Muitos são os testemunhos da Escritura que mostram que as nações pagãs não receberam menos graças do que o povo judeu. Se os judeus […] participam da bênção de Abraão, o amigo de Deus, porque são seus descendentes, recordemos que Deus Se tinha comprometido a dar aos pagãos uma bênção semelhante, não só à de Abraão, mas às de Isaac e de Jacob. Com efeito, Ele previu explicitamente que todas as nações seriam abençoadas de igual forma e convida todos os povos a uma só e mesma alegria com os amigos de Deus: «Nações, alegrai-vos com o seu povo» (Dt 32,43), e também: «Os príncipes dos povos reuniram-se com o Deus de Abraão» (Sl 46,10).  

 Se Israel se glorifica do Reino de Deus, dizendo que é a sua herança, os oráculos divinos mostram-lhe que Deus reinará também sobre os outros povos: «Ide dizer às nações: “O Senhor é rei”» (Sl 95,10) e também: «Deus reina sobre os pagãos» (Sl 46,91). Se os judeus foram escolhidos para serem os sacerdotes de Deus e Lhe prestarem culto […], a palavra de Deus prometeu comunicar às nações o mesmo ministério: «Rendei ao Senhor, ó família dos povos, rendei ao Senhor glória e honra. Apresentai oferendas, entrai nos seus átrios» (Sl 95,7-8). […]      

E se, num período inicial, «a porção do Senhor foi Jacob, seu povo, e Israel a sua parte da herança» (Dt 32,9 LXX), num segundo momento, a Escritura afirma que todos os povos serão dados em herança ao Senhor, segundo a palavra do Pai: «Pede-Me e dar-Te-ei as nações como herança» (Sl 2,8). A profecia anuncia ainda que Ele dominará, não só em Israel, mas «de um ao outro mar e até aos confins da Terra; todas as nações O servirão e nele serão abençoadas todas as tribos da terra» (Sl 71,8-11). Foi assim que o Deus do universo «deu a conhecer a sua salvação a todas as nações» (Sl 97,2).      


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