É certo que nos é lembrado que de nada serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se a si mesmo se vem a perder (Lc 9,25). A expectativa da nova Terra não deve, porém, enfraquecer, mas antes ativar a solicitude em ordem a desenvolver esta Terra, onde cresce o corpo da nova família humana, que já consegue apresentar uma certa prefiguração do mundo futuro. Por conseguinte, embora o progresso terreno se deva cuidadosamente distinguir do crescimento do Reino de Cristo, todavia, na medida em que pode contribuir para a melhor organização da sociedade humana, interessa muito ao Reino de Deus.

Todos estes valores da dignidade humana, da comunhão fraterna e da liberdade, fruto da natureza e do nosso trabalho, depois de os termos difundido na Terra, no Espírito do Senhor e segundo o seu mandamento, voltaremos de novo a encontrá-los, mas então purificados de qualquer mancha, iluminados e transfigurados, quando Cristo entregar ao Pai o Reino eterno e universal: «Reino de verdade e de vida, Reino de santidade e de graça, Reino de justiça, de amor e de paz» (Pref. Festa de Cristo Rei). Sobre a Terra, o Reino já está misteriosamente presente; quando o Senhor vier, atingirá a perfeição.




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