As pessoas reunidas em volta do presépio oferecem-nos já uma imagem da Igreja e do seu desenvolvimento. As representações da antiga linhagem real à qual tinha sido prometido o Salvador do mundo e os representantes do povo crente estabelecem a ligação entre a Antiga e a Nova Aliança. Os reis do Oriente representam os povos pagãos, que haveriam de receber a salvação de Judá (Jo 4,22). Assim, a Igreja saída dos judeus e dos pagãos (Ef 2,15) já está aqui presente.

No presépio, os reis magos são os representantes de quantos buscam a Deus em todos os países e em todas as nações. Foi a graça a conduziu-los, mesmo antes de pertencerem à Igreja visível. Eram habitados por um puro desejo de verdade, que não se detinha nos limites dos ensinamentos e das tradições dos respetivos países. Porque Deus é verdade e quer deixar-Se encontrar por quantos O procuram de todo o coração, a estrela tinha de, cedo ou tarde, brilhar aos olhos dos sábios para lhes indicar o caminho para a verdade. Foi assim que se encontraram diante da Verdade encarnada, que se prostraram para O adorar e depuseram a seus pés a sua coroa – porque, comparada com ela, todas as riquezas do mundo são apenas grãos de poeira.


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