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Católicos e eleições: vote em seu Malvado Favorito

Muitos católicos (infelizmente, não todos) estão conscientes de que o socialismo é uma ideologia demoníaca, sendo COMPLETAMENTE INCOMPATÍVEL com o cristianismo. E aí… nessas eleições, como a gente faz? Como o socialismo no Brasil é uma epidemia, praticamente não temos opções de candidatos não socialistas para votar!

Sei que muita gente está planejando tomar uma dose de Desmaiol na noite da véspera das eleições, e só sair da cama no dia seguinte quando a votação estiver encerrada. Não faça isso! Escolha um candidato socialista para chamar de seu (blérgh!), respire fundo e saia pra votar.

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“Se você tem uma situação em que você não sabe absolutamente se escolhe entre SATANÁS, BELZEBU ou LÚCIFER, o que eu devo dizer é que o voto nulo e o voto em branco não resolvem, só facilitam a vida deles. ‘Ah, mas como eu vou votar numa pessoa com a qual eu não concordo em tudo?’. Não é um casamento, não se preocupe. Se realmente não tem opção, você toma um Engov e vota no menos pior”.

– Padre Paulo Ricardo. Fonte: vídeo (a partir de 2:06)

Eu sei, eu sei… Dez papas – DEZ!!! – ensinaram que o comunismo é anticristão, e o condenaram severamente. Aviso aos ingênuos vermelhinhos de plantão: sim, essa condenação certamente inclui o que vocês chamam de “socialismo moderado” ou “socialismo democrático” (se você acha grotesca a ideia de um partido “nazista moderado” ou “nazista democrático”, por coerência, deveria seguir a mesma linha de raciocínio em relação ao socialismo).

Portanto, mesmo os candidatos socialistas que dizem respeitar a propriedade privada e a democracia não devem receber jamais o apoio dos católicos. É o que ensinou o Papa Pio XI:

“E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? Eis uma dúvida, que a muitos traz suspensos. (…)

Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos: O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como “ação”, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã.”

– Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno

Depois, São João XXIII, o Papa que deu início ao Concílio Vaticano II, confirmou o que disse Pio XI:

“Entre comunismo e cristianismo, o pontífice declara novamente que a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado“.

– São João XXIII, Encíclica Mater et Magistra

Diante disso, alguns leitores têm nos questionado: “Votar em candidato socialista dá excomunhão automática?”. Vamos lá…

Em 1959, o Papa São João XXIII aprovou uma declaração do Santo Ofício que deixava claro que os católicos não devem votar em políticos e partidos comunistas.

São João XXIII reafirmou o que Pio XII já havia decretado antes: os fiéis que prestam apoio a partidos comunistas – mesmo conscientes de que, assim, estão contrariando frontalmente a doutrina católica – pecam gravemente e não devem receber os sacramentos (isso inclui, obviamente, a Sagrada Comunhão). Isso vale mesmo quando os partidos ou candidatos em questão digam que não são contrários à doutrina católica, ou até mesmo quando se dizem “socialistas e cristãos”.

Pergunta:

Se é lícito aos cidadãos católicos, na eleição dos representantes do povo, dar o voto àqueles partidos ou candidatos que, ainda que não professem princípios contrários à doutrina católica, e se atribuem inclusive o nome cristão, de fato sem embargo se associam aos comunistas e os favorecem com seu modo de atuar.

Resposta (confirmada pelo Papa João XXIII, em 2 de abril):

Não, segundo a norma do Decreto do S. Ofício de 1 de julho de 1949, n.1.

Fonte: Site do Vaticano. AAS 41 (1949) e AAS 51 (1959)

Em primeiro lugar, que fique claro: uma pessoa que segue e professa doutrina comunista é APÓSTATA (apostasia é o abandono da fé católica) e está, SIM, automaticamente excomungada.

Essa pena de excomunhão por apostasia ainda vigora na Igreja, como o Padre Paulo Ricardo explica neste vídeo aqui. Porém, a maioria dos católicos não faz a menor ideia do que seja socialismo/comunismo, nem tampouco sabe que a Igreja condena essa filosofia (não é um sistema econômico, é uma filosofia). Então, a ignorância salva muitas pessoas da excomunhão.

Portanto, a resposta à pergunta dos nossos leitores é…

…SIM, a pessoa é automaticamente excomungada se, mesmo depois de ter sido devidamente alertada sobre a doutrina da Igreja, teima em aprovar o comunismo/socialismo e dá apoio a candidatos socialistas, inclusive com seu voto. Essa pessoa é comunista e, portanto, apóstata.

…NÃO, a pessoa não peca de modo algum nem é excomungada se rejeita sinceramente o socialismo, mas vota em socialistas quando não há opção.

...NÃO, a pessoa não peca nem é excomungada se, por desconhecer os males do socialismo e a doutrina da Igreja acerca disso, vota e apoia socialistas.

O socialismo na América Latina é “modinha”, pois as massas têm a ideia tosca de que só a esquerda se importa em melhorar as condições de vida dos mais pobres. Assim, muitos políticos e partidos se declaram socialistas sem o serem de fato, só pra tirar ondinha de “defenssô dus póbi”.

Nos tempos de Pio XII e de São João XXIII havia opções de direita, o que praticamente não há no Brasil. Pensem nos nossos presidenciáveis: alguns são socialistas mais identificados com o modelo de Cuba e Venezuela, outros pertencem ao Foro de São Paulo (entidade de esquerda criada por Lula e Fidel, que abriga organizações terroristas), outros são socialistas fabianos, mais identificados com o modelo europeu (a chamada “Terceira Via”). Então, só resta ao povo católico tentar votar no “mênus pió”!

Nesse cenário bizonho, para escolher nosso candidato, vamos considerar: qual deles pertence a um partido menos agressivo no avanço da implementação dos ideais socialistas? Qual candidato/partido pode dar mais tempo para os cristãos se organizarem e reagirem ao seu veneno?

Analise com “carinho” em qual capiroto candidato é mais interessante votar. Escolha bem o seu malvado favorito!

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Fonte: O Catequista

Cooptadas pela ignorância

A intolerância dos novos movimentos sociais mostra como o ódio, cego e irracional, ainda é a base do comunismo

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Não é – ou, pelo menos, não deveria ser – novidade para ninguém que os novos movimentos sociais, conhecidos por sua aparente luta por “tolerância”, “diversidade” e “respeito à diferença”, surgiram na linha de uma tradição de pensamento marxista, que substituiu, nas últimas décadas, a guerrilha armada pela guerra de ideias. Uma ótima introdução ao assunto é o curso“Revolução e Marxismo Cultural”. Em suma, as categorias concebidas por Marx para o campo econômico foram transferidas para o terreno cultural: a “luta de classes”, que se limitava a um choque entre a burguesia e o proletariado, hoje, arma todas as pessoas contra as outras – mulheres contra homens, negros contra brancos, filhos contra pais etc. Nunca o conselho do líder socialista Vladimir Lênin foi seguido tão à risca: “Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas”.

No entanto, para conquistar seus intentos, as mentes destes movimentos precisam contar com uma grande massa de pessoas que, no fundo, não conhece nem a origem nem o objetivo real da causa pela qual tão cegamente milita. É um grupo apelidado gentilmente de “idiotas úteis”.Incapaz de ter um pensamento próprio ou de opor resistência à ideologia reinante, filia-se a uma associação de inspiração política ou social pelo simples sentimento de pertencer a um grupo, independentemente da veracidade das ideias que este adota.

É difícil saber se Inna Schevchenko – a ativista do Femen que protestou, nua, na praça de São Pedro, dizendo que o “o Natal foi cancelado” – é ou não uma dessas “idiotas úteis”. Também não é possível dizer que a jovem Josephine Witt – também ativista do Femen, que invadiu a Catedral de Colônia durante a Missa matutina de Natal e subiu nua ao altar, com a inscrição “eu sou deus”01 – não sabia o que estava fazendo.

A lógica por trás destes protestos criminosos, no entanto, revela não só a face demoníaca dos “novos revolucionários”, como o profundo desconhecimento do verdadeiro rosto da Igreja.Muitas mulheres entram no movimento feminista convencidas com o discurso mentiroso de que o Cristianismo ou não lhes deu suficiente espaço na sociedade ou sempre as oprimiu, impiedosamente.

Nada é mais falso. Com o florescimento da religião cristã, a mulher passou a ser tratada com decoro e dignidade – o extremo oposto do lugar a que a Antiguidade a tinha relegado02. A figura feminina do Império Romano outra posição não tinha conhecido senão a de subjugo e humilhação, vítima que era da poligamia, do divórcio fácil e do próprio infanticídio.

De fato, em qual ambiente da Grécia ou da Roma Antiga poder-se-ia imaginar uma mulher regendo um império, como aconteceu na Idade Média, com não poucas delas chegando inclusive à honra dos altares? Em qual sociedade antiga uma mulher se entregou à vida intelectual a ponto de imitar a magnitude de uma Hildegarda de Bingen ou de uma Teresa de Ávila?

Por essas e outras, é preciso concordar com Dom Aquino Corrêa que:

A mulher em si mesma (…) nunca foi tão exaltada como no cristianismo. Dir-se-ia até que o foi mais do que o homem, não só porque Jesus a encontrara mais aviltada, e a tomou de mais baixo, como também porque, pela apoteose incomparável de Maria Santíssima, colocou uma simples mulher em culminâncias inatingíveis a nenhuma outra criatura humana.03

A invasão de templos e a profanação de cultos religiosos por ativistas ilustram até onde pode chegar o homem quando se afasta de Deus. E como é forte a ignorância de quem, para defender a “liberdade”, ataca a instituição e o patrimônio que forjaram a civilização ocidental. Como dizia o venerável arcebispo Fulton Sheen, “não existem cem pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões que odeiam aquilo que pensam ser a Igreja Católica”.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Natal na Catedral de Colônia: ativista do Femen profana altar diante do Cardeal Meisner. | Fratres in Unum
  2. Quem quiser ler mais sobre o assunto, pode consultar a obra “O Crescimento do Cristianismo: um Sociólogo Reconsidera a História”, de Rodney Stark.
  3. Dom Aquino Corrêa, 9 de dezembro de 1934. Discursos, vol. II, tomo II. Elevação da mulher. pp. 135-137. Brasília, 1985. Via Ecclesia Una

Ensinamentos dos Papas sobre o Socialismo

Fonte: Prof. Felipe Aquino

PIO IX:

“E, apoiando-se nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a “sociedade doméstica tem sua razão de ser somente no direito civil” (Quanta Cura, 5).

LEÃO XIII:

“Não ajudar o socialismo – 34. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita” (Quod Apostolici Muneris, no. 34).

“Porque enquanto os socialistas, apresentando o direito de propriedade como invenção humana contrária a igualdade natural entre os homens; enquanto, proclamando a comunidade de bens, declaram que não pode tratar-se com paciência a pobreza e que impunemente se pode violar a propriedade e os direitos dos ricos, a Igreja reconhece muito mais sabia e utilmente que a desigualdade existe entre os homens, naturalmente dissemelhantes pelas forças do corpo e do espírito, e que essa desigualdade existe até na posse dos bens. 29. Ordena, ademais, que o direito de propriedade e de domínio, procedente da própria natureza, se mantenha intacto e inviolado nas mãos de quem o possui, porque sabe que o roubo e a rapina foram condenados pela lei natural de Deus” (Quod Apostolici Muneris, – Encíclica contra as seitas socialistas, no. 28/29).

“Entretanto, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, costumem torcer seu ditame, contudo, há tão grande diferença entre seus perversos dogmas e a puríssima doutrina de Cristo, que não poderia ser maior” (Quod Apostolici Muneris, 14).

“25. Daquela heresia (protestantismo) nasceu no século passado o filosofismo, o chamado direito novo, a soberania popular, e recentemente uma licença, incipiente e ignara, que muitos qualificam apenas de liberdade; tudo isso trouxe essas pragas que não longe exercem seus estragos, que se chamam comunismo, socialismo e nihilismo, tremendos monstros da sociedade civil” (Diuturnum, Encíclica sobre a origem do poder- n° 25).

“A Igreja, pregando aos homens que eles são todos filhos do mesmo Pai celeste, reconhece como uma condição providencial da sociedade humana a distinção das classes; por esta razão Ela ensina que apenas o respeito recíproco dos direitos e deveres, e a caridade mútua darão o segredo do justo equilíbrio, do bem estar honesto, da verdadeira paz e prosperidade dos povos. (…) “Mais uma vez Nós o declaramos: o remédio para esses males [da sociedade] não será jamais a igualdade subversiva das ordens sociais” ( Alocução de 24/01/1903 ao Patriarcado e à Nobreza Romana).

” Importa, por conseqüência que nada lhe seja à democracia cristã mais sagrado do que a justiça que prescreve a manutenção integral do direito de propriedade e de posse; que defenda a distinção de classes que sem contradição são próprias de um Estado bem constituído”. ( Leão XIII, Graves de Communi Re n° 4).

“A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível: resultaria disso a própria destruição da sociedade humana.”

“A igualdade dos diversos membros sociais consiste somente no fato de todos os homens terem a sua origem em Deus Criador; foram resgatados por Jesus Cristo e devem, segundo a regra exata dos seus méritos, serem julgados por Deus e por Ele recompensados ou punidos.”

“Disso resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no Céu e o seu bem-estar moral e material na terra.” (extraída da Encíclica Quod Apostolici Muneris)

S. PIO X:

“Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica” (Notre Charge Apostolique n. 38).

PIO XI:

Não é verdade que na sociedade civil todos temos direitos iguais, e que não exista hierarquia legítima (Divini Redemptoris n° 33).

“A fim de pôr termo às controvérsias que acerca do domínio e deveres a ele inerentes começam a agitar-se, note-se em primeiro lugar o fundamento assente por Leão XIII, de que o direito de propriedade é distinto do seu uso (Encíclica Rerum Novarum, n°35). Com efeito, a chamada justiça comutativa obriga a conservar inviolável a divisão dos bens e a não invadir o direito alheio, excedendo os limites do próprio domínio; mas que os proprietários não usem do que é seu, senão honestamente, é da alçada não da justiça, mas de outras virtudes, cujo cumprimento não pode urgir-se por vias jurídicas (cfr. Rerum Novarum, n° 36)” – Encíclica Quadragesimo Anno.

“Sem razão afirmam alguns que o domínio e o seu uso são uma e a mesma coisa; e muito mais ainda é alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele” -Encíclica Quadragesimo Anno.”

“E se o socialismo estiver tão moderado no tocante a luta de classes e a propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso a sua natureza essencialmente anticristã? (…)Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos: o socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como “ação”, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso a verdade cristã. (…) ” (Quadragesimo Anno, nos. 117 e 120)

“Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro” (Quadragesimo Anno, no. 119)

“Estas doutrinas, que Nós de novo com a nossa suprema autoridade solenemente declaramos e confirmamos (…)” (Quadragesimo Anno, no. 120)

PIO XII:

“Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família (…) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo” (Discurso de 4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano)

JOÃO XXIII:

“Da natureza humana origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens de produção” (Pacem in Terris, n°. 21).

PAULO VI:

Em 1965 durante o Concílio Vaticano II, Paulo VI recebeu o Conselho Episcopal Latino-Americano e na sua alocução ele atenta para o “Ateísmo marxista”. Ele o apresenta como uma força perigosa, largamente difundido e extremamente nociva, que se infiltra na vida econômica e social da América Latina e pregando a “Revolução violenta como único meio de resolver os problemas” (Extraído do livro “Le Rhin se jette dans le tibre”, pág 273. Ralph Wiltgen. Ed Editions du Cédre 1974, 5a tiragem)

JOÃO PAULO II:

“Nesta luta contra um tal sistema (o Papa está falando do capitalismo selvagem) não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não passa de um capitalismo de estado, mas uma sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação” (no. 35) “A Igreja reconhece a justa função do lucro, como indicador do bom funcionamento da empresa” (no. 35) “Aquele Pontífice (Leão XIII), com efeito, previa as conseqüências negativas, sob todos os aspectos – político, social e econômico – de uma organização da sociedade, tal como a propunha o “socialismo”, e que então estava ainda no estado de filosofia social e de movimento mais ou menos estruturado. Alguém poderia admirar-se do fato de que o Papa começasse pelo “socialismo” a crítica das soluções que se davam à “questão operária”, quando ele ainda não se apresentava – como depois aconteceu – sob a forma de um Estado forte e poderoso, com todos os recursos à disposição. Todavia Leão XIII mediu bem o perigo que representava, para as massas, a apresentação atraente de uma solução tão simples quão radical da “questão operária”. (n°. 12).

” Aprofundando agora a reflexão delineada (…) é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada”. (no. 13).

“Na Rerum Novarum, Leão XIII com diversos argumentos, insistia fortemente, contra o socialismo de seu tempo, no caráter natural do direito de propriedade privada. Este direito, fundamental para a autonomia e desenvolvimento da pessoa, foi sempre defendido pela Igreja ate nossos dias” (Enc. Centesimus Annus, tópico 30 da ed. Paulinas)

Evangelho como resposta ao socialismo do século 21

Intervenção do presidente da conferência episcopal venezuelana diante do Papa

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 8 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O Evangelho é a única resposta que os bispos da Venezuela oferecem às tensões provocadas no país pela implantação do socialismo do século 21, garante o presidente da Conferência Episcopal.

Dom Ubaldo R. Santana Sequera FMI, arcebispo de Maracaibo, assegurou na manhã desta segunda-feira a Bento XVI, na audiência que este concedeu aos prelados do país, que os pronunciamentos do episcopado diante do projeto político do presidente Hugo Chávez se inspiraram sempre em sua missão religiosa e evangelizadora.

No encontro, realizado na Sala do Consistório do Vaticano, o representante do episcopado reconheceu que um dos serviços centrais que os bispos realizaram “foi o de iluminar a partir da fé o difícil caminho que o povo venezuelano vem percorrendo há uma década”.

“Como se sabe – esclareceu –, na Venezuela foi imposto há dez anos um novo projeto político chamado socialismo do século 21, de cunho revolucionário, que introduziu profundas modificações em todas as dimensões da vida do país, contou com ingentes ingressos provenientes do petróleo em sua implantação e causou crescentes polarizações econômicas, sociais e culturais.”

“A progressiva execução deste projeto polarizou o país e o dividiu em grupos contrapostos”, informou ao Papa o prelado venezuelano.

“Esta confrontação – prosseguiu –, que foi resolvida através de numerosos eventos eleitorais, provocou uma crescente polarização política, aumentou a violência, a insegurança e o ódio, colocando em sério risco a convivência democrática.”

“Frente a tais ameaças, e sabendo que a maioria da população é profundamente religiosa e católica, nós nos sentimos chamados, como pastores, a emitir numerosas mensagens, cartas e exortações pastorais”, esclarece o presidente da Conferência Episcopal.

“Nestes pronunciamentos, agimos com unanimidade, centramo-nos em nossa missão religiosa e evangelizadora, convocamos todos os setores ao entendimento, ao diálogo e à reconciliação, apelamos às raízes cristãs da nossa nação, recordamos tanto a governantes como a governados os princípios fundamentais da doutrina social da Igreja, defendemos os mais pobres, procuramos sempre o bem comum e a construção da convivência democrática”, disse Dom Santana Sequera.

“Não buscamos benefícios nem privilégios – sublinhou –, mas somente a glória de Deus, o bem da Igreja e a vida abundante do nosso povo.”

“O exercício deste ministério profético nos trouxe incompreensões e ataques por parte de alguns setores da sociedade e do governo, mas contamos com a luz e com a fortaleza do Espírito do Senhor Jesus para continuar dando testemunho com fidelidade e alegria.”

Em seu discurso, o Papa apoiou os bispos nesta tarefa, ao valorizar seu “empenho por irradiar a luz do Evangelho sobre os acontecimentos de maior relevância que afetam vosso país, sem outros interesses fora da difusão dos mais genuínos valores cristãos, visando também a favorecer a busca do bem comum, a convivência harmônica e a estabilidade social”.

O presidente da Conferência considerou que esta visita é muito importante para a Igreja na Venezuela, que historicamente se caracterizou por seu amor ao Papa e por sua proximidade dele, como sucessor do apóstolo Pedro.

A Igreja da Venezuela com o Papa

“A história da nossa Igreja, nestes últimos dois séculos, ensinou-nos que estreitar a comunhão e consolidar a unidade cum Petro et sub Petro (com Pedro e sob Pedro, N. da R.) são bens particularmente preciosos, já que vivemos em carne própria a ameaça por parte de governos anticlericais, de separar-nos da rocha romana, criando igrejas nacionais submetidas aos poderes em vigor no momento.”

E recordando os ataques que a mídia lançou nos meses passados, o prelado disse ao Papa: “Queremos que o senhor saiba que na Venezuela os pastores e os católicos o amamos, respeitamos e seguimos. Conte sempre com a nossa fidelidade e com as nossas orações”.

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