É necessária uma aliança ao serviço dos valores, afirma o arcebispo Hilarión

ROMA, segunda-feira, 21 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- A Igreja católica e a ortodoxa devem ser aliadas na hora de reafirmar os valores cristãos no mundo de hoje: assim declarou o arcebispo Hilarión de Volokolamsk, em uma coletiva de imprensa após o encontro da sexta-feira passada com Bento XVI em Castel Gandolfo.

O prelado, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, desejou que Bento XVI e o Patriarca Kirill possam encontrar-se logo, durante uma conversa com um grupo de jornalistas reunidos na igreja ortodoxa de Santa Catarina em Roma.

“Nós apoiamos o Papa em seu empenho pela defesa dos valores cristãos – afirmou – o apoiamos também quando suas valentes declarações suscitam reações negativas por parte de alguns políticos ou personalidades públicas, ou são recebidas com hostilidade e às vezes mal entendidas por parte de alguns meios de comunicação”.

“Cremos que ele tem o dever de dar testemunho da verdade e portanto estamos também com ele quando sua palavra encontra oposição”, acrescentou o arcebispo.

Precisamente por isto, o arcebispo ortodoxo desejou que se realize o quanto antes o encontro tão longamente esperado entre o Papa e o Patriarca de Moscou.

“Pessoalmente espero que cedo ou tarde se realize o encontro esperado por muitos entre o Papa e o Patriarca de Moscou. Posso dizer com responsabilidade que em ambas partes existe o desejo de preparar cuidadosamente este encontro”, assegurou.

Um encontro, declarou, que representaria um grande salto adiante nas relações entre católicos e ortodoxos.

Hilarión assegurou que existe atualmente uma ampla possibilidade de cooperação entre ambas Igrejas.

“Diante de nós – afirmou – se abre o vastíssimo campo do mundo descristianizado de hoje”.

“A estes desafios nós cristãos e particularmente ortodoxos e católicos podemos e devemos responder juntos – acrescentou –. Juntos podemos oferecer nossa visão cristã da família, afirmar nosso conceito de justiça social, de um empenho pela salvaguarda do meio ambiente, pela defesa da vida humana e de sua dignidade”.

A Igreja “não é um supermercado do espírito”, prosseguiu, a Igreja “faz a vida mais plena, mais humana e divina”.

O prelado manifestou esperar que a relação entre otodoxos e católicos se desenvolve mais intensamente e que se superem logo os problemas que subsistem entre ambas tradições.

O arcebispo Hilarión mostrou também que o Patriarcado de Moscou quer abrir também uma nova página nas relações com o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, em nome de um diálogo aberto e sincero.



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Realizamos as obras típicas da fé católica?

set 16, 2009 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja, Mundo

Catolicismo não pode se diluir num discurso genérico, diz cardeal

SÃO PAULO, quarta-feira, 16 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida os fiéis a praticarem as obras típicas da fé católica, evitando assim que o catolicismo fique diluído num discurso genérico.

Dom Odilo recorda –em artigo desta semana no jornal O São Paulo– que os muçulmanos “estão na conclusão do mês do jejum sagrado (Ramadã), durante o qual praticam o jejum, rezam com mais intensidade, vão às mesquitas ouvir as pregações e realizam outras atividades religiosas”.

“Algo semelhante àquilo que os católicos são convidados a fazer durante a Quaresma… Isso nos questiona, se nós também realizamos as obras da fé típicas da fé católica, e não apenas durante a quaresma, mas habitualmente?”, questiona.

O arcebispo considera que algumas práticas da fé católica “precisam ser recuperadas, se não queremos que o catolicismo fique diluído num discurso genérico, talvez até bonito”.

Como exemplo, cita a santificação do domingo e a missa dominical. “Indo à igreja, damos testemunho público de nossa fé em Deus, alimentamos a vida cristã na oração, na escuta da Palavra de Deus e na Eucaristia e nos animamos para a vivência da esperança e da caridade. Mas também o exercício diário da oração, como é ensinado pela Igreja e de acordo com as devoções católicas. E ler a Bíblia, Palavra de Deus, com o interesse de quem quer ouvir Deus”.

Segundo o cardeal, “a fé católica, sem a caridade, não é autêntica”; por isso, “ela precisa ser traduzida nas práticas cotidianas de caridade para com o próximo”. “A esmola, a ajuda concreta aos necessitados, o alívio das dores de quem sofre, o empenho pela justiça social e a defesa da dignidade da pessoa e de seus direitos, tudo isso são expressões concretas da fé, que opera pela caridade”.

“A Igreja recomenda, de maneira sábia, a prática das obras de misericórdia, que dão um caráter concreto à nossa fé: dar de comer a quem tem fome; dar de beber a quem tem sede; vestir quem está sem roupa; abrigar os que não têm teto; visitar os doentes e os presos, consolar os aflitos, sepultar os mortos…”

“Ainda recordamos essas coisas, ou achamos que são atitudes ‘assistencialistas’ e, com isso, nos damos por justificados?”, pergunta Dom Odilo. “Mas essas são justamente as obras cobradas no capítulo 25 de S. Mateus, na cena do grande julgamento final, quando Jesus dirá: ‘foi a mim que o fizestes… ou não o fizestes’”. “Por falar nisso –prossegue o arcebispo–, quando foi a última vez que dei uma esmola a alguém? Ou visitei um doente? Um preso? Quando foi que socorri alguém necessitado?”



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Acordo entre Brasil e Santa Sé é aprovado na Câmara dos Deputados

ago 27, 2009 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Outros, Santa Sé

Estatuto reconhece personalidade jurídica da Igreja Católica e ratifica normas

BRASÍLIA, quinta-feira, 27 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem o Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no país.

O Acordo de 20 artigos foi assinado em novembro de 2008 pelo ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pelo secretário vaticano para as Relações com os Estados, o arcebispo Dominique Mamberti.

O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou hoje no site do organismo que a aprovação pela Câmara dos Deputados “é um passo importante em direção à homologação do Acordo”.

Ao considerar que o texto “não fere o ordenamento jurídico brasileiro”, Dom Dimas afirmou que a laicidade de um Estado “não é coibir a prática religiosa, mas favorecer para que a religião possa ser regida da maneira mais simples possível”.

O estatuto ratifica uma série de normas já cumpridas no país, não trazendo a rigor elementos novos. Aborda questões como casamento, ensino religioso, imunidade tributária, vínculo religioso e não empregatício dos ministros ordenados.

Artigos

Pelo Acordo, por exemplo, a Igreja Católica compromete-se a dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde e prisionais.

O Estado brasileiro reconhece à Igreja o direito de constituir e administrar seminários e outros institutos eclesiásticos de formação e cultura, criar e modificar instituições eclesiásticas como dioceses, prelazias.

O texto afirma que o Estado “respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa” e o constitui como disciplina no ensino fundamental das escolas públicas, com matrícula facultativa.

Sobre o casamento, destaca que, em conformidade com as leis canônicas e as exigências do direito brasileiro, a cerimônia produz também efeitos civis.

O Acordo garante o segredo do ofício sacerdotal, especialmente o da confissão sacramental, assegura imunidade tributária às pessoas jurídicas eclesiásticas e também para o exercício de atividade social e educacional sem finalidade lucrativa.

O texto assegura que o vínculo entre os ministros ordenados ou fiéis consagrados mediante votos e as dioceses ou institutos religiosos é de caráter religioso, não gerando vínculo empregatício.

Este formato de Acordo para disciplinar procedimentos de natureza religiosa foi possível porque o Vaticano tem personalidade jurídica de Direito Internacional Público, sendo reconhecido como Estado. O estatuto segue agora para ratificação do Senado.



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Somos uma família

ago 17, 2009 Autor: Bíblia Católica | Postado em: História da Igreja, Vídeos
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Melhoram relações entre Igreja Católica e Rússia

jul 19, 2009 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja, Mundo, Santa Sé

Segundo o arcebispo da Mãe de Deus em Moscou

MOSCOU, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo da arquidiocese da Mãe de Deus, em Moscou, expressou sua satisfação pela melhora das relações entre a Igreja Católica e o governo.

“Os sinais positivos e concretos de melhora das relações entre a comunidade católica e as autoridades governamentais estão emergindo na Federação Russa e isto nos dá esperança no futuro”, declarou Dom Paolo Pezzi a L’Osservatore Romano.

Também destacou a esperança que isso supõe para “o estabelecimento e o crescimento de relações diplomáticas plenas entre a Santa Sé e a Federação Russa”.

Atualmente, a Santa Sé mantém relações especiais com a Federação Russa, que dispõe de uma representação diplomática ante a Santa Sé.

O arcebispo percebe “uma melhora das relações entre a Igreja Católica e o poder civil, tanto no âmbito central como no local”.

Estes sinais positivos residem na “possibilidade de enfrentar e de resolver positivamente certas questões relativas à presença da Igreja na Rússia”.

Entre essas questões, destacou “o reconhecimento da comunidade católica a diferentes níveis” e “uma colaboração no que se refere à problemática dos lugares de culto”.

“Há uma disponibilidade para dialogar e para perceber nossas preocupações e encontrar uma solução”, afirmou o prelado.

O arcebispo não deixou de recordar, contudo, certas problemáticas. “No âmbito local, temos respostas diferentes: em certas comunidades há sinais positivos de colaboração, enquanto que em outras, as dificuldades perduram”.

“De qualquer forma, quando há dificuldades, percebemos um maior interesse e uma implicação maior do poder político central para responder a nossas necessidades”, explicou.

Para Dom Pezzi, “devemos ser conscientes de que nossa esperança se baseia em nossa fé e precisamente isso nos proporciona um olhar otimista e construtivo, também nas relações com o poder político”.



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Católicos nos Estados Unidos já são mais de 68 milhões

jun 5, 2009 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja, Mundo

81.775 pessoas de outras confissões cristãs se uniram à Igreja Católica

Por Nieves San Martín

WASHINGTON, quinta-feira, 4 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Os dados do Diretório Católico Oficial dos Estados Unidos, também conhecido como Diretório Kennedy, mostram que os católicos no país norte-americano já são 68.115.001, o que representa 22% da população.

Cada ano, as organizações católicas investem 28 bilhões de dólares em serviços sociais e educativos.

Segundo o Diretório, o número de católicos aumentou em 1 milhão desde o ano passado, informa o site da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

O Diretório está baseado em informação recolhida das dioceses e é divulgado anualmente.

Outros dados significativos são: 4.489 sacerdotes diocesanos e religiosos; 60.715 religiosas; 4.905 irmãos religiosos; 16.935 diáconos permanentes; 18.674 paróquias, inclusive 91 novas paróquias; 562 hospitais que atenderam 85.293.351 pacientes; 3.009 centros de serviços sociais com 27.213.486 pessoas assistidas por ano; 189 seminários com 4.973 estudantes; 234 colégios maiores católicos e universidades com 795.823 estudantes; 1.341 institutos de Ensino Médio com 674.380 estudantes; 6.133 escolas de Ensino Fundamental com 1.609.387 estudantes; 722.599 estudantes no programa de educação religiosa dos colégios maiores; 887.145 batismos de crianças; 42.629 batismos de adultos; 81.775 pessoas que entraram em plena comunhão, ou seja, batizados cristãos que se uniram à Igreja Católica.

Cada ano, as organizações católicas dos Estados Unidos proporcionam aproximadamente 28,2 bilhões de dólares em serviços através de instituições representadas pela Associação Católica de Saúde (5,7 milhões), organizações de caridade católicas (3,5 bilhões) e pela Associação Nacional de Educação Católica (19,8 bilhões). Isso não inclui a assistência proporcionada através das paróquias e outras organizações.



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