O Senhor não Se contentou em nos ensinar a rezar com palavras, também nos deu o seu exemplo: vemo-Lo frequentemente em oração. […] Com efeito, está escrito: «Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar». E noutra passagem: «Foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus» (Lc 22,31). Se Ele, que era sem pecado, rezava assim, quanto mais devem rezar os pecadores. Se Ele passava a noite em vigília de oração, quanto mais devemos nós rezar sem cessar e vigiar.

O Senhor rezava e intercedia, não por Si mesmo – pois por que falta pediria perdão o inocente? -, mas pelos nossos pecados. E deixa-o bem claro quando diz a Pedro: «Olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça» (Lc 22,31). Mais tarde, intercedeu junto do Pai por todos nós, ao dizer: «Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em Mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti» (Jo 17,20-21).

Como é grande a misericórdia e a bondade de Deus em favor da nossa salvação! Ele não Se contentou em nos resgatar com o seu sangue, também quis rezar por nós. Mas dai atenção ao desejo daquele que reza: que, como o Pai e o Filho são um, também nós permaneçamos na unidade.





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