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No segundo ano do reinado de Artaxerxes, o grande rei, no primeiro dia do mês de Nisã, Mardoqueu, filho de Jair, filho de Semei, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que servia na corte real, teve um sonho. o sonho foi este: Apareceram vozes e tumulto, trovões e terremotos, e uma grande perturbação sobre a terra. De repente, avançaram dois enormes dragões, preparados ambos para atacar. Sua luta ficou encarniçada, e eles começaram a vencer. Reuniram-se as nações, num dia tenebroso e triste, e houve uma grande perturbação entre os habitantes da terra. Temendo a destruição, clamaram para Deus. Do som do seu clamor surgiu pequena fonte, que se tornou um imenso rio e redundou num grande mar. A luz e o sol apareceram, os humildes foram exaltados e acabaram com os nobres. Tendo tido este sonho, Mardoqueu, ao levantar-se do leito, refletiu sobre o que Deus quereria fazer. Fixou o sonho em sua mente, até que fosse revelado. Foi no tempo de Assuero, que reinou desde a Índia até a Etiópia sobre cento e vinte e sete províncias. (Ester 1,1) |
e logo enviadas, por estafetas, a todas as províncias do reino. Nelas estava a ordem de matar, exterminar e aniquilar todos os judeus, desde os meninos aos anciãos, crianças e mulheres, num só dia, isto é, no dia treze do décimo segundo mês, o mês de Adar, e que seus bens fossem confiscados. Eis a cópia da carta: “O grande rei Artaxerxes aos sátrapas e governadores das cento e vinte e sete províncias que, desde a Índia até a Etiópia, estão sujeitas à sua autoridade. Isto manda o rei: Embora governando muitas nações, e tendo subjugado ao meu império todo o orbe, não quis de modo algum abusar da grandeza do meu poder, mas sempre governar a vida dos meus súbditos agindo com clemência e bondade, sem usar do terror. Mantendo meu reino em segurança e com livre trânsito até as fronteiras, procurei garantir a paz, almejada por todos. Procurando eu saber, de meus conselheiros, de que maneira se alcançaria este objetivo, um deles, que se distingue dos outros pela prudência, boa vontade e inabalável fidelidade, Amã, informou-me que, entre as tribos de toda a terra, está espalhado um povo hostil, o qual, agindo por suas leis contra os costumes de todas as nações, sempre despreza as ordens do rei, impedindo que se mantenha a concórdia das nações, por nós consolidada. Tendo tomado conhecimento disto, vendo que só este povo rebelde segue leis perversas contra toda a raça humana e se opõe aos nossos interesses, comete os priores crimes e impede a paz do reino, mandamos o seguinte: Que todos aqueles que são nomeados na carta de Amã, que preside os negócios do Estado e a quem honramos como a um pai, sejam completamente exterminados com suas mulheres e crianças, pela espada de seus inimigos, no dia quatorze do décimo segundo mês, o mês de Adar, do corrente ano. Que ninguém tenha compaixão deles. Assim, essa gente, já há tempo criminosa, descendo num só dia violentamente à mansão dos mortos, deixará plenamente estável e tranqüila a nossa administração. Quem ocultar essa raça, não terá mais lugar para viver nem entre as pessoas nem entre as aves, e será queimado com fogo santo. E seus bens serão confiscados para o reino! Passai bem”. (Ester 3,13) |
Então Ester chamou Atac, o eunuco que o rei pusera à sua disposição, e lhe mandou que fosse ter com Mardoqueu, para perguntar-lhe por que fazia assim. (Ester 4,5) |
Pois fomos entregues, eu e meu povo, para sermos esmagados, mortos, aniquilados. Se ao menos fôssemos vendidos como escravos e escravas, eu me calaria: essa tribulação não mereceria preocupar o rei!” (Ester 7,4) |
Assim, os judeus de Susa reuniram-se também no dia quatorze do mês de Adar, e mataram mais trezentos homens, sem que os bens destes fossem saqueados por eles. (Ester 9,15) |
Esses dias seriam comemorados e celebrados por cada geração, em cada parentela, em todas as províncias e cidades, e nenhuma cidade haveria na qual os dias de “Purim” não fossem observados pelos judeus e pela sua descendência. (Ester 9,28) |
mandando que os dias de “Purim” fossem observados no tempo certo. Assim o determinaram Mardoqueu e Ester, e assim os próprios judeus assumiram, por si e por sua descendência, acrescentando as cláusulas dos jejuns e das súplicas. (Ester 9,31) |
Aí consta também como Mardoqueu, da raça judaica, tornou-se o segundo depois do rei Assuero, enaltecido entre os judeus e muito considerado entre a multidão dos seus irmãos, procurando o bem para o seu povo e falando o que contribuía para a paz de sua gente. Disse Mardoqueu a todos: “Estas coisas são obra de Deus!” E recordou o sonho que tivera, prenunciando exatamente esses fatos. Aliás, nada do que foi visto foi omitido. E continuou: “Se a pequena fonte transformou-se num rio, e havia luz e sol e abundância de água, a fonte e o rio é Ester, que o rei escolheu como esposa e quis que fosse rainha. Os dois dragões, sou eu e Amã. E os povos que se reuniram, são os que tentaram apagar o nome dos judeus. E o meu povo, isto é, Israel, são os que clamaram ao Senhor. E o Senhor salvou o seu povo e livrou-o de todos os males, fazendo grandes sinais e prodígios, que não são feitos entre as nações. Foi Ele quem mandou lançar duas sortes, uma do povo de Deus e outra, de todas as nações. As duas sortes aconteceram no tempo marcado e no dia do juízo, diante de Deus, para todas as nações. E Deus recordou-se do seu povo e fez justiça para a sua herança. Por isso serão celebrados estes dias do mês de Adar, quatorze e quinze desse mês, como dias de reunião e alegria e gozo diante de Deus, ao longo de vossas gerações, no povo de Israel”. (Ester 10,3) |
Se eu fosse ímpio, ai de mim; se justo, não levantaria a cabeça, repleto que estou de aflição e miséria. (Jó 10,15) |
Oxalá ao menos vos calásseis, para que isto vos fosse creditado como Sabedoria. (Jó 13,5) |
Ainda que fosse matar-me, eu nele esperaria; apesar de tudo, na sua presença defenderei minha conduta. (Jó 13,15) |
Quem dera se escrevessem minhas palavras! Quem dera fossem elas gravadas num livro (Jó 19,23) |
