Jesus exultou de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado». Jesus exulta pela paternidade divina; exulta porque Lhe foi dado revelar esta paternidade; exulta, por fim, por uma como que irradiação especial da mesma paternidade divina sobre os «pequeninos». E o evangelista qualifica tudo isto como um «exultar no Espírito Santo».

Aquilo que durante a teofania do Jordão veio, por assim dizer, «do exterior», do Alto, aqui provém «do interior», isto é, do mais íntimo do ser que é Jesus. É outra revelação do Pai e do Filho, unidos no Espírito Santo. Jesus fala só da paternidade de Deus e da própria filiação; não fala diretamente do Espírito que é Amor e, por isso, união do Pai e do Filho. Não obstante, aquilo que diz do Pai e de Si como Filho brota daquela plenitude do Espírito que está nele mesmo e se derrama no seu coração, impregna o seu próprio «eu», inspira e vivifica, a partir das profundezas do que Ele é, a sua ação. Daí esse seu «exultar no Espírito Santo». A união de Cristo com o Espírito Santo, da qual Ele tem uma consciência perfeita, exprime-se nessa «exultação», que torna «percetível», de certa maneira, a sua fonte recôndita. Dá-se assim uma especial manifestação e exaltação próprias do Filho do Homem, de Cristo-Messias, cuja humanidade pertence à Pessoa do Filho de Deus, substancialmente uno com o Espírito Santo na divindade.

Na magnífica confissão da paternidade de Deus, Jesus de Nazaré manifesta-Se também a Si mesmo, manifesta o seu «eu» divino: Ele é efetivamente o Filho «consubstancial» (Credo); e, por isso, «ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar», aquele Filho que «por nós, homens, e para nossa salvação» Se fez homem «por obra do Espírito Santo» e nasceu de uma virgem, cujo nome era Maria.


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