Vem, ó Senhor, «salva-me e eu serei salvo»! (Jer 17,14) Vem, «mostra-nos a tua face, e seremos salvos» (Sl 79,4). Foi por Ti que esperámos; «sê a nossa salvação no tempo da tribulação» (Is 33,2). Os profetas e os justos iam ao encontro de Cristo com tal desejo, tal entusiasmo de amor, que quereriam, se fosse possível, ver com os olhos aquilo que já viam em espírito. Por isso, o Senhor dizia aos seus discípulos: «Felizes os olhos que veem o que estais a ver, porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não viram». Abraão, nosso pai, também «exultou perante a ideia de ver o dia» de Cristo; «ele viu-o, mas na mansão dos mortos, «e rejubilou por isso» (Jo 8,56).

Temos muitos motivos para corar, por causa da frieza e da dureza do nosso amor, se não esperamos com alegria espiritual o aniversário do nascimento de Cristo, que nos foi prometido para breve, se o Senhor quiser. De facto, a Escritura parece exigir que a nossa alegria seja de tal forma grande, que o nosso espírito, elevando-se acima de si mesmo, arda de desejo de se lançar ao encontro de Cristo que vem; e que, adiantando-se pelo desejo, sem suportar qualquer atraso, se esforce por ver já o que está para vir.


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