Vejo-Te, ó bom Jesus, com os olhos da fé que abriste em mim, vejo-Te a chorar e a dizer ao género humano: «Vinde a Mim, vinde para a minha escola.» Qual é a lição […] que temos de aprender na tua escola? «Que sou manso e humilde de coração». É a isso, pois, que se resumem «todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento» (Col 2,3) escondidos em Ti – a aprender esta lição capital: que Tu és «manso e humilde de coração». […]

Que aqueles que procuram a tua misericórdia e a tua verdade escutem, venham a Ti, aprendam de Ti a ser mansos e humildes, vivendo para Ti e não para si próprios. Que oiça isto aquele que anda cansado e oprimido, que se verga sob um fardo que o impede de erguer os olhos ao céu (Lc 18,13), o pecador que bate no peito e não se sente digno de se aproximar de Ti. Que oiça o centurião que não era digno de que entrasses sob o seu teto (Lc 7,6). Que oiça Zaqueu, o chefe dos publicanos, quando declara que vai devolver quatro vezes mais o fruto dos seus pecados (Lc 19,8). Que oiça a mulher que tinha sido pecadora na cidade e que derrama tantas lágrimas a teus pés quanto afastada tinha estado dos teus passos (Lc 7,37). Que oiçam as mulheres de má vida e os publicanos que precedem os escribas e os fariseus no Reino dos Céus (Mt 21,31). Que oiçam os doentes com todo o género de males com quem Ele era acusado de conviver (Mt 9,11). […]

Todos estes, quando se voltam para Ti, tornam-se facilmente mansos e humildes diante de Ti, recordando-se da sua vida cheia de pecados e da tua misericórdia cheia de perdão, pois «onde aumentou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20).




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