O corpo da Igreja de Cristo, resultado harmonioso da reunião dos seus santos desde a origem dos tempos, atinge a sua constituição equilibrada e integral na união dos filhos de Deus, dos primogénitos inscritos nos céus (cf Lc 10,20). […] É o próprio Deus, nosso Salvador, que revela o carácter indissolúvel e indivisível da união com Ele, quando diz aos Apóstolos: «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; e vós estais em Mim e Eu estou em vós» (Jo 10,38; 14,20). E torna isto ainda mais claro, acrescentando: «Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos um. Eu neles e Tu em Mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade.» E de novo: «A fim de que o amor com que Tu me amaste esteja neles e Eu próprio esteja neles.» […]

Oh, maravilha! Oh, indizível condescendência de amor que Deus, o amigo dos homens (Sab 1,6), nos traz! Aquilo que Ele é aos olhos de seu Pai, isso nos concede que sejamos a seus olhos, por adopção e pela graça. […] O Filho dá-nos, pela graça divina, a glória que o Pai Lhe deu. Melhor ainda: do mesmo modo que Ele está no Pai e o Pai nele, assim também o Filho de Deus estará em nós e nós no próprio Filho, se assim quisermos, pela graça. Uma vez tornado semelhante a nós pela carne, Ele tornou-nos participantes da sua divindade e incorpora-nos a todos nele. Aliás a divindade na qual participamos por esta comunhão, não é divisível em partes separadas; conclui-se necessariamente que, uma vez que nela participámos de verdade, somos também nós inseparáveis deste Espírito único, formando um só corpo com Cristo.


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