Acreditai em Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, mas, segundo o Evangelho, seu Filho único: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). […]

Ele é o Filho de Deus por natureza e não por adoção, pois nasceu do Pai. […] Porque o Pai, sendo Deus verdadeiro, gerou o Filho à sua semelhança, Deus verdadeiro. […] Cristo é filho por natureza, um verdadeiro filho, não um filho adotivo como vós, os novos batizados, que agora vos tornastes filhos de Deus. Porque vos tornastes também filhos, mas por adoção, segundo a graça, como está escrito: «Mas a todos os que O receberam, aos que crêem nele, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). Nós somos gerados pela água e pelo Espírito (Jo 3,5), mas não da mesma maneira que Cristo foi gerado pelo Pai. Porque, no momento do batismo, este último levantou a voz e disse: «Este é o meu Filho», para mostrar que Ele era Filho antes mesmo do seu batismo.

O Pai não gerou o Filho como, nos homens, o espírito gera a palavra. Porque o espírito em nós subsiste, enquanto a palavra, uma vez pronunciada e difundida no ar, desaparece. Mas nós sabemos que Cristo foi gerado Verbo, Palavra perene e viva, não pronunciada e saída dos lábios, mas nascida eternamente do Pai, de modo substancial e inefável. Porque «no princípio já existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus» (Jo 1,1), sentado à sua direita (Sl 109,1). Ele é a Palavra que compreende a vontade do Pai e produz todas as coisas por sua ordem, Palavra que desce e que sobe (Ef 4,10) […], Palavra que fala e que diz: «Eu digo o que vi junto de meu Pai» (Jo 8,38). Palavra plena de autoridade (Mc 1,27) e que tudo rege, porque «o Pai entregou tudo ao Filho» (Jo 3,35).  




Comentários no Facebook:

comments