A moderação é sem dúvida a mais bela das virtudes. […] É só a ela que a Igreja, adquirida pelo preço do sangue do Senhor, deve a sua expansão; ela é a imagem do benefício celeste da redenção universal. […] Consequentemente, quem se aplica a corrigir os defeitos da fraqueza humana deve suportar e em certa medida sentir o peso desta fraqueza sobre os próprios ombros, e não a rejeitar. Porque lemos que o pastor do Evangelho levou a ovelha fatigada, e não a rejeitou (Lc 15,5) […] A moderação, com efeito, deve temperar a justiça. Não sendo assim, como poderia alguém a quem mostras desaprovação – alguém que pensasse ser objeto de desprezo e não de compaixão para o seu médico –, como poderia ele vir ter contigo para ser tratado?

Foi por isso que o Senhor Jesus mostrou compaixão para connosco. O seu desejo era chamar-nos a Si, e não fazer-nos fugir, assustando-nos. A doçura marca a sua vinda; a sua vinda é marcada pela humildade. Aliás, Ele disse: «Vinde a Mim, vós que estais aflitos, e Eu vos reconfortarei». Assim pois, o Senhor Jesus reconforta, não exclui, não rejeita. E foi com razão que escolheu para discípulos homens que, sendo fiéis intérpretes da vontade do Senhor, reunissem o povo de Deus, em vez de o afastar.





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