«Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.» […] No Evangelho, João foi chamado «o discípulo que Jesus amava». É esse discípulo que nos mostra aqui, pelas suas palavras, a que ponto o nosso Salvador, que o amava realmente, era fiel no seu amor. Porque estas palavras são seguidas imediatamente pela narrativa da dolorosa Paixão de Cristo, a partir da Última Ceia, a começar pelo humilde serviço do lava-pés, prestado por Jesus aos seus discípulos, e da expulsão do traidor. Depois, vêm os ensinamentos de Jesus, a sua oração, a prisão, a flagelação, a crucifixão e toda a dolorosa tragédia da sua amaríssima Paixão.

É antes de tudo isto que São João cita as palavras que recordámos há pouco, para fazer compreender que Cristo realizou todos estes atos por puro amor. E demonstrou claramente esse amor aos discípulos na Última Ceia, quando lhes afirmou que, se se amassem uns aos outros, seguiriam o seu exemplo. Porque amou até ao fim aqueles que amava, desejava que eles fizessem o mesmo. Ele não era inconstante, como tantos que amam de forma passageira, abandonam na primeira oportunidade e, de amigos, se tornam inimigos, como fez o traidor Judas. Jesus perseverou no amor até ao fim, até ao momento em que, precisamente por esse amor, chegou ao seu doloroso extremo. E não só por aqueles que eram já seus amigos, mas pelos seus inimigos, a fim de fazer deles amigos. Não para sua vantagem, mas para a deles.





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