Jerusalém era uma cidade de paz, e foi também uma cidade de tormento, pois foi aí que Jesus sofreu imensamente e morreu muito dolorosamente. É nesta cidade que devemos ser suas testemunhas, e não só em palavras mas em verdade, através da nossa vida, imitando-O tanto quanto possamos. Muitos homens seriam de boa vontade testemunhas de Deus na paz, na condição de tudo correr a seu jeito. De boa vontade seriam santos, na condição de nada acharem de amargo nos exercícios e no trabalho da santidade. Gostariam de saborear, desejar e conhecer as doçuras divinas, sem terem de passar por qualquer contrariedade, pena ou desolação. Mas quando lhes surgem fortes tentações, trevas, quando já não têm o sentimento e a consciência de Deus, quando se sentem abatidos interior e exteriormente, revoltam-se e não são, como tal, verdadeiras testemunhas.

Todos os homens buscam a paz. Por todo o lado, nas suas obras e de todas as maneiras, procuram a paz. Ah! Pudéssemos nós libertar-nos dessa busca e procurar, por nossa vez, a paz nos tormentos. Pois só aí nasce a verdadeira paz, aquela que permanece e dura. […] Procuremos a paz na angústia, a alegria na tristeza, a simplicidade na multiplicidade, a consolação na contrariedade: assim nos tornaremos verdadeiras testemunhas de Deus.




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