«A medida com que medirdes servirá para vos medir» (Mt 7,2). O servidor a quem o senhor tinha perdoado todas as dívidas mas que não quis agir de igual forma para com um dos seus companheiros foi lançado na prisão: não querendo perdoar ao seu companheiro, perdeu o perdão que já tinha alcançado do seu senhor (Mt 18,23s). Nos seus preceitos, Cristo ensina esta verdade com um vigor severo: «Quando vos levantardes para orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro, para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas» (Mc 11,25).

Deus ordenou-nos que estivéssemos em paz e em boa relação com todos, que vivêssemos unânimes em sua casa. Ele quer que, uma vez regenerados, mantenhamos a condição em que este segundo nascimento nos colocou. Uma vez que somos filhos de Deus, quer que permaneçamos na sua paz e, já que recebemos o mesmo Espírito, que vivamos em unidade de coração e de pensamentos. É por isso que Deus não aceita o sacrifício dos que vivem em dissensão; ordena mesmo que nos afastemos do altar para nos reconciliarmos primeiro com os irmãos, para que Ele possa acolher as orações apresentadas na paz. A mais bela oferenda que podemos fazer a Deus é a nossa paz, é o acordo fraterno, é o povo reunido por esta unidade que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.





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