Neste mundo, o Senhor só é visto quando quer, e não podemos espantar-nos com isso. Mesmo na ressurreição, só será dado ver a Deus aos que tiverem o coração puro: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8). Quantas bem-aventuranças não tinha Jesus enumerado já e, contudo, não lhes tinha prometido esta possibilidade: de verem Deus. Se, portanto, aqueles que têm o coração puro hão de ver a Deus, seguramente que os outros não O verão […]; aquele que não quis ver a Deus não poderá vê-lo.  

Porque Deus não se vê num luga,r mas através de um coração puro. Não são os olhos do corpo que procuram Deus; Ele não é captado pelo olhar, nem tocado pelo tato, nem ouvido numa conversa, nem reconhecido pela sua postura. Julgamo-lo ausente e vemo-lo; está presente e não O vemos. Aliás, nem todos os apóstolos viam Cristo; foi por isso que Ele lhes disse: «Há tanto tempo que estou convosco e ainda não Me conheceis?» (Jo 19,9) Com efeito, todo aquele que conheceu qual é «a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo que ultrapassa todo o conhecimento» (Ef 3,18-19), esse viu a Cristo e viu também o Pai. Porque não é segundo a carne que conhecemos a Cristo (2Cor 6,16), mas segundo o Espírito: «O Espírito que está diante da nossa face é o Ungido do Senhor, o Cristo» (Lam 4,20). Que Ele Se digne, na sua misericórdia, cumular-nos de toda a plenitude de Deus, a fim de que possamos vê-lo!


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