O profeta Elias surgiu como um fogo e a sua palavra queimava como um facho ardente.

Fez vir a fome sobre os homens de Israel e no seu zelo reduziu-os a um pequeno número.

Pela palavra do Senhor fechou o céu e três vezes fez descer o fogo.

– Como foste admirável, Elias, pelos teus prodígios! Quem se pode gloriar de ser como tu?
Foste arrebatado num turbilhão de chamas e num carro puxado por cavalos de fogo.

Foste designado, na perspetiva dos tempos futuros, para aplacar a ira divina antes que ela se inflamasse, para reconciliar com os filhos o coração dos pais e restabelecer as tribos de Jacob.
Felizes os que te viram e os que morreram no amor de Deus,



Pastor de Israel, escutai,
Vós que conduzis José como um rebanho.
Vós que estais sobre os Querubins, aparecei
à frente de Efraim, Benjamim e Manassés.
Despertai o vosso poder
e vinde em nosso auxílio.
Deus dos Exércitos
de novo, olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,
o rebento que fortalecestes para Vós.

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,
sobre o filho do homem que para Vós criastes.
Nunca mais nos apartaremos de Vós,
fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.



Ao descerem do monte, os discípulos perguntaram a Jesus: «Porque dizem os escribas que Elias tem de vir primeiro?»
Jesus respondeu-lhes: «Certamente Elias há-de vir para restaurar todas as coisas.

Eu vos digo, porém, que Elias já veio; mas, em vez de o reconhecerem, fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem será maltratado por eles».

Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Baptista.



Perante a perversidade dos homens, o profeta Elias pensou tornar o castigo ainda mais duro. Vendo isso, o Misericordioso respondeu ao profeta: «Eu sei que o zelo pelo bem te consome (1Rs, 19,14), conheço a tua boa vontade, mas tenho compaixão dos pecadores quando eles são desmesuradamente castigados. Irritas-te, tu a quem eles nada podem apontar, e não te resignas? Pois Eu não Me resigno a que um só deles se perca (Mt 18,14), porque sou o único amigo dos homens» (Sb 1,6).

Em seguida, o Mestre, vendo o humor enfurecido do profeta para com os homens, preocupou-Se com eles. Afastou Elias da terra em que habitavam, dizendo: «Afasta-te da morada dos homens; Eu é que, na minha misericórdia, descerei ao meio deles fazendo-Me homem. Deixa então a Terra e sobe, uma vez que não podes tolerar as faltas dos homens. Mas Eu, que estou no Céu, viverei entre os pecadores e salvá-los-ei das suas faltas, Eu que sou o único amigo dos homens. Se não podes viver com os homens culpados, vem para aqui e mora na casa dos meus amigos, onde já não há pecado. Eu descerei, porque posso tomar aos ombros e reconduzir a ovelha perdida (Lc 15,5) e gritar aos que sofrem: “Vinde todos, pecadores, vinde a Mim e repousai” (Mt 11,28). Porque Eu não vim castigar os que criei, mas arrancar os homens à impiedade, Eu que sou o único amigo dos homens.»
   
Desta forma, quando foi elevado aos céus (2Rs 2,11), Elias apareceu como a figura do futuro. Ele foi arrebatado por um carro de fogo; por seu lado, Cristo foi elevado entre as nuvens e as potestades (At 1,9). O primeiro deixou cair do Céu o seu manto para Eliseu (2Rs 2,13); Cristo enviou aos seus apóstolos o Espírito Santo, o Defensor (Jo 15,26), que todos nós, os batizados, recebemos e por quem somos santificados, tal como ensina a todos o único amigo dos homens.      



“As almas não são oferecidas como dom; compram-se. Vós ignorais quanto custaram a Jesus. É sempre com a mesma moeda que é preciso pagá-las”. São Padre Pio de Pietrelcina

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