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O Facebook é anticatólico? Rede social tolera ataques contra fiéis e preocupa os usuários

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Ago. 13 / 08:51 am (ACI).- Nos últimos meses, o Grupo ACI recebeu centenas de denúncias de usuários sobre a permanente tolerância do Facebook a conteúdos obscenos dirigidos a atacar a fé católica, uma situação que levou a muitos usuários a questionar as políticas desta empresa e inclusive perguntar-se se deveriam continuar ou não usando a conhecida rede social.

Carlos Wadsworth, da Costa Rica, em resposta a uma pergunta aberta realizada pelo diretor do Grupo ACI, Alejandro Bermúdez, assegurou que denuncia páginas anticatólicas com frequência. “É tão grotesco que reporto um comentário onde textualmente insultam a mãe do Bispo e/ou a de todos os católicos” e a única resposta que recebeu por parte da rede é que estas publicações ofensivas não violam as políticas do Facebook.

Por sua parte, Mario Gallardo, escreve desde León (México) que “infelizmente no Facebook há uma política altamente tolerante ao anticatolicismo”.

Gallardo assinalou que Facebook bloqueou a sua conta pessoal “várias vezes. A princípio pensei que fosse por queixa dos irmãos protestantes pelo que publicava na minha linha do tempo”, porém, “penso, hoje em dia, que no Facebook se tolera o anticatolicismo”.

Outro usuário, Rodrigo Perez, da Colômbia, assegura que no Facebook “promovem-se todo tipo de perversões morais, pornografia, aborto, satanismo toda a loucura do mundo. Um anticatolicismo aberto, sem controle, sem medida”.

“Estou quase fechando a minha conta, perturba-me ver tanto ódio e veneno contra a Igreja Católica. Não há nenhum tipo de controle, e pelo contrário, se você fizer um comentário alertando sobre as seitas satânicas o primeiro que o Facebook faz é bloquear a sua conta temporalmente, como foi o meu caso”.

Os usuários criticam que aqueles que difundem conteúdos anticatólicos, não enfrentam sanção alguma por parte dos administradores do Facebook e, paradoxalmente, a rede atuou contra páginas católicas positivas.

Uma das páginas católicas mais populares em espanhol, “Memes Católicos”, foi eliminada pelo Facebook pouco depois de superar os 110 mil seguidores. Esta página, criada pelo jovem peruano Yhonathan Luque Reyes, difundia conteúdos católicos em forma de imagens com textos sugestivos.

Em outubro de 2012, Facebook notificou a Luque que vários usuários tinham denunciado sua página acusando-o de promover uma linguagem que incitava o ódio religioso. A rede social lhe ofereceu a alternativa de colocar a página sob a categoria de “humor polêmico” para permanecer no Facebook.

Entretanto, em janeiro de 2013, grupos anticristãos fizeram uma campanha para que Facebook proibisse esta página, atacando inclusive a conta pessoal de Luque que foi fechada pelo Facebook e assim conseguiram retirar definitivamente a página de “Memes Católicos”. Luque decidiu abrir uma nova página que em poucos meses teve mais de 20 mil seguidores.

O caso de “Memes Católicos” atraiu a atenção do Pontifício Conselho para as Comunicações, do Vaticano, que soube da notícia de sua eliminação pela sua conta no Twitter.

Enquanto isto ocorre com sites católicos, Facebook tolera a publicação de páginas como “Peneadicto XVI” onde em nome de promover o ateísmo se publicam insultos e montagens obscenas contra Jesus, a Virgem Maria e os Papas. Esta página obscena conta com mais de 44 mil seguidores.

“Peneadicto XVI” apresenta o Papa Francisco e Bento XVI como pedófilos, promove o ódio contra a religião e incita atos de agressão física contra o Papa e outros líderes religiosos.

Apesar da proibição da pornografia no Facebook, por um tempo a imagem de capa de “Peneadicto XVI” era uma montagem fotográfica que simulava um ato sexual entre o Papa Bento XVI e um homem nu no altar maior da Basílica de São Pedro. Mesmo com as denúncias dos usuários, Facebook nunca eliminou essa imagem nem a polêmica página.

O criador de “Peneadicto XVI” foi identificado como Carlos Alberto Becerra Mendoza do Peru, que está enfrentando uma denúncia judicial por um ataque cibernético contra o site do Grupo ACI orquestrada desde sua página no Facebook.

A divisão do Facebook para a América Latina se negou a responder as acusações específicas sobre se essa página violou alguma política da rede social.

“As conversar que acontecem no Facebook, assim como as opiniões que seus usuários expressam, são um reflexo da diversidade das pessoas que fazem uso do Facebook”, disse o chefe de comunicações do Facebook para a América Latina, Alberto Arébalos ao Grupo ACI.

Arebalos assegurou que “com o propósito de nivelar os interesses e as necessidades de um público mundial, Facebook protege a expressão de opiniões e conteúdos que cumprem com as normas descritas em nossas políticas”.

“Posso assegurar que não há nenhum espírito anticatólico na nossa empresa”, disse o chefe de comunicações do Facebook ao Grupo ACI, evitando responder sobre os incidentes específicos assinalados por este meio.

Alberto Arebalos disse que “cada denúncia da comunidade se estuda e se analisa de acordo com nossas políticas, sem nenhum tipo de inclinação em um sentido ou outro”.

Em maio deste ano, Facebook anunciou uma revisão de suas políticas para retirar conteúdo ofensivo e linguagem de ódio, indicando que escutou as sugestões de grupos de mulheres e judeus, muçulmanos e grupos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

Isto parece ter surtido alguns efeitos, incluindo a eliminação de páginas anticristãs em inglês como “Cristãos aos que gostaria de socar” (“Christians I’d Like to Throat Punch”, em inglês).

Entretanto, esta política parece não incluir os ataques obscenos contra os líderes católicos.

Em 10 de junho deste ano, Alison Schumer, membro da seção de comunicações e política pública do Facebook, disse ao Grupo ACI que suas normas contra a perseguição “não cobrem figuras públicas”.

Schumer citou as normas de comunidade do Facebook, que permitem “aos usuários falar livremente sobre assuntos e pessoas de interesse público, mas tomamos ação sobre todos os reportes de conduta abusiva dirigida a indivíduos privados”.

As normas também proíbem “expressões de ódio”, que significam “ataque diretos e sérios sobre qualquer categoria protegida de pessoas”, incluindo categorias religiosas. A companhia diz que o “humor de mau gosto” não se qualifica como expressões de ódio.

Ante a pergunta sobre se Facebook está trabalhando com algum grupo católico ou cristão para obter feedback sobre sua política, Schumer disse que a começos de junho, o escritório do Facebook em Washington D.C. (Estados Unidos) teve uma reunião com “líderes religiosos nacionais”, coordenada sob a guia dos líderes da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.

Schumer disse que a reunião de 19 de junho foi “privada” e “um exemplo de muitos nos que nos reunimos com grupos externos sobre nossas políticas”. A Conferência dos Bispos Católicos Americanos confirmou que a reunião se realizou, mas também a descreveu como “privada”.

Facebook esteve operando por nove anos, chegando a dominar as redes sociais. Entretanto, mostrou sinais de estancamento em seu crescimento, e de declínio no entusiasmo entre os usuários mais jovens.

A mídia, os gayzistas e a “cura gay”

Ativismo ideológico da imprensa e do Conselho Federal de Psicologia tolhe a liberdade dos homossexuais e os impede de viverem a genuína sexualidade humana

O ativismo ideológico da imprensa brasileira se tornou algo vergonhoso. A empulhação e a desonestidade passou a ser regra nas redações da chamada “grande mídia”. Após quase cem anos, as palavras de G.K. Chesterton ainda permanecem atuais: “o jornalismo é popular, mas é popular principalmente como ficção. A vida é um mundo, e a vida vista nos jornais é outro”. E a mais nova ficção orquestrada por esses jornalistas é a chamada “cura gay”, proposta aprovada nesta terça-feira, 18/06, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Apesar do infame apelido, o Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do deputado João Campos (PSDB), não pretende criar nenhuma rede de tratamento psiquiátrico ou psicológico para “cura” dos homossexuais. Isso está fora de cogitação. O objetivo do Projeto é tornar sem efeito o Parágrafo Único do Artigo 3º e todo o Artigo 4º da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia. Leia o que diz o projeto:

Art. 1º Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.

Art. 2º Fica sustada a aplicação do Parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.

Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Ora, e quais são esses artigos da Resolução que podem ser sustados pelo PL 234/11? Veja:

Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Como se percebe, os parágrafos acima são claramente abusivos, pois não somente impedem o profissional de exercer sua pesquisa conforme linha acadêmica adotada, mas condenam a pessoa com tendência homossexual a ter de enfrentar seu drama sozinha, caso queira viver a sexualidade de maneira casta e sadia. A Resolução do Conselho Federal de Psicologia cai naquela presunção infundada e humilhante – conforme recorda a Congregação para Doutrina da Fé – de achar “que o comportamento homossexual das pessoas homossexuais esteja sempre e totalmente submetido à coação e, portanto, seja sem culpa”. É um ataque frontal aos direitos humanos, uma vez que “também às pessoas com tendência homossexual deve ser reconhecida aquela liberdade fundamental, que caracteriza a pessoa humana e lhe confere a sua particular dignidade” (n. 11).

O Catecismo da Igreja Católica, assim como a própria pesquisa científica acerca das razões da homossexualidade, indica que a “sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada”. Ademais, apoiando-se na Sagrada Tradição, reconhece que “um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas” (Cf. CIC 2357). A doutrina não trata o homossexualismo como uma patologia, mas como atos profundamente desordenados, pois contrários à lei natural da sexualidade humana e fechados ao dom da vida, do mesmo modo que a masturbação. A Igreja apenas convida essas pessoas – e as demais – à união com Deus e a viver a castidade.

Quando o Conselho Federal de Psicologia impede os psicólogos de ajudarem os homossexuais que, de livre vontade, desejam escapar do mundo escorregadio da cultura gay, ele simplesmente os sepulta à condição sexual promíscua e de risco à saúde própria deste universo. Vale a pena lembrar que o mesmo órgão que eles evocam para dizer que a homossexualidade não é uma doença, ou seja, a Organização Mundial da Saúde, é o órgão a afirmar que o risco de homossexuais contraírem AIDS é 20 vezes maior que o do restante da população. Além disso, segundo um estudo publicado pela revista médica The Lancet – uma das mais importantes publicações científicas na área – o sexo entre homens é um sério fator de risco para o câncer anal e doenças sexualmente transmissíveis.

Não, a Igreja não considera a pessoa com tendência homossexual um doente, muito menos pretende curá-la. Mas faz um convite sincero à castidade e à vivência da genuína sexualidade humana, pois, como Mãe e Mestra da Verdade, não pode assistir passivamente à miséria do filho, apesar dos murmúrios do mundo. Ao contrário do Conselho Federal de Psicologia, a fé católica reconhece o livre arbítrio de cada indivíduo e a sua capacidade de escolha. E é por isso que ela sempre estará com as mãos estendidas e as portas abertas para todos aqueles que, como o filho pródigo, quiserem encontrar refúgio na casa do Pai, pois só nesta fonte eles serão capazes de encontrar a felicidade.

O Papa exorta as famílias a rezarem o Terço

Papa Francisco

VATICANO, 06 Mai. 13 / 11:23 am (ACI/EWTN Noticias).- Em uma mensagem escrita pelo Papa Francisco na rede social Twitter, destacou a importância de rezar o Terço em família especialmente neste mês de maio dedicado à Santa Mãe de Deus.

No tweet se lê: “Seria maravilhoso, no mês de maio, rezar juntos em família o Terço. A oração faz com que a vida familiar torne-se ainda mais sólida”.

Maio é o mês consagrado a Maria, por ser o mês no que não havia nenhuma festa particular, portanto a Igreja Católica alentou esta devoção à Santíssima Virgem, por duas bulas, uma de 21 de março de 1815 e a outra de 18 de junho de 1822, quando Pio VII concede as indulgências aplicáveis às almas do Purgatório.

Neste mês Mariano, lembramos no dia 13 a Festa de Nossa Senhora de Fátima, no dia 24 a festa de Maria Auxiliadora e no dia 31 festejamos aVisitação de Maria a Santa Isabel.

Na América Latina se celebra Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, terra do Santo Padre.

EUA: Caso do jogador de basquete da NBA homossexual rompe o mito do “gene gay”

Jason Collins na capa da Sports Illustrated

BOSTON, 06 Mai. 13 / 09:00 am (ACI/EWTN Noticias).- O caso do Jason Collins, jogador famoso do time de basquete americano Boston Celtics, quem admitiu sua homossexualidade na edição da revista Sports Illustrated que sairá à venda em 6 de maio, confirma que não existe o “gene gay”, pois tem um irmão gêmeo que não é homossexual, indicou a psiquiatra peruana Maíta García Trovato.

Depois da revelação, publicada em 29 de abril no site da revista, Collins recebeu a felicitação de diversas personalidades, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o ex-presidente Bill Clinton, entre outros.

Para a Dra. García Trovato, em um comentário publicado no seu perfil da rede social Facebook, a notícia da homossexualidade do esportista não teria maior importância “salvo por um detalhe que passou despercebido”, embora seja importante: Jason Collins “tem um irmão gêmeo que não é gay”, fazendo referência ao também jogador de basquete Jarron Collins.

“O assunto dos gêmeos univitelinos sempre foi uma problema para o lobby homossexual ansioso por encontrar o ‘gene gay’ que normalize a homossexualidade, pois esta seria assim inata”, assinalou a médico psiquiatra.

Porém, “os gêmeos idênticos invariavelmente defraudaram o ‘gene gay’”.

A doutora assinalou que “por compartilhar sua dotação genética, caso um fosse homossexual, ambos deveriam”, mas evidentemente “não é assim”, tal como evidência o caso do Jason Collins.

García Trovato indicou também que “estudos realizados há muito tempo sobre esse tipo de gêmeos evidenciam que ocorrem casos de homossexualidade em ambos somente quando viveram juntos durante toda sua vida em um mesmo ambiente”.

“Quando por circunstâncias excepcionais os gêmeos monozigóticos foram criados separados, nunca ocorreu a homossexualidade simultânea em ambos”, indicou.

A conclusão a esta evidência, assinalou a psiquiatra, é que “a homossexualidade é um transtorno da personalidade que a pessoa adquire, mas do qual também pode sair”.

Infelizmente, assinalou, devido às pressões do lobby gay sobre a comunidade científica, a homossexualidade é o único transtorno da personalidade sobre o que “se declararam oficialmente proibidas todas as terapias, em tempos de tanto progresso médico a fim de ‘voltar’”.

“Embora provavelmente Barack Obama não o felicite”, em caso de deixar a homossexualidade, assegurou.

Autoridade vaticana promove as “Twitthomilias”: Ideias para homilias em 140 caracteres

Cardeal Gianfranco Ravasi: Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura.

VATICANO, 10 Jan. 12 / 06:43 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, aplaudiu a iniciativa de um bispo francês que há um ano usa sua conta no Twitter para difundir com o hashtag #twittomelie –que poderia traduzir-se como “twitthomilias”- ideias para refletir sobre o Evangelho diário.

Em 7 de janeiro, o Cardeal Ravasi se reuniu com o Bispo do Soissons (França), Dom. Hervé Jean Robert Giraud, criador das Twitthomilías e difundiu em sua conta @CardRavasi uma fotografia do Prelado.

O Bispo de Soissons esteve conosco hoje e conseguiu escrever as #twitthomilías!”, escreveu o Cardeal no Twitter, onde tem mais de sete mil seguidores.

Semanas atrás, Dom Giraud explicou ao jornal francês Le Monde, que seus “tuits” respeitam os 140 caracteres que estabelece como requisito a rede de microblogging e têm como objetivo “difundir uma gota de espiritualidade nas redes sociais” assim como “convidar as pessoas a lerem a palavra de Deus, uma atividade que sofre hoje em dia um déficit de grande dimensão”.

Em novembro do ano passado, durante uma conferência no Centro de São Luis dos Franceses de Roma, o Cardeal Ravasi afirmou que as homilias “estão em risco de converter-se em palavras insignificantes”, e poderiam perder a verdadeira função que devem ter nos fiéis: “estimular, capturar a atenção e fazer refletir”.

“A porta à felicidade se abre para fora de modo que se possa fechar só para sair de nós mesmos”, escreveu recentemente Dom Ravasi em sua conta do Twitter.

No deserto atual, até mesmo 140 caracteres do Papa são “Uma gota de orvalho”

Mons. Claudio Maria Celli

Entrevista com Mons. Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais
Jose Antonio Varela Vidal

ROMA, Tuesday, 29 January 2013 (Zenit.org).

Na semana passada Bento XVI apresentou ao mundo a sua Mensagem para o Dia Mundial das comunicações sociais, que será celebrado no dia 12 de maio, com o tema: “Redes Sociais: portas de verdade e de fé; novos espaços de evangelização”.

ZENIT comentou este importante documento com Mons. Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Na entrevista publicada abaixo, o prelado explicou a relação da Santa Sé com as novas tecnologias para o seu trabalho diário, e apresentou o seu ponto de vista sobre uma série de iniciativas, como o contato Twitter do Papa, que atualmente, há pouco mais de um mês do seu lançamento, superou os dois milhões e meio de contatos.

***

ZENIT: Excelência, quais foram as primeiras reações à mensagem do Papa para o 47 º Dia Mundial das Comunicações Sociais?

Mons. Celli: Observando a imprensa internacional, parece-me que a mensagem do Papa foi bem recebida em todos os lugares. Eu acho que finalmente se tomou consciência do fato de que as redes sociais precisam de homens e mulheres de boa vontade. Não é um instrumento que o homem liga ou desliga, mas um ambiente no qual se vive efetivamente; como uma grande praça onde estão outras pessoas e onde é possível redescobrir o sentido profundo da própria vida. Acho que esse é um dos grandes desafios que a mensagem do Papa quer enfrentar. Como o Santo Padre escreveu, muitas vezes não é imediatamente percebida a busca da verdade, do sentido da vida, e às vezes as novas tecnologias confundem um pouco as ideias enchendo as pessoas de mensagens, de propostas. Aparece assim um grande problema de discernimento.

ZENIT: Na sua opinião, há um “perfil” especial daqueles que querem evangelizar na rede?

Mons. Celli: Não, eu diria que não há um perfil específico. Prefiro falar de homens e mulheres do nosso tempo que aceitaram no próprio coração o Senhor Jesus e a sua mensagem e que, portanto, procuram transmití-lo e vivê-lo por meio das redes sociais. Na web existe o contato com outras pessoas, e é por isso que o Santo Padre falou também de autenticidade, de busca da verdade. Como mencionei antes, há um grande risco nas redes sociais: ser submetido a uma enxurrada de mensagens, às vezes negativas, e nem sempre é fácil discernir e compreender. Por isso, agradeço muito o convite do Papa para descobrir quais são os impulsos e as tensões do homem e das mulheres de hoje. Porque, como se lê no texto da Mensagem, “as redes sociais estão ligadas profundamente às preocupações do coração humano”. São um espaço adicional para compreender que o Senhor Jesus está do nosso lado.

ZENIT: As redes sociais são, portanto, muito mais do que meros meios de comunicação?

Mons. Celli: Não são instrumentos, são ambientes de vida, são realidades onde eu “moro”. Portanto, eu não utilizo as redes sociais só para anunciar o Evangelho, mas morando na rede social, com o meu testemunho, com o meu anúncio, eu comunico Jesus Cristo, a sua palavra, a sua proposta. Numa mensagem há alguns anos, até mesmo o Santo Padre falava de uma “diaconia da cultura digital”, convidando os bispos a formar no seu próprio ambiente um pequeno grupo de padres que pudessem trabalhar na rede e exercitar uma verdadeira e genuína pastoral.

ZENIT: Quais são os desafios que emergem deste novo mundo?

Mons. Celli: Uma questão muito delicada no campo das novas tecnologias é o da linguagem. No sentido de que é preciso ter a capacidade para utilizar uma linguagem compreensível por todos os homens e mulheres de hoje. De fato, o Papa fala na Mensagem que não espera só uma citação formal da palavra do Evangelho. Não se trata de repetir somente as passagens das Escrituras, mas quem mora na rede tem que dar testemunho com a própria vida de uma relação existencial entre vida e Evangelho. O Santo Padre mesmo nos deu este exemplo entrando no Twitter. O seu desejo era justamente o de estar do lado dos homens e mulheres de hoje, e permanecer do lado deles com a sua palavra. E sim, o Twitter é limitado só a 140 caracteres, porém estas poucas palavras podem ter um conteúdo profundo que pode ajudar o homem a redescobrir o sentido profundo da sua vida.

ZENIT: Sobre o Twitter, como avaliar as reações negativas, às vezes ataques reais, das pessoas ao perfil do Papa?

Mons. Celli: Nestes tempos eu vi mais reações positivas que negativas. Quando apresentamos o primeiro tweet do Papa, falei de “faíscas de verdade” e “pérolas de sabedoria”. E eis que, nesta “desertificação espiritual” que – como afirma o Papa, está aumentando mais e mais – uma “gota de orvalho”, ainda que breve mas profunda, do Papa pode aliviar a sede do homem e pode favorecer o seu caminho. Por isso, apesar das críticas, dos insultos, e de algumas mensagens até mesmo pesadas recebidas, eu acredito que a decisão do Papa de entrar na rede social é muito positiva. Repito que é preciso estar presente no contexto das redes sociais, não só para vivermos, mas para dar testemunho dos valores em que acreditamos.

ZENIT: Muitas vezes o senhor fez uma chamada a “retwitar” as mensagens do Papa…

Mons. Celli: Sim, convidei os amigos do Papa a “retwitarem” aos própios amigos toda mensagem do Santo Padre. Se cada usuário enviasse a mensagem do Papa só a dez amigos alcançaríamos já os vinte e cinco milhões de seguidores, a assim por diante…

ZENIT: Como é que a comunicação social católica vai colaborar para promover a nova Evangelização?

Mons. Celli: Eu acho que a chamada para evangelizar é um convite para todos. Todo discípulo de Jesus Cristo deve assumir esta responsabilidade, que está ligada ao seu batismo, ou seja, de ser anúncio, instrumento, presença, proposta. Este é um ponto de referência fundamental. Este esforço evangelizador ajudará as pessoas a usarem bem tudo o que a tecnologia oferece.

ZENIT: Quais são os projetos atuais do Dicastério que o senhor é presidente?

Mons. Celli: Neste momento estamos levando adiante a iniciativa do Twitter que cresce a cada dia mais e vê aumentar continuamente os seguidores. E procuramos fazer que o twiter do Santo Padre possa ser difundido o mais possível. Outra iniciativa é news.va, o site que coleta as informações dos diversos órgãos de comunicação da Santa Sé. Hoje news.va é visitado diariamente por 12.000 a 30.000 pessoas. E tenho certeza de que esse número vai aumentar. Para nós é muito importante porque permite-nos estar presente e oferecer diariamente notícias atualizadas mais de três vezes ao dia.

ZENIT: Outros planos para o futuro?

Mons. Celli: Já já estará operando a aplicação do Papa para os smartphones que permitirá ter imediatamente os vídeos do Papa, ou a transmissão de uma Audiência, do Angelus ou de uma cerimônia em São Pedro. É um projeto em sintonia com o grande e iluminador magistério deste Papa.

Para ler o texto integral da Mensagem do Papa Bento XVI para o 47 º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2013, clique em: http://beta.zenit.org/pt/articles/redes-sociais-portais-de-verdade-e-de-fe-novos-espacos-de-evangelizacao

Ante censura, gestor da fanpage Memes Católicos esclarece que não transgrediu políticas do Facebook

Yhonatan Luque

LIMA, 29 Jan. 13 / 09:42 am (ACI).- O criador da página Memes Católicos em espanhol, censurada dias atrás pelo Facebook, declarou ao grupo ACI que nunca transgrediu as políticas desta rede social e lamentou que tenham censurado seu espaço evangelizador.

A denúncia do fechamento do fanpage católico, feita pela agência ACI Prensa, do grupo ACI, foi ecoada também pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais na conta de twitter deste dicastério.

Na sexta-feira 25 de janeiro, sem dar explicações, Facebook eliminou a página criada pelo jovem peruano Yhonatan Luque e deixou seus mais de 115 mil seguidores sem poder acessar os memes.

“Ao querer ingressar na conta para seguir publicando material me dava com a surpresa de que Facebook já não me deixava fazê-lo, que já não tinha essa opção”, afirmou.

Em dezembro passado Facebook o notificou que vários usuários denunciaram seu espaço porque supostamente violava o numeral 3.7 da declaração de direitos e responsabilidades do Facebook sobre linguagem que incita ao ódio.? rede social deu-lhe a alternativa de conservá-la colocando a etiqueta [Humor polêmico] por causa do nome “Memes Católicos”.

“O numeral 3.7 das políticas de segurança do Facebook diz que está proibido subir material que incite ao ódio, material pornográfico, material que induza à violência, e supostamente para a rede social, mas Memes Católicos não está promovendo este tipo de conteúdos”, explicou Yhonatan.

Os “memes” são uma das formas mais populares e singelas para transmitir ideias no Facebook. São usualmente imagens com textos breves que oferecem mensagens concretas sobre distintos temas. Os desenhos de Yhonatan se fizeram muito populares entre os jovens católicos de distintos países da América Latina e em apenas nove meses superou os 115 mil seguidores.

Na notificação da sexta-feira passada “davam-me duas possibilidades, uma era que eliminasse eu mesmo a página como administrador, e a outra que envie uma foto escaneada de meu documento de identidade para que eles soubessem quem está por trás de Memes Católicos”. Apesar de que Yhonatan optou pela segunda opção, sua página foi suprimida.

“Minha pagina se centra em subir vinhetas para evangelizar, para catequizar, para mostrar o que a Igreja tem que dizer, para mostrar nossa doutrina tal e como ela é”, assegurou.

“Subo bastante material sobre apologética, sobre a Bíblia, sobre os documentos da Igreja, tudo em linha com a doutrina da Igreja sem faltar o respeito às demais crenças, nem aos protestantes, nem aos ateus”, acrescentou.

“Minha página só se centra em evangelizar a católicos, minhas mensagens são 100 por cento para católicos, nada que possa resultar ofensivo para outras crenças”.

Nos últimos dias diversos grupos anti-cristãos convocaram no Facebook campanhas para denunciar a página de Memes Católicos à rede social como “ofensiva”, simplesmente por não estar de acordo com as mensagens divulgadas. A reação do Facebook confirma que cedeu à enganosa campanha.

Falsas páginas

Yhonatan agradeceu as numerosas mostras de apoio que recebeu nestes dias e esclareceu que ainda não relançou sua iniciativa porque espera que Facebook revise o caso ante as massivas queixas feitas pela retirada da página e assim volte a colocar a página no ar. Entretanto, nos últimos dias surgiram falsas páginas que estão usando seu logotipo, alguns de seus memes e até seu nome sem seu consentimento.

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