Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 108, 1 Samuel 13-14 apresenta os desafios enfrentados por Saul, incluindo sua desobediência e a coragem de Jônatas em batalha. O Salmo 58 clama por justiça divina contra os ímpios, lembrando que Deus mantém a retidão e observa atentamente as ações humanas.

Capítulo 13

1. Saul tinha... anos quando se tornou rei. Ele reinou... dois anos sobre Israel.*

2. Saul escolheu para si três mil israelitas: dois mil para ficar com ele em Macmas e no monte Betel e mil com Jônatas em Gabaá de Benjamim. Quanto ao restante do povo, mandou que fosse cada um para a sua tenda.

3. Jônatas destruiu a guarnição dos filisteus de Guibea. E souberam-no os filisteus. Saul mandou por toda a terra tocar a trombeta, dizendo: “Saibam-no os hebreus”.*

4. Todo o Israel ouviu esta notícia: Saul bateu a guarnição dos filisteus e Israel atraiu sobre si o ódio deles. O povo foi convocado diante de Saul em Gálgala.

5. Juntaram-se os filisteus para combater contra Israel, com três mil carros, seis mil cavaleiros e uma multidão tão numerosa como a areia na praia do mar. Partiram e acamparam em Macmas, ao oriente de Bet-Áven.*

6. Os israelitas, vendo o aperto em que se achavam, porque estavam cercados de perto, ocultaram-se nas cavernas, nos matos, nos rochedos, nos fortins e nas cisternas.

7. Vários deles atravessaram o Jordão e foram para a terra de Gad e de Galaad. Saul, entretanto, estava ainda em Gálgala, com todo o seu povo, que tremia de medo.

8. Esperou sete dias, prazo fixado por Samuel, mas este não chegava e o povo começou a afastar-se.

9. Então Saul disse: “Trazei-me o holocausto e os sacrifícios pacíficos”. E ofereceu o holo­causto.

10. Apenas acabava de oferecê-lo, chegou Samuel. Saul saiu-lhe ao encontro para saudá-lo.

11. “Que fizeste? – disse Samuel –. Vendo que o povo se dispersava e que tu não chegavas no tempo fixado e que os filisteus se tinham juntado em Macmas,

12. pensei: Agora eles vão cair sobre mim em Gálgala, sem que eu tenha aplacado o Senhor. Por isso, ofereci eu mesmo o holocausto.”

13. Samuel replicou-lhe: “Procedeste insensatamente, não observando o mandamento que te deu o Senhor, teu Deus, que estava pronto a confirmar para sempre o teu trono sobre Israel.

14. Agora o teu reino não subsistirá. O Senhor escolheu para si um homem segundo o seu coração e o fará chefe de seu povo, porque não observaste as suas ordens”.

15. E Samuel partiu, subindo de Gálgala a Gabaá de Ben­jamim. Quanto a Saul, passando em revista o povo que estava com ele, achou que havia cerca de seiscentos homens.

16. Saul, Jônatas, seu filho e o povo que tinha ficado com eles, concentraram-se em Gabaá de Benjamim, enquanto os filisteus acampavam em Macmas.

17. Três destacamentos saíram do acampamento dos filisteus com o intuito de saquear: um tomou o caminho de Efra, para a terra de Saul.

18. Outro grupo avançou pelo caminho de Bet-Horon; e o terceiro foi pelo caminho da fronteira que domina o vale de Seboim, do lado do deserto.

19. Ora, não se encontrava um ferreiro em toda a terra de Israel, porque os filisteus diziam: “Não deixemos que os hebreus fabriquem espadas ou lanças”.

20. E por isso todos os israelitas tinham que descer aos filisteus para afiar cada um a sua relha, o enxadão, o machado ou a foice,

21. quando o fio das relhas, dos enxadões, dos forcados ou das cunhas se embotava e para aguçar os aguilhões.*

22. E, chegando o dia do combate, não se encontrou nem espada, nem lança nas mãos do povo que acompanhava Saul e Jônatas. Somente Saul e seu filho Jônatas estavam munidos dessas armas.

23. Um grupo de filisteus tinha se postado no desfiladeiro de Macmas.

Capítulo 14

1. Um dia, Jônatas, filho de Saul, disse ao seu escudeiro: “Vem, passemos até o acampamento dos filisteus que está do outro lado”. Mas nada disse ao seu pai.

2. Saul estava acampado na extremidade de Gabaá, debaixo da romãzeira de Magron, com uma tropa de seiscentos homens aproximadamente.

3. Aías, filho de Aquitob, irmão de Icabod, filho de Fineias, filho de Heli, o sacerdote do Senhor em Silo, levava o efod. O povo ignorava a saída de Jônatas.

4. Ora, no desfiladeiro que Jônatas tentava atravessar para atingir a guarnição dos filisteus, havia rochedos altos, em forma de dentes, de um e outro lado, um dos quais se chamava Boses e o outro Sene.

5. Um desses se elevava ao norte, defronte de Macmas e o outro ao sul, do lado de Gabaá.

6. Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: “Vem, ataquemos a guarnição desses incircuncisos; talvez o Senhor combata por nós. Nada impede que ele dê a vitória a poucos tão bem como a muitos”.

7. Seu escudeiro respondeu-lhe: “Faze como te aprouver; vai aonde quiseres, que eu te seguirei onde deliberares”.

8. “Pois bem – replicou Jônatas –, marchemos contra esses homens e mostremos-nos a eles.

9. Se nos disserem: ‘Esperai até que vamos ter convosco’, ficaremos em nosso posto e não subiremos a eles.

10. Se, porém, nos disserem: ‘Subi a nós’ – iremos, porque o Senhor no-los terá entregue nas mãos. Isso nos servirá de sinal”.

11. Então, mostraram-se ambos à guarnição dos filisteus. Estes disseram: “Eis os hebreus que saem das cavernas onde se tinham escondido”.

12. E os homens da guarda gritaram a Jônatas e ao escudeiro: “Subi a nós; queremos dizer-vos uma coisa”. Jônatas disse ao escudeiro: “Segue-me, porque o Senhor os entregou nas mãos de Israel”.

13. Subiu, pois, Jônatas, trepando com as mãos e com os pés, seguido do escudeiro. Os filisteus caíram diante de Jônatas e o seu escudeiro matava-os atrás dele.

14. Esse foi o primeiro massacre que fizeram Jônatas e o seu escu­­deiro, no qual eliminaram uns vinte homens no estreito espaço da metade de uma jeira de terra.*

15. Espalhou-se o terror no acampamento dos filisteus, assim como na região e entre todo o povo. A guarnição e os saqueadores ficaram tomados de espanto e a terra entrou em pânico: pois aquilo era como um terror de Deus.*

16. As sentinelas de Saul, que estavam em Gabaá de Benjamim, viram a multidão de fugitivos que se dispersava por todos os lados.

17. Saul disse ao povo: “Fazei uma chamada e vede quem saiu dentre nós”. Fez-se a chamada e verificou-se a falta de Jônatas e de seu escudeiro.

18. Saul disse a Aías: “Faze aproximar a arca de Deus”.* Porque a arca de Deus se encontrava naquele dia com os israelitas.

19. Enquanto Saul falava ao sacerdote, o tumulto no acampamento dos filisteus crescia cada vez mais. Saul disse ao sacerdote: “Retira a tua mão”.

20. O rei e todo o povo que estavam com ele foram até o lugar do combate: os filisteus, numa extrema confusão, voltavam a espada uns contra os outros.

21. Os hebreus que tinham estado desde há muito tempo com os filisteus e que os tinham seguido ao acampamento, voltaram e puseram-se do lado dos israelitas que estavam com Saul e Jônatas.

22. Igualmente, todos os israelitas que se tinham escondido no monte de Efraim, sabendo que os filisteus tinham fugido, saíram a persegui-los para feri-los.

23. Naquele dia, o Senhor deu a vitória a Israel. O combate prosseguiu até além de Bet-Áven.

24. Os israelitas estavam extenuados naquele dia, porque Saul conjurara o povo, dizendo: “Maldito seja o homem que tomar alimento antes do anoitecer, antes que eu me tenha vingado de meus inimigos”. Por isso, ninguém tinha comido.

25. Todos tinham entrado numa floresta, onde havia mel na superfície do solo.

26. O povo entrou, pois, na floresta e viu o mel que corria, mas ninguém levou a mão à boca, por respeito ao juramento.

27. Mas, Jônatas, ignorando o juramento que o seu pai obrigara o povo a fazer, estendeu a ponta da vara que tinha na mão, mergulhou-a num favo de mel e a levou à boca. Então, seus olhos (fatigados) brilharam.

28. Um homem do grupo disse-lhe: “Teu pai fez jurar o povo, dizendo: Maldito o homem que hoje tomar alimento. E o povo estava esgotado”.

29. Jônatas disse: “Meu pai fez mal à terra. Vede como se me iluminaram os olhos, porque comi um pouco de mel.

30. Sem dúvida, se o povo tivesse hoje comido da presa tomada ao inimigo, não teria sido muito maior a derrota dos filisteus?”.

31. Eles derrotaram, naquele dia, os filis­teus desde Macmas até Aialon.

32. O povo, esgotado de fadiga, lançou-se sobre a presa e tomou as ovelhas, os bois e os bezerros, que degolou sobre a terra, comendo a carne juntamente com o sangue.

33. “Eis que o povo está pecando contra o Senhor – vieram dizer a Saul –, comendo carne com sangue.” “Isso é uma impiedade – exclamou o rei –. “Revolvei-me já para aqui uma grande pedra.

34. Ide por todo o povo – ajuntou –, e dizei-lhes que cada um me traga as suas ovelhas e os seus bois, para que sejam degolados aqui. E comais, então, sem pecar contra o Senhor, comendo carne com sangue.” Cada um deles levou naquela noite o gado que tinha em mãos e o degolou ali.

35. Saul edificou um altar ao Senhor. Esse foi o primeiro altar que ele levantou.

36. Depois Saul disse: “Desçamos durante a noite contra os filisteus e despojemo-los até os primeiros albores do dia e não deixemos vivo um só homem deles”. O povo disse: “Faze tudo o que melhor te parecer”. Então, o sacerdote disse: “Aproximemo-nos aqui de Deus”.

37. Saul consultou a Deus: “Perseguirei os filisteus? Tu os entregarás nas mãos de Israel?”. Mas, Deus não lhe respondeu dessa vez.

38. Saul disse: “Fazei vir aqui todos os chefes do povo; investigai e dizei-me qual é o pecado que hoje se cometeu.

39. Pela vida do Senhor, libertador de Israel! Mesmo que fosse o meu filho Jônatas, ele morrerá!”. Mas, ninguém na multidão lhe respondeu.

40. “Ponde-vos de um lado – disse ele a todo o Israel –; eu e meu filho Jônatas estaremos do outro.” A multidão respondeu-lhe: “Faze o que te parecer melhor”.

41. Saul disse ao Senhor: “Deus de Israel, dai-nos a conhecer a verdade!”. Jônatas e Saul foram designados pela sorte e o povo ficou livre.

42. Então, Saul disse: “Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho”. E caiu a sorte em Jônatas.

43. “Confessa-me o que fizeste” – disse Saul ao seu filho. Jônatas contou-lhe: “Provei um pouco de mel com a ponta da vara que eu tinha na mão. Eis que vou morrer!”.

44. Saul disse: “Trate-me Deus com todo o rigor, se não morreres, Jônatas!”.

45. Mas, o povo interveio: “Como haveria de perecer Jônatas, ele que deu essa vitória tão grande a Israel? Isso não pode ser! Viva Deus! Nem um só cabelo de sua cabeça cairá por terra, porque foi por Deus que ele operou hoje dessa forma”. Assim o povo salvou Jônatas e ele não morreu.

46. Saul voltou e não perseguiu os filisteus, que foram para as suas terras.

47. Saul, depois de ter tomado posse do reino de Israel, combateu contra todos os inimigos da vizinhança: Moab, os amonitas, Edom, os reis de Soba, os filisteus; para onde quer que se voltava, ele vencia.

48. Portou-se valorosamente, feriu Amalec e livrou Israel das mãos dos que o devastavam.

49. Os filhos de Saul foram: Jônatas, Jessui e Melquisua. A primogênita de suas duas filhas chamava-se Merob e a mais nova Micol.

50. Sua mulher chamava-se Aquinoam, filha de Aquimaás. O general de seu exército era Abner, filho de Ner, tio de Saul.

51. Cis, pai de Saul e Ner, pai de Abner, eram filhos de Abiel.

52. Durante todo o tempo da vida de Saul, a guerra foi encarniçada contra os filisteus. O rei, logo que descobria um homem forte e valente, tomava-o a seu serviço.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.

1. Ao mestre de canto. “Não destruas”. Cântico de Davi.*

2. Será que realmente fazeis justiça, ó poderosos do mundo? Será que julgais pelo direito, ó filhos dos homens?*

3. Não, pois em vossos corações cometeis iniquidades, e vossas mãos distribuem injustiças sobre a terra.

4. Desde o seio materno se extraviaram os ímpios, desde o seu nascimento se desgarraram os mentirosos.

5. Semelhante ao das serpentes é o seu veneno, ao veneno da víbora surda que fecha os ouvidos

6. para não ouvir a voz dos fascinadores, do mágico que enfeitiça habilmente.

7. Ó Deus, quebrai-lhes os dentes na própria boca; parti as presas dos leões, ó Senhor.

8. Que eles se dissipem como as águas que correm, e fiquem suas flechas despontadas.*

9. Passem como o caracol que deslizando se consome, sejam como o feto abortivo que não verá o sol.

10. Antes que os espinhos cheguem a aquecer vossas panelas, que o turbilhão os arrebate enquanto estão ainda verdes.*

11. O justo terá a alegria de ver o castigo dos ímpios, e lavará os pés no sangue deles.

12. E os homens dirão: “Sim, há recompensa para o justo; sim, há um Deus para julgar a terra”.

Plano Completo de Leitura

Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.






"Para consolar uma alma na sua dor, mostre todo o bem que ela ainda pode fazer". São Padre Pio de Pietrelcina