«Levantaram-se contra mim falsos testemunhos, que desencadearam a violência» (Sl 26,12). […] O salmista debate-se nas mãos dos que o perseguem e o atormentam; perde a respiração, sofre, mas mantém-se confiante porque Deus o sustenta, Deus o ajuda, Deus o conduz, Deus o guia. Ao mesmo tempo cheio de alegria pelo que pode admirar e cantar, e acabrunhado pela dor por causa do que tem de sofrer, por fim respira e exclama: «Creio firmemente que poderei contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos» (13). Oh, como é doce a bondade do Senhor, imortal, incomparável, eterna, imutável! E quando te verei, ó bondade do Senhor? Creio que te verei, não na terra dos mortais, mas «na terra dos vivos». O Senhor far-me-á sair da terra dos mortais, Ele que, por mim, Se dignou aceitar esta terra dos mortais e morrer às mãos dos mortais. […]

Escutemos, também nós, a voz do Senhor que das alturas nos exorta e nos consola; escutemos a voz daquele que temos por pai e por mãe (10). Porque Ele escutou os nossos gemidos, viu a nossa aflição, sondou os desejos do nosso coração […]. Graças à intercessão de Cristo, acolheu favoravelmente a nossa única prece, o nosso único pedido. E enquanto completamos a nossa peregrinação neste mundo, mesmo que o caminho seja longo, Ele não recusará aquilo que nos prometeu, pois disse-nos: «Espera no Senhor». Quem fez a promessa é todo-poderoso, verdadeiro, fiel. «Espera no Senhor; sê forte e corajoso no teu coração» (4). Não te deixes, pois, perturbar.


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