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O Papa Francisco: Os jovens não seguem o Papa, seguem Jesus Cristo

Milhões de jovens na Praia de Copacabana para participar da Vigília da JMJ. Foto: News.va

VATICANO, 05 Ago. 13 / 09:44 am (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras prévias à oração do Ângelus, ante a multidão de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o Papa Francisco recordou a “maravilhosa etapa” vivida durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro (Brasil), e assegurou que “os jovens não seguem o Papa, seguem Jesus Cristo, levando sua Cruz”.

“Domingo passado eu estava no Rio de Janeiro. Concluía-se a Santa Missa e a Jornada Mundial da Juventude. Penso que devemos todos juntos agradecer ao Senhor pelo grande dom que foi este acontecimento para o Brasil, para a América Latina e para o mundo inteiro”.

O Santo Padre assinalou que a JMJ “foi uma nova etapa na peregrinação dos jovens através dos continentes com a Cruz de Cristo”.

“Não devemos nunca esquecer que as Jornadas Mundiais da Juventude não são “fogos de artifício”, momentos de entusiasmo com fins em si mesmos; são etapas de um longo caminho, iniciado em 1985, por iniciativa do Papa João Paulo II“.

João Paulo II, disse o Papa Francisco, “confiou aos jovens a Cruz e disse: ide, e eu irei com vocês! E assim foi; e esta peregrinação dos jovens continuou com o Papa Bento e graças a Deus também eu pude viver esta maravilhosa etapa no Brasil”.

“Recordemos sempre: os jovens não seguem o Papa, seguem Jesus Cristo, levando a sua Cruz. E o Papa os guia e os acompanha neste caminho de fé e de esperança”.

Francisco expressou seu agradecimento “a todos os jovens que participaram mesmo a custa de sacrifícios”.

“E agradeço ao Senhor também pelos outros encontros que tive com os Pastores e o povo daquele grande país que é o Brasil, bem como as autoridades e os voluntários. O Senhor recompense todos aqueles que trabalharam por esta grande festa da fé”.

O Santo Padre agradeceu também “aos brasileiros, brava gente esta do Brasil, um povo de grande coração! Não esqueço a sua calorosa acolhida, as suas saudações, os seus olhares, tanta alegria. Um povo generoso; peço ao Senhor que o abençoe muito!”.

O Papa pediu aos fiéis para “rezarem comigo a fim de que os jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude possam traduzir esta experiência no seu caminho cotidiano, nos comportamentos de todos os dias; e que possam traduzi-lo também em escolhas importantes de vida, respondendo ao chamado pessoal do Senhor”.

“Hoje na liturgia ecoa a palavra provocativa de Eclesiastes: ‘Vaidade das vaidades… tudo é vaidade’. Os jovens são particularmente sensíveis ao vazio de significado e de valores que muitas vezes os circunda. E infelizmente pagam as consequências”.

Em vez disso, assinalou, “o encontro com Jesus vivo, na sua grande famíliaque é a Igreja, enche o coração de alegria, porque o enche de vida verdadeira, de um bem profundo, que não passa e não apodrece: vimos isso nos rostos dos jovens no Rio. Mas esta experiência deve enfrentar a vaidade cotidiana, o veneno do vazio que se insinua nas nossas sociedades baseadas no lucro e no ter, que iludem os jovens com o consumismo”.

O Papa sublinhou que “a verdadeira riqueza é o amor de Deus compartilhado com os irmãos. Aquele amor que vem de Deus e faz com que nós compartilhemos entre nós e nos ajudemos entre nós. Quem faz esta experiência não teme a morte, e recebe a paz do coração”.

“Confiemos esta intenção, a intenção de receber o amor de Deus e compartilhá-lo com os irmãos, à intercessão da Virgem Maria“, concluiu.

Bento XVI exorta aos jovens a redescobrir a amizade com Cristo para transformar a sociedade

VATICANO, 07 Fev. 13 / 05:13 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVIfez uma especial exortação aos jovens para que, neste Ano da Fé, as jovens gerações redescubram e fortaleçam a amizade com Cristo, para que dela brote a alegria e o entusiasmo para transformar a sociedade.

Assim o indicou nesta manhã o Santo Padre em seu discurso aos participantes na Assembleia Plenária do Pontifício Conselho da Cultura cujo tema é: “As culturas juvenis emergentes”.

Bento XVI disse que “apesar de estarmos conscientes de muitas situações problemáticas, que também afetam a área da fé e os membros da Igreja, nós renovamos a nossa fé nos jovens, para reafirmar que a Igreja vê sua condição, sua cultura, como um essencial e inevitável ponto de referência para seu trabalho pastoral”.

“A Igreja tem confiança nos jovens, ela espera neles e em suas energias, ela precisa deles e da sua vitalidade, para continuar a viver a missão confiada por Cristo com renovado entusiasmo. Espero sinceramente, portanto, que o Ano da Fé seja, mesmo para as jovens gerações, uma preciosa oportunidade para redescobrir e fortalecer nossa amizade com Cristo, que? traz alegria e entusiasmo para transformar profundamente culturas e sociedade”.

O Santo Padre expressou logo sua esperança nos frutos desta Assembleia Plenária, para contribuir assim “ao trabalho da Igreja em relação à realidade juvenil; uma realidade complexa e uma das que não pode ser entendida dentro do contexto de um universo culturalmente homogêneo, mas em um horizonte que pode ser definido como “multiverso”, que é determinado por uma pluralidade de visões, perspectivas e estratégias”.

O Pontífice falou depois do “clima de instabilidade que afeta a esfera cultural, política e econômica” –recordando neste último a dificuldade dos jovens para encontrar trabalho– e que repercute no âmbito psicológico e relacional.

“A?incerteza e fragilidade que caracterizam tantos jovens frequentemente os empurra para as margens, tornando-os quase invisíveis e ausentes nos processos culturais e históricos das sociedades”.

O Papa assinalou também que “as esferas sentimental e emocional, a esfera dos sentimentos, bem como a esfera corporal, são fortemente afetadas por este clima e tempestades culturais que se seguem expressas, por exemplo, em fenômenos aparentemente contraditórios, como o espetáculo da vidaíntima e pessoal e relacionamentos íntimos e o foco individualista e narcisista sobre as necessidades e interesses pessoais. A dimensão religiosa, a experiência de fé e de membros na Igreja são muitas vezes vistas em uma perspectiva privada e emocional”.

Entretanto, não faltam os dados positivos, como o voluntariado, “a sincera e profunda experiência de fé de tantos jovens garotos e garotas que alegremente dão testemunho da sua participação nos esforços da Igreja para construir, em muitas partes do mundo, sociedades capazes de respeitar a liberdade e a dignidade de todos, começando com os pequenos e mais indefesos”.

O Santo Padre assinalou que “tudo isso nos conforta e nos ajuda a desenhar uma imagem mais precisa e objetiva das culturas juvenis.? Nós não podemos, no entanto, nos contentar com uma visão dos fenômenos da cultura juvenil ditada por paradigmas estabelecidos, que tornaram-se clichês, analisá-los com métodos que não são mais úteis, com ultrapassadas e inadequadas categorias culturais”.

“Nós estamos, afinal, diante de uma realidade extremamente complexa, mas fascinante, que precisa ser bem entendida e amada com um grande espírito de empatia, cuja linha de fundo e desenvolvimento nós devemos compreender cuidadosamente”.

Falando sobre os jovens do chamado “Terceiro Mundo”, o Pontífice disse que com suas culturas e necessidades constituem “um desafio para a sociedade de consumo global, para a cultura de privilégios estabelecidos, que beneficia um pequeno grupo da população do mundo ocidental”.

Em consequência, “as culturas juvenis, como um resultado, ‘emergem’ no sentido de que exibem uma profunda necessidade, um pedido de socorro ou mesmo uma “provocação” que não pode ser ignorada ou negligenciada, seja pela sociedade civil ou pela comunidade eclesiástica”.

Bento XVI reiterou sua preocupação pela denominada “emergência educativa”, a que acompanham outras emergências que afetam às diferentes dimensões da pessoa e suas relações fundamentais “como as dificuldades crescentes no campo de trabalho ou o esforço que é necessário para permanecer fiéis às responsabilidades que assumimos ao longo do tempo”.

“Um empobrecimento, não somente econômico e social, mas também humano e espiritual poderia seguir, para o futuro do mundo e de toda a humanidade”.

O Santo Padre alertou também que “se os jovens não mais têm esperança, se eles não mais progridem, se eles não mais se inserem em dinâmicas históricas com a sua energia, sua vitalidade, suas habilidades para antecipar o futuro, nós encontraríamos uma humanidade voltada para si mesma, sem confiança e uma perspectiva positiva para o futuro”.

O Papa supera os 2.5 milhões de seguidores no Twitter e inaugura conta em latim

Papa Bento XVI

Roma, 21 Jan. 13 / 04:58 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVIsuperou entre as distintas contas oficiais  que possui na rede de microblogging Twitter os dois milhões e meio de seguidores.

Seu primeiro tweet se converteu no quinto mais “retuitado” -compartilhado-, da história do Twitter, com mais de 80 mil retweets por parte dos usuários. Isto ocorreu em 12 de dezembro de 2012, então, sem publicar palavra alguma, já contava com 1,4 milhões de seguidores.

O Santo Padre começou enviando suas mensagens em 140 caracteres em 8 idiomas: espanhol, inglês, português, alemão, francês, italiano, árabe e polonês, e a partir deste domingo também em latim.

A conta do Twitter do Papa nasceu para dar resposta às perguntas dos fiéis através da rede, e até agora, já publicou 24 “tweets”.

Sua primeira aparição dedicou à bênção dos usuários e, no dia 1 de janeiro, em seu primeiro “tweet” do ano, desejou-lhes a proteção de Deus durante o 2013.

No dia 7 de janeiro, a conta publicou três mensagens. No primeiro recordou um tema que o preocupa há um bom tempo: a paz em Síria. No segundo, remarcou seu chamado à comunidade internacional para conseguir a paz na Nigéria, onde especialmente os cristãos são alvo de numerosos atentados terroristas. Por último, no terceiro, dedicou “alguns caracteres” à defesa da liberdade religiosa e ao direito à objeção de consciência para aqueles indivíduos e instituições que promovem a liberdade e o respeito de todos.

Em sua conta em Latim o Papa escreveu: Unitati christifidelium integre studentes quid iubet Dominus? Orare semper, iustitiam factitare, amare probitatem, humiles Secum ambulare.(Que nos pede o Senhor para fazer pela unidade dos cristãos? Rezar com constância, praticar a justiça, amar a bondade e caminhar com Ele).

Até o momento, os usuários de fala inglesa compõem o maior número de seguidores do Papa na rede social, que até o fechamento desta edição superavam 1.4 milhões.

“Se tivermos amor ao próximo, conseguiremos descobrir a face de Cristo no pobre, no indefeso, no doente e no atribulado”. Este foi o texto do último tweet da conta do Santo Padre emitido no dia 15 de janeiro.

Para ler os tweets do Papa em sua conta oficial em português ingresse em:http://twitter.com/pontifex_pt

Autoridade da cúria romana explica por que Bento XVI é um dos grandes pensadores deste tempo

Dom Gerhard Ludwig Müller

Vaticano, 16 Jan. 13 / 10:47 am (ACI/EWTN Noticias).- O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Ludwig Müller, afirmou que há muito poucas pessoas no mundo que possuam a profundidade de pensamento do Papa Bento XVI e explicou que isto se deve a toda sua experiência de vida.

Dom Müller fez estas declarações em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano depois de apresentar o livro “Expandindo o horizonte da razão”,  uma obra que recolhe os trabalhos e reflexões do Papa Ratizinger ao longo de toda sua vida.

“É um dos poucos homens que há com um horizonte tão amplo: conhece o desenvolvimento da filosofia na Europa, desde os gregos, os romanos, e para terminar com os filósofos modernos. Conhece também a história da Igreja, as perguntas e os desafios que se antepõem às ciências naturais de hoje em dia. Conheço poucas pessoas que tenham esta profundidade de pensamento, tão necessário hoje em dia”, disse a autoridade vaticana.

Dom Müller, quem também é presidente da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, da Comissão Teológica Internacional e da Pontifícia Comissão Bíblica, assinalou também que o Santo Padre é um grande pensador, mas além disso, tem a grande capacidade de falar com um homem simples.

“Por isso, é necessário e muito importante que todos os teólogos sejam pastores, que se dirijam a todos os homens, porque Deus não ama só os intelectuais, as pessoas que são grandes gênios, mas todos os homens”, acrescentou.

Explicou que o Papa tem feito um comprido caminho em sua vida e em suas reflexões. “Começou aos 15 anos. Hoje tem 85: assim são 70 anos de reflexão profunda e de meditação. houve muitas experiências em sua vida: de jovem viveu a experiência do nacionalismo e do fascismo, da guerra, de vários eventos de sua vida humana… Mas isso, nunca foi um intelectual que vive em sua torre de marfim, se não que tiver presente a vida de todos os homens, e está profundamente inserido  na história do século XXI”.

“Digamos que Jesus Cristo é o Verbo de Deus, mas quando veio ao mundo falou de maneira muito singela, ao coração de todos os homens. Falou com os fariseus, aos grandes intelectuais de seu mundo, de seu tempo, mas sempre testemunhou o grande respeito que Deus tem por todos os homens”, acrescentou.

Por último, em relação à incursão do Santo Padre no mundo das redes sociais, mais concretamente no Twitter –com a conta @Pontifex_pt-, Dom Müller considerou que “assim como a fé e a Revelação são maneiras que Deus usa para comunicar-se conosco. Através destes meios de comunicação podemos comunicar, não de maneira ideológica –quer dizer, querer influenciar às pessoas contra sua razão-, a não ser para ter um diálogo aberto à verdade”.

“Só a Verdade, pode salvar os homens, não a propaganda”, concluiu.

O Papa: Deus se fez homem para curar tudo o que nos separa dele

VATICANO, 09 Jan. 13 / 03:09 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVIalentou aos fiéis católicos de todo o mundo a recuperar o assombro ante o mistério da Encarnação que ilumina a vida e explicou que Deus assumiu a condição humana para curar “tudo o que nos separa Dele”.

Em sua catequese semanal, diante de milhares de fiéis presentes na Sala Paulo VI, o Santo Padre disse que “neste tempo natalício nos concentramos mais uma vez sobre o grande mistério de Deus que desceu do Céu para entrar na nossa carne. Em Jesus, Deus encarnou-se, transformou-se homem como nós, e assim nos abriu o caminho para o seu Céu, para a comunhão plena com Ele”.

“Deus assumiu a condição humana para curá-la de tudo aquilo que a separa Dele, para permitir-nos chamá-lo, no seu Filho Unigênito, com o nome de “Abbá, Pai” e ser verdadeiramente filhos de Deus”.

O Santo Padre ressaltou que “é importante então recuperar o assombro diante do mistério, deixar-nos envolver pela magnitude deste acontecimento: Deus, o verdadeiro Deus, Criador de tudo, percorreu como homem nossos caminhos, entrando no tempo do homem, para comunicar-nos sua própria vida. E não o fez com o esplendor de um soberano, que sujeita o mundo ao seu poder, mas com a humildade de uma criança”.

O Papa disse logo que quando no Evangelho de São João se diz que “O Verbo se fez carne”, esta última palavra, segundo o costume hebraico, “indica o homem na sua integralidade, todo o homem, mas propriamente sobre o aspecto da sua transitoriedade e temporalidade, da sua pobreza e contingência. Isto para nos dizer que a salvação trazida por Deus fazendo-se carne em Jesus de Nazaré toca o homem na sua realidade concreta e em qualquer situação que se encontra”.

Bento XVI afirmou logo que a expressão “o Verbo se fez carne” é “uma daquelas verdades à qual nós estamos tão habituados que quase não nos afeta mais a grandeza do evento que essa exprime. E efetivamente neste período natalício, no qual tal expressão retorna sempre na liturgia, às vezes se fica mais atento aos aspectos exteriores, às “cores” da festa, que ao coração da grande novidade cristã que celebramos: algo absolutamente impensável, que somente Deus poderia operar e no qual podemos entrar somente com a fé”.

Como segundo ponto de sua catequese o Papa referiu-se aos que se trocam no Natal, destacando que são uma expressão de amor e estima que recorda a entrega total de amor a Deus “para os homens, doou a si mesmo por nós; Deus fez de seu Filho único um presente para nós, assumiu a nossa humanidade para doar-nos a sua divindade”.

“Este é o grande presente. Também no nosso presentear não é importante que um presente seja caro ou não; quem não pode doar um pouco de si mesmo, doa sempre muito pouco; na verdade, às vezes busca-se substituir o coração e o compromisso de doação de si com o dinheiro, com coisas materiais”.

Bento XVI ressaltou que “o fato da Encarnação, de Deus que se fez homem como nós, nos mostra o realismo sem precedentes do amor divino. O agir de Deus, na verdade, não se limita às palavras, de fato poderíamos dizer que Ele não se contenta em falar, mas se imerge na nossa história e assume para si o cansaço e o peso da vida humana”.

“Este modo de agir de Deus é um forte estímulo para nos interrogarmos sobre o realismo da nossa fé, que não deve ser limitado à esfera do sentimento, das emoções, mas deve entrar no concreto da nossa existência, deve tocar, isso é, a nossa vida de cada dia e orientá-la também de modo prático. Deus não parou nas palavras, mas nos indicou como viver, partilhando da nossa própria experiência, exceto no pecado.?”.

Citando logo a São João quem recorda algumas passagens do Gênesis sobre a Criação, o Santo Padre disse que “o Evangelista alude claramente à história da criação que se encontra nos primeiros capítulos do Livro de Gênesis, e o lê à luz de Cristo. Este é um critério fundamental na leitura cristã da Bíblia: o Antigo e o Novo Testamento devem sempre ser lidos em conjunto e do Novo se revela o sentido mais profundo também do Antigo”.

“Os Padres da Igreja têm aproximado Jesus de Adão, tanto para defini-lo ‘segundo Adão’ ou o Adão definitivo, a imagem perfeita de Deus. Com a Encarnação do Filho de Deus acontece uma nova criação, que dá a resposta completa à pergunta: ‘Quem é o homem?’”.

“Somente em Jesus se manifesta plenamente o projeto de Deus sobre o ser humano: Ele é o homem definitivo segundo Deus”.

O Papa sublinhou também que “o Concílio Vaticano II o reitera com força: ‘Na realidade, somente no mistério do Verbo encarnado encontra verdadeira luz o mistério do homem …Cristo, novo Adão, manifesta plenamente o homem ao homem e revela a eles a sua vocação’”.

“Naquele menino, o Filho de Deus contemplado no Natal, podemos reconhecer a verdadeira face não somente de Deus, mas a verdadeira face do ser humano; e somente abrindo-nos à ação da sua graça e procurando a cada dia segui-Lo nós percebemos o projeto de Deus para nós, para cada um de nós”.

“Queridos amigos –concluiu o Papa– neste período meditemos a grande e maravilhosa riqueza do Mistério da Encarnação, para deixar que o Senhor nos ilumine e nos transforme sempre mais à imagem do seu Filho feito homem para nós”.

Bento XVI pede que os jovens não tenham medo de seguir o Senhor Jesus na vocação sacerdotal

VATICANO, 15 Dez. 12 / 02:42 pm (ACI).- Em sua mensagem com motivo da próxima celebração da 50ª Jornada Mundial de oração pelas vocações, o Papa Bento XVI exortou os jovens de todo o mundo a não terem medo de seguir Jesus nem de percorrer com intrepidez os exigentes caminhos da caridade e do compromisso generoso.

A Jornada Mundial de oração pelas vocações se realiza no dia 21 de abril de 2013, IV Domingo de Páscoa, e terá como tema “As vocações, sinal da esperança fundada na fé”, e no marco do Ano da Fé e o 50 aniversário do início do Concílio Ecumênico Vaticano II.

O Santo Padre assinalou aos jovens em sua mensagem que, ao seguir Jesus, “serão felizes de servir, serão testemunhas daquele gozo que o mundo não pode dar, serão chamas vivas de um amor infinito e eterno, e aprenderão a dar razão de sua esperança”.

O Papa remarcou que é necessário para as vocações “crescer na experiência de fé, entendida como relação profunda com o Jesus, como escuta interior de sua voz, que ressona dentro de nós”.

Bento XVI indicou que a oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã na certeza de que Deus nunca abandona o seu povo e o sustenta suscitando vocações especiais ao sacerdócio e à vida consagrada, para que sejam sinais de esperança para o mundo.

O Santo Padre afirmou que “Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas atividades, com os nossos desejos e necessidades”.

“É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc 10,21)”.

“Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentar a esperança e onde a vida será livre e plena”, assinalou.

Bento XVI indicou que a resposta de um discípulo de Jesus para dedicar-se ao sacerdócio ou à vida consagrada é um dos frutos mais amadurecidos da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança ao futuro da Igreja e a sua tarefa de evangelização.

Esta tarefa, disse o Santo Padre, sempre necessita de novos operários para a predicação do Evangelho, a celebração da Eucaristia e o sacramento da reconciliação.

Bento XVI: Em meio aos levantes do mundo os cristãos devem dar testemunho de Deus

Vaticano, 02 Dez. 12 / 11:55 am (ACI/EWTN Noticias).- Diante dos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Ângelus, no primeiro domingo do Tempo do Advento, o Papa Bento XVI assinalou que “em meio aos levantes do mundo, ou aos desertos da indiferença e do materialismo, os cristãos aceitam de Deus a salvação e a testemunham com um diferente modo de viver, como uma cidade colocada sobre uma colina”.

O Santo Padre explicou que “a palavra “advento” significa “vinda” ou “presença”. No mundo antigo indicava a visita do rei ou do imperador a uma província; na linguagem cristã refere-se à vinda de Deus, à sua presença no mundo; um mistério que envolve inteiramente o cosmos e a história, mas que conhece dois momentos culminantes: a primeira e a segunda vinda de Jesus Cristo.”.

“Hoje a Igreja inicia um novo Ano litúrgico, um caminho que é enriquecido pelo Ano da Fé, há 50 anos da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. O primeiro Tempo deste itinerário é o Advento, formado, no Rito Romano, por quatro semanas que antecedem o Natal do Senhor, isto é, o mistério da Encarnação”, assinalou.

O Papa indicou que a Encarnação e a volta gloriosa do Senhor ao final dos tempos, são dois momentos que “cronologicamente são distantes – e não se sabe o quanto – , tocam-se profundamente, porque com a sua morte e ressurreição Jesus já realizou aquela transformação do homem e do cosmos que é a meta final da criação”.

“Mas”, remarcou, “antes do fim, é necessário que o Evangelho seja proclamado a todas as nações”.

“A vinda do Senhor continua, o mundo deve ser penetrado por sua presença. E esta vinda permanente do Senhor no anúncio do Evangelho requer continuamente a nossa colaboração; e a Igreja, que é como a Noiva, a prometida esposa do Cordeiro de Deus crucificado e ressuscitado, em comunhão com o seu Senhor colabora nesta vinda do Senhor, na qual já começa o seu retorno glorioso.”.

Bento XVI assinalou que “a isto nos chama hoje a Palavra de Deus, traçando a linha de conduta a seguir para estar pronto para a vinda do Senhor. No Evangelho de Lucas, Jesus diz aos discípulos: “Os vossos corações não fiquem sobrecarregados com dissipação e embriaguez e dos cuidados davida… vigiai em cada momento orando””.

O Papa também indicou que “o apóstolo Paulo acrescenta o convite a “crescer e avantajar no amor” entre nós e todos, para firmar nossos corações e torná-los irrepreensíveis na santidade”.

O Santo Padre assinalou que “a comunidade dos crentes é sinal do amor de Deus, da sua justiça que já está presente e operante na história, mas que não está ainda plenamente realizada e, portanto, deve ser sempre aguardada, invocada, buscada com paciência e coragem”.

“A Virgem Maria encarna perfeitamente o espírito do Advento, feito de escuta de Deus, de desejo profundo de fazer a sua vontade, de alegre serviço ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nós, estender um pouco o seu reino de amor, de justiça e de paz”, finalizou o Pontífice.

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