Quando a Justiça soberana diz a Noé: «Tu foste justo a meus olhos» (Gn 7,1), está a fazer um grande elogio à sua justiça. É um sinal de um grande mérito, quando Deus assegura a Abraão que é por causa dele que as suas promessas serão realizadas. […] Que glória para Moisés, quando Deus arde de zelo para o defender e confundir os seus inimigos (Nm 12, 6s). […] E que dizer de David, no qual o Senhor Se congratula por ter encontrado um homem segundo o seu coração? (1Sam 13,13)

E contudo, apesar da grandeza destes homens, nem entre eles nem entre os outros «filhos de mulher», «nenhum foi maior que João Batista», segundo o testemunho do Filho da Virgem. É verdade que as estrelas não têm todas o mesmo brilho (1Cor 15,41) e que, no coro de santos astros que iluminaram a noite deste mundo antes do nascer do verdadeiro Sol, alguns brilharam com uma luz admirável. No entanto, nenhum deles foi maior e mais resplandecente que esta estrela da manhã, esta lâmpada ardente e luminosa preparada por Deus para o seu Cristo (Sl 131,17). Primeira luz da manhã, estrela da aurora, precursor do Sol, ele anuncia aos mortais a iminência do dia e grita aos que dormem «nas trevas e na sombra da morte» (Lc 1,79): «Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos céus» (Mt 3,2). É como se dissesse: «A noite está avançada, o dia aproxima-se; rejeitemos pois as obras das trevas e revistamo-nos com as armas da luz» (Rom 13,12). «Desperta, tu que dormes, levanta-te do meio dos mortos, e Cristo brilhará para ti (Ef 5,14).


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