São Bento é o pai da Europa. Quando o Império Romano se afundou, consumido pela vetustez e pelos vícios, e os bárbaros investiram sobre as províncias, este homem a quem já chamaram o último dos grandes romanos (na expressão de Tertuliano), aliando a romanidade ao Evangelho, extraiu destas duas fontes o auxílio e a força que lhe permitiram unir fortemente os povos da Europa sob o estandarte e a autoridade de Cristo. […] De facto, do mar Báltico ao Mediterrâneo, do oceano Atlântico às planícies da Polónia, legiões de monges beneditinos adoçaram as nações rebeldes e selvagens, por meio da cruz, dos livros e da charrua.

«Oração e trabalho»: não é certo que esta divisa dos beneditinos contém, na sua majestosa brevidade, a lei principal da humanidade e a sua regra de vida? […] Orar é um preceito divino; como o é trabalhar: não é certo que temos de cumprir um e outro, para glória de Deus e aperfeiçoamento do nosso espírito e do nosso corpo? […] Atualmente [na sequência da II Guerra Mundial], a Europa geme sujeita a calamidades e misérias. […] No meio desta tempestade, que faz cair a Europa no desastre e na infelicidade, não é inoportuno nem inútil recordar que se estabeleceram na Europa, como fundamento de grande solidez, poderosas forças interiores e uma longa excelência de civilização.





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