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Fora da Igreja não há Salvação: entenda essa doutrina Católica

Por H. Walker do Ecclesia Militans

Há poucas doutrinas católicas mais controversas e mal-entendidas que a doutrina Extra ecclesiam nulla salus, ou seja, Fora de Igreja não há salvação, uma expressão que vem dos escritos de São Cipriano de Cartago, um bispo do século III em sua carta LXXII, Ad Jubajanum de haereticis baptizandis. O axioma é muitas vezes usado como abreviação para a doutrina que a Igreja é necessária para a salvação. É um dogma da Igreja Católica e das Igrejas Ortodoxas Orientais (e algumas denominações protestantes) em referência a suas próprias comunhões, embora a definição do que constitui a Igreja seja diferente no entendimento católico.

A cerca desta doutrina, citando o Santo católico Agostinho, o Bispo da Igreja Ortodoxa Grega, Kallistos Ware, escreveu:

Salus extra Ecclesiam nulla. Toda a força categórica e ponto deste aforismo está em sua tautologia. Fora da Igreja não há salvação, porque a salvação é a Igreja.” (G. Florovsky, “Sobornost: a catolicidade da Igreja”, na Igreja de Deus, p. 53). Será que, portanto, significa que qualquer pessoa que não esteja visivelmente dentro da Igreja está necessariamente condenada? Claro que não; menos ainda segue-se que todo o que está visivelmente dentro da Igreja está necessariamente salvo. Como Agostinho sabiamente comentou: “Quantas ovelhas há fora, quantos lobos há dentro!” (Homilias sobre João, 45, 12). Enquanto não há uma divisão entre uma “Igreja visível” e uma “Igreja invisível”, ainda pode haver membros da Igreja que não são visivelmente tal, mas cuja associação é conhecida só a Deus. Se alguém é salvo, ele deve, em algum sentido ser um membro da Igreja; em que sentido, não podemos dizer sempre.

As declarações católicas desse ensinamento foram repetidas por inúmeros santos e Padres da igreja através dos séculos desde S. Irineu (morto em 202 dC), S. Origines (morto em 254 dC) e S. Cipriano (morto em 258) à S. Tomas de Aquino (morto em 1254) e o Papa Bonifácio VIII em 1302.

Contudo, antes de propor uma exposição da doutrina, sugiro uma reflexão aos leitores católicos que eventualmente não tenham dado-se conta da importância deste ensinamento. Com o aumento das diversas denominações evangélicas no Brasil, somos mais constantemente assediados pelas inquisitivos membros das igrejas evangélicas à despeito de fé católica. Alguns, por vezes, parecem exigir explicações como se tivéssemos um dever inerente de lhes justificar as doutrinas da fé. Apesar disso, devido às inúmeras distorções, formulam conclusões imprecisas seja porque (i) não conhecem a totalidade dos textos católicos ou (ii) porque descontextualizam seus conteúdos.

A Salvação provém de Jesus, o Caminho

Todos os grupos cristãos aceitam que «toda salvação provém de Cristo (Cf João 14,6). Entretanto, diferentemente do protestantismo, a Igreja Católica historicamente sempre viu a necessidade de explicar os meios pelos quais a salvação é oferecida por Cristo. Contudo, seria correto afirmar que a fé somente nos basta para a salvação? A própria bíblia nos oferece algumas pistas:

Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. (Marcos 16,16)

Não, digo-vos, antes, se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo. (Lucas 13,3)

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6,54)

Nas passagens acima, Jesus indica alguns elementos adicionais igualmente importantes à fé, como também necessários para a salvação; a saber, o batismo, a confissão do pecados, a Eucaristia, todos eles administrados ao crente através do Corpo de Cristo, a Igreja. Porém, dois dentre os três sacramentos acima citados, pressupõem necessariamente a participação de um ministro validamente ordenado. O que poderia levar-nos a concluir que o sacramento da ordenação – marca característica da Igreja desde os seus primórdios – também se faça um importante instrumento para a salvação.

A Igreja:

Sacramento Universal da Salvação

O catecismo da Igreja Católica (774 CIC) afirma a Igreja como “Sacramento Universal da Salvação” e nos explica que “A Igreja é, neste mundo, o sinal e o instrumento da comunhão de Deus e dos homens.” (780 CIC). Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo” (CIC 846). Percebe-se que há dois elementos importantes na explicação da Igreja: Cristo Salvador e a Igreja pela qual a salvação é dada. A lógica desta doutrina está calcada em verdades bíblicas e tem sido repedidas pelos Padres da Igreja através dos séculos.

O Povo de Deus, A Esposa de Cristo e Templo do Espírito Santo

«Em todos os tempos e em todas as nações foi agradável a Deus aquele que O teme e pratica a justiça. No entanto, aprouve a Deus salvar e santificar os homens não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse na santidade. Foi por isso que escolheu Israel para ser o seu povo, estabeleceu com ele uma aliança e instruiu-o progressivamente manifestando-se a Si mesmo e os desígnios da Sua vontade na história desse povo, e santificando-o para Si. Mas tudo isso aconteceu como preparação da Aliança nova e perfeita, que seria concluída em Cristo […]. Esta nova Aliança instituiu-a Cristo no seu Sangue, chamando um povo, proveniente de judeus e pagãos, a juntar-se na unidade, não segundo a carne, mas no Espírito» (II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 9)

Deste modo, a Igreja é o povo de Deus, ao qual foi conferido um sacerdócio real, da qual se fez uma “nação santa” (1 Pe 2, 9); e vem-se a ser membro deste povo, não pelo nascimento físico, mas pelo «nascimento do Alto», «da água e do Espírito» (Jo 3, 3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo. Contudo, este povo tem por Cabeça Jesus Cristo (o Ungido, o Messias): porque a mesma unção, o Espírito Santo, flui da Cabeça por todo o Corpo, este é o «povo messiânico».

A missão da Igreja, enquanto povo de Deus, é ser o sal da terra e a luz do mundo. «Constitui para todo o gênero humano o mais forte gérmen de unidade, esperança e salvação e seu destino, finalmente, é «o Reino de Deus, o qual, começado na terra pelo próprio Deus, se deve dilatar cada vez mais, até ser também por Ele consumado no fim dos séculos. Assim, vemos que a própria bíblia associa a Igreja, o povo de Deus, ao Redentor de forma Intima e inseparável, pois a Igreja é o Corpo Místico de Cristo e Comunhão com Jesus.

Uma vez que o Espírito Santo é a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do corpo, quem O derrama nos seus membros para os alimentar, os curar, os organizar nas suas mútuas funções, os vivificar, os enviar a dar testemunho, os associar à sua oferta ao Pai e à sua intercessão pelo mundo inteiro. É pelos sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros do seu corpo o seu Espírito Santo e santificador

Christus Totus «A CABEÇA DESTE CORPO É CRISTO» (Cl 1, 18)

Ele é o Princípio da criação e da Redenção. Elevado à glória do Pai, «tem em tudo a primazia» (Cl 1, 18), principalmente sobre a Igreja, por meio da qual estende o seu reinado sobre tudo quanto existe. Cristo e a Igreja são, pois, o «Cristo total» (Christus totus). A Igreja é una com Cristo. Os santos têm desta unidade uma consciência muito viva:

Uma palavra de Santa Joana d’Arc aos seus juízes resume a fé dos santos Doutores e exprime o bom-senso do crente: «De Jesus Cristo e da Igreja eu penso que são um só, e não há que levantar dificuldades a esse respeito»

Na verdade, Santa Joana d’Arc apenas ecoava as palavras de Jesus que, ao indagar São Paulo, então Saulo, associa Sua Pessoa à própria Igreja à qual Paulo perseguia; Saulo, Saulo, por que Me persegues? (Atos 9:4, ênfase do Blog). Ao invés de, “Saulo, Saulo, por que persegues a minha Igreja ou àqueles que crêem em mim?

O próprio Senhor Se designou como «o Esposo» (Mc 2, 19) (243). E o Apóstolo apresenta a Igreja e cada fiel, membro do seu Corpo, como uma esposa «desposada» com Cristo Senhor, para formar com Ele um só Espírito. Ela é a Esposa imaculada do Cordeiro imaculado (245) que Cristo amou, pela qual Se entregou «para a santificar» (Ef 5, 26)

Visto, assim, ou seja, a unidade da Igreja com Cristo, podemos agora refletir sobre a segunda parte da afirmação da Igreja: Salvação POR MEIO da Igreja.

Como abordado acima, os sacramentos são os meios ordinários através dos quais Cristo oferece a graça necessária para a salvação, e a Igreja católica que Cristo estabeleceu é o ministro ordinário dos sacramentos, por esse motivo é adequado afirmar que a salvação vem por meio da Igreja.

Isto não é diferente da situação que existia antes do estabelecimento do cristianismo e da Igreja Católica. Mesmo antes de ter sido totalmente revelado que ele era o Messias, o próprio Jesus ensinou que “a salvação vem dos judeus” (Jo 04:22). Ele apontou à mulher de Samaria o corpo de crentes existentes na época, através do qual a salvação seria oferecida à toda a humanidade: os judeus.

Em reconhecimento desta realidade a Igreja, especialmente em tempos de grande conturbações e heresias, foi enfática na maneira pela qual ensinou esta doutrina. Em vez de simplesmente indicar como Deus oferece a salvação de Cristo, através da Igreja, ela tem advertido que não há salvação á parte de Cristo, fora de sua Igreja.

A Salvação dos não católicos: Ignorância Invencível

A Igreja reconhece que Deus não condena aqueles que são inocentemente ignorantes da verdade sobre sua oferta de salvação. Em relação à doutrina em questão, o Catecismo da Igreja Católica (citando documento do Vaticano II Lumen gentium, 16) afirma:

«Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita».

Este ensinamento é consistente com o próprio ensinamento de Jesus sobre aqueles que inocentemente o rejeitam: “Se eu não tivesse vindo e falado a eles, eles não teriam pecado” (Jo 15:22). Assim, a Igreja reconhece que, embora ela seja o sacramento da salvação, aqueles não visívelmente unidos è ela, podem salvar-se. Ela declara também que “ela está unida em muitos aspectos com os batizados, honrados pelo nome de cristãos, mas que não professam a fé católica em sua totalidade ou não conservam a unidade da comunhão sob o sucessor de Pedro”, e ainda que “aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão relacionados com o Povo de Deus de várias maneiras.” [CIC 838-839].

Conclusão

A base para o ensinamento da Igreja é que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida; e que ninguém vem ao Pai senão por Ele (Jo 14: 6). Em outras palavras, o fundamento da doutrina da Igreja é que fora de Cristo não há salvação. Mas a Igreja não pára por aí, porque Cristo não parou por aí.

Jesus ensinou enfaticamente que Ele iria estabelecer e construir a Sua Igreja – e não apenas por conveniência, mas também por uma questão de que Seu Corpo iria continuar seu trabalho de salvação do mundo depois de sua ascensão ao céu. São Paulo explica esta doutrina ao proclamar que a Igreja é nada menos que o Corpo de Cristo, e Jesus Cristo é a Cabeça. Desta forma, São Paulo recorda-nos que Cristo e Sua Igreja estão inseparavelmente UNOS. Não se pode estar em Cristo se não se está em seu corpo, a Igreja.

E esta é uma razão pela qual o Novo Testamento constantemente nos lembra que o batismo é necessário para a salvação – porque o batismo é a “porta” através da qual entramos na Igreja – é através do batismo que nascemos de novo na família de Deus (que é outra imagem que São Paulo usa para a Igreja em 1 Tm 3:15). Assim, a razão pela qual a Igreja ensina “extra Ecclesiam nulla salus” é porque ela é inseparavelmente una a Cristo, e fora de Cristo não há salvação, exceto é claro, quando se há ignorância invencível.

Source: Catecismo da Igreja Católica. Autoria e edição: Blog Ecclesia Militans – Hellen Walker

A Igreja tem como modelo a Virgem Maria, diz Papa Francisco

Vídeo: na catequese desta quarta-feira, o Papa Francisco explicou como a maternidade da Igreja se relaciona com a de Maria

A maternidade da Igreja foi o tema da catequese desta quarta-feira, 3 de setembro. O Papa Francisco levou os fiéis a compreenderem quão profunda é a relação que une Maria à Igreja.

1. A Igreja tem como modelo a Virgem Maria. A maternidade da Igreja coloca-se em continuidade com a de Maria. Na fecundidade do Espírito, a Igreja continua a gerar novos filhos em Cristo. Olhando Maria, descobrimos o lindo rosto e tenro da Igreja; olhando a Igreja, reconhecemos as características sublimes de Maria.

2. A Igreja é nossa mãe porque nos deu à luz no Batismo. E como mãe nos faz crescer na fé e nos indica, com a força da Palavra de Deus, o caminho de salvação. Todos somos chamados a acolher com mente e coração aberto a Palavra de Deus, que a Igreja a cada dia nos dá, porque esta Palavra tem a capacidade de nos mudar dentro, de nos transformar.

3. Esta é a Igreja: uma mãe que tem no coração o bem dos filhos. Confiemo-nos a Maria, para que nos ensine a ter o mesmo espírito materno nas relações com nossos irmãos, com a capacidade sincera de acolher, perdoar e infundir confiança e esperança.

Ao fim da catequese, quando o Papa deu as boas-vindas aos peregrinos de língua árabe, disse: “vocês estão no coração da Igreja; a Igreja sofre com vocês e se orgulha de vocês; vocês são a força e otestemunho concreto e autêntico de sua mensagem de salvação, de perdão e de amor. Que Deus os abençoe e proteja”.

Fonte: Aleteia

Deus Existe – Albert Einstein

Professor: Eu vou provar pra você que se Deus existe, então ele é mal.
Professor: Deus criou tudo o que existe?
Professor: Se Deus critou todas as coisas, então ele criou o mal, o que significa que Deus é mal.
Aluno: Com licença, professor!
Aluno: O Frio existe?
Professor: Que tipo de pergunta é essa? Claro que ele existe. Você nunca ficou com frio?
Aluno: Na verdade senhor, o frio não existe. De acordo com as leis da física, o que consideramos frio é na verdade ausência de calor.
Aluno: Professor, a escuridão existe?
Professor: Claro que existe.
Aluno: Você está errado senhor, a escuridão também não existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz.
Aluno: O mal não existe. É como a escuridão e o frio. Deus não criou o mal. O mal é o resultado do que acontece quando o homem não tem o amor de Deus presente em seu coração. (Albert Einstein – 1879-1955)

Antífonas Maiores: Ó Raiz de Jessé

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Fonte: Portal A12

Padre Evaldo César de Souza, CSSR

O Radix Jesse

qui stas in signum populorum,

super quem continebunt reges suum,

quem gentes deprecabuntur:

Veni ad liberandum nos; jam noli tardare

Ó Raiz de Jessé

erguida como estandarte dos povos,

em cuja presença os reis se calarão

e a quem as nações invocarão,

Vinde libertar-nos; não tardeis jamais.

Referências Bíblicas : Is 11,10; Rm 15,12; Is 52,13; Is 53,2ab; Is 52,14a-15ab; Hab 2,3

Isaías é o profeta que apresenta o servo sofredor como Messias, sinal de salvação para os povos. O ramo que brota da raiz de Jessé é Maria e o rebento desse ramo o Salvador, Jesus Cristo. Este rebento nasce da vontade exclusiva de Deus, floresceu em Maria pela graça do Espírito Santo e jamais conhecerá a corrupção. Esta antífona recorda muito a cantiga popular: “De Jessé nasceu a vara, da vara nasceu a flor e da flor brotou Maria e de Maria o Salvador”. Concluindo, o “Vinde” proclama a soberania do Rei dos reis.

O Católico deve fazer Boas-Obras para salvar-se?

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Nossos irmãos Protestantes frequentemente interpretam mal o ensinamento Católico sobre a Salvação, acreditando que os Católicos devem  fazer  “boas obras” para chegarem a Deus e ao Céu. Isto, na verdade, é exatamente o oposto do que ensina a Igreja Católica. O Concílio de Trento salienta:

801. O Apóstolo diz que o homem é justificado pela fé e sem merecimento (Rom 3, 22. 24). Estas palavras devem ser entendidas tais como sempre   concordemente a Igreja Católica as manteve e explicou. “Nós somos   justificados pela fé”: assim dizemos, porque “a fé é o princípio da   salvação humana”4,o fundamento e a raiz de toda justificação, sem a qual é impossível agradar a Deus (Heb   11, 6) e alcançar a companhia de seus filhos. Assim, pois, se diz que   somos justificados gratuitamente, porque nada do que precede à   justificação, nem a fé, nem as obras, merece a graça da justificação.   Porque se ela é graça, já não procede das obras; do contrário a graça, como diz o Apóstolo, já não seria graça (Rom 11, 6).

O entendimento Evangélico apresenta dois problemas ligados ao mesmo tópico: 1- A definição apropriada de boas-obras. 2- O  entendimento de “Mérito da Salvação”, de acordo com o ensinamento do Catecismo da Santa Igreja,  é geralmente distorcido pelos Evangélicos e,  na verdade,  não representa o que a Igreja ensina.

I- Os Evangélicos costumam argumentar contra as “boas-obras” e se baseiam nos escritos de S. Paulo, em sua carta aos Romanos, para sustentação desse ponto de vista:

“Poderemos nós então gabarmo-nos de ter feito alguma coisa para ganhar essa salvação? Com certeza que não. E porquê? Porque a nossa absolvição não se baseia nas nossas obras, mas na fé nele.”(Rm 3:28-29)

O problema com essa abordagem é que muitos protestantes parecem não levarem em consideração o verdadeiro significado do termo Obras da Lei  tal e qual definido por S. Paulo. De fato, de modo algum São Paulo contradiz o ensinamento católico. A noção Católica de boas-obras, na verdade, sai diretamente das Sagradas Escrituras pois ela não poderia contrariar a palavra de Deus contida, por exemplo, na Carta aos Romanos. Para o entendimento de Obras da Lei e boas obras, re-direciono o leitor ao artigo “Católicos são justificados pela fé, não pela fé somente!”

II- O segundo problema do Evangélico é justamente interpretar mal os documentos da Igreja, alguns chegando até mesmo a usá-los como suporte para seu argumento. Eis dois exemplos:

§2010 – Sob a moção do Espírito Santo e da caridade, podemos, depois, merecer para nós mesmos e para outros, as graças úteis para a santificação e para o aumento da graça e da caridade, bem como para a obtenção da vida eterna.

§ 2068 […] a missão de ensinar todas as nações e de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos os homens se salvem pela fé, pelo Baptismo e pelo cumprimento dos mandamentos» (18).

Nunca,  na história de sua tradição dogmática, a Igreja Católica ensinou que o Cristão pode ganhar sua salvação,  ganhar o céu, ou o que for por seus próprios méritos …  Ou seja, nosso Paraíso, nossa Salvação, tudo o que Deus nos oferece nos é dado por Sua Graça e não por conta de nossos méritos. A Igreja afirma ainda que fé em Jesus e Naquele que O enviou é necessária para obter-se a Salvação, que é  um dom oferecido gratuitamente por Deus.

A palavra merecer – da raiz mérito – no parágrafo  §2010 do Catecismo trata, na verdade, com a noção de Mérito condigno e não Mérito Estrito. A Igreja Católica ensina que somente Cristo é capaz de merecer, enquanto meros homens não podem (Catecismo da Igreja Católica 2007). O único mérito humano é o Mérito Condigno,  quando sob o impulso da graça de Deus, ele pratica quaisquer actos que agradam a Deus, pelos quais ele prometeu nos recompensar (Rom. 2:6-11, Gal. 6:6-10). Assim, a graça de Deus e sua promessa formam a base para todo o mérito humano (CCC 2008).  Os parágrafos do catecismo citados acima tratam de mérito condigno e re-afirmam aquilo ensinado na Bíblia e no Concilio de Trento: O dom da Salvação provém de Deus e nos é dado por sua benevolência e não pelo nossos méritos.

Então por que praticar Boas-Obras?

1- Porque elas são agradáveis aos olhos de Deus. Cristo nos disse que aquilo que fizermos ao mais pequeninos de Seu rebanho, fazemos à ele ( Mateus 25, 40).

2- Porque devemos amar-nos uns aos outros. Fazer o bem é pôr o amor cristão em prática e não somente em palavras.

3- A Bíblia diz-nos que cada um será recompensado por sua obras (Rom. 2:6–11;  Gal. 6:6–10).

O post acima foi originalmente produzido por H. Walker para o Blog Ecclesia Militans

Às vezes o homem ama mais as trevas do que a luz, diz Papa no Ângelus

No ângelus deste domingo, Bento XVI reafirmou a importância do sacramento da confissão Cidade do Vaticano (Gaudium Press) Antes da recitação do Ângelus, na manhã de domingo, Bento XVI agradeceu aos fiéis pelas orações na ocasião da festa de seu nome que acontece hoje na memória litúrgica de São José.

Durante a reflexão feita aos fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa fez comentários sobre o significado do quarto domingo da Quaresma. É aquele domingo no qual a liturgia apresenta ao mundo a Cruz – auge da missão de Jesus e fonte de seu amor e da salvação. Mostra a verdade preanunciada no episódio no deserto, durante o êxodo do Egito quando “os judeus foram atacados por serpentes venenosas e muitos morreram; então Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze e colocá-la sobre uma haste: se alguém era mordido por uma serpente, olhando a serpente de bronze era curado”, recordou o Santo Padre.

Jesus é médico para nós, Ele “vem para curar o doente” e o pecado. Mas, salientou o Santo Padre, “grande também é a nossa responsabilidade” pois, “cada um, de fato, deve reconhecer que está doente para poder ser curado; cada um de nós deve confessar o próprio pecado, para que o perdão de Deus, já concedido na Cruz, possa ter efetivado no seu coração e na sua vida”.

“Às vezes, afirmou Bento XVI – o homem ama mais as trevas do que a luz, porque é apegado a seus pecados. Mas é somente abrindo-se à luz, é somente confessando sinceramente as próprias culpas a Deus, que se encontra a verdadeira paz e a verdadeira alegria”.

Para concluir, o Santo Padre ainda reafirmou para os milhares de fiéis a importância de “recorrer com regularidade ao Sacramento da Penitência, em particular na Quaresma, para receber o perdão do Senhor e intensificar o nosso caminho de conversão”.

“O sentido do pecado se adquire redescobrindo o sentido de Deus”, afirmou o Papa

VATICANO, 13 Mar. 11 / 01:57 pm (ACI)

Não obstante a fria e nublada manhã, milhares de fiéis e peregrinos chegados de todas partes do mundo se reuniram na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem afirmou que não existe escravidão mais grave e mais profunda que a escravidão do pecado.

O Papa iniciou sua meditação recordando a todos o significado da Quaresma: “Tempo litúrgico de quarenta dias que constituem um itinerário espiritual de preparação para a Páscoa. Trata-se de seguir a Jesus que nos dirige decididamente para a Cruz, cume de sua missão de salvação”.

“Por que a Quaresma? Por que a Cruz?” – perguntou o Papa. “A resposta, em termos radicais, é esta: porque existe o mal, aliás, o pecado, que segundo as Escrituras é a causa profunda de todo mal, porém a palavra pecado não é aceita por muitos, porque pressupõe uma visão religiosa do mundo e do homem” – disse Bento XVI.

“Deus não suporta o mal, porque é Amor, Justiça e Fidelidade e por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva. Para salvar a humanidade, Deus intervém e nós vemos isso em toda a história do povo judeu, a partir da libertação do Egito. Deus está determinado a libertar os seus filhos da escravidão para conduzi-los à liberdade. A escravidão maior e mais profunda é a do pecado. Por isso, Deus mandou seu Filho ao mundo, para libertar os homens do domínio de satanás, origem e causa de todo pecado”, afirmou.

O Santo Padre foi muito claro em afirmar que “o sentido do pecado -muito diferente do ‘sentimento de culpa’ como é entendido pela psicologia- adquire-se redescobrindo o sentido de Deus”; em efeito “frente ao mal moral, a posição de Deus é a de opor-se ao pecado e salvar o pecador. Deus não suporta o mal, porque é Amor, Justiça e Fidelidade e por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva”.

“Para salvar a humanidade, Deus intervém: vemo-lo em toda a história do povo hebreu, da liberação do Egito. Deus está determinado a liberar seus filhos da escravidão para conduzi-los à liberdade. E a escravidão mais grave e mais profunda é justamente aquela do pecado”, acrescentou.

Neste contexto o Pontífice explicou o sentido da vinda de Cristo ao mundo: “para liberar os homens do domínio de Satanás, ‘origem e causa de tudo pecado’. Enviou-o em nossa carne mortal para que fosse vítima de expiação, morrendo por nós na cruz. Contra esse plano de salvação definitivo e universal, o diabo se opôs com todas as suas forças, como mostra o Evangelho que nos fala sobre as tentações de Jesus no deserto, proclamado todos os anos no I Domingo da Quaresma”.

“Entrar neste Tempo Litúrgico -continuou- significa ficar sempre da parte de Cristo contra o pecado, enfrentar o combate espiritual contra o espírito do mal. Invoquemos por isso a maternal ajuda de Maria Santíssima para o caminho quaresmal que começou recentemente, para que seja rico de frutos de conversão”, concluiu o Pontífice.

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