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Possesso pelo qual o Papa Francisco rezou, conta a sua história: 10 exorcistas e anos de sofrimento

Possesso pelo qual o Papa Francisco rezou, conta a sua história: 10 exorcistas e anos de sofrimento

ROMA, domingo, 28 de maio. 13 / 12:19 (ACI / EWTN Notícias) -. Angel, 43 anos de idade, mexicano no qual o Papa Francisco realizou uma “oração de libertação” após a conclusão da missa de Pentecostes, na Praça de São Pedro, em 19 de Maio, contou sua história e revelou que há mais de dez anos, ele foi possuído por quatro demônios e que em um sonho levou-o a viajar para Roma para encontrar o Papa.

Em entrevista publicada pelo jornal espanhol El Mundo, Angel lembrou que tudo começou em 1999, “um dia retornando em um ônibus da Cidade do México para minha cidade natal em Michoacan, senti que uma energia que entrou no ônibus. Não vi, mas perceptível”.

“Percebi que se aproximou de mim e parou na minha frente. E, de repente, eu me senti como se alguém tivesse me esfaqueado no peito e depois, pouco a pouco, a sensação de que eles estavam me abrindo às costelas”, disse.

Inicialmente, Angel pensou que era um ataque cardíaco, mas não morreu e seu estado de saúde agravou-se, porque “tudo o que eu comia vomitava. Havia picadas por todo o meu corpo, como se fosse cheio de agulhas”.

“Até as folhas me machucavam. Comecei a não me sentir capaz de andar”, lembrou.

Logo começaram os transes em que proferiram blasfêmias e falavam em línguas sem médicos que o assistissem para explicar o que estava acontecendo.

Sua saúde tornou-se delicada “no total já me deram quatro vezes a Unção dos Enfermos”, diz ele.

Esse sacramento trouxe uma melhoria na sua saúde, por isso que Angel começou a orar, com uma especial devoção ao Senhor da Misericórdia.

Em 2004, Angel assistiu a uma palestra de um padre ucraniano na cidade mexicana de Morelia, que explicou o seu caso.

“Eu disse a ele o que estava acontecendo comigo, como me senti mal. Ele me colocou no peito uma relíquia do Padre Pio e então eu vi uma luz especial que me rodeava, senti uma grande paz. Mas, ao mesmo tempo, notei algo que começando a me arranhar dentro de mim. Isso é algo que me derrubou e começou a se manifestar. Vi que eu não podia fazer nada, que a presença era mais forte do que eu, me dominada “, disse ele.

Naquele dia, ficou claro que ele estava possuído e praticou seu primeiro exorcismo.

Sabendo que ele estava possuído, confessou Angel, “me deu muito medo. E eu me senti muito sujo em pensar que dentro de mim havia um ser maléfico”.

“A minha família reagiu primeiro com incredulidade e, de fato, entre meus irmãos, há alguns que ainda estão céticos que acreditam que o que eu tenho é o resultado de um desequilíbrio psicológico”.

Angel expressou sua proximidade com as pessoas ao redor do mundo passando por algo semelhante e ele “se sente incompreendido por sua família, amigos e às vezes até pela própria Igreja, porque nem todas as dioceses tem exorcistas”.

“Além disso, porque há padres que não acreditam em possessão demoníaca, eles consideram que são problemas psiquiátricos. Há muitos que acabam em asilos e morrem sem saber o que aconteceu”, lamentou.

Inicialmente, um sacerdote na Cidade do México realizou quatro ou cinco exorcismos, durante um dos quais “o padre perguntou como o demônio tinha entrado em mim e ele disse que era por causa de uma maldição que me fez uma pessoa”.

Eventualmente, aconselhou-o a recorrer ao famoso exorcista padre espanhol José Antonio Fortea, que em uma viagem para o México, há três anos, eu conheci e tinha avisado ele.

Angel tem uma licenciatura em Marketing pela Universidade de Guadalajara (México), e teve sua própria empresa de publicidade, que teve que fechar, porque “a minha saúde não me deixava trabalhar”.

“A fim de sustentar a minha família eu tive que vender a minha casa e um apartamento que tínhamos. Agora moro em uma casa que a minha mãe nos deu. Felizmente, eu não estou em dificuldades financeiras, com a venda das duas casas dá para viver”, disse ele.

No entanto, Angel anseia por “uma vida normal. Especialmente para minha esposa e meus filhos, com idades entre seis e onze anos. Felizmente os meus dois filhos nunca me viram possesso. Mas eles sabem que eu estou doente”, disse em meio a lágrimas.

Mas, recentemente, Angel teve um sonho que daria uma grande mudança no seu caso e que o seu testemunho acabaria por chegar a todo o mundo.

“Eu vi o Santo Padre Francisco vestindo vermelho e orando com um incensário na mão e rodeado por bispos e cardeais. Não dei importância, mas quando acordei, liguei a TV e vi uma missa do Papa, vestindo vermelho e com um incensário na mão, rodeado de bispos e cardeais e passou pela minha cabeça uma ideia: eu tenho que ir a Roma “, disse.

“Por esse tempo, ele lembrou, estava lendo o livro “O Último Exorcista”, o famoso exorcista da diocese de Roma (Itália), Gabriele Amorth”, que afirma que tanto a Bento XVI e João Paulo II havia realizado exorcismos e orações libertadora para possuído”.

Angel não hesitou o suficiente em viajar para Roma, porque “era muito ruim, eu tinha medo de morrer longe dos meus filhos, minha família.”

No final, com Juan Rivas, um sacerdote mexicano Legionários de Cristo, a quem conheceu há dois anos viajaram para Roma.

“Depois de tentar três vezes saudar o papa, sem sucesso”, Domingo de Pentecostes “a providência divina lhe ajudou e finalmente conseguiu encontrá-lo e recebeu dele uma oração”, disse o padre Rivas.

O dia depois da oração do Papa em Angel, padre Amorth viu e disse que “não há dúvida de que ele está possuído”.

Em entrevista à ACI DIGITAL em 22 de maio, o padre disse que naquele dia “o Papa veio e deu-lhe uma forma de oração de exorcismo e de libertação, e não o exorcismo clássico que é feito com o livro.”

O mexicano, Amorth disse, “é realmente uma alma de Deus, que o Senhor usa para censurar o México em relação à legalização do aborto”.

Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus

Papa teria feito exorcismo na Praça de São Pedro

Fonte: Padre Paulo Ricardo

Câmeras do Vaticano registram momento em que Papa teria feito a oração de libertação sobre o enfermo

O Papa Francisco teria realizado uma oração de exorcismo, ontem, na Praça de São Pedro, impondo as mãos sobre a cabeça de um enfermo, depois de o sacerdote que acompanhava o rapaz ter-lhe revelado que ele sofria de possessões. A cena ocorreu logo após a Missa de Pentecostes celebrada pelo Santo Padre, com a presença de mais de 200 mil pessoas. Segundo os exorcistas do programa “Vade Retro” da TV2000, emissora da Conferência Episcopal Italiana, “não há dúvidas de que se tratou de um exorcismo”.

No vídeo é possível ver o Papa Francisco rezando concentrado e com as mãos postas sobre a cabeça do jovem. De uma face serena, o rapaz imediatamente passa a emitir sons estranhos, acompanhado por uma feição que aparenta ódio. Depois de terminar a oração, o Papa segue cumprimentando os demais, enquanto se pode ver o sacerdote que acompanha o rapaz rezando por ele sob os olhares atônitos dos que estão à volta.

O Papa: É a Igreja que me traz e me leva a Cristo, os caminhos paralelos são perigosos

VATICANO, 20 Mai. 13 / 11:39 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao celebrar na manhã de ontem a Missa na Solenidade de Pentecostes junto aos movimentos eclesiais dos cinco continentes na Praça de São Pedro, o Papa Francisco afirmou que “é a Igreja que me traz Cristo e me leva a Cristo; os caminhos paralelos são muito perigosos!”.

Ante os mais de 200 mil fiéis presentes, o Santo Padre advertiu que “quando alguém se aventura ultrapassando (proagon) a doutrina e a Comunidade eclesial, e deixa de permanecer nelas, não está unido ao Deus de Jesus Cristo. Por isso perguntemo-nos: Estou aberto à harmonia do Espírito Santo, superando todo o exclusivismo? Deixo-me guiar por Ele, vivendo na Igreja e com a Igreja?”.

O Papa indicou que “a novidade causa sempre um pouco de medo, porque nos sentimos mais seguros se temos tudo sob controle, se somos nós a construir, programar, projetar a nossa vida de acordo com os nossos esquemas, as nossas seguranças, os nossos gostos”.

Isto, advertiu Francisco, “verifica-se também quando se trata de Deus”.

“Muitas vezes seguimo-Lo e acolhemo-Lo, mas até um certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões; temos medo que Deus nos faça seguir novas estradas, faça sair do nosso horizonte frequentemente limitado, fechado, egoísta, para nos abrir aos seus horizontes”.

Quando Deus se revela, em toda a história da salvação, “aparece sua novidade, transforma e pede para confiar totalmente n’Ele: Noé construiu uma arca, no meio da zombaria dos demais, e salva-se; Abraão deixa a sua terra, tendo na mão apenas uma promessa; Moisés enfrenta o poder do Faraó e guia o povo para a liberdade; os Apóstolos, antes temerosos e trancados no Cenáculo, saem corajosamente para anunciar o Evangelho”.

Entretanto, o Santo Padre assinalou que “não se trata de seguir a novidade pela novidade, a busca de coisas novas para se vencer o tédio, como sucede muitas vezes no nosso tempo.?A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem”.

“Perguntemo-nos hoje a nós mesmos: Permanecemos abertos às “surpresas de Deus”? Ou fechamo-nos, com medo, à novidade do Espírito Santo? Mostramo-nos corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus nos oferece, ou pomo-nos à defesa fechando-nos em estruturas caducas que perderam a capacidade de acolhimento?”.

O Papa também assinalou que “à primeira vista o Espírito Santo parece criar desordem na Igreja, porque traz a diversidade dos carismas, dos dons. Mas não; sob a sua ação, tudo isso é uma grande riqueza, porque o Espírito Santo é o Espírito de unidade,?que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia”.

“Quem faz a harmonia na Igreja é o Espírito Santo”, indicou o Santo Padre, pois “só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade”.

“Em troca, quando somos nós a querer fazer a diversidade fechando-nos nos nossos particularismos, nos nossos exclusivismos, trazemos a divisão; e quando somos nós a querer fazer a unidade segundo os nossos desígnios humanos, acabamos por trazer a uniformidade, a homogeneização”.

Se nos deixamos guiar pelo Espírito Santo, disse Francisco, “a riqueza, a variedade, a diversidade nunca dão origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja”.

“O caminhar juntos na Igreja, guiados pelos Pastores – que para isso têm um carisma e ministério especial – é sinal da ação do Espírito Santo; uma característica fundamental para cada cristão, cada comunidade, cada movimento é a eclesialidade”.

O Santo Padre assinalou que “o Espírito Santo faz-nos entrar no mistério do Deus vivo e salva-nos do perigo de uma Igreja gnóstica e de uma Igreja narcisista, fechada no seu recinto; impele-nos a abrir as portas e sair para anunciar e testemunhar a vida boa do Evangelho, para comunicar a alegria da fé, do encontro com Cristo”.

“O Espírito Santo é a alma da missão.?O sucedido em Jerusalém, há quase dois mil anos, não é um fato distante de nós, mas um fato que nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós”.

Francisco indicou que “o Pentecostes do Cenáculo de Jerusalém é o início, um início que se prolonga.?O Espírito Santo é o dom por excelência de Cristo ressuscitado aos seus Apóstolos, mas Ele quer que chegue a todos”.

“Jesus, como escutamos no Evangelho, diz: ‘Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco’. É o Espírito Paráclito, o “Consolador”, que dá a coragem de levar o Evangelho pelas estradas do mundo!”.

Francisco assegurou que “o Espírito Santo ergue o nosso olhar para o horizonte e impele-nos para as periferias da existência a fim de anunciar a vida de Jesus Cristo. Perguntemo-nos, se tendemos a fechar-nos em nós mesmos, no nosso grupo, ou se deixamos que o Espírito Santo nos abra à missão”.

“A?liturgia de hoje é uma grande súplica, que a Igreja com Jesus eleva ao Pai, para que renove a efusão do Espírito Santo. Cada um de nós, cada grupo, cada movimento, na harmonia da Igreja, se dirija ao Pai pedindo este dom”.

“Também hoje, como no dia do seu nascimento, a Igreja invoca juntamente com Maria: ‘Veni Sancte Spiritus… – Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor’! Amém.”, concluiu.

O Fogo do Espírito em Pentecostes inflama os corações para anunciar a Cristo, afirma o Papa

Vaticano, 12 Jun. 11 / 11:34 am (ACI/EWTN Noticias)

Ao presidir a oração do Regina Caeli este domingo após ter celebrado a Missa pela Solenidade de Pentecostes, o Papa Bento XVI assinalou que neste dia os corações dos cristãos recebem o fogo do Espírito Santo para anunciar que “Cristo é o Senhor”.

Em suas palavras prévias à oração Mariana na Praça de São Pedro, o Papa recordou que o Pentecostes, além de marcar a conclusão do tempo da Páscoa, constitui “o ‘batismo’ da Igreja, batismo no Espírito Santo”.

“Conforme narram os Atos dos Apóstolos, – recordou Bento XVI na nota divulgada pela Rádio Vaticano- na manhã da festa de Pentecostes, um fragor como de vento atingiu o Cenáculo e sobre cada um dos discípulos desceram como línguas de fogo. São Gregório Magno comenta: “Hoje, o Espírito Santo desceu com um som repentino sobre os discípulos e mudou as suas mentes de seres carnais e enquanto fora apareciam línguas de fogo, dentro os corações tornaram-se flamejantes, pois, acolhendo Deus na visão do fogo, suavemente arderam por amor”.

“A voz de Deus diviniza a linguagem humana dos Apóstolos, que se tornam capazes de proclamar de modo “polifônico” o único Verbo divino. O sopro do Espírito Santo enche o universo, gera a fé, arrasta a verdade, estabelece a unidade entre os povos”.

O Bem-aventurado Antonio Rosmini, – continuou o Santo Padre – explica que “no dia de Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou… a sua lei de caridade, escrevendo-a através do Espírito Santo não em tábuas de pedra mas no coração dos Apóstolos, e através dos Apóstolos, comunicando-a depois a toda a Igreja”.

“O Espírito Santo, “que é Senhor, e dá a vida” – como dizemos no Credo – procede do Pai e do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade. Provém de Deus como o sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão causada pelo pecado”.

Seguidamente, indica a nota de Rádio Vaticano, o Papa explicou que o Espírito Santo, “imaterial e incorpóreo, concede os bens divinos, sustenta os seres vivos, para que atuem em conformidade ao bem. Como luz inteligível dá sentido à oração. Dá vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações daqueles que ouvem a boa notícia, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica”.

O Papa, assinala a RV, afirmou que o Espírito Santo, que gera a fé em nós no momento do nosso batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e dispostos, segundo a imagem do Filho Unigênito. Também o poder de perdoar os pecados é um dom do Espírito; de fato, aparecendo aos Apóstolos na noite de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados.

O Santo Padre concluiu a oração mariana confiando à Virgem Maria, templo do Espírito Santo, a Igreja, para que viva sempre de Jesus Cristo, da sua Palavra, dos Seus mandamentos, e sob a ação constante do Espírito Paráclito anuncie a todos que “Jesus é o Senhor” .

Ex-pastores anglicanos serão ordenados sacerdotes católicos na Inglaterra em Pentecostes

LONDRES, 08 Jun. 11 / 05:35 pm (ACI)

Na solenidade de Pentecostes, cerca de 60 pastores anglicanos serão ordenados sacerdotes católicos no Reino Unido. Eles devem servir no Ordinariato pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, como previsto na Constituição apostólica “Anglicanorum Coetibus”, publicada pelo papa para atender ao anseio de alguns anglicanos de entrar em plena comunhão com Roma.

Os pastores, informou a Rádio Vaticano, frequentaram um programa de formação de 3 meses e meio e uma vez por semana passavam o dia no seminário de Allen Hall, em Chelsea.

O Ordinariato permite a seus membros anglicanos tornarem-se católicos mantendo algumas formas e tradições da liturgia anglicana. Ele foi instituído com um decreto em janeiro passado, quando foi também anunciado o nome do responsável, Keith Newton.

Os primeiros a ingressarem no Ordinariato são três ex-bispos anglicanos que foram ordenados sacerdotes para a Igreja Católica em janeiro passado e receberam o título de Monsenhor.

“A divisão da cristandade é um pecado e um escândalo”

O cardeal Kasper preside um Pentecostes ecumênico em Liverpool

LIVERPOOL, sexta-feira, 28 de maio de 2010 (ZENIT.org). Mais de dois mil cristãos da região inglesa de Merseyside participaram da celebração ecumênica da festa de Pentecostes, clamando pela unidade na rua que une as duas catedrais – católica e anglicana – de Liverpool.

O presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, viajou de Roma para se unir à Celebração das Duas Catedrais, informou a diocese de Merseyside.

O ato começou na catedral anglicana, continuou com uma procissão para Hope Street e concluiu-se na catedral metropolitana.

A Celebração das Duas Catedrais acontece todos os domingos de Pentecostes desde 1982, ano em que João Paulo II visitou Liverpool, participou de uma procissão pela rua que une as duas catedrais e celebrou a Missa.

Em sua homilia, antes de unir-se à peregrinação por Hope Street, o cardeal se referiu aos desafios do ecumenismo e a importância de caminhar unidos “pelo caminho da esperança”.

Realçou que nos Atos dos Apóstolos lemos como todos escutaram os apóstolos no próprio idioma e estavam unidos escutando a mesma mensagem.

“Mas esta nova unidade e nova universalidade não era, de nenhuma maneira, uma uniformidade; significa unidade na diversidade e diversidade na unidade”, explicou.

“E que outro objetivo tem o ecumenismo hoje, mais que este tipo de unidade na diversidade de todos os que acreditam em Jesus Cristo!”, acrescentou.

Porém, reconheceu em referência à realidade atual do Cristianismo, não só existem a unidade e o amor.

“Esta realidade está ao contrário da vontade de Deus, está ao contrário do testamento que Ele nos deixou na véspera de sua morte quando pediu que todos sejam um… esta realidade de uma cristandade dividida é pecado e é um escândalo”, afirmou.

E acrescentou: “Danifica a tarefa sagrada que é a missão dada pelo Espírito de difundir o Evangelho no mundo inteiro para reconciliar os povos e uni-los”.

Para o cardeal Kasper, “não podemos alcançar a reconciliação e a paz, e ao mesmo tempo estar divididos e não reconciliados entre nós”.

E isto, com maior urgência no começo do século XXI, com as tensões sociais, culturais, políticas, militares e raciais e os conflitos de nosso mundo.

“Temos que admitir com tristeza que ainda não existe a plena comunhão entre nós”, disse.

E verificou: “Todavia não estamos juntos nem unidos na única mesa do Senhor: ainda não podemos compartilhar o pão Eucarístico, ainda não podemos beber de um mesmo cálice”.

Ao mesmo tempo, destacou que a unidade almejada é uma unidade na verdade e no amor e, por isso, “não podemos fazer uma mescla ou uma salada mista com as diferentes Igrejas”.

“Devemos nos reconhecer e amar ao próximo em nossa alteridade e em nossa diversidade”, indicou.

O cardeal Kasper afirmou que Jesus Cristo é o objetivo máximo do ecumenismo. “Somente estando mais unidos a Cristo seremos mais unidos também entre nós”, explicou.

E acrescentou: “Não se trata de um ecumenismo barato: o ecumenismo tem seu preço e requer riscos valentes”.

“A peregrinação ecumênica é uma peregrinação de aprofundamento da santidade e da santificação. O ecumenismo espiritual é o verdadeiro coração do movimento ecumênico”.

De acordo com o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o ecumenismo é um processo de crescer juntos.

“Há muitos campos nos quais podemos cooperar hoje, muitos mais que pensamos e muitos mais que nesses que atualmente estamos já comprometidos”, mostrou.

“Nosso mundo necessita da cooperação de todos os bons cristãos, necessita que falemosa uma voz sobre os valores humanos e cristãos, especialmente sobre os valores familiares que correm tanto perigo na atualidade” disse.

E destacou: “Nosso mundo também precisa de nossa cooperação no âmbito da cultura, da paz, da justiça social e da preservação da criação”.

“Nosso tempo necessita especialmente de coragem e esperança, deve ver que não só passam coisas ruins, mas bastantes coisas boas também são possíveis”, somou.

E concluiu: “Devemos dar testemunho de que, até mesmo depois de uma história às vezes dolorosa entre as Igrejas, a reconciliação, a cooperação e a amizade são possíveis”.

Renovar a face da terra

SALVADOR, segunda-feira, 24 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a reflexão de Dom Geraldo M. Agnelo, cardeal arcebispo de Salvador, sobre a festa de Pentecostes.

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Cristo Jesus, tendo subido aos céus, enviou o seu Espírito Santo para renovar a face da terra. O cristão é chamado a testemunhar no mundo a força renovadora do amor que vem do sacrifício de Cristo na cruz.

Neste domingo celebramos a festa de Pentecostes. Recordamos a descida do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e os Apóstolos, reunidos no cenáculo; a primeira pregação do Evangelho em Jerusalém; a formação da primeira comunidade cristã; o nascimento da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O protagonista escondido de tudo isso é o Espírito Santo. Ele operou outrora e continua operando hoje na sua Igreja. E se lhe damos espaço, intervém com eficácia também em nossa vida. Talvez até agora tenhamos descuidado da presença do Espírito em nós, os seus convites para operar o bem.

Notamos algo de curioso nas três leituras da missa deste domingo. Normalmente, a mais importante é a do evangelho que apresenta Jesus operando no meio dos homens. Nos últimos domingos a importância está na primeira leitura, tomada do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas. Este livro nos conta a vida dos discípulos depois da ressurreição do Senhor, a história da Igreja em seus inícios. Nesse livro encontramos o relato por extenso de Pentecostes, acontecimento que dá origem à festa de hoje.

Pentecostes significa quinquagésimo dia. Cinquenta dias depois da Páscoa, os apóstolos com a Mãe de Deus recolheram-se no Cenáculo, a grande sala na qual o Senhor tinha celebrado a última ceia. Eles continuavam a recolher-se ali, depois da ascensão do Senhor, e sobre eles veio descer o Espírito Santo. Nesse dia tem início a história da Igreja no mundo. E, portanto começa também a história dos cristãos.

Desse acontecimento, o trecho do Evangelho nos apresenta somente uma antecipação: narra como Jesus prometeu aos apóstolos o dom do Espírito Santo, e lhes assegurou que nele haveriam de encontrar conforto, e dele receberiam tudo que deveriam conhecer para a sua missão. Era a tarde da Quinta feira Santa, depois da última ceia, durante o longo e comovente discurso de adeus de Jesus aos apóstolos. Vivendo perto de Jesus tinham percebido nele a presença do divino.

Pedro um dia tinha concluído também em nome dos outros: “Tu és o Filho de Deus, tu tens palavras de vida eterna.” Sentiam-se amados por Jesus, e o amavam também. Para segui-lo tinham abandonado casa, família, profissão, tudo. Mas Jesus lhes tinha advertido que um dia os deixaria. Daí o seu desencorajamento, sua desilusão. Por isso a promessa de Jesus: “Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Consolador, para que permaneça convosco para sempre”.

A palavra usada por Jesus foi Paráclito que significa Consolador e também  Advogado, para que nas circunstâncias difíceis lhes sugerisse o que dizer diante dos homens e ainda nos tribunais.

Mas tudo isso se desenrolou na “Quinta Feira Santa”, no recolhimento da Última Ceia, na forma privada.

Ao invés, cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo se fez presente de forma sensível, manifesta, clamorosa, com sinais vistosos e surpreendentes. São Lucas fala de “um trovão, um vento impetuoso”. Fala de “línguas como de fogo, que pousavam sobre Maria e os apóstolos”.

Os apóstolos compreenderam bem aqueles sinais, acolheram o Espírito Santo, sentiram-se transformados interiormente, venceram todo o medo. Antes estavam escondidos no Cenáculo. Agora saem fora ao descoberto, falam em público e anunciam a todos o Evangelho.

Assim nasceu a Igreja, como realidade histórica que se radica nas cidades, nas nações e nos continentes, que percorre os séculos e os milênios. Uma experiência de homens em diálogo com Deus, que desde dois mil anos atravessa a história.

O protagonista é o Espírito de Jesus; protagonista na história da humanidade e na pequena história de cada um de nós. Do Espírito de Deus “está plena a terra”, desde a criação, a Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria, no perdão dos pecados, e no testemunho cristão. Um sentido de amor para a vida e aos irmãos que nasce do Espírito e nos faz imitadores de Cristo.

Dom Geraldo M. Agnelo

Cardeal Arcebispo de Salvador

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