Irmãos, ouço gente murmurar hoje contra Deus: «Senhor, os tempos estão duros! Que época difícil a nossa!» […] Ó homem que não te corriges, não és tu mil vezes mais duro do que os tempos em que vivemos? Tu que suspiras pelo luxo, por tudo o que é vaidade, tu, cuja cupidez é sempre insaciável, tu, que queres fazer mau uso daquilo que desejas – não obterás coisa alguma. […]

Curemo-nos, irmãos! Corrijamo-nos! O Senhor vai chegar. Como ainda não apareceu, há quem troce dele; contudo, Ele não tarda e então já não poderão rir. Irmãos, corrijamo-nos! Vai vir um tempo melhor, mas não para os que se comportam mal. Já o mundo envelhece, já chega à decrepitude; e nós, iremos tornar-nos jovens? Que esperamos, pois? Irmãos, não esperemos outros tempos senão aqueles de que nos fala o Evangelho. Eles não são maus, porque Cristo vai chegar! Se nos parecem duros, difíceis de viver, eis que Cristo vem reconfortar-nos. […]

Irmãos, é preciso que os tempos sejam duros. Porquê? Para que não procuremos a felicidade neste mundo. Aí está o nosso remédio: é preciso que esta vida seja agitada, para que nos agarremos à outra vida. Como? Ouvi: […] Deus vê que os homens se agitam miseravelmente nos braços dos desejos e das preocupações deste mundo, que só dão a morte à sua alma; então, o Senhor vem a eles, como médico que traz o remédio para esses males.


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