Perante a perversidade dos homens, o profeta Elias pensou tornar o castigo ainda mais duro. Vendo isso, o Misericordioso respondeu ao profeta: «Eu sei que o zelo pelo bem te consome (1Rs, 19,14), conheço a tua boa vontade, mas tenho compaixão dos pecadores quando eles são desmesuradamente castigados. Irritas-te, tu a quem eles nada podem apontar, e não te resignas? Pois Eu não Me resigno a que um só deles se perca (Mt 18,14), porque sou o único amigo dos homens» (Sb 1,6).

Em seguida, o Mestre, vendo o humor enfurecido do profeta para com os homens, preocupou-Se com eles. Afastou Elias da terra em que habitavam, dizendo: «Afasta-te da morada dos homens; Eu é que, na minha misericórdia, descerei ao meio deles fazendo-Me homem. Deixa então a Terra e sobe, uma vez que não podes tolerar as faltas dos homens. Mas Eu, que estou no Céu, viverei entre os pecadores e salvá-los-ei das suas faltas, Eu que sou o único amigo dos homens. Se não podes viver com os homens culpados, vem para aqui e mora na casa dos meus amigos, onde já não há pecado. Eu descerei, porque posso tomar aos ombros e reconduzir a ovelha perdida (Lc 15,5) e gritar aos que sofrem: “Vinde todos, pecadores, vinde a Mim e repousai” (Mt 11,28). Porque Eu não vim castigar os que criei, mas arrancar os homens à impiedade, Eu que sou o único amigo dos homens.»
   
Desta forma, quando foi elevado aos céus (2Rs 2,11), Elias apareceu como a figura do futuro. Ele foi arrebatado por um carro de fogo; por seu lado, Cristo foi elevado entre as nuvens e as potestades (At 1,9). O primeiro deixou cair do Céu o seu manto para Eliseu (2Rs 2,13); Cristo enviou aos seus apóstolos o Espírito Santo, o Defensor (Jo 15,26), que todos nós, os batizados, recebemos e por quem somos santificados, tal como ensina a todos o único amigo dos homens.      




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