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Mateus 16, 18: São Jerônimo Adversus Protestantes

Fonte: Apologistas Católicos

INTRODUÇÃO

Como sabemos, é costume protestante afirmar que a Pedra mencionada por Jesus em Mateus 16, 18, não era o próprio apóstolo Pedro. Já vimos aqui em outra matéria a análise grega do texto (ser visto aqui) e a analise de como os primeiros cristãos interpretavam a passagem (Podem ser vistas aqui,aqui e aqui). Apesar disto, muitos protestantes ainda teimam em argumentar que Pedro era um “pedregulho” ou “pedrinha” e não a própria Pedra menciona por Jesus. Baseado nisto, resolvi não mais usar meus argumentos e, até mesmo de estudiosos protestantes para mostrar aos protestantes qual a interpretação da passagem, e sim mostrar a interpretação de um dos mais renomados estudiosos e tradutores do grego da história cristã: Eusébio Jerônimo de Estrídon, mais conhecido como São Jerônimo.

São Jerônimo é reconhecido como um dos quatros doutores originais da Igreja latina. Padre das ciências bíblicas, presbítero, homem de vida ascética, eminente literato. Nasceu no ano 347 e morreu no ano 420.  Ele se tornou famoso por sua tradução da bíblia do Hebraico e Grego para o Latim.  Na sua época o grego koiné, no qual o Novo Testamento foi escrito, ainda era “vivo” e Jerônimo era altamente proficiente, e um dos mais conhecidos e influentes tradutores de sua época. Vamos então ver qual era a sua interpretação do texto grego:

“κἀγὼ δέ σοι λέγω ὅτι σὺ εἶ Πέτρος, καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ οἰκοδομήσω μου τὴν ἐκκλησίαν καὶ πύλαι ᾅδου οὐ κατισχύσουσιν αὐτῆς.

A INTERPRETAÇÃO DE JERÔNIMO SOBRE MATEUS 16, 18

Para mostrar como Jerônimo interpretava o texto grego de Mateus 16, 18 bastaria apenas a sua interpretação no seu comentário ao evangelho de Mateus no livro III, onde ele mostra que Cristo se referia claramente a Pedro ao fala “sobre esta Pedra construirei a minha Igreja”:

Et ego dico tibi. Quid est quod ait: Et ego dico tibi? Quia tu mihi dixisti: Tu es Christus Filius Dei vivi: et ego dico tibi, non sermone casso, et nullum habente opus, sed dico tibi: quia meum dixisse, fecisse est. Quia tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.Sicut ipse lumen apostolis donavit, ut lumen mundi appellarentur, caeteraque ex Domino sortiti sunt vocabula: ita et Simoni, qui credebat in petram Christum, Petri largitus est nomen. At secundum metaphoram petrae, recte dicitur ei: Aedificabo Ecclesiam meam super te. Et portae inferi non praevalebunt adversus eam. Ego portas inferi reor vitia atque peccata: vel certe haereticorum doctrinas, per quas illecti homines ducuntur ad tartarum. Nemo itaque putet de morte dici, quod apostoli conditioni mortis subjecti non fuerint, quorum martyria videat coruscare.” (Hieronymus Sanctu –  Commentariorum In Evangelium Matthaei, Liber Tertius)

“‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’. Como Ele mesmo deu aos apóstolos a luz para que se chamassem “luz do mundo” e os demais nomes que foram distribuídos pelo Senhor, assim também a Simão, que acreditava em Cristo como a rocha, generosamente recebeu o nome de ‘Pedro’, e como uma metáfora para a voz de ‘pedra’, ele diz com razão: ‘Eu edificarei a minha Igreja sobre ti” (São Jerônimo – Comentário Sobre o Evangelho de Mateus Livro III).

Jerônimo nos mostra que Jesus ao falar “Tua és Pedro e sobre está Pedra eu construirei a minha Igreja” estava na realidade falando “Aedificabo Ecclesiam meam super te”, tradução “sobre ti construirei minha Igreja”. Logo não a dúvidas que tanto ele como estudioso do grego, como a Igreja de sua época entendia Pedro como sendo a própria Pedra. Parece-me que um dos maiores eruditos em grego da história cristã, não estava lá assim de acordo com a interpretação protestante desta passagem.

Da mesma forma existe mais de uma dezena de outras citações de São Jerônimo mostrando que Pedro era a Rocha de Mateus 16, 18, sobre a qual a Igreja foi construída. Em outro comentário sobre o evangelho de Mateus:

 Porque estava fundada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato. Sobre esta pedra o Senhor fundou a Igreja (Mt 15): a partir desta o Apóstolo Pedrou rcebeu o nome da rocha. E quanto aesse tipo de rocha não são encontrados nos passos da serpente (Provérbios 30, relativo ao presente e ao profeta que ela ousadamente diz:. Ele estabeleceu os meus pés sobre uma rocha (Sl 39, 3) E em outro lugar:. Na rocha de refúgio para os coelhos, ou para os porcos de hedge (Salmo 103, 8) . temeroso, pois o animal está nas cavernas das rochas se voltou: o áspero e da pele, e do todo, armados com flechas, protege-se com tal proteção Daí diz-se de Moisés, e do Egito no momento em que fugiam de distância, e de coelho, era do Senhor. Fique no buracoda rocha, e verás minhas partes traseiras (para Êx. 33, 21).”.(Comentário sobre Mateus 7, 26;)

Dirigindo-se ao papa, ele reconheceu o bispo de Roma como o sucessor do “pescador” e afirma que a igreja foi construída sobre a cátedra de Pedro, a qual compara com a arca de Noé:

“Contudo, ainda que a tua grandeza me aterre, a tua amabilidade me atrai. Do sacerdote demando o cuidado da vítima, do pastor a proteção devida às ovelhas… As minhas palavras são dirigidas ao sucessor do pescador, ao discípulo da cruz. Assim como não sigo outro líder senão Cristo, não comungo com outro senão com vossa bem-aventurança, isto é, com a cátedra de Pedro. Pois esta, eu sei, é a pedra sobre a qual é edificada a Igreja! Esta é a única casa onde o cordeiro pascal pode justamente ser comido. Esta é a arca de Noé, e quem não se encontrar nela perecerá quando prevalecer o dilúvio.” (Carta ao papa Damaso, XV, 2)

Da mesma forma em sua epístola a Marcela diz:

“Se, então, o Apóstolo Pedro, sobre quem o Senhor fundou a Igreja, disse expressamente que a profecia e a promessa do Senhor foram naquele momento e ali cumpridas, como podemos reivindicar outro cumprimento para nós próprios?” (Epístola a Marcela XLI, 2)

Em sua apologia contra Joviniano, o refuta e diz:

“Porém, dizes, a Igreja foi fundada sobre Pedro: ainda que em outro lado o mesmo é atribuído a todos os Apóstolos, e eles recebem todos as chaves do reino do céu, e a força da Igreja depende de todos eles por igual, mas um dentre os doze é escolhido para que estando uma cabeça nomeada, não pudesse haver ocasião para cisma. Mas por que não foi escolhido João, que era virgem? Foi prestada deferência à idade, porque Pedro era o mais velho: alguém que era jovem, quase diria um garoto, não podia ser posto sobre homens de idade avançada; e um bom mestre que estava disposto a tirar toda a ocasião de contenda entre os seus discípulos… não deve pensar-se que daria motivo de inveja contra o jovem que tinha amado… Pedro é um Apóstolo, e João é um Apóstolo; mas Pedro é somente um Apóstolo, enquanto João é um Apóstolo, e um Evangelista, e um profeta. Um Apóstolo, porque escreveu às Igrejas como mestre; um Evangelista, porque compôs um Evangelho, coisa que nenhum outro dos Apóstolos, exceto Mateus, fez; um profeta, porque viu na ilha de Patmos, onde tinha sido exilado pelo imperador Domiciano como um mártir do Senhor, um Apocalipse contendo os ilimitados mistérios do futuro… O escritor virgem expôs mistérios que não pôde expor o casado, e para resumir brevemente tudo e mostrar quão grande foi o privilégio de João, a Mãe virgem foi confiada pelo Senhor virgem ao discípulo virgem.”(Contra Joviniano I, 26)

Não há nada mais claro do que a leitura do mesmo São Jerônimo explicando que não só Cristo é chamado de rocha, mas também Pedro:

Cristo não é o único a ser chamado de rocha, porque ele concedeu ao apóstolo Pedro que ele deveria ser chamado de rocha” (Jerônimo, comentários sobre Jeremias 3, 65)

CONCLUSÃO

Sabemos que outros padres que também interpretavam a passagem e, de acordo com a doutrina católica, sustentavam duas interpretações: uma que a rocha era a fé de Pedro e também o próprio Pedro, e Jerônimo mostra claramente que Cristo falou que Pedro era a Pedra, isso devido claramente que sendo fluente no grego Koiné, sabia realmente o que o texto grego falava, portanto em seus escritos sustentou firmemente essa interpretação. Logo em quem devemos acreditar, num dos maiores eruditos no grego da história da Igreja Cristã ou nos protestantes? Que o leitor decida!

Abraçar a humildade e deixar o orgulho, exorta Bento XVI no ângelus dominical

Abraçar a humildade e deixar o orgulho, exorta Bento XVI no ângelus dominical VATICANO, 23 Set. 12 / 10:26 am (ACI).- Neste domingo, 23 de setembro, diante dos milhares de fiéis que o acompanharam na audiência geral na residência Apostólica de Castel Gandolfo, o Papa afirmou que é necessário mudar o nosso modo de pensar e de viver para seguir o Senhor, e assim abraçar a humildade e deixar o orgulho que nos impedem ser como Cristo que não teme abaixar-se e fazer-se o último.

“Em nossa jornada através do Evangelho de Marcos, no domingo passado chegamos à sua segunda parte, isto é, a última viagem para Jerusalém rumo à cima da missão de Jesus. Depois de que Pedro, em nome dos discípulos, professou a fé nEle, reconhecendo-o como o Messias, Jesus começou a falar abertamente sobre o que iria sucerder com Ele no final”.

O evangelista, explicou o Papa mostra três predições sucessivas da morte e a ressurreição, nos capítulos 8, 9 e 10: nestas Jesus proclama de forma cada vez mais clara o destino que o aguarda e sua intrínseca necessidade para a salvação do mundo.

“ A passagem deste domingo -explicou o Papa- contém o segundo desses anúncios. Jesus diz: “O Filho do Homem – uma expressão que que Ele usa para designar-se a si mesmo- será entregue nas mãos dos homens, e eles vão matá-lo, mas depois de morto, ressuscitará após três dias”.

“Com efeito, lendo esta parte da narrativa de Marcos, aparece evidente que entre Jesus e os discípulos há uma profunda distância interior”, sublinhou o Santo Padre.

Outro aspecto destacado pelo Santo Padre na sua catequese de hoje foi o fato de que na leitura do evangelho deste domingo, “após o segundo anúncio da paixão os discípulos começam a discutir entre eles sobre quem é o maior (cf. Mc 9:34), e depois do terceiro anúncio, Tiago e João pedem a Jesus para sentar-se à sua mão direita e à sua esquerda, quando ele esteja na glória (cf. Mc 10:35-40). Porém existem vários outros sinais desta distância, por exemplo: os discípulos não conseguem curar um menino epiléptico, e em seguida, Jesus o cura com o poder da oração (cf. Mc 9,14-29), ou quando a Jesus se apresentam as crianças, os discípulos buscam censurá-los, mas Jesus, indignado, os deixa ficar, e diz que somente aqueles que são como as crianças podem entrar no Reino de Deus (cf. Mc 10,13-16)”.

“O que isso nos diz? Isto nos lembra que a lógica de Deus é sempre “outra” em relação à nossa, como revelado por Deus através do profeta Isaías: “Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, vossos caminhos não são os meus caminhos” (Is 55: 8). Por isso, seguir o Senhor requer sempre do homem uma profunda conversão, uma mudança no modo de pensar e de viver, requer abrir o coração à escuta para deixar-se iluminar e se transformar interiormente”, ensinou o Papa.

“Um ponto-chave no qual Deus e o homem se diferenciam é o orgulho – continuou o Pontífice; em Deus não há orgulho, porque Ele é total plenitude e é todo inclinado a amar e doar vida; em nós homens, ao contrário, o orgulho está intimamente enraizado e requer constante vigilância e purificação”, explicou.

“Nós, que somos pequenos, aspiramos parecer grandes e sermos os primeiros, enquanto Deus não teme inclinar-se e fazer-se o último”.

Para concluir Bento XVI pediu à Virgem Maria que mostre a todos o caminho da fé em Jesus através do amor e da humildade.

Segundo a nota publicada neste domingo pela Rádio Vaticano, na saudação que fez aos peregrinos de língua francesa o Santo Padre agradeceu uma vez mais àqueles que acompanharam com a oração no último fim de semana a sua viagem apostólica ao Líbano, e extensivamente a todo o Oriente Médio. “Continuem rezando pelos cristãos do Oriente Médio, pela paz e pelo diálogo sereno entre as religiões” – disse o Papa – recordando que neste sábado foi beatificado na localidade francesa de Troyes o sacerdote Louis Brisson, fundador no século XIX dos Oblatos e Oblatas de São Francisco de Sales.

Um mundo rebelde…

Autor: Antonio Carlos Rossi Keller

O mundo de hoje mostra-nos uma realidade semelhante à do povo de Israel, povo rebelde e infiel como diz o profeta e espera que alguém faça idêntica pergunta: afinal onde mora Deus perante tanta rebeldia?

Não é difícil pintar o quadro de sombras que pairam no horizonte. Mundo de ateísmo e afastamento de Deus. Ninguém pode ignorar os múltiplos aspectos de rebeldia e indiferença espiritual do homem que, longe de Deus, cava a sua própria destruição.

Buscam-se ídolos no poder, no racionalismo e na falsa ciência sem sobrenatural, no hedonismo egoísta, violento e cego que nega toda a ordem de valores éticos e a dignidade da própria criatura humana, criada à imagem de Deus. Idolatria na exploração do outro pela sede de riqueza a todo o custo, nas desordens da sexualidade entendida apenas como instinto irracional, sem compromisso nem responsabilidade, afastada de todo o complemento afetivo e de humanidade plena, sem respeito pela ordem e pela pessoa, disposto a usar todos os meios para destruir as vidas que possam surgir dessa capacidade concedida por Deus quando chamou o gênero humano a ser colaborador na obra da criação.

O homem faz-se deus de si mesmo e encontra-se numa situação insustentável, escravo de todos os desvarios na fé, na ética e no relacionamento fraterno que seria próprio de irmãos que têm o mesmo Deus como Pai.

Aí está a infidelidade assinalada pelo profeta. Aí o desespero humano de quem não encontra razão de viver. Eis o projeto divino invertido. Eis o plano de felicidade impossível. Eis o amor perdido, a revolta implantada, o homem aniquilado.

Mas Deus não quer uma humanidade condenada ao desespero. Não quer uma sociedade sem lei nem respeito pelo próximo, não quer uma sociedade em crise. Mandou os profetas para que denunciassem as falsas aventuras e anunciassem a conversão, mandou os apóstolos para indicarem caminhos de salvação, mandou o seu próprio Filho para nos salvar. Confiou à Igreja, aos sacerdotes e aos fiéis, esta missão sublime. Onde havia infidelidade, lançar a fé; onde a rebeldia, anunciar a confiança; onde o ódio e o egoísmo, levar o Amor; onde falta Deus, anunciar a sua presença e despertar o interesse de O encontrar: Mestre, onde moras? E seguir o convite: vinde e vede. Sim temos de parar. A alegria a que nos convida a missa de hoje neste peregrinar quaresmal encontra o seu motivo na graça do Batismo, na infinita misericórdia divina que nos chama a uma vida nova.

Mesmo reconhecendo e prevenindo contra outras infidelidades do povo de Israel à maneira das «nações pagãs», infidelidades que provocam a destruição do Templo e o exílio, a misericórdia do Senhor manifesta-se na atitude do rei da Pérsia que manda reconstruir o Templo e regressar os filhos de Israel. O povo aceita a prova e busca a reconciliação e recupera a liberdade para de novo dar testemunho da sua fé.

A segunda leitura exprime de modo incisivo que “Deus é rico em misericórdia” e que tudo quanto há de bom e vida renovada é fruto desse amor infinito de Deus que chama continuamente à perfeição.

Se a salvação adquirida é pura graça divina, ela obtém-se pelo bom uso da liberdade. Nicodemos, modelo do homem livre, movido pelo santo desejo de verdade, foi ter com Jesus. É pelos caminhos da liberdade que podemos encontrar e seguir a Deus. «Deus criou o homem racional, dotado do domínio dos seus próprios atos, quis deixar o homem entregue à sua própria decisão, de tal modo que procure por si mesmo o seu Criador e, aderindo livremente a Ele, chegue à total e beatífica perfeição». «A liberdade é, no homem, uma força de crescimento e de maturação na verdade e na bondade. E atinge a perfeição quando está ordenada para Deus, nossa bem-aventurança». (Catecismo da Igreja, n.º 1730 / 1731.).

Às vezes o homem ama mais as trevas do que a luz, diz Papa no Ângelus

No ângelus deste domingo, Bento XVI reafirmou a importância do sacramento da confissão Cidade do Vaticano (Gaudium Press) Antes da recitação do Ângelus, na manhã de domingo, Bento XVI agradeceu aos fiéis pelas orações na ocasião da festa de seu nome que acontece hoje na memória litúrgica de São José.

Durante a reflexão feita aos fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa fez comentários sobre o significado do quarto domingo da Quaresma. É aquele domingo no qual a liturgia apresenta ao mundo a Cruz – auge da missão de Jesus e fonte de seu amor e da salvação. Mostra a verdade preanunciada no episódio no deserto, durante o êxodo do Egito quando “os judeus foram atacados por serpentes venenosas e muitos morreram; então Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze e colocá-la sobre uma haste: se alguém era mordido por uma serpente, olhando a serpente de bronze era curado”, recordou o Santo Padre.

Jesus é médico para nós, Ele “vem para curar o doente” e o pecado. Mas, salientou o Santo Padre, “grande também é a nossa responsabilidade” pois, “cada um, de fato, deve reconhecer que está doente para poder ser curado; cada um de nós deve confessar o próprio pecado, para que o perdão de Deus, já concedido na Cruz, possa ter efetivado no seu coração e na sua vida”.

“Às vezes, afirmou Bento XVI – o homem ama mais as trevas do que a luz, porque é apegado a seus pecados. Mas é somente abrindo-se à luz, é somente confessando sinceramente as próprias culpas a Deus, que se encontra a verdadeira paz e a verdadeira alegria”.

Para concluir, o Santo Padre ainda reafirmou para os milhares de fiéis a importância de “recorrer com regularidade ao Sacramento da Penitência, em particular na Quaresma, para receber o perdão do Senhor e intensificar o nosso caminho de conversão”.

Dom Lorenzo Baldisseri: JMJ 2013 superará todas as estimativas

Dom Lorenzo Baldisseri: JMJ 2013 superará todas as estimativas Roma, 17 Jan. 12 / 09:25 am (ACI)

O novo Secretário da Congregação para os Bispos, Dom Lorenzo Baldisseri, falou dos preparativos para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro, em 2013, e de suas expectativas para o grande evento.

“Eu estive presente no momento de lançamento, no início da peregrinação dos Símbolos da JMJ pelo Brasil, que aconteceu em setembro de 2011, em São Paulo. Foi magnífico. Soube depois que, em poucos dias de peregrinação, mais de 500 mil pessoas haviam acolhido a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, uma coisa extraordinária. Isso mostra o quanto o povo brasileiro está vivendo a preparação da a Jornada Mundial da Juventude”, disse dom Lorenzo Baldisseri à Radio Vaticano se referindo a peregrinação dos Símbolos por São Paulo.

Falando sobre sua expectativa para a participação popular, Dom Lorenzo afirmou que o evento superará todas as estimativas. “Eu creio que será um evento tão grande, que superará todas as expectativas. Se em Madri contou com a participação de dois milhões de pessoas, no Brasil será, certamente, quatro ou cinco milhões. Porque não é só o Brasil, com sua população imensa e proporção continental, mas haverá toda a mobilização da América Latina”.

Sobre a participação do papa Bento XVI, dom Lorenzo Baldisseri disse que a JMJ de 2013 será “um banho de espiritualidade”, e uma “benção da parte desta Jornada”, para com o povo do Brasil. “Com a presença do Santo Padre, o papa Bento XVI, estamos preparando aqui, sobretudo a arquidiocese do Rio de Janeiro, anfitriã oficial, um grande espetáculo que será um sucesso, dando um entusiasmo, não só aos jovens, que são os atores principais, mas também a todo o povo de Deus.

“Podemos dizer que a JMJ dará um impulso muito forte a evangelização do país”, finalizou o Secretário da Congregação para os Bispos.

Papa: Tradições de Natal são “ilhas de fé” para a alma frente ao consumismo

Vaticano, 03 Dez. 11 / 08:36 am (ACI)

Ao receber ontem pela tarde a um grupo de fiéis chegados da região alemã da Bavária com quem compartilhou um encontro cultural sobre o Advento, o Papa Bento XVI explicou que as autênticas tradições de Natal se convertem em “ilhas de fé” para a alma em meio de um tempo cheio de atividade desenfreada e excessivo consumismo.

Na Sala Clementina, uma emissora bávara ofereceu ao Santo Padre um encontro cultural sob o titulo “Advento e Natal nos Alpes Bávaros”, que começou com a projeção do documentário “O céu na Terra” de Sigrid Esslinger que mostra o clima espiritual do tempo de Advento na terra natal do Papa. Logo, o Ensemble e o “Coro Montini” interpretaram o Oratório Natalício dos Alpes.

A Rádio Vaticano informou que, em alemão, Bento XVI explicou que na Bavária o Advento é chamado “tempo silencioso”, porque a natureza faz uma pausa; a terra está coberta de neve, não se pode trabalhar o campo, e todos estão necessariamente em suas casas.

Em meio desse ambiente natural, prosseguiu o Papa, o silêncio do lar se faz, pela fé, espera do Senhor, alegria de sua presença. E assim surgem as melodias, as tradições que como hoje um pouco fazem “o céu presente na terra”

Seguidamente o Santo Padre advertiu que “hoje o Advento é –com freqüência– justamente o contrário: tempo de desenfreada atividade, compra-se, vende-se, faz-se preparativos de Natal, das grandes refeições, etcétera”.

“Mas como viram, as tradições populares da fé não desapareceram, mais ainda, foram renovadas, aprofundadas, atualizadas. E assim criam ilhas para a alma, ilhas do silêncio, ilhas da fé, ilhas para o Senhor, em nosso tempo, e isto me parece muito importante”, indicou.

O Papa aproveitou também para felicitar o Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de estado do Vaticano, ontem foi seu aniversário, e agradeceu em particular a todos aqueles que nas famílias e nas Igrejas fazem presente a realidade da fé em suas casas nestes tempos.

“Esperamos –concluiu Bento XVI– que também em futuro esta força da fé, sua visibilidade, permaneça e ajude a sair adiante, como o Advento quer, em direção ao Senhor”.

Personagem católico chama a atenção na nova série de Spielberg sobre alienígenas

Falling Skies - Personagem católico chama a atenção na nova série de Spielberg sobre alienígenas NOVA IORQUE, 20 Jul. 11 / 12:37 pm (ACI)

Estreou-se nos Estados Unidos há poucas semanas a mais recente e ambiciosa série de ficção científica para a televisão produzida por Steven Spielberg que leva o título de “Falling Skies”. Nesta historia sobre a luta entre alienígenas e humanos, o personagem de uma jovem católica que usa sua fé como arma para sobreviver chamou a atenção da imprensa.

O argumento de “Falling Skies” sobre a vida na terra seis meses depois de um ataque alienígena não é novo nem original, mas sendo um produto de Spielberg colhe êxitos de audiência.

Conforme informa o site ReligiónenLibertad.org (ReL), “a ação tem lugar principalmente em uma irreconhecível Boston, e dentre todos os protagonistas destaca-se um personagem de certo modo insólito no panorama das produções televisivas”.

“Trata-se de Lourdes, uma jovem de 17 anos, intelectualmente brilhante, estudante de Medicina, de origem mexicano, bonita e, como assinala Greg Sisk em sua análise dos capítulos emitidos, ‘aberta e explicitamente católica’. O seu próprio nome indica uma esperança sobrenatural”, destaca o site sobre o papel interpretado pela atriz de raízes latinas Seychelle Gabriel.

Chama a atenção que “as cenas nas que Lourdes expõe sua fé estão intencionalmente bem tratadas”. Do primeiro capítulo, o personagem mostra sua fé com naturalidade. Em uma cena atrasou-se do grupo porque se deteve em uma igreja para rezar e defende suas convicções ante as gozações dos demais.

Quando Lourdes alcança o grupo, uma de suas companheiras na ficção ri dela e lhe diz que a próxima vez que se ajoelhe para rezar peça a Deus um bombardeiro. Lourdes responde com claridade: “Eu não rezo a Deus para pedir-lhe coisas. Não acredito que as coisas funcionem assim”. Karen lhe pergunta então para quê ela reza. “Peço a Deus que me mostre o que posso fazer por Ele”, responde Lourdes.

A jovem oferece ao grupo de sobreviventes a contribuição da sua fé junto à sua incipiente experiência clínica. “Em uma cena de outro episódio, sentam-se a comer e é ela quem se persigna para dirigir a bênção da mesa. A câmara se dirige então ao chefe militar do grupo, um homem duro que perdeu a sua família durante a invasão e que costuma expressar-se de forma bastante cínica… mas que murmura com ela a oração“, informa ReL.

“A religião, e em particular a fé católica, esteve sempre muito presente nas produções de Spielberg, em algumas ocasiões misturada com interpretações de corte esotérico, em outras com críticas indiretas, mas algumas vezes também com uma seriedade e respeito incomuns em outros cineastas. Falling skies parece figurar, ao menos até o momento, entre estas últimas”, indica.

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