Irmãos: Jesus obteve um ministério tanto mais elevado, quanto mais perfeita é a aliança de que Ele é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas.

De facto, se a primeira aliança fosse irrepreensível, não haveria lugar para uma segunda.

É em tom de censura que Deus lhes declara: “Dias virão – diz o Senhor – em que Eu estabelecerei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

Não será como a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto. Como eles não permaneceram na minha aliança, também Eu Me desinteressei deles – diz o Senhor – .

Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel depois daqueles dias – diz o Senhor – : Hei-de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las no seu coração; Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

Ninguém terá de instruir o seu próximo nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor’. Porque todos Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno.

Serei indulgente para com as suas faltas e não mais recordarei os seus pecados”.

Assim, ao falar de nova aliança, Deus declara antiquada a primeira. Ora aquilo que se torna antigo e envelhece está prestes a desaparecer.



Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia
e dai-nos a vossa salvação.

A sua salvação está perto dos que O temem
e a sua glória habitará na nossa terra.

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu.

O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos.



Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se.

Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar,
com poder de expulsar demónios.

Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»;
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu
e Judas Iscariotes, que depois O traiu.



«Toda a noite procurei aquele que o meu coração ama» (Ct 3,1). Quão grande é o bem de procurar a Deus ! Pela minha parte, penso mesmo que não há bem maior. Sendo o primeiro dos dons de Deus, este é também a última etapa. É dom que não se acrescenta a qualquer outra virtude, porque nenhuma lhe é anterior. Pois que virtude poderíamos atribuir àquele que não procura a Deus, e que limite poderíamos pôr à procura de Deus? «Buscai sempre a sua face», diz um salmo (104,4). Creio que, mesmo quando O tivermos encontrado, não cessaremos de O procurar.

Não é a percorrer muitos lugares que procuramos a Deus, mas a desejá-lo. Porque a felicidade de O termos encontrado não apaga o desejo mas, pelo contrário, fá-lo crescer. A consumpção da alegria […] é como azeite no fogo, pois o desejo é uma chama. A alegria será completa (Jo 15,11) mas o desejo não terá fim, nem, portanto, terá fim a procura.

Que cada alma que procura a Deus saiba, porém, que Deus Se lhe antecipou, pois a procurou antes de ela se ter posto a procurá-lo. […] É a isto que vos chama a bondade daquele que Se vos antecipa, esse que, antes de todos, vos procurou, e antes de todos vos amou. Portanto, se não tivésseis sido primeiro procurados, de maneira alguma O procuraríeis; se não tivésseis sido primeiro amados por Ele, de maneira alguma O amaríeis. Não fostes antecipados por uma só graça, mas por duas: pelo amor e pela procura. O amor é a causa da procura; a procura é o fruto do amor, e é também a prova deste. Por causa do amor não temeis ser procurados. E porque fostes procurados não vos queixareis de ser amados em vão.



A firmeza de todo o edifício depende da fundação e do teto! São Padre Pio de Pietrelcina

Newsletter

Receba as novidades, artigos e noticias deste portal.