

17. Jesus disse-lhes: “Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens”.

18. Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no.

19. Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo.

20. Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram. (= Lc 4,31-44)

21. Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.

22. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.*

23. Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:

24. “Que tens tu conosco, Jesus de Naza­ré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!”.*

25. Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!”.

26. O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.

27. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imun­dos e lhe obedecem!”.

28. A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galileia.

29. Assim que saíram da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André.

30. A sogra de Simão estava de cama, com febre; e, sem tardar, falaram-lhe a respeito dela.

31. Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los.

32. À tarde, depois do pôr do sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do demônio.

33. Toda a cidade estava reunida diante da porta.

34. Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam.

35. De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração.

36. Simão e os seus companheiros saíram a procurá-lo.

37. Encontraram-no e disseram-lhe: “Todos te procuram”.

38. E ele respondeu-lhes: “Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que vim”.

39. Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galileia, e expulsando os demônios. (= Mt 8,2-4 = Lc 5,12-16)

40. Aproximou-se dele um lepro­so, suplicando-lhe de joelhos: “Se queres, podes limpar-me”.

41. Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: “Eu quero, sê curado”.

42. E imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado.

43. Jesus o despediu em seguida, com esta severa admoestação:

44. “Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho”.*

45. Este homem, porém, logo que se foi, começou a propagar e divulgar o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente em uma cidade. Conservava-se fora, nos lugares despovoados; e de toda parte vinham ter com ele. (= Mt 9,1-8 = Lc 5,17-26)

Capítulo 2

1. Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum e souberam que ele estava em casa.*

2. Reuniu-se uma tal multidão, que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto à porta. E ele os ins­truía.

3. Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens.

4. Como não pudessem apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico.*

5. Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: “Filho, perdoados te são os pecados”.

6. Ora, estavam ali sentados alguns escribas, que diziam uns aos outros:

7. “Como pode este homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode per­doar pecados senão Deus?”.

8. Mas Jesus, penetrando logo com seu espírito nos seus íntimos pensamentos, disse-lhes: “Por que pensais isto nos vossos corações?

9. Que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os pecados te são perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te, toma o teu leito e anda?’.

10. Ora, para que conheçais o poder concedido ao Filho do Homem sobre a terra (disse ao paralítico),

11. eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa”.

12. No mesmo instante, ele se levantou e, tomando o leito, foi-se embora à vista de todos. A multidão inteira encheu-se de profunda admiração e puseram-se a louvar a Deus, dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante”. (= Mt 9,9-17 = Lc 5,27-39)

13. Jesus saiu de novo para perto do mar e toda a multidão foi ter com ele, e ele os ensinava.*

14. Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto da arrecadação e disse-lhe: “Segue-me”. E Levi, levantando-se, seguiu-o.*

15. Em seguida, pôs-se à mesa na sua casa e muitos cobradores de impostos e pecadores tomaram lugar com ele e seus discípulos; com efeito, eram numerosos os que o seguiam.

16. Os escribas, do partido dos fariseus, vendo-o comer com as pessoas de má vida e publicanos, diziam aos seus discípulos: “Ele come com os publicanos e com gente de má vida?”.

17. Ouvindo-os, Jesus replicou: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os jus­tos, mas os pecadores”.

18. Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam. Por isso, foram-lhe perguntar: “Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?”.

19. Jesus respondeu-lhes: “Podem porventura jejuar os convidados das núpcias, enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não lhes é possível jejuar.

20. Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então jejuarão.

21. Ninguém prega retalho de pano novo em roupa velha; do contrário, o remendo arranca novo pedaço da veste usada e torna-se pior o rasgão.

22. E ninguém põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho os arrebentará e se perderá juntamente com os odres; mas para vinho novo, odres novos”.* (= Mt 12,1-8 = Lc 6,1-5)

23. Num dia de sábado, o Senhor caminhava pelos campos e seus discípulos, andando, começaram a colher espigas.

24. Os fariseus observaram-lhe: “Vede! Por que fazem eles no sábado o que não é permitido?”. Jesus respondeu-lhes:

25. “Nunca lestes o que fez Davi, quando se achou em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros?

26. Ele entrou na casa de Deus, sendo Abiatar príncipe dos sacerdotes, e comeu os pães da proposição, dos quais só aos sacerdotes era permitido comer, e os deu aos seus compa­nheiros”.*

27. E dizia-lhes: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado;

28. e, para dizer tudo, o Filho do Homem é senhor também do sábado”. (= Mt 12,9-21 = Lc 6,6-11)

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1. Ao mestre de canto. De Davi. É junto do Senhor que procuro refúgio. Por que dizer-me: “Foge, velozmente, para a montanha, como um pássaro;*

2. eis que os maus entesam seu arco e ajustam a flecha na corda, para ferir, de noite, os que têm o coração reto.

3. Quando os próprios fundamentos se abalam, que pode fazer ainda o justo?”.

4. Entretanto, o Senhor habita em seu templo, o Senhor tem seu trono no céu. Sua vista está atenta, seus olhares observam os filhos dos homens.*

5. O Senhor sonda o justo como o ímpio, mas aquele que ama a injustiça, ele o aborrece.

6. Sobre os ímpios ele fará cair uma chuva de fogo e de enxofre; um vento abrasador de procela será o seu quinhão.

7. Porque o Senhor é justo, ele ama a justiça; e os homens retos contemplarão a sua face.

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"Quando o dia seguinte chegar, ele também será chamado de hoje. Tenha sempre muita confiança na Divina Providência." São Padre Pio de Pietrelcina