No ano em que morreu Ozias, rei de Judá, vi o Senhor, sentado num trono alto e sublime; a fímbria do seu manto enchia o templo.
Os serafins estavam diante dele, cada um tinha seis asas; com duas asas cobriam o rosto, com duas asas cobriam o corpo, com duas asas voavam.
e clamavam alternadamente, dizendo: «Santo, santo, santo é o Senhor do Universo. A sua glória enche toda a terra!».
Com estes brados as portas oscilavam nos seus gonzos e o templo enchia-se de fumo.
Então exclamei: «Ai de mim, que estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros, moro no meio de um povo de lábios impuros e os meus olhos viram o Rei, Senhor do Universo».
Um dos serafins voou ao meu encontro, tendo na mão um carvão ardente que tirara do altar com uma tenaz.
Tocou-me com ele na boca e disse-me: «Isto tocou os teus lábios: desapareceu o teu pecado, foi perdoada a tua culpa».
Ouvi então a voz do Senhor, que dizia: «Quem enviarei? Quem irá por nós?». Eu respondi: «Eis-me aqui: podeis enviar-me».



De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, porque ouvistes as palavras da minha boca. Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar
Inclino-me voltado para o teu santo templo
e louvarei o teu nome,
pela vossa bondade e fidelidade;
exaltais acima de tudo o Vosso nome
e engrandeceis a Vossa palavra.
Inclino-me voltado para o teu santo templo
e louvarei o teu nome,
pela vossa bondade e fidelidade;
exaltais acima de tudo o Vosso nome
e engrandeceis a Vossa palavra.
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.
Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.
Quando Vos invoquei, me respondestes, aumentastes a fortaleza da minha alma.
Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor, quando ouvirem as palavras da vossa boca.
Celebrarão os caminhos do Senhor, porque é grande a glória do Senhor.
Quando estou em angústia,
conservas-me a vida;
estendes a mão contra a ira dos meus inimigos,
e a tua mão direita me salva.
A vossa mão direita me salvará,
o Senhor completará o que em meu auxílio começou. Senhor, a vossa bondade é eterna, não abandoneis a obra das vossas mãos.



Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei e que recebestes, no qual permaneceis
e pelo qual sereis salvos, se o conservais como eu vo-lo anunciei; aliás teríeis abraçado a fé em vão.
Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras;
foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,
e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maior parte ainda vive, enquanto alguns já faleceram.
Posteriormente apareceu a Tiago e depois a todos os Apóstolos.
Em último lugar, apareceu-me também a mim, como o abortivo.
Porque eu sou o menor dos Apóstolos e não sou digno de ser chamado Apóstolo, por ter perseguido a Igreja de Deus.
Mas pela graça de Deus sou aquilo que sou, e a graça que Ele me deu não foi inútil. Pelo contrário, tenho trabalhado mais que todos eles, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
Por conseguinte, tanto eu como eles, é assim que pregamos; e foi assim que vós acreditastes.



Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus.
Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um Lc pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se.
Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam.
Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada.
Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens».
Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.



Como é grande a bondade de Cristo! Pedro foi pescador, e actualmente um orador que seja capaz de compreender este pescador merece um grande elogio. Era por isso que o apóstolo Paulo dizia aos primeiros cristãos: «Considerai, pois, irmãos, a vossa vocação; não há entre vós muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. Mas o que é louco segundo o mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; o que é fraco segundo o mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que é vil e desprezível no mundo é que Deus escolheu, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são» (1 Cor 1, 26-28).

Porque se Cristo tivesse escolhido um orador, este poderia dizer: «Fui escolhido pela minha eloquência.» Se tivesse escolhido um senador, este poderia dizer: «Fui escolhido por causa do meu cargo.» Enfim, se tivesse escolhido um imperador, este poderia dizer: «Fui escolhido devido ao poder que tenho.» Essas pessoas que esperem um pouco e se mantenham tranquilas, pois não serão esquecidas nem rejeitadas; que esperem um pouco, porque poderiam glorificar-se do que são por si próprias.

«Dêem-me», disse Cristo, «este pescador, dêem-me este homem simples e sem instrução, dá-me aquele com o qual o senador não se digna falar, mesmo quando lhe compra um peixe. Sim, dêem-me este homem. E quando Eu o tiver preenchido, ver-se-á claramente que sou apenas Eu que ajo. É certo que também concluirei a minha obra no senador, no orador e no imperador […], mas a minha acção será mais evidente no pescador. O senador, o orador e o imperador podem gloriar-se daquilo que são; o pescador apenas pode gloriar-se de Cristo. Assim, será o pescador a ensinar-lhes a humildade que leva à salvação. Por isso, que ele seja o primeiro.»





“O Anjo de Deus não nos abandona jamais.” São Padre Pio de Pietrelcina

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