As Pessoas divinas são transparentes umas às outras. É como um colar: quando se puxa uma das Pessoas divinas, as outras duas vêm atrás. É impossível pensar no Pai sem a sua referência ao Filho, pois a paternidade é precisamente aquilo em que consiste a sua personalidade, e é impossível ser Pai sem o Filho. E depois, é impossível que o Pai e o Filho, no seu mútuo amor, não produzam o Espírito. Os teólogos utilizam um termo para significar este aspeto: falam da circumincessão das Pessoas divinas; mas há uma expressão que torna a coisa mais clara para nós: as Pessoas divinas são transparentes umas às outras. Quando nos dirigimos a uma delas, também as outras duas ali se encontram, em transparência, e estamos a dirigir-nos a elas; são distintas, mas transparentes umas às outras. Assim, quando Jesus declara: «As coisas que Eu vos digo não as manifesto por mim mesmo: são do Pai, que Me enviou (Jo 14,10.24), é verdade; e também são suas, recebidas do Pai.

Ele vem do Céu no seu invólucro humano, para nos dizer as palavras que se referem à sua Pessoa e à Pessoa do Pai. Ele recebeu todo o seu ser do Pai, e é o Pai que nos fala através dele, presente no meio de nós no seu invólucro corpóreo.

Temos, portanto, a Trindade que vem a nós neste caminho da encarnação, esta voz da ternura de Deus que vem até junto de nós para nos falar, que já não Se encontra lá longe, no alto dos Céus, mas que nos fala através de uma voz humana, de uma língua humana, a língua de um pequeno povo, o aramaico, uma língua que era falada na zona da Mesopotâmia e das regiões circundantes.





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