Pressão para aprovar o aborto no Brasil não acabou

Líder pró-vida destaca importância da formação no campo da Bioética

SÃO PAULO, segunda-feira, 3 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- A pressão para aprovar o aborto no Brasil continua; diante disso, é importante a formação permanente de todos os fiéis no campo da Bioética, considera uma líder pró-vida no país.

A Dra. Lenise Garcia, professora da Universidade de Brasília e presidente do Movimento Nacional pela Cidadania em Defesa da Vida “Brasil Sem Aborto”, recorda que duas comissões da Câmara dos Deputados rejeitaram, este ano, um projeto de lei que legalizaria o aborto no país (PL 1135/91).

Mas isso não significa que os grupos pró-aborto tenham enfraquecido. «Há forte pressão da ONU e de ONGs que contam com financiamento externo para que o aborto seja aprovado no Brasil, e de modo geral na América Latina, contra a evidente vontade da população», disse a professora, no contexto do IV Seminário de Bioética da Diocese de Taubaté (São Paulo), realizado dia 25 de outubro.

De acordo com Lenise Garcia, há também o problema do «relativismo vigente», que descarta «os argumentos que se apóiam nos direitos e na dignidade da pessoa humana».

No contexto da rejeição do PL 1135/91, a professora considera que «foi em parte a mobilização dos eleitores, que se manifestaram perante os deputados (por carta, telefonema, e-mail ou visitas pessoais), que conseguiu a vitória da vida nas duas comissões, e esperamos que a consiga no Plenário».

Segundo a professora, os eleitores devem verificar a postura de seus candidatos em «questões importantes» como o tema da defesa da vida. «A consciência das pessoas está crescendo, e também os meios para informar-nos sobre os possíveis candidatos ao nosso voto».

Lenise Garcia considera também que é preciso elaborar políticas públicas que reconheçam o papel da família na estruturação da sociedade. «É importante que a legislação e as ações administrativas sejam feitas tendo-se em vista a proteção à família, ao casamento, à maternidade (incluída a gestação), à infância, à adolescência e à velhice».

Um outro campo de trabalho imprescindível, de acordo com a professora, «é a formação permanente de todos os fiéis no que se refere aos atuais desafios da Bioética».

«É preciso que os fiéis conheçam a doutrina da Igreja sobre questões como reprodução assistida, aborto (inclusive nos casos em que alguns pretendem abrir exceções), uso de células-tronco, etc.»

A professora cita «excelentes documentos», como a encíclica Evangelium Vitae, de João Paulo II, e o Donum Vitae, da Congregação para a Doutrina da Fé, «que poderiam ser mais amplamente difundidos».

Além disso – prossegue Lenise –, há que incentivar os leigos para que «assumam com ousadia o papel que lhes cabe na estruturação da sociedade, como cidadãos livres e responsáveis».

«O leigo precisa compreender que não fala “em nome da Igreja”, mas que deve ser coerente com sua fé em todas as suas atuações sociais, políticas, econômicas», disse.

A professora destacou também a importância da oração no trabalho em defesa da vida.

«A oração é o nosso sustentáculo». «Todos os cristãos podem contribuir com as suas orações a Deus para que se preserve no mundo a cultura da vida», afirma.




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  1. remidio pereira

    Disso eu já tinha certeza:em relação aos ataques do inimigo contra a vida.será possivel que nós temos tempo pra ficar comemorando pequenas batalhas contra o "diabo" a alguns dias atráz eu assistia uma matéria na tv rc.c,e ví ali pessoas comemorando aliás, eram até candidatos a reeleição no pleito,e diziam nós vencemos o inimigo ganhamos de 33 votos a pouco. os parlamentares a favor do aborto não conseguiram nada e pareciam uma matéria encerrada e eu torcendo para saber os nomes dos derrotados, para talvez ,dar o golpe de misericórdia na próxima eleição caso fossem candidatos por mim conhecido. e nada de ouvir os nomes, então pensei comigo, quem ganha almeja continuar na politica e quem pode perder somos nós cristãos, que estamos realmente preocupados com a vida o resto é tudo balela de falsos cristãos dissimulados,até torcendo para ter outra batalha e os refletores artificias acenderem sobre suas trevas reais .quem tem ouvidos ouça: não vão nessa coisa de acharem que essa é uma briga politica não, porque de fato não é. isso é uma briga do bem contra o mal! e quem não recolhe com DEUS espalha,vamos a luta combatendo o bom combate com suplicas ,ações de graças ,abaixos assinados e titulo eleitoral, contra essa corja maligna,que só vieram para matar,roubar e destruir "coragem eu venci o mundo"

  2. liliane padilha

    NAO ao aborto e SIM a vida ''somente DEUS pode tirar a vida de alguem''quem somos nos para fazer isso????

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