Vamos ao encontro de Cristo, todos nós que veneramos o seu mistério com fervor, avancemos para Ele de todo o coração. Que todos, sem exceção, participem neste encontro, levando as suas luzes. Se os nossos círios dão semelhante luz, é para mostrar o esplendor divino daquele que vem, daquele que faz resplandecer o universo e o mundo com uma luz eterna, que afasta as trevas do mal. É também, e sobretudo, para manifestar com que esplendor de alma devemos ir ao encontro de Cristo. Com efeito, tal como a Mãe de Deus, a Virgem puríssima, trouxe nos seus braços a luz verdadeira, para ir ao encontro «daqueles que se encontravam nas trevas» (Is 9,1; Lc 1,79), assim também nós, iluminados pelos seus raios, e tendo na mão uma luz visível para todos, apressemo-nos a ir ao encontro de Cristo.

É evidente que, dado que a luz veio a este mundo (Jo 1,9) para iluminar os que estavam nas trevas, porque nos visitou a «luz do alto» (Lc 1,78), esse mistério é o nosso mistério. […] Corramos, pois, todos juntos, vamos todos ao encontro de Deus. […] Deixemo-nos iluminar por Ele, meus irmãos, tornemo-nos resplandecentes. Que nenhum de nós permaneça afastado desta luz, como se fosse um estrangeiro; que nenhum se obstine em permanecer mergulhado na noite. Pelo contrário, avancemos para a claridade; caminhemos, iluminados, ao seu encontro, e recebamos, com o velho Simeão, esta luz gloriosa e eterna. Com ele exultemos de todo o coração e cantemos um hino de ação de graças a Deus, Pai da luz (Tg 1,17), que nos enviou a claridade verdadeira, para nos tirar das trevas e nos tornar resplandecentes.

Graças a Cristo, também nós vimos salvação de Deus, que Ele preparou «em favor de todos os povos», e que manifestou para «glória de Israel» (Lc 2,30-32). E também nós fomos libertados da noite do nosso pecado, como Simeão o foi dos laços da vida presente, ao ver Cristo.


Livros recomendados

O Evangelho de MariaA Carta da DemocraciaNão Trago Ouro Nem Prata





Comentários no Facebook:

comments