Aquele que considera os seus próprios defeitos com os olhos do coração tem de «se humilhar em verdade sob a poderosa mão de Deus». Assim, exorto-vos, a vós que sois serva de Deus, que quando conheçais com segurança os vossos defeitos, humilheis profundamente a vossa alma, vos desprezeis a vós mesma. Porque «a humildade», diz S. Bernardo, «é uma virtude pela qual o homem se tem por vil, graças a um conhecimento muito preciso de si mesmo.» Por esta humildade, o nosso Pai, o bem-aventurado Francisco, tornou-se vil a seus próprios olhos. Ele amou-a e procurou-a desde o começo até ao fim da sua vida religiosa. Por ela, abandonou o mundo, andou despido pelas ruas da cidade, serviu os leprosos, confessou os seus pecados na sua pregação e pediu que o cobrissem de opróbrios.

Mas é sobretudo com o Filho de Deus que deveis aprender esta virtude, Ele que diz de Si próprio: «Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração»; porque, segundo o bem-aventurado Gregório, «aquele que junta virtudes sem humildade lança poeira ao vento». Tal como o orgulho é o princípio de todo o pecado, também a humildade é o fundamento de todas as virtudes.


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